Em meio à confusão sobre o pagamento do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) em Campo Grande, o prazo para os pagamentos não dá pausa.
Para os que escolheram fazer o pagamento da taxa de forma parcelada, o prazo para o pagamento da segunda parcela vence nesta terça-feira (10).
A obrigação do pagamento foi confirmada pelo secretário de Governo de Campo Grande, Ulysses Rocha, que alegou que o pagamento do imposto, que inclui a polêmica taxa do lixo, é essencial para que a cidade avance.
“A gente não faz nada sem dinheiro, sem recursos. Precisamos pagar as despesas que existem no município. Quando se tem uma campanha para que as pessoas não paguem o IPTU, as pessoas ficam em dúvida e deixam de pagar. Então, precisamos restabelecer o pagamento. O pagamento parcelado vence hoje e eu acredito que as pessoas têm a certeza de que o que elas vão pagar é aquilo que é o devido realmente”, afirmou o secretário.
O pagamento em parcela única do imposto, ou seja, sem o parcelamento, teria vencimento nesta quinta-feira (12), mantendo um desconto de 10% sobre o valor à vista, conforme decisão judicial concedida na última sexta-feira (6).
Com a decisão, a prefeitura terá que emitir novos boletos aos contribuintes com os valores ajustados em até 30 dias e o pagamento do imposto, que venceria na próxima quinta, está suspenso.
Então, devo pagar?
A Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso do Sul (OAB-MS) recomenda que os contribuintes que decidirem efetuar o pagamento em parcela única aguardem a questão do valor ser resolvida completamente.
A prefeitura tem um prazo de 30 dias para imprimir novos boletos e enviar novamente aos contribuintes com os novos valores atualizados e novo prazo para pagamento. A emissão dos boletos de forma online é possível, no entanto, o valor não está corrigido.
Agora, os pagamentos dos valores parcelados, devem ser feitos normalmente.
Taxa do lixo
A Câmara Municipal de Campo Grande decidiu, nesta terça-feira (10) manter o veto da prefeita Adriane Lopes (PP) ao Projeto de Lei Complementar que suspendia o aumento da taxa do lixo cobrado junto ao carnê do IPTU.
Eram necessários 15 votos contrários ao veto da prefeita para a derrubada do projeto. A votação ficou em 14 votos para derrubada e 8 votos para o mantimento.
A polêmica sobre o aumento de até 400% no valor do Imposto puxado pela taxa de lixo na Capital derrubou pela metade a arrecadação do imposto no primeiro mês, na comparação ao mesmo período de 2025.
No ano passado, conforme dados oficiais, entraram R$ 286 milhões nos cofres municipais em janeiro. Neste ano, o montante chegou a apenas metade disso.
O aumento na taxa do lixo subiu para cerca de 45% dos proprietários de imóveis de Campo Grande. Segundo o secretário Ulisses, anualmente o serviço custa em torno de R$ 130 milhões, mas a arrecadação chegava a apenas R$ 40 milhões.
“A gente precisa ter o tapa-buracos resolvido, precisa ter medicamento nos postos, precisa ter a limpeza das vias públicas funcionando, salário dos servidores pagos, reajustes que foram concedidos. A gente precisa que a cidade funcione e acho que esse momento é agora. É um momento que apazigua as dúvidas e as pessoas têm certeza do que estão pagando”, ressaltou Ulisses.
Favoráveis pela manutenção do veto
- Beto Avelar (PP)
- Delei pinheiro (PP)
- Victor Rocha (PSDB)
- Professor Juari (PSDB)
- Dr. Jamal (MDB)
- Carlos Augusto Borges (PSB)
- Wilson Lands (Avante)
- Leinha (Avante)
- Dr Victor Rocha (PSDB)
- Wilson Lands (Avante)
Favoráveis à derrubada do veto
- Ana Portela (PL)
- André Salineiro (PL)
- Clodoilson Pires (Podemos)
- Cabo Almi (PSDB)
- Herculano Borges (Republicanos)
- Jean Ferreira (PT)
- Luíza Ribeiro (PT)
- Otávio Trad (PSD)
- Maicon Nogueira (PP)
- Marquinhos Trad (PDT)
- Rafael Tavares (PL)
- Professor Riverton (PP)
- Ronilço Guerreiro (Podemos)
- Veterinário Francisco (União Brasil)

