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EXTENSÃO

Considerado perigoso, Justiça decide manter Jamil Name em Mossoró por mais um ano

Apesar de idoso, decisão se refere a ele como líder de milícia armada de alto poder bélico e econômico
01/12/2020 18:10 - Rodrigo Almeida


Justiça decide manter Jamil Name por mais um ano em presídio federal de Mossoró no Rio Grande do Norte. Ele é acusado de integrar organização criminosa em Mato Grosso do Sul e de chefiar um grupo armado que controlava o jogo do bicho no estado. 

Um dos principais alvos da operação Omertà junto ao filho Jamil Name Filho, ambos estão presos desde setembro de 2019 e foram transferidos em novembro do mesmo ano para fora do estado para que não atrapalhassem as investigações. 

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De acordo com a decisão do Juiz Walter Nunes da Silva Junior do Tribunal Regional Federal da 5ª Região do Rio Grande do Norte, Jamil Name deve ficar até 29 de setembro de 2021. Segundo a sentença, “[ainda] há elementos probatórios de que, malgrado encarcerados em estabelecimento prisional estadual, continuam com poder de liderança em organização criminosa, conturbando o ambiente dentro dos presídios ou praticando crimes”.

Apesar de otagenário, Jamil Name ainda é considerado o operador do grupo de extermínio pelas autoridades e, dessa forma, pode gerar muito perigo se voltar a Mato Grosso do Sul.

A sentença afirma que “o preso é acusado de exercer a liderança de milícia armada, bem estruturada e de alto poder bélico e econômico, além de tramar atentados contra um delegado e um defensor público”.

A decisão se refere a um atentado que estaria sendo tramado pelos principais presos da Operação Omertà contra o delegado Fábio Peró, titular do Grupo Armado de Repressão a Assaltos e Sequestros (Garras), um dos responsáveis por conduzir os presos da operação para a prisão. 

O Departamento Penitenciário Federal (Depen) assim como o Ministério Público Federal se mostraram a favor de manter os presos da operação por mais um ano no presídio Federal de Mossoró. A Direção da penitenciária afirma que Jamil Name tem bom comportamento, no entanto, responde processo administrativo gravíssimo.