Cidades

11 DE SETEMBRO

Internet e redes sociais mostram a cara do novo terrorismo

Internet e redes sociais mostram a cara do novo terrorismo

TERRA

06/09/2011 - 12h04
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No Twitter, terroristas divulgam mensagens que incitam o ódio religioso. No Facebook, a Casa Branca alerta cidadãos sobre a ameaça de novos atentados. Em ambos, vítimas relatam em tempo real o drama de quem vive em meio a uma guerra. São provas de que nos últimos anos as Redes Sociais viraram mais do que entretenimento: são personagens ativos na guerra contra o terror.

Desde o final do ano passado, autoridades americanas monitoram mensagens terroristas no microblog Twitter. Escritas em árabe por simpatizantes da Al-Qaeda, contém links para notícias e frases a favor da Jihad, a proclamada "guerra santa" contra o ocidente. A iniciativa ainda é tímida, mas preocupa porque pode atrair ainda mais integrantes às organizações terroristas.

O pesquisador em Islamismo na Universidade de Braslei (EUA), Aaron Zelin, lembra que nos anos 90 terroristas já utilizavam Fóruns de Discussão para divulgar suas ideias na internet. Mas que nos últimos anos aderiram às Redes Sociais para ter mais liberdade sobre o conteúdo postado. "Esses sites deram poder para um grupo novo de indivíduos. Deram status a uma nova geração, transformando a jihad global em um movimento social", diz.

Sem ter como controlar as manifestações extremistas na internet, resta o governo dos Estados Unidos tentar usar as Redes Sociais em seu favor na luta contra o Terrorismo. Por esse motivo, o presidente Barack Obama anunciou em abril que Twitter e Facebook farão parte do novo alerta de atentados do país. Pela primeira vez, o sistema avisará internautas imediatamente caso haja uma ameaça de ataque terrorista.

Zelin não se surpreende que as redes sociais sejam um território tão controverso. Segundo ele, tanto governo quanto terroristas usufruem da internet da mesma forma como fizeram com a mídia tradicional no passado. "A diferença é que agora a informação atinge outros nichos e uma audiência ainda mais ampla", diz.

A guerra em tempo real
Graças às redes sociais também é possível acompanhar o minuto a minuto da guerra contra o terror através de testemunhas. Em abril, o mundo ficou sabendo da operação que matou Bin Laden no Paquistão ao mesmo tempo em que o presidente Barack Obama acompanhava do seu gabinete. O responsável foi o técnico de informática Sohaib Athar que relatou no Twitter a movimentação atípica de helicópteros e explosões perto de sua casa.

Enquanto isso, soldados compartilham através das redes sociais como é viver as consequências da guerra. O britânico Leigh, veterano do Iraque e do Afeganistão, narra para os seus seguidores o seu dia a dia com Transtorno de Estresse Pós-Traumático. Nos Estados Unidos, a americana Cheryl Gansner relata a recuperação do seu marido - um soldado ferido gravemente por uma bomba caseira no Iraque.

Para o blogueiro especialista em mídias sociais, Brian Solis, são exemplos de que, pela primeira vez, podemos acompanhar os eventos se desenvolverem em tempo real e atingirem as pessoas que estamos seguindo. E isso só é possível graças às novas ferramentas de comunicação, que fizeram o contexto tão importante quanto o conteúdo "Hoje nós ficamos sabendo o que está acontecendo diretamente de quem está na linha de frente. E isso nos faz sentir. Fazer parte. Ser inspirado para agir", conclui.

Saúde

Mais de 21 mil crianças já receberam vacina contra pneumonia em MS

Pneumo 20 passou a fazer parte do calendário infantil em 2026 e protege contra 20 sorotipos da bactéria pneumococo

15/09/2026 18h00

Reprodução/Agência Brasil-Tomaz Silva

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Mais de 21,7 mil crianças menores de 5 anos já receberam a vacina Pneumo 20 em Mato Grosso do Sul desde o início da estratégia de vacinação, em junho. O imunizante passou a integrar o Calendário Nacional de Vacinação em 2026 e amplia a proteção contra doenças causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae, entre elas pneumonia e meningite.

No Brasil, mais de 1 milhão de crianças dessa faixa etária já foram vacinadas desde o início da estratégia. A Pneumo 20 protege contra 20 sorotipos do pneumococo e também oferece proteção contra otite média, que pode provocar complicações, inclusive perda auditiva.

A vacinação contra o pneumococo é voltada principalmente à prevenção das formas graves da doença, que podem evoluir para complicações e levar à internação, especialmente entre crianças pequenas.

Entre 2023 e 2025, foram registrados 4,6 mil casos de meningite pneumocócica no Brasil, com 1,4 mil mortes. A taxa de letalidade no período foi de 30%. Entre crianças menores de 5 anos, foram 589 casos e 187 óbitos.

Esquema de vacinação

A substituição da Pneumo 10 pela Pneumo 20 ocorre de forma gradual, enquanto os estoques da vacina anterior ainda são utilizados na rede pública. Por isso, o esquema infantil passa temporariamente pela combinação dos dois imunizantes.

Para crianças que estão iniciando a vacinação, a orientação é receber a Pneumo 20 aos 2 meses, a Pneumo 10 aos 4 meses e o reforço da Pneumo 20 aos 12 meses. O intervalo mínimo entre a segunda dose e o reforço é de 60 dias.

Crianças que já completaram o esquema com a Pneumo 10 não precisam receber uma dose adicional da Pneumo 20. Já aquelas que iniciaram a vacinação com Pneumo 13 ou Pneumo 15 na rede privada podem completar o esquema com a Pneumo 20 pelo SUS, respeitando os intervalos recomendados.

Após o fim dos estoques da Pneumo 10, todas as doses do esquema infantil passarão a ser feitas com a Pneumo 20.

Pais e responsáveis devem conferir a situação vacinal das crianças na caderneta de vacinação e procurar uma unidade de saúde caso haja alguma dose pendente. O histórico também pode ser consultado pela Caderneta Digital de Saúde da Criança, disponível no aplicativo Meu SUS Digital.

greve

Impasse sobre plano de saúde trava acordo e agências da Caixa seguem fechadas em MS

Greve começou no dia 10 de setembro e permanece por tempo indeterminado; nova rodada de negociação está prevista para esta quarta

15/09/2026 17h44

Greve dos funcionários da Caixa continua por tempo indeterminado

Greve dos funcionários da Caixa continua por tempo indeterminado Foto: Eduardo Miranda / Correio do Estado

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Funcionários da Caixa Econômica Federal seguem em greve pelo sexto dia, com todas as agências de Mato Grosso do Sul fechadas, assim como ocorre a nível nacional. As negociações não resultaram em acordo devido a um impasse relacionado ao plano de saúde.

A presidente do Sindicato dos Bancários de Campo Grande e Região, Neide Maria Rodrigues, explicou que a reivindicação da categoria era de reajuste salarial pela inflação, mais 5% de ganho real, além do plano de saúde no esquema 70/30, em que o banco paga 70% e os trabalhadores arcam com o restante.

A contraproposta da Caixa foi de reajuste no índice da inflação, mais 0,6%.

Segundo Neide, o reajuste por si só não é um problema para os bancários, mas a falta de proposta com relação ao plano de saúde travou a negociação, com a contraproposta rejeita na última sexta-feira (11).

A proposta apresentada pela instituição previa mudanças no modelo de custeio e nas regras de coparticipação no Saúde Caixa, plano de assistência médica dos funcionários.

"O que pega é o plano de saúde, queremos manutenção e não diferenciação para aposentados e diferenciação de idade", disse, explicando que os valores aumentam conforme a idade dos beneficiários.

Neide disse ainda que os bancários do Banco do Brasil aceitaram a proposta de reajuste, permanecendo apenas os da Caixa em negociação, que deve ser retomada nesta quarta-feira (16).

"O Banco do Brasil, a rede privada, já aceitaram o acordo, já fizeram a assinatura do acordo coletivo e estão ok, até porque não há a discussão do plano de saúde, diferente do acordo da Caixa", explicou.

Até então, sem acordo, a greve segue por tempo indeterminado. A paralisação teve início na última quinta-feira (10).

"Esperamos que amanhã tenha uma negociação que contemple os anseios da categoria, que é principalmente o plano de saúde", concluiu a presidente do sindicato.

Judicialização

Na sexta-feira, antes da votação, a Caixa afirmou que a proposta era final e indicou que poderia recorrer à Justiça do Trabalho caso fosse rejeitada.

O banco deve avaliar o ingresso de um dissídio coletivo, instrumento utilizado para que a Justiça do Trabalho estabeleça condições para solucionar o impasse entre empregados e instituição.

Apesar da rejeição, a Caixa afirmou que mantém o diálogo aberto com as entidades representativas dos trabalhadores e que pretende buscar um entendimento.

A paralisação começou na quinta-feira (10), depois que os trabalhadores rejeitaram uma proposta anterior para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

Entre os principais pontos oferecidos pela Caixa estavam:

  • prêmio de R$ 3 mil por empregado;
  • pagamento, em 18 de setembro, do salário reajustado, da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), do Super Caixa e do prêmio;
  • aumento de 6,5% para 8% do limite de participação da Caixa no custeio do Saúde Caixa;
  • antecipação da parcela da Caixa referente à 13ª mensalidade de 2028, 2029 e 2030;
  • pagamento de valores relativos ao PAMS a partir de 2027;
  • R$ 236 milhões em ações de prevenção à saúde a partir de janeiro de 2027;
  • criação de grupos de trabalho para discutir melhorias na eficiência do plano e novas fontes de financiamento.

As mudanças no plano de saúde concentraram a maior parte das divergências. Entre as regras propostas estavam:

  • contribuição dos empregados de 2,3% a 4,1% sobre o salário-base, conforme a faixa etária;
  • cobrança de R$ 480 a R$ 660 por dependente, de acordo com a idade;
  • aumento do teto anual de coparticipação de R$ 3,6 mil para R$ 4,8 mil por grupo familiar;
  • limite de 9% para o grupo familiar;
  • criação de um piso de R$ 50 por beneficiário;
  • cobrança de 13 mensalidades;
  • aumento de R$ 75 para R$ 150 no valor da consulta em pronto-socorro, fora do teto;
  • isenção de coparticipação em atendimentos por telemedicina;
  • recadastramento anual obrigatório.

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