Cidades

Brasil/Mundo

Irã ameaça deixar acordo se sofrer sanções

Irã ameaça deixar acordo se sofrer sanções

Redação

21/05/2010 - 09h04
Continue lendo...

AGÊNCIA ESTADO, TEERÃ

O vice-líder do Parlamento do Irã, Mohammad Reza Bahonar, disse ontem que o país irá se retirar do acordo feito com a Turquia e avalizado pelo Brasil para trocar urânio com baixo enriquecimento por combustível nuclear, se o Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU) impuser mais sanções contra o Irã.

Na terça-feira, os Estados Unidos apresentaram um rascunho de resolução com novas sanções contra o Irã no CS da ONU. O secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, disse ontem em Washington que o esforço diplomático do Irã para escapar da quarta rodada de sanções significa que elas provavelmente funcionarão. “Eu não acredito que vocês veriam eles (os iranianos) gastarem a energia que estão gastando na diplomacia, se não fosse para evitar a aprovação (das sanções)”, disse Gates. A resolução poderá ser votada no CS em junho.

“Existe a possibilidade de que outra rodada de sanções esteja sendo preparada contra o Irã e nós sempre dissemos que se isso for em frente, então nosso acordo de compromisso não será mais considerado”, disse o vice-líder do Parlamento do Irã, Mohammad Reza Bahonar.
Os comentários de Bahonar foram feitos dois dias após os Estados Unidos e outras potências terem descartado o acordo do Irã para enviar metade do seu estoque de urânio à Turquia, em troca de urânio mais enriquecido, que funciona como combustível nuclear.

Os EUA afirmam que o rascunho da resolução tem o apoio dos cinco integrantes permanentes do CS – EUA, Rússia, China, França e Grã-Bretanha.
Contudo, Brasil e Turquia, que avalizaram o acordo para a troca de urânio por combustível, emitiram juntos na quarta-feira, um comunicado pedindo que o acordo com o Irã seja levado em conta e as sanções sejam derrubadas. Brasil e Turquia estão entre os 10 integrantes não permanentes do CS.
As potências ocidentais suspeitam de que o programa nuclear do Irã seja um disfarce para um projeto de desenvolvimento de armas nucleares.

Ministério Público

MP investiga plano de saúde por punir médicos que indicaram cirurgia para paciente idosa

De acordo com a cooperativa, os médicos indicaram uma cirurgia que não possuía cobertura pelo plano

12/03/2026 16h45

UNIMED tem 15 dias para apresentar esclarecimentos ao MP

UNIMED tem 15 dias para apresentar esclarecimentos ao MP FOTO: Gerson Olivera/Correio do Estado

Continue Lendo...

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (MPMS) abriu uma investigação para apurar se a cooperativa UNIMED puniu de forma indevida médicos que indicaram um procedimento considerado necessário para uma paciente idosa. 

A investigação começou após a paciente de 82 anos, que possui várias comorbidades, ser indicada a realizar um procedimento médico cardíaco após avaliação clínica e cardiovascular. 

Os dois médicos teriam recomendado que a idosa realizasse a Troca Valvar Aórtica por via Transcateter (TAVI), um procedimento minimamente invasivo usado para tratar problemas graves na válvula do coração. 

Segundo os profissionais, essa era a alternativa mais segura, já que a cirurgia tradicional apresentava alto risco de mortalidade para a paciente. 

Após a indicação médica, a operadora do plano de saúde negou a cobertura do procedimento, alegando que o TAVI não estaria incluído no rol mínimo de procedimentos obrigatórios definido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). 

Diante da negativa da UNIMED, a família da paciente recorreu à Justiça, que concedeu uma liminar autorizando a realização do procedimento, que foi realizado com sucesso. 

No entanto, mais tarde, os dois médicos que indicaram a cirurgia foram alvo de processo administrativo disciplinar dentro da própria cooperativa médica, acusados de solicitar um procedimento que não estaria coberto pelo plano. 

Como resultado, receberam advertência confidencial. Em um dos casos, uma médica cardiologista ainda foi punida com a determinação de ressarcir o valor total da cirurgia, que ultrapassou R$ 140 mil. 

Os médicos afirmaram que agiram de acordo com o Código de Ética Médica e que informaram à paciente e à família sobre todas as opções de tratamento, riscos e custos envolvidos. 

Eles também argumentaram que não incentivaram a judicialização do caso e que a decisão de acionar à Justiça foi tomada exclusivamente pela família após a negativa da UNIMED. 

Também questionaram a forma como o processo disciplinar aconteceu, alegando haver tratamento desigual, já que ambos participaram da indicação do procedimento, mas receberam punições diferentes. 

Em decisão, o Superior Tribunal de Justiça entendeu que os procedimentos indicados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) não devem ser vistos como limitação absoluta, servindo como referência mínima e não pode impedir um tratamento necessário quando há prescrição médica fundamentada e comprovação científica da eficácia do tratamento.

Assim, regras internas de cooperativas não podem se sobrepor a garantias constitucionais de proteção à saúde e aos direitos do consumidor. 

Com a abertura do Inquérito Civil, a Promotoria de Justiça do Consumidor quer verificar se houve prática abusiva por parte da operadora, especialmente em relação à punição dos médicos. 

A investigação busca, ainda, avaliar se regras internas da operadora podem ter sido usadas de forma indevida para restringir tratamentos médicos ou penalizar profissionais que agiram com base em critérios técnicos.

A empresa foi notificada e deverá apresentar esclarecimentos ao Ministério Público em até 15 dias. 


 

PURGATIO

Municípios de MS são alvos de operação que combate contrabando de agrotóxicos

Os produtos eram transportados do Paraguai e foram apreendidos em Campo Grande, Maracaju e Miranda

12/03/2026 16h16

Continue Lendo...

Nesta quintafeira (12), foi deflagrada a Operação Purgatio para combater o contrabando de agrotóxicos vindos do Paraguai. A ação teve o intuito de fiscalizar e repreender os crimes ambientais e a entrada irregular de produtos que representam risco à saúde pública e ao meio ambiente.

A Operação Purgatio foi realizada de forma conjunta pela Receita Federal, a Polícia Federal (PF) e o Ibama. Durante a ação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços vinculados a pessoas físicas e jurídicas em Campo Grande, Miranda e Maracaju.

As equipes apreenderam mídias eletrônicas, documentos, bens utilizados para a prática do ilícito, uma quantidade significativa de agrotóxicos irregulares, além de uma lancha que estava no local. A comercialização e uso destes produtos são proibidos no País.

Em nota, a Receita Federal "reforça o trabalho integrado dos órgãos participantes para enfrentar práticas criminosas que colocam em risco a segurança da população, a economia e o patrimônio ambiental, garantindo a responsabilização dos envolvidos e a proteção dos recursos naturais".

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).