Cidades

VIOLÊNCIA

Insegurança na USP abre debate sobre policiamento no campus

Insegurança na USP abre debate sobre policiamento no campus

AGÊNCIA BRASIL

19/05/2011 - 19h12
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O assassinato de um estudante na Universidade de São Paulo (USP) e os roubos ocorridos na instituição abriram uma polêmica. Estudantes, professores e funcionários da universidade discutem a necessidade de policiamento na Cidade Universitária.

Tradicionalmente, a Polícia Militar (PM) não patrulha o campus. Embora não exista uma lei ou ordem expressa impedindo a entrada de policiais na universidade, a presença deles na área da instituição é rara desde a ditadura militar. A segurança do local fica a cargo da guarda universitária, formada por servidores da USP.

A falta de policiamento, porém, é agora apontada pela comunidade universitária como uma das causas da insegurança no campus. Devido aos últimos acontecimentos, pessoas que trabalham ou estudam na universidade consideram a possibilidade de solicitar que a PM intensifique a vigilância.

Maíra Madrid é estudante de economia e presidente do Centro Acadêmico Visconde de Cairu, que representa os alunos da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP, onde estudava o aluno assassinado. Segundo ela, a insegurança na universidade vem aumentando há meses. Contudo, ela não sabe se a PM seria solução para o problema.

“Tivemos dois casos de sequestro relâmpago na faculdade só neste ano. Também aconteceram vários roubos e furtos”, afirmou ela, à Agência Brasil. “Mas, sobre a presença da PM no campus, ainda não temos uma posição. Estamos debatendo o assunto com os estudantes”.

O diretor da FEA, professor Reinaldo Guerreiro, disse que os policiais precisam estar mais presentes. “Existe uma dificuldade de se fazer a segurança em um campus como este, muito grande e muito arborizado. “Eu acho importante [a presença da PM]. Por que dentro do campus eu não posso recorrer a um serviço de segurança do Estado?”

Guerreiro disse que a maior presença de policiais é a posição unânime entre os professores da FEA. Mesmo assim, ele admite que o tema é polêmico e ainda precisa ser debatido com toda comunidade da USP. Isso, porém, precisa ser feito rapidamente, até para evitar novos crimes.

De acordo com o delegado Carlos Alberto Delaye Carvalho, titular da delegacia responsável pela apuração dos crimes na Cidade Universitária, além do assassinato e dos dois sequestros relâmpagos, ocorreram na USP desde o início do ano sete roubos de carros à mão armada. Para ele, esses números não são considerados altos para uma área do tamanho do campus.

O delegado confirmou, contudo, que alguns desses crimes poderiam ter sido evitados caso a PM estivesse mais presente. “A PM entra quando é solicitado. Há uma certa resistência de alguns alunos e professores”.

O comandante-interino do 16º Batalhão da PM paulista, major José Luiz de Souza, ratificou essa intenção. Ele coordena um setores responsáveis pela segurança na área da Cidade Universitária e disse que a PM já patrulha o campus normalmente pois isso é um dever constitucional da corporação. Segundo ele, a PM intensificou suas ações no campus em abril, a pedido da reitoria.

Ele disse também que o relacionamento da PM com a reitoria da USP é bom, mas pode melhorar para aumentar a segurança. "Se alguma mudança ocorrer, será o estreitamento da relação".

O governador Geraldo Alckmin afirmou que já conversou com o secretário de Segurança, Antônio Ferreira Pinto, sobre o assassinato do estudante. Disse também que a PM está disposta em fazer uma parceria com a USP para melhorar a segurança do campus. “Independentemente de estar ou não dentro do campus, a polícia pode ter o trabalho integrado com a segurança da USP”.

A reitoria da USP informou que vai fazer, amanhã (20), uma reunião extraordinária para avaliar o plano de segurança da instituição. A universidade informou também que vem tomando atitudes para coibir a violência no campus. Essa violência, de acordo com a USP,  “reflete a realidade do entorno em que ele [o campus] está inserido na cidade de São Paulo”.

Interior

Denúncia de homem armado em bar acaba em prisão de foragido em cidade de MS

Suspeito não estava com arma, mas tinha mandado de prisão em aberto e admitiu ter rompido tornozeleira eletrônica

07/09/2026 15h30

Reprodução/PMMS

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Uma denúncia de que um homem estaria armado dentro de um bar terminou com a prisão de um foragido da Justiça na noite de domingo (6), em Rio Brilhante, a cerca de 160 quilômetros de Campo Grande. O suspeito, de 39 anos, foi localizado durante uma abordagem da Polícia Militar em um estabelecimento na Rua Prefeito Theofanes.

Segundo a PM, a equipe foi acionada para verificar a informação sobre a suposta arma de fogo. Os policiais abordaram pessoas que correspondiam às características informadas, mas nenhuma arma foi encontrada.

Durante a checagem dos documentos, os militares descobriram que um dos abordados tinha um mandado de prisão em aberto.

Ainda conforme a polícia, o homem contou que utilizava uma tornozeleira eletrônica, mas havia rompido o equipamento. Ele também indicou aos policiais onde o dispositivo estava.

A equipe foi até a residência indicada e encontrou a tornozeleira rompida sobre um guarda-roupa, confirmando a informação apresentada pelo suspeito.

O homem recebeu voz de prisão e foi levado para a Delegacia de Polícia Civil, junto com o equipamento eletrônico apreendido.

De acordo com a Polícia Militar, o homem possui registros por crimes como tentativa de homicídio, porte ilegal de arma de fogo, homicídio e roubo.

 

Cultura & Lazer

Exposição gratuita é opção para quem gosta de arte em Campo Grande

Mostra reúne obras de dois artistas e pode ser visitada sem agendamento

07/09/2026 15h00

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Quem gosta de artes visuais ainda pode visitar gratuitamente a exposição "Fragmentos e Cicatrizes da Arquitetura Urbana", na Galeria de Vidro, em Campo Grande. A mostra fica aberta até domingo (13) e reúne trabalhos dos artistas Gisele Della Barba e Fernando Anghinoni.

Inaugurada no dia 1º de setembro, a exposição propõe um olhar diferente para a paisagem urbana da Capital. As obras partem de elementos presentes no cotidiano, como construções, marcas e transformações nos espaços da cidade, para abordar temas ligados à memória, arquitetura e patrimônio.

A ideia é fazer com que o visitante observe a cidade para além da função prática de ruas e prédios, percebendo também as marcas deixadas pelo tempo e pelas mudanças na paisagem.

Marcas da cidade

Para Gisele Della Barba, a proposta da mostra está relacionada às chamadas "cicatrizes urbanas", marcas encontradas em espaços desgastados ou transformados da cidade que também podem servir como ponto de partida para a criação artística.

Já Fernando Anghinoni define a exposição como um "convite provocador" para que o público reflita sobre os elementos arquitetônicos presentes no cotidiano e sobre a relação deles com a memória e a história da cidade.

A exposição ocupa a Galeria de Vidro, espaço localizado na região central de Campo Grande. A visitação é gratuita, tem classificação livre e não exige agendamento prévio.

Serviço

Local: Galeria de Vidro
Endereço: Avenida Calógeras, 3015, Centro
Horários: segunda a sexta-feira, das 8h às 20h; sábado, das 8h às 12h
 

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