Cidades

Alívio para alguns

Inmet coloca mais de 40 municípios de MS em alerta de tempestades

A chuva deve chegar com mais força na região sul do estado. Em Campo Grande, a probabilidade de chuva é baixa e o calor deve persistir por mais algumas semanas.

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Apesar do tempo seco e da fumaça que têm incomodado os sul-mato-grossenses, a chuva pode chegar em algumas cidades de Mato Grosso do Sul e aliviar o calor 'infernal' que não dá trégua há semanas. Devido a essa preocupação, o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) colocou 41 municípios do estado em alerta de tempestade.

O aviso é de cor laranja, indicando perigo de tempestade. Ele começa a valer neste sábado (14) e termina somente na tarde de domingo (15). O alerta afeta as cidades de Amambai, Antônio João, Aral Moreira, Batayporã, Bela Vista, Bodoquena, Bonito, Caarapó, Caracol, Coronel Sapucaia, Corumbá, Deodápolis, Douradina, Dourados, Eldorado, Fátima do Sul, Glória de Dourados, Guia Lopes da Laguna, Iguatemi, Itaporã e Itaquiraí.

Outras cidades que também estão na rota da chuva são Ivinhema, Japorã, Jardim, Jateí, Juti, Laguna Carapã, Maracaju, Mundo Novo, Naviraí, Nioaque, Nova Andradina, Novo Horizonte do Sul, Paranhos, Ponta Porã, Porto Murtinho, Rio Brilhante, Sete Quedas, Tacuru, Taquarussu e Vicentina.

Ainda de acordo com o instituto, nesses municípios pode chover até 50 milímetros, com ventos entre 40 e 60 km/h. Segundo o aviso, há risco de queda de granizo, interrupção de energia elétrica, alagamentos, danos em plantações e quedas de árvores.

O Inmet recomenda aos moradores que, em caso de rajadas de vento, não se abriguem debaixo de árvores e evitem estacionar veículos perto de torres de transmissão e placas de publicidade. Também é aconselhável evitar o uso de aparelhos eletrônicos ligados à tomada.


Campo Grande também deve chover? 

Quando os especialistas informaram que uma frente fria estava se aproximando de Mato Grosso do Sul, os campo-grandenses ficaram aliviados com a perspectiva de uma mudança no clima. No entanto, nesta sexta-feira (13), o alívio se transformou em frustração, após nova previsão indicar que o fim de semana em Campo Grande (MS) deve ser quente e sem chuva.

Conforme dados do Climatempo retirados no início da semana (10), o final de semana na capital seria marcado por sol e muitas nuvens, mas com possibilidades de chuvas isoladas à noite e no domingo. Além da chuva, também era previsto uma mudança brusca de temperatura, com máxima de 25º e mínima de 20º, a capital passaria por uma  tarde marcada por um tempo chuvoso.

No entanto, as últimas atualizações do Climatempo indicam uma mudança significativa na previsão para Campo Grande. Atualmente, segundo dados do Climatempo, o calor não deve dar trégua aos campo-grandenses. E, muito menos, chuva. Com temperaturas de até 38oC no sábado, a única previsão de chuva para a capital é no domingo à noite. No entanto, com apenas 1.2mm de chuva.

De acordo com a previsão, as chuvas devem voltar, possivelmente, somente na próxima semana. Contudo, ainda com um volume abaixo do desejado.  De outro modo, apesar de um baixíssimo volume de chuvas, a umidade segue a mesma e deve seguir aumentando. 


Confira

Em Dourados, além de uma queda nas temperaturas entre sábado (14) e domingo (15), o fim de semana será de muitas nuvens e com fortes pancadas de chuva. De acordo com a previsão, a cidade dourada deve receber até 34mm de chuva somente neste final de semana. 

Na fronteira, em Ponta Porã, uma frente fria deve chegar para dar uma trégua no calor. Com temperaturas mínimas de 15ºC, e com máxima de 24ºC.  Além do frio, a previsão também aponta pancadas de chuva. 

No Pantanal, em Corumbá, o forte calor e o clima seco devem continuar. Não há previsão de chuva para a região.

Em Porto Murtinho, no extremo oeste do estado, uma onda de frio deve ajudar a amenizar o clima, com mínima de 20ºC e máxima de 25ºC, mas sem chuvas. 

 

*Colaborou Alexandra Cavalcanti 
 

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assassinato

Homem invade convento no PR, mata freira de 82 anos e diz que 'vozes' ordenaram

Crime ocorreu no Convento das Irmãs Servas de Maria Imaculada, no município de Ivaí, nos Campos Gerais do Paraná

22/02/2026 17h15

Foto: reprdoução

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Uma freira de 82 anos foi morta asfixiada na tarde deste sábado, 21, após um homem invadir o Convento das Irmãs Servas de Maria Imaculada, no município de Ivaí, nos Campos Gerais do Paraná. A vítima foi identificada como Nadia Gavanski. O suspeito, de 33 anos, foi preso em flagrante pelo assassinato.

De acordo com a Polícia Civil do Paraná (PCPR), uma equipe da Polícia Militar (PM) foi a primeira a chegar ao local e encontrou a religiosa caída no chão, com as roupas parcialmente retiradas e sinais evidentes de agressão física. A freira teria tentado se defender do suspeito durante o ataque.

Uma fotógrafa que registrava um evento no convento relatou à polícia que foi abordada pelo suspeito logo após o crime. Ele apresentava nervosismo, roupas sujas de sangue e arranhões no pescoço. Disse que trabalhava no local e que tinha encontrado a freira já caída. Desconfiada, a testemunha gravou parte da conversa de forma discreta e pediu que outras pessoas acionassem socorro e a PM. Nesse intervalo, o homem deixou o convento.

Com base no vídeo gravado pela fotógrafa, os policiais identificaram o suspeito, que já tinha antecedentes por roubo e furto. Ele foi localizado em casa. Ao perceber a aproximação da PM, tentou fugir e resistiu à abordagem com socos e chutes, mas foi contido pelos militares. Questionado, admitiu ter assassinado a freira. A defesa do suspeito não foi localizada.

Suspeito confessa crime

Na delegacia, o homem confirmou que passou a madrugada consumindo crack e bebida alcoólica. Disse ainda que ouviu vozes ordenando que matasse alguém e, por isso, pulou o muro do convento com a intenção de tirar a vida de uma pessoa. Segundo o relato, ao ser abordado pela freira, afirmou que trabalhava ali. Diante da desconfiança da religiosa, ele a empurrou. Quando ela caiu e começou a gritar, colocou os dedos na boca da vítima para provocar asfixia.

"Ele negou ter golpeado diretamente a cabeça dela, embora tenha admitido que ferimentos cranianos possam ter ocorrido durante a queda. Negou, ainda, qualquer ato de violência sexual contra a vítima ou intenção de subtrair objetos", informou a Polícia Civil ao Estadão.

A polícia afirmou, contudo, que a circunstância de a vítima estar com as roupas parcialmente retiradas será analisada após a conclusão dos laudos periciais, para verificar eventual crime sexual.

Uma das irmãs do convento contou que, depois do almoço, a freira costumava ir até o local onde o crime aconteceu para alimentar galinhas.

O homem foi autuado por homicídio qualificado, com indícios de motivo fútil, asfixia e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de resistência à prisão. Ele foi encaminhado ao sistema penitenciário. A Polícia Civil segue investigando o caso

Mais de 50 anos dedicados à religião

Em nota, o Convento das Irmãs Servas de Maria Imaculada lamentou a morte de Nadia Gavanski e informou que a irmã dedicou 55 anos à vida religiosa. A entidade disse ainda que ela foi vítima "de um ato de violência injustificável".

"Informamos que a instituição está colaborando plenamente com as autoridades de segurança pública para que as circunstâncias deste trágico homicídio sejam esclarecidas e a justiça seja feita", diz trecho do comunicado.

A cerimônia de despedida será realizada na tarde deste domingo, 22, em Prudentópolis (PR).

campo grande

Áudio com ataque à umbanda gera investigação por intolerância religiosa

Mãe de adolescente que frequentava terreiro gravou áudio dizendo que a religião é "do demônio" e que a decisão sobre a religião do filho deveria caber a ela

22/02/2026 17h00

Inquérito é conduzido pela Deops

Inquérito é conduzido pela Deops Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Uma mulher foi denunciada à Polícia Civil por intolerância religiosa, após enviar áudios a uma mãe de santo com ofensas à religião da umbanda, em Campo Grande. O caso foi registrado no dia 5 de maio de 2025, mas o inquérito policial segue em andamento.

A denúncia foi feita pela vítima, que é zeladora de umbanda. Conforme relato da mulher, o áudio foi encaminhado por um adolescente de 15 anos, que é frequentador do terreiro.

No áudio, a mãe do adolescente teria dito: "Vocês são filhos do demônio, essa religião não é para Deus". A ofensa é proferida em uma conversa com outra pessoa, identificada como a avó do jovem.

A denunciante não soube dizer se a mulher tinha ciência de que a conversa estava sendo gravada.

Durante o diálogo, a mulher declarou ainda não querer que o filho frequentasse o terreiro, alegando que a decisão sobre a religião do adolescente deveria ser dela, demonstrando ainda descontentamento com o horário em que o filho permanecia nas reuniões religiosas.

Na denúncia, a zeladora afirma que os encontros ocorrem das 19h às 21h.

Por fim, a mãe do adolescente volta a dizer que não quer que o menino frequente o local por considerar que "a religião é do diabo".

O áudio foi apresentado pela vítima na Delegacia Especializada de Ordem Política e Social (Deops) e juntado ao inquérito.

Após ser intimada por oficial de Justiça para prestar esclarecimentos, a investigada passou a se mostrar mais compreensiva em relação à religião do filho e à prática religiosa da mãe de santo, segundo a denunciante.

No entanto, a mulher ainda não prestou depoimento e não há sua versão sobre o caso. A oitiva delas está marcada para o dia 11 de março, na Deops, ainda na fase do inquérito policial. Caso ela não compareça, será considerado crime de desobediência.

Na última sexta-feira (20), a delegada pediu dilação de prazo, devido à necessidade de diligências para a análise e conclusão do inquérito. O caso está sendo investigado como injúria qualificada pela religião.

Intolerância religiosa

A intolerância religiosa é crime no Brasil, tipificado no Artigo 208 do Código Penal (ultraje a culto e impedimento/perturbação de cerimônia) e pela Lei nº 7.716/1989 (Lei Caó), que equipara a discriminação religiosa ao crime de racismo, tornando-o inafiançável e imprescritível.

As penas incluem detenção de um mês a um ano ou multa, podendo aumentar com violência. 

No caso em questão, o caso foi tipificado como injúria qualificada pela religião, prevista no § 3º do artigo 140 do Decreto-lei nº 2.848, que dispõe que é crime injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro, "se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a religião ou à condição de pessoa idosa ou com deficiência".

Em caso de condenação, a pena varia de um a três anos de reclusão e multa.

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