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BOATE KISS

Indiciados por tragédia em
Santa Maria seguem em liberdade

Indiciados por tragédia em
Santa Maria seguem em liberdade

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27/01/2014 - 08h15
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Todos os indiciados nos processos criminal e militar do incêndio que matou 242 jovens na boate Kiss, em Santa Maria, em janeiro de 2013, seguem em liberdade. O processo, que tramita na Justiça há um ano, segue em fase de depoimentos – testemunhas devem ser chamadas para esclarecer o incêndio na casa noturna até, pelo menos, o meio do ano, segundo o juiz Ulysses Fonseca Louzada. A tragédia completa um ano nesta segunda-feira.

 

 

No processo criminal, oito pessoas foram indiciadas: os dois sócios da boate, Elissandro Spohr, o Kiko, e Mauro Londero Hoffmann; dois integrantes da banda Gurizada Fandangueira, Marcelo de Jesus dos Santos e Luciano Leão (os quatro respondem por homicídio qualificado com dolo eventual); o major do Corpo de Bombeiros Gerson da Rosa Pereira, do 4º Comando Regional de Santa Maria e o sargento Renan Severo Berleze foram indiciados por fraude processual; o ex-sócio da boate, Elton Uroda, e o contador da balada, Volmir Panzer, respondem por falso testemunho.

 

O processo militar também indiciou oito pessoas. O chefe regional da Defesa Civil, Daniel da Silva Adriano (falsidade ideológica); Moisés da Silva Fuchs (falsidade ideológica e prevaricação); o capitão Alex da Rocha Camillo (falsidade ideológica); os sargentos Renan Severo Berleze e Sérgio Roberto Oliveira de Andrades, além dos soldados Gilson Martins Dias, Vagner Guimarães Coelho e Marcos Vinícius Lopes Bastide responderão por inobservância da lei.

 

 

O caso

Um incêndio matou 242 pessoas que participavam de uma festa na boate Kiss, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, em 27 de janeiro de 2013.

 

Na ocasião, houve uma apresentação da banda “Gurizada Fandangueira”, que utilizou um sinalizador no ambiente fechado. Faíscas do produto acabaram atingindo a espuma que fazia o isolamento acústico do local.

 

Os frequentadores da boate acabaram inalando uma fumaça tóxica e tiveram dificuldades para deixar o local com saídas de emergência bloqueadas.

 

De acordo com testemunhas, o fogo teve início por volta das 2h30 de domingo. Com a fumaça, as vítimas não enxergaram a saída. Desnorteadas, algumas chegaram a entrar nos banheiros do estabelecimento, onde acabaram encurraladas.

 

 

Jovens que conseguiram sair da boate retornaram na tentativa de resgatar as pessoas que não conseguiam deixar o local. Com apenas uma saída de emergência no local, algumas pessoas foram pisoteadas, tomadas pelo desespero de sair o mais rápido possível da boate.

 

Segundo um dos sobreviventes, os seguranças da boate Kiss formaram uma barreira para não deixar os jovens saírem por acharem que se tratasse apenas de um tumulto.

 

 

Os feridos foram levados ao Hospital Universitário de Santa Maria, onde fizeram tratamento para expelir a fuligem acumulada nos pulmões. Contando o número de jovens que morreram na balada e após a tragédia no hospital, 242 pessoas faleceram e centenas ficaram feridos.

 

 

Em homenagem às vítimas, cerca de 10 mil pessoas participaram de uma passeata pela paz na cidade, dias após a tragédia. A presidente Dilma Rousseff cancelou uma viagem para o Chile e regressou para o Brasil. Ela se emocionou ao falar sobre o incêndio. "Eu queria dizer à população do nosso país e de Santa Maria o quanto, nesse momento de tristeza, estamos juntos. E necessariamente iremos superar, mantendo a tristeza", disse a presidente.

 

 

Após o acontecimento na boate, a fiscalização foi intensificada, com o fechamento de estabelecimentos irregulares e desencadeou um debate em torno da segurança nas casas noturnas no Brasil. A maioria dos bares foram lacrados por falta de documentos.

Transtorno

Suspeito de furtos foge da polícia, invade casas e mobiliza moradores em bairro de Campo Grande

Conhecido por crimes na região, suspeito fugiu de abordagem, invadiu casas e mobilizou moradores do Jochey Club

29/04/2026 17h42

Suspeito de furtos foge da polícia, invade casas e mobiliza moradores em bairro da Capital

Suspeito de furtos foge da polícia, invade casas e mobiliza moradores em bairro da Capital Gerson/Correio do estado

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Um homem suspeito de furtar baterias de veículos voltou a agir na região do Jochey Club e mobilizou moradores e equipes policiais nesta terça-feira (29). O caso ocorreu durante o período da manhã e se estendeu por horas, com buscas intensas na região.

De acordo com o advogado João Pedro de Souza, morador do bairro que acompanhou a ocorrência e relatou os fatos à reportagem, o suspeito já é conhecido entre os moradores por praticar diversos furtos semelhantes.

“Esse rapaz já é famoso por roubar baterias aqui na região. Hoje pela manhã ele furtou a bateria do carro de uma estagiária aqui perto. Ele arrancou a bateria com toda a fiação e saiu correndo”, afirmou.

Segundo João Pedro, a Polícia Militar foi acionada e chegou a localizar o suspeito, mas ele conseguiu escapar.

“Eu e meu colega de trabalho, fomos até o local para verificar se encontraríamos esse ‘paulista’. Em contato com a polícia, fomos até outros barracos, inclusive debaixo do pontilhão, aqui na região do Salgado Filho. Nesse momento, ele conseguiu despistar a polícia e correu de volta para a Rua Japão. Ele se escondeu debaixo de um carro, e a polícia acabou indo embora”, relatou.

Ainda conforme o advogado, o suspeito continuou tentando fugir e contou com diferentes esconderijos ao longo do trajeto.

“Depois, quando os motoboys, que ficam ali no ponto, o encontraram, ele invadiu a casa de uma senhora e se escondeu dentro do imóvel. Ficamos aguardando a chegada da polícia, mas eles não retornaram. Permanecemos ali por cerca de uma hora e meia, procurando por ele nas casas ao redor das ruas Japão e Cubatão, mas não o encontramos”, disse.

Moradores passaram a acompanhar a movimentação e auxiliar nas buscas. Em determinado momento, o suspeito foi novamente localizado.

“A gente conseguiu encontrar ele de novo. Os vizinhos ajudaram a procurar, mas ele acabou pulando para dentro da casa de uma senhora”, acrescentou.

Segundo relatos de moradores ouvidos pela reportagem, o suspeito utilizou residências como esconderijo para despistar a polícia. A movimentação chamou a atenção da vizinhança e mobilizou várias equipes policiais, que realizaram buscas intensas nas redondezas, incluindo ruas próximas e imóveis da região.

De acordo com moradores, houve grande movimentação de viaturas no bairro, no entanto, o suspeito não foi localizado.

Um morador, que preferiu não se identificar, afirmou que o homem teria ficado escondido durante parte da tarde no forro da casa de um policial aposentado. Imagens de câmeras de segurança teriam registrado a fuga do suspeito.

Ainda segundo esse morador, a polícia foi acionada novamente e a última informação era de que o suspeito, conhecido como “Paulista”, estaria escondido em um cemitério da região.

Apesar do cerco montado pelas forças de segurança e do apoio dos moradores, o suspeito conseguiu fugir novamente e não foi localizado até o momento. Ninguém ficou ferido durante a ocorrência.

 



 

Investigação

MP apura recusa de matrícula a autistas em escolas privadas de Dourados

Procedimento foi aberto a partir de denúncia anônima e envolve cinco instituições de ensino da rede privada do município

29/04/2026 16h00

MP apura recusa de matrícula a autistas em escolas privadas de Dourados

MP apura recusa de matrícula a autistas em escolas privadas de Dourados Divulgação

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) instaurou um procedimento administrativo para investigar denúncias de recusa de matrícula e cobrança de valores considerados excessivos por escolas particulares de Dourados no atendimento a crianças com deficiência e transtorno do espectro autista (TEA). A informação foi publicada na edição desta quarta-feira (29) do Diário Oficial. 

A apuração é conduzida pela 17ª Promotoria de Justiça da Comarca de Dourados e trata de possíveis violações de direitos individuais indisponíveis às crianças. O procedimento foi aberto a partir de denúncia anônima e envolve cinco instituições de ensino da rede privada do município. São alvos da investigação as escolas Franciscana Imaculada Conceição, Escola Adventista, Sagrado Coração, Lumiere e Wings.

O MP busca esclarecer se houve negativa de vagas a estudantes com deficiência, além da eventual prática de cobrança diferenciada ou abusiva nas mensalidades e taxas escolares.

Em entrevista ao Correio do Estado, a assessoria de imprensa estadual da rede adventista alegou ter ciência da investigação e disse colaborar com o MP. "Sim, o Ministério Público entrou em contato conosco, estamos colaborando, a rede adventista não registra nenhum tipo de reclamação, temos alunos com essas condições, e estamos colaborando com as investigações".  

Cabe destacar que a legislação brasileira garante o direito à educação inclusiva, proibindo a recusa de matrícula e a cobrança adicional de valores em razão da condição do aluno. Caso sejam confirmadas irregularidades, as instituições podem ser responsabilizadas nas esferas civil e administrativa.

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