Cidades

Asfalto

Jardim Itamaracá receberá drenagem e pavimentação nas ruas

Com um investimento quase R$ 20 milhões, cerca de 22 vias passarão por obras

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O bairro Jardim Itamaracá em Campo Grande, receberá um conjunto de obras iniciado pelo Governo do Estado e será executado pela Agência Estadual de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul (Agesul), as reformas consistem em pavimentação asfáltica, drenagem e recapeamento em vias do bairro. 

O investimento total será de R$ 19,9 milhões e deve abranger cerca de 22 vias, que receberão desde recapeamento à drenagem no asfalto da região. 

O pacote de obras que foi idealizado pelo Governo do Estado, inclui a construção de galerias pluviais, será implementado também o meio-fio e a pavimentação das vias. 

A reforma destas ruas no Jardim Itamaracá, marcará o fim de tempos difíceis para os moradores do local, que em épocas de chuvas sofriam para locomover nas vias do bairro, pois sem o asfalto virava um completo lamaçal, impossibilitando ou dificultando a passagem. 

No detalhamento da execução do projeto, estão previstos três quilômetros de drenagem, 40 mil metros quadrados de pavimentação, além de mais de 53 mil metros quadrados de recapeamento e reconstrução viária. O prazo para execução total desta fase das obras é de 24 meses (2 anos). 

Essas são algumas das vias que serão contempladas com as reformas Graciana Maria do Rosário, Joana Maria de Souza, Georgina Pereira Barbosa, Naor Lemes Barbosa, Sizuo Nakazato, Kama Nakazato, Nair Alves e Castro, Rômulo Cappi, Deocleciano Dias Bagage, Joaquim B. de Almeida, Taro Nakazato e Amabile Tanarche Cappi. 

Trechos como a Avenida Três Barras, Avenida Ana Batista Caminha e a Rua Padre Mussa Tuma, irão receber recapeamento e reconstrução em suas vias. 

Com a conclusão das obras, a expectativa é de que a mobilidade seja facilitada pelas novas vias pavimentadas, além da redução de danos com a chuva, já que a lama não será mais um problema. 
 

CRIME

Pastor é condenado a 71 anos de prisão por estuprar a filha

Réu começou a abusar da filha em 2017, quando ela tinha 13 anos; ele se aproveitava de momentos em que ficavam sozinhos ou dopava membros da família para estuprá-la

05/05/2026 11h10

Cela - foto de ilustração

Cela - foto de ilustração DIVULGAÇÃO/MPMS

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Pastor evangélico, que não teve a identidade divulgada, foi condenado a 71 anos, sete meses e 22 dias de reclusão em regime fechado, por estuprar a própria filha desde os 13 anos de idade dela.

Além da prisão, teve que pagar indenização mínima de R$ 10 mil por danos morais à vítima.

Ele vai responder pelos crimes de estupro de vulnerável (reiteradas vezes), estupro qualificado (vítima menor de 18 anos), estupro (após a maioridade da vítima), stalking (perseguição) e violência psicológica contra a mulher.

De acordo com o Ministério Público (MPMS), o réu começou a abusar da filha em 2017, quando ela tinha 13 anos. Ele se aproveitava de momentos em que ficavam sozinhos ou dopava membros da família para estuprá-la.

Após o falecimento da mãe da vítima em 2021, o autor intensificou o horror, forçando a filha a assumir um papel de "esposa" dentro da residência.

Por vários anos, praticou agressões físicas, manteve a vítima em cárcere e isolamento, causou danos emocionais por meio de xingamentos como "mentirosa" e "vagabunda" e a proibiu de visitar familiares.

Ele utilizava sua "autoridade espiritual", como pastor evangélico, para silenciar a família e perpetuar as agressões físicas, sexuais e verbais.

A condenação do réu foi garantida pela 65ª e 66ª Promotoria de Justiça – Ministério Público de Mato Grosso do Sul – de Campo Grande.

INFRAESTRUTURA

Sem desconto, obra de R$ 19 milhões contra voçoroca em Nova Andradina é homologada

Única empresa habilitada venceu licitação sem reduzir valor; contrato prevê 540 dias de execução para conter erosão que já consumiu mais de R$ 8 milhões

05/05/2026 11h00

Erosão no Horto Florestal já provocou danos à MS-473 e segue como um dos principais desafios urbanos de Nova Andradina

Erosão no Horto Florestal já provocou danos à MS-473 e segue como um dos principais desafios urbanos de Nova Andradina Reprodução: Vale do Ivinhema Agora

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A obra de quase R$ 20 milhões para tentar conter a gigantesca voçoroca de Nova Andradina foi oficialmente homologada pelo Governo do Estado sem qualquer redução no valor previsto. O resultado da licitação foi publicado nesta terça-feira (5) no Diário Oficial, confirmando deságio zero no processo.

De acordo com o edital nº 023/2026 da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), a vencedora foi a Construtora Alvorada Ltda., com proposta de R$ 19.288.728,80, exatamente o teto estipulado pelo governo.

Apesar de três empresas terem participado da concorrência, duas foram inabilitadas durante a análise, o que deixou apenas uma proposta válida e inviabilizou a disputa de preços.

O contrato prevê prazo de execução de 540 dias para a realização das obras de reconformação de bacias e contenção do processo erosivo no bairro Horto Florestal, área considerada o ponto de origem do problema.

A intervenção é mais uma tentativa do poder público de conter o avanço da erosão, que há anos compromete estruturas urbanas e já consumiu mais de R$ 8 milhões em recursos públicos somente nos últimos cinco anos.

Histórico

A voçoroca ganhou ainda mais atenção após afetar diretamente a rodovia MS-473, que liga a área urbana de Nova Andradina ao Instituto Federal.

Durante a pavimentação da estrada, concluída em 2021, cerca de R$ 3,5 milhões foram destinados a obras de drenagem e contenção de águas pluviais. Ainda assim, poucos meses depois, dois trechos da rodovia cederam.

Para tentar recuperar os danos, o Estado executou uma obra emergencial de R$ 4,6 milhões. No entanto, a intervenção também apresentou falhas após novos episódios de chuva.

Na época, o deputado estadual Roberto Hashioka (União Brasil), ex-prefeito do município, classificou o caso como um dos maiores desastres ambientais de Mato Grosso do Sul e chegou a questionar a qualidade das obras, além da existência de garantias ou estudos técnicos sobre as falhas.

A nova obra agora contratada tem como foco justamente controlar o escoamento da água da chuva — principal fator que alimenta a erosão e provoca o avanço da cratera.

A situação no Horto Florestal não é isolada. Nova Andradina possui ao menos outra grande voçoroca, localizada nas proximidades do bairro Argemiro Ortega.

Em dezembro de 2020, uma cratera de cerca de 18 metros de profundidade chegou a engolir uma casa na região, forçando famílias a abandonarem suas residências.

As duas erosões deságuam no Córrego Baile, que já teve o leito alterado pelo acúmulo de terra ao longo dos anos.

A voçoroca que será alvo da nova intervenção tem cerca de três quilômetros de extensão. 

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