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POLÊMICA

Justiça barra taxa de lixo na conta da Sanesul e consumidor pode exigir devolução em dobro

Estatal firmou parceria com várias prefeituras e o caso chegou até ao STJ, que nem mesmo julgou o mérito do recurso impetrado pela empresa

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Para melhor o caixa, prefeituras do interior do Estado estão passando a cobrar taxa pela coleta e destinação do lixo urbano. E a forma de fazer a arrecadação é por meio da conta de água e esgoto emitida pela Sanesul, que atua em 68 municípios do Estado. Mas, esta parceria está sendo considerada ilegal pela Justiça e agora os consumidores podem recorrer para receber a devolução do dinheiro em dobro.

A parceria existe em algumas das maiores cidades do interior, como Dourados, Três Lagoas e Jardim.  Agpra. a previsão é de que a partir de maio a população de Corumbá também seja obrigada a pagar pela coleta de lixo toda vez que quitar a conta de água.

Após uma série de derrotas no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, a Sanesul já recorreu três vezes ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar manter a cobrança. No recurso envolvendo a cidade de Jardim, conforme decisão publicada no dia 13 de fevereiro, o ministro Humberto Martins nem mesmo aceitou julgar o mérito do caso. Ele argumentou  que já existem decisões anteriores de instâncias superiores que consideram ilegal esta cobrança.

E estas decisões anteriores, que envolvem também as prefeituras, de Bataguassu, Terenos, e Ribas do Rio Pardo, deixaram claro que a cobrança da taxa de lixo pelo município não é ilegal. O que é vedado pela legislação é que essa cobrança seja feita por meio da conta de água. 

Conforme o entendimento do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do sul, o que ocorre é uma espécie de cobrança casada, o que é vedado pelo Código de Defesa do Consumidor, lei que está prestes a completar 33 anos. E, conforme esta legislação, quando existe cobrança indevida, o consumidor pode exigir a devolução em dobro. 

Se a coleta do lixo fosse um serviço prestado pela Sanesul, a cobrança seria legal, entendem os magistrados. Contudo, o serviço é prestado pela prefeitura (ou por uma empresa contratada por ela) que não pode terceirizar a cobrança. Em Campo Grande, por exemplo, a cobrança vem junto com o carnê do IPTU. 

Além disso, o Ministério Público Estadual alega, em seus recursos contra esta parceria das prefeituras com a Sanesul, que as faturas não permitem que alguém pague somente a tarifa de água e esgoto. Desta forma, o consumidor que não quiser ou não puder pagar a taxa de lixo acabará tendo o fornecimento de água suspenso, o que é abusivo e ilegal, de acordo com o MPE.


CORUMBÁ 

Nesta quarta-feira (15) a prefeitura de Corumbá informou que a cobrança está prestes a entrar em vigor. Estabelecida pela Lei Federal Nº 14.026 – conhecida como o “Marco do Saneamento Básico” – a Taxa de Coleta, Remoção, Transporte, Tratamento e Destinação Final de Resíduos Sólidos (TRS) começará a ser cobrada em Corumbá em maio, informou a administração municipal.

A medida foi instituída pela Lei Complementar Nº 317, aprovada pela Câmara de Vereadores e sancionada pelo prefeito Marcelo Iunes em dezembro do ano passado.

Em Mato Grosso do Sul, conforme a prefeitura de Corumbá, 50 municípios já fazem essa cobrança. A TRS é um valor anual que será arrecadado, de forma parcelada, junto à fatura de água, conforme convênio firmado com a Sanesul. 

Para as unidades geradoras de resíduos que não possuem ligação de água, a cobrança será realizada através de boleto gerado na Central de Atendimento ao Cidadão (CAC). Mas, em 2024 será disponibilizado para o próximo exercício junto ao IPTU 2024.

Conforme a prefeitura, “a cobrança de TRS é uma determinação Federal. Temos que seguir, r fazer a cobrança sob pena de punições severas para o Município”, esclareceu o secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, Ricardo Campos Ametlla, que complementou: “Importante ressaltar também que a Sanesul será tão somente um meio de arrecadação da Taxa". 

O Correio do Estado procurou a Sanesul na manhã desta quinta-feira, mas até a publicação desta reportagem não obteve resposta sobre a polêmica. 

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Casa Própria

Mil famílias podem receber até R$ 16 mil para comprar casa própria em Campo Grande

Feirão Habita começa nesta quarta-feira (12) e disponibiliza mil benefícios para ajudar famílias a custear a entrada e viabilizar a compra do imóvel próprio.

11/08/2026 18h29

Empreendimentos habitacionais estão entre as opções para famílias que buscam realizar o sonho da casa própria em Campo Grande.

Empreendimentos habitacionais estão entre as opções para famílias que buscam realizar o sonho da casa própria em Campo Grande. Foto: Divulgação

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Famílias que pretendem comprar a casa própria em Campo Grande terão uma nova oportunidade para conseguir auxílio financeiro na aquisição do imóvel. A partir desta quarta-feira (12), a 11ª edição do Feirão Habita Campo Grande reunirá empreendimentos habitacionais e disponibilizará mil cotas do programa Bônus Sonho de Morar, com benefícios que podem chegar a R$ 16 mil, conforme a faixa de renda familiar.

O auxílio funciona como um incentivo para reduzir uma das principais dificuldades enfrentadas por quem busca financiamento imobiliário: o valor necessário para concretizar a compra do imóvel. O benefício é direcionado às famílias que se enquadram nos critérios estabelecidos pelo programa habitacional do município.

A 11ª edição do Feirão Habita Campo Grande, ViraCG Habitação será realizada entre 12 e 22 de agosto, com atendimento das 10h às 20h, exceto aos domingos, no Pátio Central, localizado na Rua Marechal Rondon, nº 1.380, região central da Capital. As datas e o local constam em edital publicado pela Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Emha). 

Como participar

Durante o evento, os interessados poderão solicitar a reserva de cota do Bônus Sonho de Morar. A concessão, no entanto, não é automática e depende do cumprimento dos requisitos previstos na regulamentação do programa.

Além do benefício financeiro, o feirão funcionará como ponto de atendimento para quem pretende entrar ou já está inserido nos programas habitacionais da Capital.

Será possível realizar ou atualizar o cadastro junto à Emha, conhecer os empreendimentos participantes e receber orientações sobre as possibilidades de financiamento habitacional. 

A iniciativa reunirá empresas da construção civil, incorporadoras e imobiliárias participantes do ViraCG Habitação. Os imóveis apresentados no evento estarão enquadrados em programas de habitação de interesse social, conforme estabelecido pela regulamentação municipal. 

Bônus pode chegar a R$ 16 mil

Nesta edição, serão disponibilizadas mil cotas do Bônus Sonho de Morar. Os valores variam de acordo com a renda familiar dos beneficiários e podem alcançar R$ 16 mil.

Na prática, o programa busca complementar os recursos necessários para viabilizar a aquisição do imóvel, especialmente para famílias que conseguem assumir um financiamento, mas encontram dificuldade para reunir o montante exigido na etapa inicial da compra.

A reserva da cota poderá ser solicitada diretamente durante o Feirão Habita. O edital da Emha confirma que o benefício estará disponível no evento e estabelece que a concessão deverá respeitar os requisitos e critérios previstos na regulamentação vigente. 

Feirão vai reunir imóveis de interesse social

A proposta é concentrar em um mesmo espaço diferentes etapas da busca pela casa própria. Além de verificar a possibilidade de acesso ao bônus, o interessado poderá conhecer os projetos apresentados pelas empresas participantes e buscar informações sobre as condições de financiamento.

Segundo o edital, construtoras, incorporadoras e imobiliárias estarão presentes com empreendimentos enquadrados nos programas de habitação de interesse social de Campo Grande. 

O atendimento será realizado durante dez dias, entre 12 e 22 de agosto, com exceção dos domingos. A programação ocorre das 10h às 20h, ampliando o período disponível para as famílias interessadas procurarem atendimento.

Serviço

O 11º Feirão Habita Campo Grande, ViraCG Habitação começa nesta quarta-feira (12), no Pátio Central, na Rua Marechal Rondon, nº 1.380. O evento segue até 22 de agosto, das 10h às 20h, exceto aos domingos.

suposto sequestro

Resgatada no Paraguai, Ayla retorna à Campo Grande e deverá ficar em abrigo

Bebê teria sido sequestrada dias após o nascimento na Capital e, por envolver investigação policial, só será devolvida à família caso haja decisão policial

11/08/2026 18h14

Ayla foi sequestrada na semana passada e levada ao Paraguai

Ayla foi sequestrada na semana passada e levada ao Paraguai Foto: Reprodução

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A bebê Ayla Emanuelly Pereira de Souza, de 29 dias, que foi encontrada no Paraguai após supostamente ter sido sequestrada em Campo Grande, retornou para a Capital nesta terça-feira (12). Ela estava em uma unidade de acolhimento infantil de Ponta Porã e, conforme reportagem do Correio do Estado, só retornará à família caso haja decisão judicial.

Em nota, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) informou que Ayla "encontra-se em segurança, sob acolhimento e passa bem".

O local onde ela está acolhida é mantido em sigilo, como forma de proteção e preservação da integridade da bebê. 

O TJMS ressalta que não serão divulgadas outras informações sobre o paradeiro da menina.

Suposto sequestro

O caso foi registrado na quinta-feira (6), quando a mãe, uma adolescente de 17 anos, contou que foi atraída por uma mulher para uma casa com a promessa de um emprego, onde teria sido ameaçada e mantida como refém ao lado da irmã de 13 anos, enquanto a mulher e um homem sequestraram o bebê.

Ayla foi encontrada na madrugada de domingo em Pedro Juan Caballero, na fronteira com Ponta Porã, em ação conjunta dos agentes da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), membros da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestro (Garras) e a polícia paraguaia.

Ela estava em uma casa no Bairro Virgen de Caacupé, em Pedro Juan, com o casal Suzilaine da Graça Costa e Alex Melo de Abreu, que no momento de sua prisão apresentou identidade falsa com o nome de Weliton Aparecido Lopes.

O homem possuía mandado de prisão e uma pena de 19 anos a cumprir por homicídio cometido no estado do Amazonas. Já a mulher foi reconhecida pela família da mãe do bebê como a pessoa que teria oferecido um emprego para a adolescente.

Conforme noticiou o Correio do Estado, após a criança ser encontrada, ela foi entregue para o Conselho Tutelar de Ponta Porã, que a destinou a uma unidade de acolhimento infantil, onde ela seguia até ser encaminhada para Campo Grande, onde também deverá permanecer em uma unidade de acolhimento infantil, por se tratar de um caso policial.

“Quando acontecem casos como esse, a transferência é feita de acolhimento para acolhimento. Só podemos entregar para a família caso haja uma decisão judicial que determine isso”, explicou a conselheira Loisa Higa, que atua no Conselho Tutelar do Anhanduizinho, em Campo Grande.

Segundo a conselheira, a família da pequena Ayla já era acompanhada pelo Conselho Tutelar do Anhanduizinho muito antes da gravidez da criança. 

No local, que seria uma espécie de vila, com várias casas, todas da mesma família, moram cerca de cinco menores de idade e que eram acompanhados pelos conselheiros por “algumas fragilidades”, como citou Higa.

A família contou que somente ontem a pequena Ayla foi registrada em cartório, a dois dias de completar um mês de vida.

“Eles disseram que a demora ocorreu porque aguardavam disponibilidade do genitor, para ele comparecer junto com a mãe no cartório”, contou a conselheira ao Correio do Estado.

O caso é investigado pela DEPCA de Campo Grande. A titular da delegacia, Anne Karine Trevisan, esteve em Ponta Porã na segunda-feira (10) para ouvir o casal que estava com a criança, mas não foram repassados detalhes sobre a investigação.

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