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Irregularidades podem levar Santa Casa a passar por nova intervenção

Advogado conseguiu na Justiça direito a ter acesso a todos os contratos do hospital e diz ter encontrado indícios de fraudes

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A Santa Casa de Campo Grande pode passar novamente por uma intervenção, que pode ser decretada pela Justiça. Isso porque o advogado Oswaldo Meza, presidente do Instituto Artigo Quinto (IA5) recebeu na semana passada mais de 10 mil páginas de contratos do hospital e, em análise preliminar, afirmou que encontrou indícios de fraudes.

Os documentos foram obtidos por meio de decisão judicial, do juiz Eduardo Lacerda Trevisan, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, em março, porém, o advogado recebeu os documentos apenas em julho.

Segundo Meza, como o processo segue em segredo de Justiça, ele não pode detalhar as supostas irregularidades já encontradas nos documentos, porém, afirmou que analisa a melhor forma de seguir com a investigação.

“Estamos ainda analisando os documentos e vendo qual a melhor alternativa, se será um pedido de CPI [Comissão Parlamentar de Inquérito] ou um pedido judicial de intervenção. Mas com certeza pediremos o afastamento de toda a diretoria da Santa Casa”, declarou o advogado ao Correio do Estado.

Ainda conforme o jurista, como são mais de 10 mil páginas de contratos, firmados de 2023 até agora, há a possibilidade de que uma auditoria seja contratada para analisar a documentação e encontrar o motivo que tem levado o hospital a constantemente estar sem recursos.

“O que temos percebido é que o dinheiro tem sido gasto sem controle e sem gestão”, completou Meza.
Vale lembrar que a intervenção pela qual passa o Consórcio Guaicurus, responsável pelo transporte público urbano de Campo Grande, foi estabelecida a partir de uma solicitação feita por Meza à Justiça, a qual acatou o pedido e determinou que a prefeitura fizesse a intervenção no transporte. A medida está em vigor desde o dia 16 de junho e tem prazo de 180 dias para terminar.

Sobre o hospital, Meza afirma que uma nova intervenção, caso realmente aconteça, deveria ser feita, em sua opinião, por uma “comissão profissional”.

“Você tem que entender que essa situação não vem de uma pessoa, são várias, é generalizada”, afirmou sobre a suposta fraude no hospital.

CONTRATO

Atualmente, a Santa Casa recebe R$ 392,4 milhões por ano (R$ 32,7 milhões por mês) do convênio com a Prefeitura de Campo Grande para atendimento via Sistema Único de Saúde (SUS).

Porém, o hospital alega que o valor não seria suficiente para suportar a demanda atual da unidade de saúde, além de não sofrer reajuste desde 2023.

Sem conseguir esse reajuste com os entes públicos, a instituição foi à Justiça afirmar que, caso a renovação fosse feita, o repasse mensal precisaria ser corrigido para R$ 45,9 milhões (R$ 550,8 milhões por ano), além da recomposição retroativa referente aos últimos dois anos sem aumento.

Em primeira instância, o juiz Claudio Müller Pareja, da 2ª Vara de Fazenda Pública e Registros Públicos de Campo Grande, que aceitou argumentos da Santa Casa e determinou a prorrogação do contrato de prestação de serviço entre o poder público e o hospital, porém, determinou que o valor pago por mês fosse reajustado conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de forma retroativa, desde dezembro do ano passado.

Porém, como mostrou reportagem do Correio do Estado na sexta-feira, o desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) Dorival Pavan suspendeu essa determinação, que ordenava que a Prefeitura de Campo Grande e o governo do Estado repassassem cerca de R$ 23 milhões a mais para a Santa Casa de Campo Grande.

Segundo o desembargador, “essa manifestação da vontade não pode ser suprida pelo Judiciário, o qual não pode impor pagamentos maiores do que os que podem ser suportados pelos entes federativos, dentro de suas respectivas competências, e segundo a execução orçamentária em curso, com base, simplesmente, na alegação de que a Santa Casa está – e continua há anos – em deficit permanente de realização de créditos e débitos”.

“[A Santa Casa] sequer presta contas das enormes quantias já recebidas – pressuposto para recebimento de outras mais – e nem mesmo permite que seja realizada uma auditoria de amplo espectro para se detectar onde estão as verdadeiras causas de tamanho e absurdo deficit orçamentário, fruto, talvez, de uma má ou péssima administração que quer substitui-la pelo aporte de novos valores, cada vez mais elevados e sem a imposição de um limite, que é, exatamente, o limite orçamentário de cada ente federativo”, completou o magistrado.

no abc

Quem são as 3 vítimas e o que se sabe sobre o ataque com faca na fábrica da Bombril

As vítimas foram atacadas por um colega de trabalho, que tirou a própria vida após ser preso

02/08/2026 21h00

As vítimas foram atacadas por um colega de trabalho

As vítimas foram atacadas por um colega de trabalho Foto: Reprodução

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Os corpos dos três funcionários mortos durante um ataque com faca dentro da fábrica da Bombril, em São Bernardo do Campo, na manhã do sábado, 1º de agosto, serão sepultados neste domingo, 2, em cemitérios da cidade do ABC Paulista.

As vítimas foram atacadas por um colega de trabalho, dentro da unidade localizada na Avenida Marginal Direita da Anchieta, no bairro Rudge Ramos.

O suspeito dos crimes se matou após ser preso, segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP). Todos eram funcionários de uma empresa terceirizada. (saiba mais abaixo).

A reportagem não conseguiu contato com a família do suspeito.

Quem são as vítimas?

As três vítimas eram funcionários que prestavam serviços para a Bombril por meio da empresa TPC.

  • José Guilherme Victoriano de Moura, de 54 anos, trabalhava como conferente;
  • Edvaldo Santos da Silva, de 44 anos, era supervisor;
  • Douglas de Souza Vieira, de 39 anos, atuava como operador de empilhadeira.

O homem apontado como autor do crime foi identificado como Claudio Henrique da Silva, de 33 anos. Ele também era operador de empilhadeira e funcionário terceirizado da empresa.

O corpo de José Guilherme foi velado no Cemitério Municipal do Carminha, em São Bernardo do Campo, local do sepultamento neste domingo às 14 horas.

Douglas de Souza Vieira, de 39 anos, teve o velório realizado no mesmo cemitério, com o sepultamos marcado para as 15h15.

Já Edvaldo Santos da Silva, de 44 anos, está sendo velado no Cemitério Jardim da Colina, também em São Bernardo do Campo, com sepultamento marcado para as 16 horas.

Como foi o ataque?

O caso aconteceu próximo das 6 horas da manhã, no interior da fábrica, que fica às margens da Rodovia Anchieta.

Segundo o boletim de ocorrência, policiais militares foram acionados após uma denúncia de ataque com faca. Quando chegaram ao local, encontraram os três funcionários mortos e o suspeito já rendido por pessoas que estavam na unidade.

O homem apontado como autor do crime foi identificado como Claudio Henrique da Silva, de 33 anos. Ele também era operador de empilhadeira e funcionário terceirizado da Bombril.

De acordo com relatos de testemunhas, Claudio estava de folga, mas teria ido até a fábrica para atacar os colegas. Testemunhas disseram à polícia que ele possivelmente era alvo de bullying praticado por duas das vítimas, mas essa versão ainda será investigada, segundo a SSP.

Ainda segundo os depoimentos, Douglas de Souza Vieira teria sido atingido ao tentar impedir o ataque contra os outros funcionários.

Segundo a SSP, após ser contido, Claudio foi levado ao 2º Distrito Policial de São Bernardo do Campo, onde permaneceu preso em flagrante. No entanto, já detido, atentou contra a própria vida. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e confirmou a morte.

A Corregedoria da Polícia Civil foi acionada para investigar as circunstâncias da morte dentro da delegacia.

Motivação e dinâmica do crime

As investigações da polícia estão direcionadas ao esclarecimentos do motivos dos crimes. Testemunhas estão sendo ouvidas para esclarecer se havia conflitos anteriores entre o suspeito e as vítimas.

Os depoimentos também vão ajudar a entender como ocorreram as agressões dentro da fábrica. Conforme os primeiros relatos, o supervisor Edvaldo Santos havia retornado de férias e interveio para evitar o segundo ataque, logo após o suspeito ter esfaqueado a primeira vítima.

O primeiro a ser atacado, segundo os depoimentos, foi José Guilherme de Moura, encontrado caído na porta do banheiro. Já o corpo de Douglas de Souza foi achado próximo de uma escada. Já ferido, ele teria tentado correr do agressor.

Santos usou uma cadeira para tentar desarmar Claudio, mas não conseguiu e acabou sendo a terceira vítima. Após os ataques, o agressor teria ainda procurado uma quarta pessoa, mas não a encontrou. Ele não tentou fugir e esperou a chegada da Polícia Militar, entregando-se sem resistência.

O agressor foi descrito no depoimento como um homem quieto, introspectivo e assíduo no trabalho.

O Samu constatou que os três morreram no local do ataque. A PM desarmou o agressor, que portava duas facas, e apreendeu as armas brancas para perícia.

Conforme a SSP, o caso foi registrado como homicídio e suicídio. A investigação é feita pela equipe de homicídios da Delegacia de Investigações Criminais (DEIC) de São Bernardo do Campo.

O que diz a Bombril?

A Bombril afirma que acompanha a atuação da TPC - empresa terceirizada - junto às famílias, para oferecer assistência e acolhimento necessários.

Diz ainda que mantém um canal de ética para denúncias de bullying, assédio e outras condutas inadequadas envolvendo funcionários próprios e terceirizados. E que oferece acompanhamento psicológico e médico aos trabalhadores, além de treinamentos sobre boas práticas no ambiente de trabalho.

A TPC informou que colabora com a investigação dos fatos, apura internamente o ocorrido e presta apoio aos familiares das vítimas.

Onde buscar ajuda

Se você está passando por sofrimento psíquico ou conhece alguém nessa situação, veja abaixo onde encontrar ajuda:

Centro de Valorização da Vida (CVV)

Se estiver precisando de ajuda imediata, entre em contato com o Centro de Valorização da Vida (CVV), serviço gratuito de apoio emocional que disponibiliza atendimento 24 horas por dia. O contato pode ser feito por e-mail (https://www.cvv.org br/e-mail/), pelo chat no site (https://www.cvv.org.br/chat/) ou pelo telefone 188.

SUS

Os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) são unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) voltadas para o atendimento de pacientes com transtornos mentais. Há unidades específicas para crianças e adolescentes. Na cidade de São Paulo, são 33 Caps Infantojuventis e é possível buscar os endereços das unidades na seguinte página na internet: http://buscasaude prefeitura.sp.gov.br/

Mapa da Saúde Mental

O site Mapa da Saúde Mental (https://mapasaudemental.com br/ traz mapas com unidades de saúde e iniciativas gratuitas de atendimento psicológico presencial e online. Disponibiliza ainda materiais de orientação sobre transtornos mentais.

todas as vacinas

Campanha nacional de multivacinação começa nesta segunda-feira em Campo Grande

Mobilização será realizada até o dia 1º de setembro com objetivo de atualizar vacinas em atraso e reduzir risco de reintrodução

02/08/2026 18h00

Campanha nacional de multivacinação começa no dia 3 de agosto e vai até 1º de setembro

Campanha nacional de multivacinação começa no dia 3 de agosto e vai até 1º de setembro Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Começa nesta segunda-feira (3) uma campanha nacional de Multivacinação em Campo Grande, em adesão a mobilização nacional promovida pelo Ministério da Saúde, que tem como objetivo atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos.

Até o dia 1º de setembro, as salas de vacinação das Unidades de Saúde da Família (USFs) do Município estarão preparadas para receber o público, onde será feita avaliação da situação vacinal e aplicação das doses em atraso, conforme Calendário Nacional de Vacinação.

Com a ampliação da cobertura, a iniciativa também busca reduzir o risco de reintrodução de doenças imunopreveníveis e fortalecer a proteção da população.

Apesar da campanha ter como público-alvo crianças e adolescentes de até 14 anos, 11 meses e 29 dias, pessoas de todas as idades também poderão aproveitar a ocasião e colocar as vacinas em dia.

Para facilitar o atendimento, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) orienta pais e responsáveis a levarem um documento de identificação com foto e, se possível, o Cartão Nacional de Saúde (CNS) e a caderneta de vacinação. A Sesau ressalta que a ausência da caderneta não impede a vacinação.

Para a chefe do Serviço de Imunização da Sesau, Ananda de Melo, a campanha é uma oportunidade para garantir que crianças e adolescentes estejam protegidos.

“Nem sempre os responsáveis percebem que há alguma dose em atraso. Durante a campanha, nossas equipes verificam a situação vacinal e realizam a atualização da caderneta, quando necessário, garantindo mais proteção para as crianças, os adolescentes e para toda a comunidade”, afirma.

A vacinação é uma das medidas mais eficazes para prevenir doenças graves, hospitalizações e óbitos.

A Sesau reforça que manter a caderneta em dia protege cada pessoa e fortalece a proteção coletiva, contribuindo para reduzir a circulação de doenças e proteger toda a população.

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