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Justiça ativa posto avançado em Dois Irmãos

Justiça ativa posto avançado em Dois Irmãos

DA REDAÇÃO

17/05/2014 - 00h00
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A efetivação de um projeto inédito em todo o país pelo Tribunal de Justiça colocou o judiciário sul-mato-grossense novamente em uma posição de vanguarda. Ontem (16), o TJMS instalou em Dois Irmãos do Buriti o Posto Avançado da Justiça (Pajus).

A instalação deste ambicioso projeto, em parceria com o Executivo municipal, visa aproximar a justiça do cidadão e disponibilizar a prestação jurisdicional nos municípios que não possuem comarca instalada. Até outubro, mais 26 postos avançados serão instalados e isso significa que, com as 52 comarcas existentes, 100% dos municípios serão alcançados.

Na solenidade de instalação, o presidente do TJ, Des. Joenildo de Sousa Chaves, lembrou que o Pajus é uma forma eficiente de levar a justiça até o cidadão, com custos reduzidos. “A vantagem é que teremos os mesmos trabalhos e o cidadão poderá resolver seus problemas, encaminhar sua ação, para as audiências não serão mais necessários deslocamentos – o que era nosso grande problema”, comentou.

Questionado se a instalação do Pajus é mais um compromisso cumprido da administração, o presidente do TJMS respondeu: “A intenção da administração jamais foi desativar comarca e o Pajus é uma prova de que estamos preocupados em proporcionar justiça a todos. Tivemos que desativar as comarcas de Angélica e Dois Irmãos do Buriti, por isso estamos iniciando aqui e vamos estender a mais 26 municípios”.

Diretor do Foro da Comarca de Aquidauana, o juiz Fernando Chemin Cury garantiu que as expectativas quanto ao atendimento da população pelo Pajus são as melhores possíveis. “Com o avanço da tecnologia e o dinamismo da administração do TJMS, o temor que havia de deixarmos a população de Dois Irmãos do Buriti desassistida se mostrou infundado. As audiências criminais já estão sendo realizadas e as cíveis começam em junho. Os cidadãos que não têm condição de se deslocar até Aquidauana para as audiências farão isso em Dois Irmãos do Buriti por videoconferência, em tempo real, em conversa conosco. Tenho certeza que será um sucesso”.

Sobre a parceria com o Poder Judiciário, o prefeito Wlademir Souza Wolk explicou que encampou a proposta do Judiciário por entender que é muito importante para a sociedade. “A ausência do Fórum nos deixou preocupados quanto ao atendimento à população e a instalação do Pajus nos pareceu a solução do problema. Estamos muito felizes por ser o primeiro município a ter o posto avançado instalado”.

Saiba mais - Por meio do Provimento nº 317, o TJMS criou o programa de instalação de Postos Avançados da Justiça de MS (Pajus), que objetiva a ativação de postos de atendimento do Poder Judiciário em distritos judiciários, comarcas não instaladas ou desativadas, permitindo que os jurisdicionados destes municípios busquem seus direitos sem a necessidade de se deslocar até a cidade vizinha.

No Pajus, os cidadãos poderão registrar ações de até 20 salários mínimos junto ao Juizado Especial da comarca a qual o município estiver vinculado. O jurisdicionado poderá ainda participar de audiências cíveis e criminais, tudo à distância, com utilização de sistema de videoconferência.

As audiências por videoconferência são possíveis pela integração do sistema de videoconferência do Tribunal com o Sistema de Automação da Justiça (SAJ), permitindo a gravação das audiências. Desde o ano passado, este sistema está disponível em todas as comarcas de MS.

Os Postos Avançados serão instalados por meio de convênios entre o Tribunal de Justiça e os municípios. 

Decisão Judicial

Fabricante de próteses de mama é condenada a pagar R$ 10 mil a consumidora em MS

Mulher colocou os implantes em 2017 e, em 2022, passou a ter dores, rigidez e deformidade nas mamas, fabricante também terá de custear a cirurgia

07/10/2026 12h30

Foto: Divulgação / TJMS

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A Justiça de Mato Grosso do Sul decidiu que uma fabricante de próteses de mama deve pagar R$ 10 mil de indenização a uma consumidora. A empresa também terá de devolver o dinheiro gasto com a retirada e a troca dos implantes e com o tratamento depois da cirurgia. A decisão é da 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça.

A consumidora colocou os implantes em 2017. A partir de 2022, passou a sofrer com dores persistentes, rigidez e deformidade nas mamas. 

Foi diagnosticada uma complicação grave relacionada às próteses, e os médicos indicaram a retirada e a substituição dos implantes, além de uma cirurgia para reparação das mamas.

A perícia judicial não identificou defeito específico nas próteses utilizadas e indicou que a complicação apresentada pode ocorrer com esse tipo de implante. Apesar disso, o colegiado entendeu que a fabricante deveria ser responsabilizada.

No voto, o desembargador Paulo Alberto de Oliveira destacou que, segundo o Código de Defesa do Consumidor (CDC), o defeito não precisa estar necessariamente ligado a uma falha individual de fabricação. 
Também é considerado defeituoso o produto que não oferece a segurança que o consumidor legitimamente espera.

Os desembargadores levaram em conta que as próteses eram de uma linha que, depois, foi recolhida do mercado em um recall internacional por questões de segurança. 

Esse fato, somado aos problemas da consumidora e à necessidade de nova cirurgia, foi suficiente para a maioria do grupo responsabilizar a fabricante.

A decisão deixa claro que os R$ 10 mil não foram dados só porque houve um recall, nem porque existe a possibilidade de a pessoa desenvolver alguma doença. 

O valor foi fixado por causa do que a consumidora realmente conviveu com dores, rigidez, deformidade e a necessidade de passar por uma nova cirurgia.

Com o julgamento, foi mantida a decisão anterior que determinava à fabricante o custeio da cirurgia. 

Os valores comprovadamente gastos com a retirada e a substituição das próteses e com o tratamento necessário foram reconhecidos como danos materiais e deverão ser ressarcidos. A empresa também foi condenada ao pagamento de R$ 10 mil por danos morais.
 

DOURADOS (MS)

TJMS oferece assistência notarial e jurídica para indígenas da Aldeia Jaguapiru

Serviços oferecidos são segunda via de certidões, orientação jurídica e emissão de documentos

07/10/2026 12h00

PID localizado na Aldeia Jaguapiru, em Dourados

PID localizado na Aldeia Jaguapiru, em Dourados Foto: TJMS

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Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) estará em território indígena nos próximos dias para prestar auxílio jurídico e notarial aos povos originários.

Ponto de Inclusão Digital (PID) oferece atendimentos notariais e jurídicos para os Guarani Kaiowá, de segunda a sexta-feira, das 8 às 12 horas, na Escola Estadual Indígena Guateka Marçal de Souza, localizada na Aldeia Jaguapiru, em Dourados.

Os serviços oferecidos são segunda via de certidões, orientação jurídica, emissão de documentos, inserção da etnia nos registros civis e retificação de documentos

O objetivo é ampliar o acesso à justiça e à cidadania no território indígena. A proposta é reduzir a necessidade de deslocamentos até a área urbana e aproximar as instituições públicas da comunidade.

Servidora da Prefeitura de Dourados, Jussara Marques Lopes, indígena e fluente em guarani-kaiowá, foi capacitada para realizar os atendimentos.

A escolha de uma atendente pertencente à própria comunidade busca facilitar a comunicação e agilizar orientações e emissão de documentos.

Entre 22 de setembro e 2 de outubro, ela participou de treinamento promovido pelo TJMS, Ministério dos Povos Indígenas, Defensoria Pública Estadual, Ministério Público Estadual, Associação dos Notários e Registradores (Anoreg-MS) e a Subseção Judiciária de Dourados do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3).

Os serviços serão prestados pela Anoreg-MS. A realização é do TJMS.

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