A inflação em Campo Grande em outubro foi levemente negativa e registrou queda em relação a setembro. Em todo o Brasil, também houve queda da inflação no mês passado.
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), aferido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foi de -0,08% em Campo Grande no mês passado. Em setembro, o mesmo índice foi de 0,55%.
Em todo o Brasil, que registrou inflação de 0,48% em setembro, o IPCA registrado no mês passado foi de 0,09%, segundo o IBGE.
O instituto informou que a queda da energia elétrica e no preço dos alimentos ajudaram a puxar a inflação para baixo em Campo Grande.
No grupo alimentação e bebidas, houve variação negativa de 0,17% na capital de Mato Grosso do Sul, puxada pelo preço do arroz (variação de -5,30%), da banana (-3,05%) e do frango (-1,71%). Por outro lado, houve aumento no preço da batata e da mandioca, mas não o suficiente para puxar o índice para cima.
O grupo habitação também apresentou queda (-0,16%), e a responsável foi a energia elétrica, que havia sido a vilã da inflação alta no mês anterior. A mudança no patamar da bandeira tarifária, que passou de vermelha 2 para vermelha 1, contribuiu para o alívio no bolso do morador da Capital. O peso desta mudança foi de -0,83% no cálculo do IPCA local. Também houve queda em outros subitens como detergente e material hidráulico no subgrupo habitação.
O grupo transportes também registrou variação negativa (-0,59%) que levou a um impacto de -0,12 ponto porcentual. Os serviços automotivos e os seguros voluntários de veículos, mais a leve queda no preço da gasolina, contribuíram para uma inflação mais baixa.
O grupo saúde e cuidados pessoais também registrou queda, depois de três meses de alta consecutiva. Houve queda significativa no preço do sabonete, de artigos de maquiagem e produtos para cabelo.
O IBGE ainda identificou aumento, em Campo Grande, nos itens educação e vestuário.
País
Em todo o Brasil, o resultado de 0,09% foi o menor para o mês de outubro, ante um avanço de 0,48% em setembro. O resultado é o menor para outubro desde 1998, quando foi registrado 0,02%.
A taxa acumulada pela inflação no ano ficou em 3,73%. O resultado acumulado em 12 meses foi de 4,68% até outubro, ante taxa de 5,17% até setembro.
A energia elétrica foi a principal influência negativa no índice do mês (-0,10 ponto porcentual), com destaque para a energia elétrica residencial, que registrou queda de 2,39%.

