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OCUPAÇÃO

Índios terena já controlam 6.621 dos 17,3 mil ha

Índios terena já controlam 6.621 dos 17,3 mil ha

REGIÃO NEWS

25/07/2011 - 16h45
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Os terenas das aldeias Buriti, Lagoinha, Água Azul  e Córrego do Meio gradativamente estão atropelando o arrastado processo judicial e administrativo de demarcação das terras  que reivindicam. Eles já ocupam 11 propriedades, sendo cinco em Sidrolândia (somando 2.296 hectares) e seis em Dois Irmãos do Buriti (com 4.025 hectares), totalizando 6.321 hectares, mais de 36,5% dos 17,3 mil hectares que há 10 anos foram reconhecidos pelo Ministério da Justiça como “terra indígena”.  A Reserva Buriti tem 2.100 hectares ocupados por 3.400 índios.

 Levantamento do Movimento Nacional dos Produtores mostra que em Sidrolândia estão ocupadas as Fazendas Estância Alegre (370 hectares); Flórida (370 hectares); Santo Antônio (56 hectares); 3R (300 hectares) e Bom Jesus (1.200 hectares) que foram ocupadas mais recentemente. Os índios pleiteiam ainda as fazendas Querência São José (300 hectares) e Buri (300 hectares). Todas elas foram ocupadas pelo menos uma vez desde 2000.

 Já em Dois Irmãos do Buriti, os índios ocupam as fazendas Buriti (425 hectares); São Sebastião (300 hectares); Recanto do Sabiá (300 hectares); Furna da Estrela (3 mil hectares) e pleiteiam ainda a  Nossa Senhora Aparecida (1.300 hectares).

 Entre as propriedades em litígio três pertencem a família Bacha: a  Buriti de 300 hectares (pertencente a Ricardo Bacha); a Querência do Norte (de Lourdes Bacha com 300 hectares) e a 3 R (de Roberto Bacha, com 300 hectares). Só a 3 R,  que está ocupada por 2 mil índios desde o início de maio,  já foi invadida seis vezes.

 Roberto  Bacha diz que nesta última ocupação, ele, a família e os empregados foram rendidos pelos índios que estavam armados. Bacha aguarda o julgamento do Tribunal Regional Federal que numa decisão provisória, suspendeu a liminar (concedida em primeira instância) que determina a retirada dos terenas da propriedade. Mesmo assim, parece resignado a perder a propriedade.

Em dois meses de ocupação da Fazenda 3 R, os índios fizeram uma lavoura de seis hectares, construíram barracos e trabalham na retirada das cerca que separava a fazenda de uma propriedade vizinha, a Bom Jesus, que invadiram no mês passado, expulsando os dois arrendatários da pastagem. 

 As últimas ocupações de fazendas reacenderam o  clima de conflito eminente. Os produtores que ainda não tiveram a fazenda ocupada contrataram seguranças particulares, armados, para proteger as terras. Os fazendeiros argumentam que os índios também estão armados. Bacha mostra um livro ata que teria sido encontrado em uma das fazendas ocupadas. Nele há anotações de armas que estariam em poder dos índios terenas, como os nomes de quem usa o armamento, o modelo e o número de munições.

 Bacha conta que a propriedade foi adquirida por seus pais e pertence a família há muitos anos. “Naquela fazenda estava até o cheiro do meu pai e isso nunca mais vai ser resgatado. Eu não me sinto em condições de voltar na propriedade”, conta o produtor. Todos os fazendeiros tem título de propriedade emitidos pelo Governo do Estado ou pelo Governo Federal.

 O ex-cacique Noel Patrocínio, de 78 anos, morador na reserva Buriti, diz que os jovens terenas estão certos na luta pelo espaço territorial. “Quando a etnia branca chegou aqui, o que é que foi encontrado. Ele garante que os índios não vão desistir da ocupação. “Esse pensamento nunca vai morrer. Ele vai existir enquanto existir o índio, o sonho e o desejo de retomada de território”, enfatiza o cacique.

MATO GROSSO DO SUL

Motorista morre após colisão entre Hilux e bitrem na MS-141

Acidente ocorreu entre Ivinhema e Naviraí, na noite deste domingo (28); passageiro da caminhonete ficou ferido e causas da colisão serão investigadas

29/06/2026 09h00

Acidente entre caminhonete e bitrem na MS-141 matou motorista de 36 anos na noite deste domingo (28)

Acidente entre caminhonete e bitrem na MS-141 matou motorista de 36 anos na noite deste domingo (28) Divulgação / Ivinotícias

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A colisão entre uma caminhonete Toyota Hilux e um bitrem canavieiro matou o motorista Eloir Deola, de 36 anos, na noite deste domingo (28), na rodovia MS-141, entre os municípios de Ivinhema e Naviraí.

O acidente aconteceu nas proximidades da entrada da estrada vicinal da Fazenda Marau, a cerca de 26 quilômetros do perímetro urbano de Ivinhema. Conforme informações apuradas pelo site Ivinotícias, a caminhonete seguia no sentido Ivinhema–Naviraí quando colidiu com um bitrem pertencente à Usina Adecoagro.

Com a força do impacto, Eloir morreu ainda no local. Um passageiro que estava na caminhonete foi socorrido por equipes de resgate e encaminhado para atendimento médico. O estado de saúde dele não foi informado.

Ainda segundo o Ivinotícias, o motorista do bitrem não permaneceu no local da colisão logo após o acidente. Ele percorreu aproximadamente um quilômetro antes de parar o veículo sobre a rodovia. Em seguida, foi atendido por uma equipe de resgate da própria usina e levado ao hospital para avaliação médica.

Informações levantadas pela reportagem apontam que Eloir havia visitado familiares em Novo Horizonte do Sul e retornava para sua residência, em Dourados, quando o acidente ocorreu.

A ocorrência mobilizou equipes da Polícia Militar Rodoviária Estadual, da Base Operacional de Ipezal, da Polícia Civil de Ivinhema, da Perícia Criminal de Nova Andradina e da Pax Ivinhema, responsável pelos procedimentos funerários.

As circunstâncias e as causas da colisão serão investigadas pelas autoridades competentes.

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TRAGÉDIA

Criança morre após incêndio atingir casa no interior de MS

Suspeita é que o menino, de 6 anos, morreu devido a inalação da fumaça

29/06/2026 08h10

Incêndio ocorreu na noite deste domingo (28), em Terenos

Incêndio ocorreu na noite deste domingo (28), em Terenos Reprodução

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Em Terenos, município localizado a 31km de Campo Grande, incêndio atingiu uma residência no bairro Residencial Heitor Rodrigues e matou um menino de 6 anos, na noite deste domingo (28).

De acordo com testemunhas, a criança estava dentro da casa quando o fogo se alastrou, por volta das 20h. A causa do incêndio segue sendo apurada pelas Polícia Civil de Terenos.

Segundo informações preliminares, no momento que o incêndio começou no interior da casa, a criança se escondeu atrás de um sofá na sala. A família realizava uma confraternização do lado de fora do imóvel e entrou para tentar o resgate do menino, mas não o encontraram devido ao excesso de fumaça que atrapalhou a visão do ambiente.

A suspeita é que a vítima morreu óbito asfixiada pela fumaça. Quando foi localizada, já estava sem sinais vitais. O Corpo de Bombeiros de Campo Grande (MS) atendeu a ocorrência, mas, quando a equipe chegou, o garoto já estava sem vida.

 

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