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MANIFESTAÇÕES

Justiça Federal proíbe bloqueio de caminhoneiros bolsonaristas nas rodovias de MS

No Estado, manifestantes estão ocupando pelo menos 15 trechos de vias estaduais e federais

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Após se manifestarem por quase um dia, os caminhoneiros insatisfeitos com o resultado das eleições presidenciais deverão desocupar e liberar todas as rodovias federais e estaduais que estavam com bloqueios. A decisão é da Justiça Federal e foi emitida no começo da noite desta segunda-feira (31).

Entretanto, de acordo com a mesma decisão, o direito de livre expressão será garantido, sendo que os caminhoneiros poderão, desde que seja de forma pacífica e segura, permanecer apenas nos acostamentos das rodovias.

A decisão é de um pedido liminar feito pela União contra todos os caminhoneiros envolvidos, mas, em especial contra dos líderes do movimento: Maciel da Silva Stral, que está na BR-163/MS em Rio Verde de Mato Grosso, e Assis Oliveira Reis, que lidera o movimento em Camapuã, na BR 060.

A decisão, conteudo, é válida para todo o Estado de Mato Grosso do Sul.

A medida ainda fixa multa diária de R$ 10 mil para pessoa física participante e de R$ 100 mil para pessoa jurídica que tenha participação direta ou indireta nas manifestações e bloqueios das rodovias.

O juiz ainda reconhece que os caminhoneiros que estão insatisfeitos com o resultado das eleições têm o livre direito de se manifestarem.

Contudo, o protesto não pode ser prolongado porque o bloqueio sistemático das rodovias está impactando no direito de ir e vir de cidadãos que não participam dos protestos, o que está de fato acontecendo.

Conforme já divulgado pelo Correio do Estado, os caminhoneiros ocupavam, até às 19h30min, 15 pontos em estradas estaduais e federais desde as primeiras horas da manhã quando os protestos começaram a ser insuflados em diversas partes do país, especialmente por meio das redes sociais.

Conforme a Polícia Rodoviária Federal, há a previsão que todos os trechos sejam liberados até a manhã desta terça-feira (01), para que não seja necessário o uso da força.  

Em Mato Grosso do Sul, até esta tarde, estavam bloqueados os seguintes trechos até o início da noite desta segunda-feira:

  • BR-163, km 490, quantidade de manifestantes 60; (Campo Grande): Veículos de emergência e carga viva com livre passagem. Equipe PRF no local.
  • BR-163, km 466, sem informação da quantidade de manifestantes (Campo Grande): Completamente interditado. Equipe PRF no local.
  • BR-163, - km 550, quantidade de manifestantes 50; (Bandeirantes): Veículos de emergência e carga viva com livre passagem. Equipe PRF no local.
  • BR-163,   km 614, quantidade de manifestantes 100; (São Gabriel do Oeste): Veículos pequenos passando por dentro da cidade. Equipe PRF no local.
  • BR-163,   km 679,9, quantidade de manifestantes 30; (Rio Verde de Mato Grosso): Veículos de emergência e carga viva com livre passagem. Equipe PRF no local.
  • BR-163,   km 767, quantidade de manifestantes 20 (Coxim): Veículos de emergência e carga viva com livre passagem. Equipe PRF no local. 
  • BR-060,   km 368, sem informação da quantidade de manifestantes (Campo Grande): Completamente interditado. 
  • BR-060, km 191,7, sem informação da quantidade de manifestantes (Camapuã): Completamente interditado.
  • BR-262,   km 383,7, quantidade de manifestantes 10 (Terenos): Veículos pequenos passando por dentro da cidade. Equipe PRF no local. 
  • BR-267, km 364, sem informação da quantidade de manifestantes (Maracaju): Veículos de emergência, de passeio e carga viva com livre passagem. Equipe PRF
  • BR-158,   Km 95, sem informações da quantidade de manifestação (Paranaíba). Não interditado. 
  • BR-158,   KM 04 (Cassilândia) - Fechado para veículos de carga, apenas passando veículos de passeio e emergência.
  • BR-163, km 256, :Veículos de passeio, ônibus, carga viva e perecível, estão passando normalmente.. Equipe PRF no local.
  • BR-163, km 206, Interdição total (Caarapó): Livre passagem para veículos de emergência, de passeio, carga perecível e viva e produto perigoso. Equipe PRF no local. - 
  • BR-060, km 63, (Paraíso das Águas): Completamente interditado.
  • BR-163, km 730, (Coxim): Completamente interditado. 
  • BR-163, km 837, (Sonora): Completamente interditado. 
  • BR-267, km 477, (Jardim - trevo para Bonito): Veículos de passeio com livre passagem. Equipe PRF no local.
  • BR-262, km 765, (Corumbá - Lampião Aceso): A cada 30 minutos veículos pequenos são liberados. Equipe PRF no local.
  • BR-163, km 324, (Rio Brilhante): sem veículos parados sobre a pista (veículos de carga parando em posto de combustível). Equipe PRF no local.
  • BR-262, km 486, interdição total, (Anastácio). Equipe PRF no local 
  • BR-262, km 557,(Miranda). 
  • BR-163, km 117, (Naviraí)

assassinato

Homem invade convento no PR, mata freira de 82 anos e diz que 'vozes' ordenaram

Crime ocorreu no Convento das Irmãs Servas de Maria Imaculada, no município de Ivaí, nos Campos Gerais do Paraná

22/02/2026 17h15

Foto: reprdoução

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Uma freira de 82 anos foi morta asfixiada na tarde deste sábado, 21, após um homem invadir o Convento das Irmãs Servas de Maria Imaculada, no município de Ivaí, nos Campos Gerais do Paraná. A vítima foi identificada como Nadia Gavanski. O suspeito, de 33 anos, foi preso em flagrante pelo assassinato.

De acordo com a Polícia Civil do Paraná (PCPR), uma equipe da Polícia Militar (PM) foi a primeira a chegar ao local e encontrou a religiosa caída no chão, com as roupas parcialmente retiradas e sinais evidentes de agressão física. A freira teria tentado se defender do suspeito durante o ataque.

Uma fotógrafa que registrava um evento no convento relatou à polícia que foi abordada pelo suspeito logo após o crime. Ele apresentava nervosismo, roupas sujas de sangue e arranhões no pescoço. Disse que trabalhava no local e que tinha encontrado a freira já caída. Desconfiada, a testemunha gravou parte da conversa de forma discreta e pediu que outras pessoas acionassem socorro e a PM. Nesse intervalo, o homem deixou o convento.

Com base no vídeo gravado pela fotógrafa, os policiais identificaram o suspeito, que já tinha antecedentes por roubo e furto. Ele foi localizado em casa. Ao perceber a aproximação da PM, tentou fugir e resistiu à abordagem com socos e chutes, mas foi contido pelos militares. Questionado, admitiu ter assassinado a freira. A defesa do suspeito não foi localizada.

Suspeito confessa crime

Na delegacia, o homem confirmou que passou a madrugada consumindo crack e bebida alcoólica. Disse ainda que ouviu vozes ordenando que matasse alguém e, por isso, pulou o muro do convento com a intenção de tirar a vida de uma pessoa. Segundo o relato, ao ser abordado pela freira, afirmou que trabalhava ali. Diante da desconfiança da religiosa, ele a empurrou. Quando ela caiu e começou a gritar, colocou os dedos na boca da vítima para provocar asfixia.

"Ele negou ter golpeado diretamente a cabeça dela, embora tenha admitido que ferimentos cranianos possam ter ocorrido durante a queda. Negou, ainda, qualquer ato de violência sexual contra a vítima ou intenção de subtrair objetos", informou a Polícia Civil ao Estadão.

A polícia afirmou, contudo, que a circunstância de a vítima estar com as roupas parcialmente retiradas será analisada após a conclusão dos laudos periciais, para verificar eventual crime sexual.

Uma das irmãs do convento contou que, depois do almoço, a freira costumava ir até o local onde o crime aconteceu para alimentar galinhas.

O homem foi autuado por homicídio qualificado, com indícios de motivo fútil, asfixia e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de resistência à prisão. Ele foi encaminhado ao sistema penitenciário. A Polícia Civil segue investigando o caso

Mais de 50 anos dedicados à religião

Em nota, o Convento das Irmãs Servas de Maria Imaculada lamentou a morte de Nadia Gavanski e informou que a irmã dedicou 55 anos à vida religiosa. A entidade disse ainda que ela foi vítima "de um ato de violência injustificável".

"Informamos que a instituição está colaborando plenamente com as autoridades de segurança pública para que as circunstâncias deste trágico homicídio sejam esclarecidas e a justiça seja feita", diz trecho do comunicado.

A cerimônia de despedida será realizada na tarde deste domingo, 22, em Prudentópolis (PR).

campo grande

Áudio com ataque à umbanda gera investigação por intolerância religiosa

Mãe de adolescente que frequentava terreiro gravou áudio dizendo que a religião é "do demônio" e que a decisão sobre a religião do filho deveria caber a ela

22/02/2026 17h00

Inquérito é conduzido pela Deops

Inquérito é conduzido pela Deops Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Uma mulher foi denunciada à Polícia Civil por intolerância religiosa, após enviar áudios a uma mãe de santo com ofensas à religião da umbanda, em Campo Grande. O caso foi registrado no dia 5 de maio de 2025, mas o inquérito policial segue em andamento.

A denúncia foi feita pela vítima, que é zeladora de umbanda. Conforme relato da mulher, o áudio foi encaminhado por um adolescente de 15 anos, que é frequentador do terreiro.

No áudio, a mãe do adolescente teria dito: "Vocês são filhos do demônio, essa religião não é para Deus". A ofensa é proferida em uma conversa com outra pessoa, identificada como a avó do jovem.

A denunciante não soube dizer se a mulher tinha ciência de que a conversa estava sendo gravada.

Durante o diálogo, a mulher declarou ainda não querer que o filho frequentasse o terreiro, alegando que a decisão sobre a religião do adolescente deveria ser dela, demonstrando ainda descontentamento com o horário em que o filho permanecia nas reuniões religiosas.

Na denúncia, a zeladora afirma que os encontros ocorrem das 19h às 21h.

Por fim, a mãe do adolescente volta a dizer que não quer que o menino frequente o local por considerar que "a religião é do diabo".

O áudio foi apresentado pela vítima na Delegacia Especializada de Ordem Política e Social (Deops) e juntado ao inquérito.

Após ser intimada por oficial de Justiça para prestar esclarecimentos, a investigada passou a se mostrar mais compreensiva em relação à religião do filho e à prática religiosa da mãe de santo, segundo a denunciante.

No entanto, a mulher ainda não prestou depoimento e não há sua versão sobre o caso. A oitiva delas está marcada para o dia 11 de março, na Deops, ainda na fase do inquérito policial. Caso ela não compareça, será considerado crime de desobediência.

Na última sexta-feira (20), a delegada pediu dilação de prazo, devido à necessidade de diligências para a análise e conclusão do inquérito. O caso está sendo investigado como injúria qualificada pela religião.

Intolerância religiosa

A intolerância religiosa é crime no Brasil, tipificado no Artigo 208 do Código Penal (ultraje a culto e impedimento/perturbação de cerimônia) e pela Lei nº 7.716/1989 (Lei Caó), que equipara a discriminação religiosa ao crime de racismo, tornando-o inafiançável e imprescritível.

As penas incluem detenção de um mês a um ano ou multa, podendo aumentar com violência. 

No caso em questão, o caso foi tipificado como injúria qualificada pela religião, prevista no § 3º do artigo 140 do Decreto-lei nº 2.848, que dispõe que é crime injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro, "se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a religião ou à condição de pessoa idosa ou com deficiência".

Em caso de condenação, a pena varia de um a três anos de reclusão e multa.

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