Cidades

DESCRIMINALIZAÇÃO

Juiz Odilon diz que decisão do STF pró-marchas da maconha é 'loucura'

Juiz Odilon diz que decisão do STF pró-marchas da maconha é 'loucura'

MARIA MATHEUS

18/06/2011 - 00h02
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O juiz federal Odilon de Oliveira classificou como "loucura" a decisão do Supremo Tribunal Federal de liberar as "marchas da maconha", passeatas em favor da descriminalização da droga. "É o cúmulo à quinta potência. O absurdo dos absurdos", comentou ontem, no lançamento da Política Estadual Antidrogas, na Câmara Municipal de Campo Grande.

Para o representante regional do escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime para o Brasil e o Cone Sul, Bo Mathiasen, o direito à livre manifestação do pensamento, ainda que sobre temas controversos, é um dos pilares da democracia.

Na interpretação de Odilon, juiz da 3ª Vara Federal Criminal, a decisão do Supremo abre brecha para que se faça apologia, por exemplo, ao assassinato. "Pode-se fazer passeata com relação ao homicídio, caminhada pelo roubo. É a mesma coisa", declarou. "Tenho quase certeza de que (decisões como essa) são sinais que indicam a liberação do uso de drogas".

Questionado sobre o fato de se discutir a liberação da maconha justamente na Semana Nacional Antidrogas, Odilon disse que o STF caminha na contramão da vida. "É uma loucura", opinou. "Enquanto na semana antidrogas a gente defende a vida, determinados segmentos da sociedade como o Supremo Tribunal Federal caminham na contramão, propagando a liberação de drogas sem naturalmente pensar nos efeitos desastrosos".

 O secretário de Justiça e Segurança Pública, Wantuir Jacini, também se posicionou contrário à decisão do tribunal, mas preferiu não comentá-la. "Não podemos comentar decisões da mais alta Corte do País", justificou.

 Liberdade de expressão

Para o representante regional das Nações Unidas, Bo Mathiasen, a livre expressão do pensamento - principal argumento dos ministros do STF para permitir as marchas da maconha - é direito fundamental em sociedades democráticas. "Mesmo em relação a temas controversos, como o consumo de maconha, questões de sexualidade, aborto e outros assuntos que dividem a sociedade".

Ele destacou que, embora permitidas, as passeatas não devem fazer apologia da droga e cabe às autoridades e organizadores fiscalizar para que isso não aconteça.

"É claro que para as Nações Unidas - e isso foi estabelecido em convenção em 1961 - maconha é uma planta prejudicial à saúde. Os países devem tomar as medidas necessárias para prevenir o uso, plantio e comercialização".

Sobre a descriminalização da droga, Mathiasen considera que cabe a cada país determinar como fará o controle da substância e que medidas tomará para desestimular o uso da maconha. "A descriminalização é uma questão muito complexa. Países como Holanda, Portugal e alguns estados dos Estados Unidos tem políticas bastante permissivas, mas investem muito na prevenção".

CAMPO GRANDE

Adriane ignora escândalo e renova contratos milionários da iluminação pública

Em dezembro do ano passado as empresas foram alvo de operação do Ministério Pùblico, que disse ter identificado superfaturamento superior a R$ 62 milhões

03/07/2026 16h30

Sede da empresa B&C, cujos contratos superam R$ 21 milhões, foi alvo de mandados de busca em dezembro do ano passado

Sede da empresa B&C, cujos contratos superam R$ 21 milhões, foi alvo de mandados de busca em dezembro do ano passado

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Quase sete meses depois de o Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) desencadear a “Operação Apagar das Luzes”, que disse ter "identificado superfaturamento superior a R$ 62 milhões" em contratos da ilumianação pública, a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP) renovou, nesta sexta-feira (3), os contratos com empresas que foram alvo da investigação. 

Na data da operação, em 19 de dezembro do ano passado, o Ministério Público não informou o nome das empresas nas quais supostamente teriam ocorrido os superfaturamentos.

Mas, os aditivos publicados no diogrande desta sexta-feira cotemplam um contrato com a Empresa M.R. Construtora, três com Construtora B&C e outros três com a Construtora JLC. Além desta duas, foi publicado aditivo com a empresa M.R. Construtora.

As investigações do Ministério Público são todos relativos a contratos firmados em meados de 2024 e que agora foram prorrogados por mais um ano. Naquela data foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão, em Campo Grande e no  Balneário Piçarras, em Santa Catarina. 

Com os aditivos assinados agora, a JLC está garantindo faturamento da ordem de R$ 25 milhões em três anos para trocar luminárias em ruas das regiões do Anhanduizinho, Bandeira e na região Central. Outra contemplada, a B&C, vai faturar em torno R$ 21,4 milhões ao longo de três anos de vigência dos contratos. 

Na data da operação, o Ministério Público informou que as " investigações indicam a ocorrência de reiteradas fraudes nos processos licitatórios, bem como nos contratos firmados para a execução do serviço de manutenção do sistema de iluminação pública de Campo Grande, já tendo sido identificado superfaturamento superior a R$ 62 milhões".

Os três contratos da B&C são para manutenção do sistema de iluminação das regiões  do Segredo (R$ 2,11 milhões anuais), Lagoa (R$ 2,8 milhões ano)  e Imbirussu (R$ 2,7 milhões ano). 

Além disso, ela firmou três contratos para instalação de novas luminárias de led em avenidas como Lúdio Coelho (R$ 8,87 milhões) e José Barbosa Rodrigues (R$ 6,75 milhões). A empresa também foi contratada para instalar novas luminária no Parque Soter (8,48 milhões). 

Todos os contratos foram assinados em meados de 2024 e em março do ano passado, nove meses depois da assinatura, receberam reajuste da ordem de 25%. Os aumentos foram concedidos em pleno período de restrição de gastos que havia sido declarado pela prefeita Adriane Lopes (PP). As restrições persistem até hoje. 

Os serviços de iluminação pública são bancados pelo dinheiro pago pelos consumidores na conta de energia elétrica, por maio da chamda Cosip. Somente nos primeiros seis meses deste ano esta cobrança rendeu quase R$ 99 milhões aos cofres municipais. 

SILÊNCIO

Depois do cumprimento dos mandados de busca e apreensão feitos em 19 de dezembro nas empresas e na Secretaria de Serviços e Obras Públicas (Sisep), os investigadores do Ministério Público não liberaram mais informações a respeito do caso. 

Nesta sexta-feira, a reportagem do Correio do Estado procuroU o Ministério Público em busca de informações sobre o andamento da investigação, mas até a publicação da reportagem não havia obtido retorno. 

Em dezembro do ano passado, o então secretário  da Sisep, Marcelo Miglioli, informou que as empresas estavam somente sendo investigadas e não havia nenhuma condenação e por conta disso os contratos seriam mantidos. 
 

doação

Arauco destina R$ 6,4 milhões para recuperar a MS-316

Obras incluem construção de duas pontes e espalhamento de 20 toneladas de brita

03/07/2026 16h05

Rodovia MS-316

Rodovia MS-316 Foto: Amambai Notícias

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Arauco Celulose S.A. destinou R$ 6.492.200,00 para recuperar a rodovia MS-316, entre Inocência e Paraíso das Águas, em Mato Grosso do Sul.

As obras incluem:

  • Construção de duas pontes de via simples, de estrutura mista (concreto e aço), no KM-156 (Córrego Grande) e no KM-161 (Córrego Morgado) – valor R$ 2.274.600,00
  • Espalhamento de 20 toneladas de brita em 35 quilômetros da MS-316, entre o KM-133 e KM-168 – valor R$ 3.515.400,00

A Arauco também investiu R$ 702.200,00 em estudos técnicos, ambientais e de engenharia necessários para subsidiar o processo de licenciamento ambiental e a execução das obras, como:

  • Plano Básico Ambiental (PBA)
  • Proposta Técnica Ambiental (PTA)
  • Inventários Florísticos
  • Estudos de Fauna
  • Projeto Executivo
  • Demais estudos, relatórios e documentos exigidos pelos órgãos competentes

As obras foram doadas ao Governo de Mato Grosso do Sul - Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso Do Sul (Agesul).

A doação inclui:

  • contratação de terceiros
  • fornecimento de materiais
  • mão de obra e equipamentos
  • condições operacionais
  • acompanhamento e a fiscalização técnica da execução das obras e serviços
  • realização de manutenções preventivas

“Mediante o presente instrumento, a DOADORA [Arauco] declara, sob as penas da lei, possuir habilitação jurídica e qualificação técnica suficiente para a execução dos serviços mencionados na cláusula primeira deste instrumento, e deter condições e poderes para promover a doação de que cuida este termo, na conformidade do artigo 538 e seguintes do Código Civil, inexistindo qualquer fato que impeça a concretização do presente ajuste”, informou a Arauco por meio de trecho redigido no Diário Oficial do Estado (DOE-MS).

O Termo de Doação de Serviços foi publicado na página 65 do DOE-MS.

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