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playboy da mansão

Jamilzinho sofre outra derrota no TJ e segundo júri é mantido

Desembargadores negaram recurso nesta terça-feira e Jamil Name Filho será julgado pela morte de Marcel Colombo. Júri deve ocorrer em 2024

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Já condenado a quase 47 anos, de prisão, Jamil Name Filho sofreu nova derrota na Justiça nesta terça-feira (10). O Tribunal de Justiça negou recurso que tentava impedir que fosse levado a júri popular pelo assassinato de Marcel Hernandes Colombo, conhecido como Playboy da Mansão, executado em 18 outubro de 2018.

Os desembargadores Luiz Gonzaga Marques, José Ale Ahmad Netto e Jonas Hass Silva Júnior, da segunda Câmara Criminal, também negaram por unanimidade apelação feita pelo ex-guarda municipal Marcelo Rios e o policial federal Everaldo Monteiro de Assis, que também tentavam se livrar do júri popular. 

Seus advogados alegam que a Justiça teria utilizado provas ilegais e não teria permitido o amplo direito de defesa aos acusados. Parte das provas que a defesa considera serem ilegais e que levaram os três a serem acusados foram encontradas em um pen-drive apreendido junto com um arsenal de 26 armas em uma casa da família Name, durante a Operação Omertá, em 2019. 

O policial federal Everaldo de Assis também tentava, mais uma vez, desmembrar seu julgamento dos outros dois envolvidos, mas também teve o recurso negado e terá de ir ao bancos dos réus junto com Jamil Name Filho e Marcelo Rios. 

Em julho deste ano os dois já foram condenados pela execução do estudante de Direito Matheus Coutinho Xavier, morto em 9 de abril de 2019, no Bairro Bela Vista, em Campo Grande. Jamilzinho foi condenado a 23 anos e seis meses por ser mandante do crime. 

Mas, apensar da decisão do TJ, o júri  pelo assassinato de Marcel Colombo deve acontecer só no próximo ano, conforme já haviam deixado claro os responsáveis pela Segunda Vara do Tribunal do Júri. 

Isso porque o julgamento exige a preparação de uma logística toda diferenciada, assim como ocorreu no julgamento de julho, quando um forte esquema de segurança foi montado no fórum de Campo Grande. 

 A previsão é de que Jamilzinho mais uma vez seja transferido do presídio federal de Mossoró (RN)  para Campo Grande e participe presencialmente do júri.

Playboy da Mansão, que ficou conhecido assim por conta de festas barulhentas que promovia em uma mansão na região do bairro Carandá, foi executado em um bar na Avenida Fernando Correa da Costa. 

E essa morte, segundo a acusação, ocorreu por causa de um desentendimento entre Jamilzinho e Colombo em uma boate cerca de dois anos antes do crime. Na ocasião, Marcel teria retirado algumas pedras de gelo da mesa de Jamilzinho, que não teria gostado. Por conta disso, Marcel acabou agredindo Jamil.

Por conta dessa agressão, Jamil teria afirmado que mataria Marcel. A própria ex-esposa de Jamil alertou Marcel e ele acabou saindo de Campo Grande por cerca de seis meses. Mesmo assim, a ameaça de morte não foi cumprida. Mas isso somente porque o pai de Jamilzinho, Jamil Name, que morreu aos 82 anos no presídio de Mossoró, não permitia.

Mas a permissão acabou sendo dada pelo pai, conforme a investigação, depois que este tomou conhecimento de mensagens de áudio que Marcel Colombo divulgou fazendo uma espécie de chacota da família Name. Irritado por conta disso, deu autorização para que o filho cumprisse sua ameaça feita no dia em que as pedras de gelo motivaram a agressão física. 

O policial federal e o ex-guarda municipal, por sua vez, serão levados a júri sob a acusação de terem   montado o plano para a execução de Marcel. Os disparos, segundo a investigação, foram feitos por Juanil Miranda Lima. Oficialmente, ele está desaparecido, mas a suspeita da polícia é de que ele tenha sido morto, assim como aconteceu com outros pistoleiros que estavam a serviço da mesma milícia. 

CARREIRA

Além dos 23,6 anos de prisão pela morte de Matheus Xavier, Jamil Name Filho tem outras três condenações, por organização criminosa, arsenal bélico e extorção.

Durante investigações da morte de Matheus Coutinho Xavier, policiais descobriram seis fuzis, um revólver 357, 11 pistolas 9 milímetros, quatro pistolas ponto 40, uma pistola de calibre 22 e outra pistola de calibre 380, além de duas espingardas, sendo uma de calibre 12 e outra de calibre 22. Também foram encontradas 1.753 munições, 392 para os fuzis AK-47.

Em dezembro de 2020, ele foi condenado a quatro anos e seis meses de prisão acusado de ser proprietário do arsenal de 26 armas apreendidas durante a investigação para esclarecer a morte de Matheus. 

O armamento estava em uma casa no bairro São Bento, na região central de Campo Grande, que pertencia à família Name. Justamente por conta deste imóvel é que Jamil Name Filho foi condenado a outros 12 anos e oito meses anos de prisão, no final de junho do ano passado.

Conforme a denúncia do Ministério Público acatada pela Justiça, o imóvel foi tomado à força de um casal que havia tomado um empréstimo de R$ 80 mil da família Name. Como o casal não conseguiu quitar o empréstimo e os juros, foi forçado, sob ameaça de espancamento com tacos de basebol, arama farpado e sob mira de arma de fogo, a repassar a casa para Jamilzinho.

O casal denunciou o caso após Jamil Name Filho ser preso sob acusação de ser o mandante da morte do estudante. Jamil Filho também foi condenado ao pagamento de indenização de pelo menos R$ 1,7 milhão ao casal. 

A terceira condenação veio no final de julho do ano passado, dessa vez a mais seis anos de cadeia. Desta vez a Justiça aceitou a denúncia de organização criminosa porque ele tinha a seu serviço um pequeno batalhão de pistoleiros para executarem uma série de crimes.

E, além do júri que terá pela frente, Jamilzinho ainda responde a outras 14 ações penais. Em algumas delas obteve vitória na Justiça, mas o Ministério Público recorreu de todas elas. 

(colaborou Celso Bejarano)

Campo grande

Energia volta em 99,2% das residências, mas moradores ainda sofrem sem luz há 3 dias

Jardim Vilas Boas e Vila Nogueira são alguns dos bairros sem luz

13/09/2026 15h00

Sem luz há 3 dias, moradores fazem protesto e bloqueiam rua

Sem luz há 3 dias, moradores fazem protesto e bloqueiam rua Foto: Paulo Ribas

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Reflexos do temporal de quinta-feira (10) ainda repercutem neste domingo (13).

A energia elétrica já voltou na maior parte das residências, mas, alguns moradores ainda sofrem com a falta de luz há quase três dias consecutivos.

De acordo com a Energisa, até às 12h30min deste domingo (13), 99,2% dos clientes afetados já tiveram o fornecimento restabelecido.

Mas, 0,08% ainda estão sem luz. Conforme apurado pela reportagem, Jardim Vilas Boas e Vila Nogueira são alguns dos bairros sem luz, neste domingo (13), na Capital.

Sem luz há 3 dias, moradores fazem protesto e bloqueiam ruaMoradores bloquearam a rua com galhos em forma de protesto nos Vilas Boas. Foto: Paulo Ribas

Moradores dos Vilas Boas realizaram um protesto, na tarde deste domingo (13), contra a falta de luz no bairro. Eles fecharam a rua com galhos de árvore e, instantes depois, a Energisa chegou para restabelecer o serviço. Segundo os populares, eles estão há três dias sem energia elétrica.

Sem luz, não é possível refrigerar alimentos, carregar o celular, tomar banho morno ou assistir TV.

O Correio do Estado entrou em contato com a assessoria de imprensa da concessionária para saber quais outros bairros fazem parte desta pequena porcentagem, mas, até o fechamento desta reportagem, não foi respondido. O espaço segue aberto para resposta.

Até sábado (12), 13 bairros sofriam com a falta de luz: Jardim Noroeste, Centro, Monte Castelo, Tiradentes, Vila Nasser, Vila Margarida, Vila Merli, Parque do Lageado, Universitário, Chácara das Mansões, Jardim Itamaracá, Vila Santa Luzia e Santo Antônio.

Em nota, a concessionária afirma que 800 profissionais estão nas ruas, trabalhando em escala de 24 horas, desde quinta-feira (10), para restabelecer energia elétrica de 100% dos clientes.

Concessionária ampliou equipes em quatro vezes e trouxe funcionários de oito estados brasileiros (Paraíba, Tocantins, Sergipe, Acre, Rondônia, Mato Grosso, São Paulo e Minas Gerais) para restabelecer serviços o mais rápido possível.

Ao todo, foram retiradas 257 árvores e foram trocadas 196 estruturas da rede elétrica.

“A Energisa atua em conjunto com a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros e a gestão pública, compartilhando informações operacionais e concentrando esforços, especialmente, nas ocorrências que envolvem risco elétrico e serviços essenciais. Os profissionais da distribuidora também tem apoiado, inclusive no corte de árvores e retirada dos escombros para livrar a rede elétrica. As equipes seguem empenhadas, utilização de maquinário pesado para atender às ocorrências mais complexas e avançar no restabelecimento da energia. As equipes da Energisa seguem mobilizadas até que o fornecimento de energia seja normalizado para o último cliente”, afirmou a concessionária por meio de nota enviada à imprensa.

TEMPORAL

Forte temporal foi registrado no fim da tarde desta quinta-feira (11) em Campo Grande.

De acordo com o meteorologista Natálio Abrahão, foram contabilizados 24,4 milímetros em 28 minutos e 3.095 raios em 36 minutos, além de ventos de 83 km/h.

Já o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec-MS) registrou chuva de 19,6 milímetros e rajadas de vento de 87 km/h.

De acordo com a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, houve mais de 100 chamados de árvores caídas pela cidade, 26 escolas destelhadas, 3 unidades de Assistência Social danificadas e 1 unidade de saúde com desabamento de teto.

Prefeitura Municipal de Campo Grande decretou situação de emergência de 180 dias, após estragos causados pelo temporal.

A tempestade foi rápida, mas causos muitos prejuízos. Reportagem do Correio do Estado percorreu os principais pontos de estragos e constatou que o vendaval causou:

Queda de árvores em todas as sete regiões de Campo Grande

  • Interdição de avenidas/vias obstruídas

  • Queda de árvores em cima de carros

  • Queda de postes de energia

  • Alagamento de ruas

  • Cancelamento de aulas na Rede Municipal de Ensino (Reme)

  • Queda de energia em dezenas de bairros

  • Abertura de buracos e crateras nas ruas

  • Semáforos desligados

  • Queda do painel do Fort Atacadista na avenida Ernesto Geisel

  • Desabamento do teto da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Universitário

  • Destelhamento do Armazém Cultural, na avenida Calógeras

  • Explosão de parede de vidro em academia no bairro Universitário

  • Sujeira e lixo nas ruas: galhos, folhas, latas, garrafas, copos plásticos, entre outros diversos objetos

Não houve vítimas fatais.

DOURADOS

Irmãos colocam dedo no peito de policial e ameaçam vizinha em MS

A discussão começou por causa de um som automotivo na noite deste sábado (13)

13/09/2026 12h30

O caso foi registrado na Depac-Dourados

O caso foi registrado na Depac-Dourados Foto: Divulgação/PCMS

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Dois irmãos, identificados Franklim Lima Parron Garcia e André Lima Parron Garcia, de 43 e 46 anos respectivamente, foram presos em flagrante após ameaçarem uma vizinha, que teria reclamado do som alto, e por desacatarem policiais militares durante o atendimento da ocorrência no bairro Jardim Rasslem, em Dourados.

De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada para ir até a residência da vítima por volta das 22h50 deste sábado (12), para atender um caso de perturbação de sossego.

A vizinha relatou que estava em sua casa junto com seus filhos, sendo duas meninas, uma de 17 e outra de 9 anos, e um menino, de 14 anos, quando seu vizinho ligou o som automotivo em alto volume.

Ela relatou aos policiais que pediu para que Franklim baixasse o volume, mas ele teria aumentado ainda mais, pulado dentro de seu quintal e batido na porta repetidas vezes dizendo "abre aqui essa porta, você não é a gostosona, abre aqui".

A vítima relatou ainda que era possível ouvir o filho do vizinho gritando "pai não pula não, não faz isso pai" e depois "pai volta aqui, ela vai chamar a policia". Após a mulher se recusar a abrir a porta e Franklim ouvir ela chamando a polícia, ele pegou um tijolo e jogou em direção a sua porta.

Após ouvir o relato da vítima, os policiais foram até a casa de Franklim que teria se apresentado junto com André, relatando que estava testando o som automotivo quando a vizinha pediu para baixar o volume.

Enquanto os policiais faziam os procedimentos em relação ao suspeito, André ficou na calçada da vizinha com os braços cruzados e encarando a mulher que aguardava no portão de casa.

Os policiais teriam dado ordem para que ele saísse de lá porque a mãe e a filha estavam com medo. Neste momento, André se aproximou de uma militar dizendo "essa vizinha está se achando só porque é mulher, ela vai ver o dela".

Questionado pela policial sobre o que disse, teria apontado o dedo em direção a militar e falado "você é prevalecida só porque é mulher, vai à merda". Neste momento, foi dada voz de prisão ao homem, que desobedeceu e voltou para dentro da casa. Um reforço foi solicitado e quando Franklim ouviu que tinha mais viaturas vindo, chamou o irmão à frente.

Ao retornar estaria sorrindo e teria dito "vocês não sabem com quem estão mexendo, vocês vão se f*der".

Enquanto André estava sendo algemado, Franklim começou a gritar com a equipe policial perguntando "cadê as câmeras de vocês?" "vocês estão gravando?", momento em que ele colocou o dedo indicador no colete do policial, em tom ameaçador, dizendo "vocês estão ferrados".

Foi dada ordem para que Franklim se afastasse, porém foi desobedecida e novamente tentou colocar a mão no colete do policial. Após se recusar pela segunda vez, o homem foi preso.

Os dois foram levados à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário para que seja investigado o caso, registrado como ameaça agravante em caso de vítima mulher, violação de domicílio, dano, desobediência, desacato e perturbação do trabalho ou sossego alheio.

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