Cidades

Semana indígena

Lançado em aldeia de MS, documentário expõe desigualdades e baixa assistência à gestantes indígenas

Estudo da Fiocruz destacou baixos percentuais de assistência pré-natal oferecidos a essas mulheres no estado

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Produzido pela Associação de Jovens Indígenas em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz/MS)  o documentário - Oguata das Gestantes e Puérperas Indígenas de Mato Grosso do Sul -, lançado nesta quinta-feira (20), na Aldeia Bororó, no município de Dourados, expõe algumas  desigualdades no acesso e no cuidado adequado às necessidades das gestantes indígenas de Mato Grosso do Sul.

A produção se ampara em uma pesquisa realizada pela Fundação Oswaldo Cruz  entre  novembro de 2021 a agosto último, para avaliar a cobertura e a qualidade da Atenção ao Pré-natal e Parto ofertada às mulheres indígenas do Estado. A estreia acontece às 9h, na aldeia. 

De acordo com a Fiocruz, os pesquisadores entrevistaram 469 mulheres indígenas que receberam assistência ao parto em 10 municípios do estado.

O levantamento, considerado uma amostra representativa, ouviu 121 indígenas em Dourados. Também foram ouvidas   110 mulheres em Amambaí, 30 em Caarapó, 48 em Campo Grande, 24 em Aquidauana, 63 em Miranda, 12 em Iguatemi, 11 em Antônio João e 37 em Tacuru. Além das entrevistas individuais, foram analisadas as informações da caderneta de cada uma das gestantes.

Conforme o estudo, a maioria das indígenas ouvidas eram das etnias Guarani-Kaiowá (296) e Terena (158). O estudo destacou que  404 das entrevistadas residiam em aldeias  e que 402 realizaram  pré-natal em unidades básicas de saúde indígena. “Esses percentuais ainda refletem o baixo acesso à assistência pré-natal, potencializando complicações para a saúde materna-infantil”, completou a Fiocruz em texto sobre a pesquisa. 

Para a pesquisadora da Fiocruz Mato Grosso do Sul e coordenadora do estudo, Renata Picoli, o percentual de mulheres indígenas com início do pré-natal no segundo e terceiro trimestres de gestação é uma indicação das dificuldades no acesso ao pré-natal.

Outra informação apurada no estudo é que 66,3% dessa população, ou 311 mulheres, iniciaram o pré-natal no primeiro trimestre e cerca de 33,7%, (158) iniciaram  no segundo e terceiro trimestres de gestação. Para a pesquisadora da Fiocruz Mato Grosso do Sul e coordenadora do estudo, Renata Picoli, o percentual de mulheres indígenas com início do pré-natal no segundo e terceiro trimestres de gestação é uma indicação das dificuldades no acesso ao pré-natal.  Para a Fiocruz, a intenção do estudo é dar “base para a  discussão dos dados com as comunidades indígenas e entidades que prestam assistência à saúde para a população indígena e propor uma estratégia de cuidado à gestante e puérpera.”

Documentário será lançado às 9h (de MS)

Ade Vera, indígena voltado ao cuidado da saúde das comunidades em Dourados, destacou ao Correio do Estado que o  documentário é super importante não só para as comunidades locais, mas para as pessoas não indígenas. “Enquanto moradores da região, a produção destaca a saúde local, assim como a importância do envolvimento da comunidade externa com o produto final”, disse.

Questionado sobre a qualidade da assistência médica prestada aos locais, Vera disse que o trabalho realizado “já não é como antes”.  “Lá atrás, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), mantinha uma preocupação maior com o indígena. Mesmo com a nomeação de um coordenador indígena para o Distrito Sanitário de Mato Grosso do Sul (Dsei/MS), a aproximação da pasta com a política prejudica o desenvolvimento do setor, porque os interesses dos políticos se evidenciam no coordenador”, frisou.  

Segundo ele, apesar de muitas dificuldades, o setor tem se desenvolvido com os recursos possíveis. “Temos algumas equipes multidisciplinares que se desdobram e que atendem muito bem as comunidades indígenas com as possibilidades existentes. Mesmo assim, faltam remédios, a água muitas vezes não chega na aldeia”, disse. 

O agente de saúde disse que, por tradição, as mães mantêm os cuidados também com remédios naturais (limão, cedro, cangorosa), remédios que também são utilizados muitas vezes pelos idosos.  “Acredito que apesar de tudo, as coisas devem melhorar.

O alinhamento dos interesses indígenas com o novo Governo pode ajudar. O novo coordenador foi representante do pólo indigena de Sidrolândia, nós o conhecemos e acreditamos que as coisas devem melhorar daqui em diante. 

Nova direção

Sem comando desde janeiro deste ano, o Distrito Sanitário Especial Indígena de Mato Grosso do Sul (Dsei/MS) teve o indígena Arildo Alves Alcântara anunciado na última segunda-feira (17).

Com postos de saúde, pólos-base e Casas de Saúde Indígena, o órgão tem como função organizar a rede de atenção básica dentro das áreas indígenas de forma integrada com o SUS (Sistema Único de Saúde). 

O novo nome já atuou à frente do polo base da saúde indígena de Sidrolândia e Dois Irmãos do Buriti. Ao todo são 14 pólos em todo do Estado.

O Correio do Estado entrou em contato com o Dsei/MS para falar com o novo coordenador, entretanto, foi comunicado que Alcântara está em viagem por Aquidauana, Nioaque e Miranda, justamente em razão das festas e comemorações da semana indígena. O espaço segue aberto.

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RIBAS DO RIO PARDO

Colisão entre caminhonetes deixa um homem morto na BR-262

Acidente ocorreu na noite deste domingo (20), no município de Ribas do Rio Pardo

21/09/2026 11h45

Acidente na BR-262 ocorreu em Ribas do Rio Pardo

Acidente na BR-262 ocorreu em Ribas do Rio Pardo Reprodução

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Uma colisão entre um Ford Pampa e uma Fiat Toro na BR-262, em Ribas do Rio Pardo, deixou um homem, de 69 anos, morto na BR-262, em Ribas do Rio Pardo, município que fica a cerca de 111 quilômetros de Campo Grande.

O idoso conduzia a Pampa e ficou preso às ferragens. A identidade da vítima não foi divulgada. Segundo as informações preliminares, uma mulher também ocupava o veículo e ficou ferida. Ela estava consciente enquanto recebia atendimento das equipes do Corpo de Bombeiros, que atuaram no resgate das vítimas.

Já o motorista da Fiat Toro sofreu apenas ferimentos leves. Com o impacto, a caminhonete tombou e parou com as rodas voltadas para cima às margens da rodovia.

De acordo com o portal Dourados Agora, testemunhas relataram que a Pampa estava com os faróis apagados antes da batida, mas essa versão ainda não foi confirmada pelas autoridades. As causas e a dinâmica do acidente seguem sendo serão apuradas.

Em MS

Carro com mais de 500 quilos de drogas é interceptado após cerco na MS-395

Veículo foi interceptado próximo a Anaurilândia após uma ação integrada entre forças de segurança; motorista afirmou que levaria os entorpecentes de Ponta Porã para São Paulo

21/09/2026 11h30

Carga apreendida era composta por 633 tabletes de maconha, além de skunk e haxixe

Carga apreendida era composta por 633 tabletes de maconha, além de skunk e haxixe Foto: Divulgação/PRF

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Durante uma ação integrada que contou com a participação da Polícia Militar Rodoviária, Polícia Rodoviária, a Força Tática de Nova Andradina e a Polícia Militar do Distrito de Quebracho, apreendeu na manhã do último domingo (20), aproximadamente 505,2 quilos de drogas, enquanto realizavam uma abordagem na MS-395. A apreensão ocorreu próximo ao município de Anaurilândia

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a ação teve início quando a equipe tentou abordar um veículo Up de cor vermelha, porém a interceptação imediata não ocorreu. 

Com isso, a informação foi repassada a outras forças de segurança regionais, possibilitando a montagem de um cerco tático, que contribuiu na captura do automóvel no km da MS-395. 

Após pararem o veículo, foi iniciada a vistoria no interior do veículo, os policiais federais e os demais agentes, perceberam volumes cobertos por um tecido preto no banco traseiro, além de mais entorpecentes no porta-malas. 

Ao todo, foram encontrados e apreendidos 633 tabletes de maconha, chegando a um total de 487,4 quilos, além de 17,7 quilos de substâncias similar ao skunk e 100 gramas de substância análoga ao haxixe, totalizando em aproximadamente 505,2 quilos. 

De acordo com o condutor ele confessou ter buscado as drogas em Ponta Porã e que o destino final seria a cidade de São Paulo. O rapaz foi preso em flagrante por tráfico de drogas. 

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