Cidades

meio ambiente

Legislativo tem 50 dias úteis para analisar e aprovar nova Lei do Pantanal

Compromisso é de que o projeto que pretende preservar bioma seja enviado para a Assembleia Legislativa ainda neste ano

Continue lendo...

Restam apenas 50 dias úteis para o fim do ano legislativo na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems), ou seja, esse é o tempo que a nova Lei do Pantanal tem para ser entregue, analisada e aprovada na Casa de Leis neste ano.

O deputado estadual e presidente da Alems, Gerson Claro (PP), afirmou na semana passada que o texto do projeto chegará na Casa em até 40 dias. 

Esse é o tempo que o governo do Estado, autor do projeto, deve ter para ouvir todas as partes, criar o texto da nova Lei do Pantanal e encaminhar para a Alems, caso queira que a discussão a respeito dos limites de supressão no bioma seja resolvida ainda este ano. O governo do Estado havia feito uma previsão de que a lei seria sancionada ainda em 2023.

Na última semana, uma portaria do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMAMC) foi publicada criando um grupo de trabalho para tratar da criação da nova lei. 

Os nomes de quem representará cada entidade, no entanto, ainda não foram divulgados. Entidades ligadas ao Pantanal esperam que a publicação seja feita hoje, mas a assessoria do governo aponta que dificilmente as nomeações serão feitas ainda nesta semana, por conta dos feriados. 

O grupo envolve o governo do Estado e o Ministério de Meio Ambiente e Mudança do Clima, tendo também como membros: a Secretaria Extraordinária de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do MMAMC, no cargo de coordenador; a Secretaria Nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais, também do MMAMC; o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama); o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio); dois representantes da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação de MS (Semadesc); o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul(Imasul); e a Consultoria Legislativa (Conleg) da Secretaria de Estado de Governo e Gestão Estratégica de Mato Grosso do Sul. 
Porém, entidades não governamentais, como o Instituto SOS Pantanal, já informaram ao Correio do Estado que pretendem solicitar uma participação nas discussões a respeito do tema, mesmo que não nominalmente, no grupo de trabalho. 

O presidente do SOS Pantanal, Alexandre Bossi, relata ainda que a atitude mais corajosa e republicana já foi tomada pelo governador de MS, sendo assim, é necessário agora chamar todos os atores da sociedade para construir juntos a lei, estando o SOS Pantanal à disposição. 

O grupo de trabalho foi definido após reunião entre o governador de MS, Eduardo Riedel (PSDB), e a ministra Marina Silva, em Brasília, no fim de setembro. As reuniões do grupo devem acontecer quinzenalmente, de preferência, na capital do País. 

A ministra deve designar os membros do grupo, e a assessoria do governo relata que Riedel está coordenando pessoalmente a questão, discutindo com o MMAMC, produtores e organizações não governamentais (ONGs). 

Para o governo, apesar de ter sido criado há duas semanas, o grupo de trabalho já produziu seu primeiro resultado: o diálogo entre as autoridades. Há dois meses, a situação era bem diferente, com as autoridades federais desconfiadas do que era feito em Mato Grosso do Sul, diante da disparada do desmatamento.

LEI SUSPENSA

Enquanto isso, de acordo com o Decreto n° 16.248, de 15 de agosto de 2023, está suspensa “a concessão de licença ou de autorização de supressão vegetal para uso alternativo do solo na Área de Uso Restrito da Planície Pantaneira e do Bioma Pantanal” até que uma nova lei estadual seja criada. 

A iniciativa se deu após questionamentos, inclusive do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), que instaurou inquérito para apurar a autorização de desmatamentos no Pantanal. 

O Decreto Estadual n° 14.273, que estava em vigor, assinado pelo ex-governador Reinaldo Azambuja em 2015, permitia o desmatamento de até 60% da vegetação nativa (não arbórea) e de até 50% das árvores das áreas de fazendas, o que a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) apontou em nota técnica que deveria ser de até 35% de supressão da vegetação nativa. 

O MPMS solicitava no inquérito a suspensão imediata de novas concessões de desmatamento, o que o governo do Estado atendeu, e também o embargo de monoculturas no Pantanal, ainda em discussão. 

SAIBA

O artigo 57 da Constituição Federal estabelece que, com o recesso de fim de ano no Congresso Nacional, o ano legislativo termina no dia 22 de dezembro. As Assembleias Legislativa costumam usar essa data como referência.

Saída

Desembargador federal abandona ações da Lava Jato após punição do CNJ

Loraci Flores de Lima pegou uma suspensão de 60 dias

09/08/2026 20h00

Desembargador Loraci de Lima

Desembargador Loraci de Lima Foto: Divulgação

Continue Lendo...

O desembargador Loraci Flores de Lima renunciou às ações da antiga Operação Lava Jato sob sua relatoria no Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4). Ele comunicou a decisão à Corte por meio de um despacho de cinco linhas após ser punido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por supostamente ter ignorado uma determinação do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), de paralisar processos criminais da Lava Jato. Loraci alega ‘incompatibilidade’ para continuar exercendo sua função jurisdicional nas ações.

O desembargador pegou uma suspensão de 60 dias - sanção, na prática, já cumprida porque havia ficado afastado durante 72 dias liminarmente, no curso do Processo Administrativo Disciplinar. Ele negou o descumprimento de ordem de Toffoli.

Loraci abdicou do acervo da Lava Jato a partir da ‘compreensão firmada pelo CNJ’. Sua decisão atende, segundo ele, o disposto no artigo 122 do Código de Processo Penal - norma que impõe ao magistrado afastamento espontâneo da causa em que haja impedimento ou incompatibilidade, sob pena de as partes contestarem sua permanência nos autos.

As ações que estavam sob a tutela do desembargador tiveram origem na 13.ª Vara Criminal Federal de Curitiba, base da Lava Jato.

Recursos e apelações contra sentenças e decisões da 13.ª Vara chegaram ao TRF-4, que fica sediado em Porto Alegre e mantém jurisdição também no Paraná. O TRF-4 ficou, assim, conhecido como o Tribunal da Lava Jato.

A decisão do CNJ atingiu também um colega de Loraci, o desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores, do TRF-4, igualmente acusado de ignorar determinação de Toffol. Nos autos do Processo Administrativo Disciplinar, seus advogados negaram ‘descumprimento deliberado de decisões’. Segundo os advogados, a decisão foi tomada de forma colegiada e fundamentada.

Por decisão unânime, o Conselho Nacional de Justiça aplicou a pena de disponibilidade por 60 dias aos desembargadores federais Os conselheiros concluíram que Loraci e Thompson descumpriram ordem expressa de Toffoli para suspender ações penais relacionadas à Lava Jato. Nos últimos anos, o magistrado do STF tem proferido uma série de liminares para anular ou suspender os efeitos de provas, delações e atos judiciais da investigação, com base no entendimento de que houve parcialidade e conluio entre o então juiz Sérgio Moro, hoje senador, e procuradores do Ministério Público Federal.

O caso analisado pelo CNJ teve origem em uma decisão da 8.ª Turma do TRF4 sobre a atuação do então juiz da 13.ª Vara Federal de Curitiba Eduardo Appio, sucessor de Moro. Em setembro de 2023, os desembargadores declararam a suspeição de Appio em um processo. Eles ampliaram esse entendimento a todas as ações da operação conduzidas por Appio e anularam os atos praticados por ele.

Ao definir a punição dos desembargadores, o conselheiro relator Rodrigo Badaró afirmou que ‘não há prova conclusiva de incompatibilidade permanente com a magistratura’ e aplicou a sanção de disponibilidade por 60 dias. Como ambos já haviam ficado fora da Corte por 72 dias, a punição foi dada como integralmente cumprida.

 

Bem-estar animal

Atendimento veterinário gratuito será oferecido em bairro da Capital

Consultório Móvel da SUBEA disponibilizará consultas, vacinação e avaliação para castração

09/08/2026 17h31

Divulgação/Subea

Continue Lendo...

Moradores de Campo Grande poderão contar com atendimento veterinário gratuito para cães e gatos entre os dias 10 e 14 de agosto. Durante o período, o Consultório Móvel da Superintendência de Bem-Estar Animal (SUBEA) estará instalado na Praça do Jardim Carioca, na Rua Aracy de Almeida, em frente ao nº 548.

A ação tem como objetivo ampliar o acesso aos serviços de saúde animal e oferecer atendimento mais próximo às famílias que possuem cães e gatos. Entre os serviços disponibilizados estão consultas veterinárias, vacinação antirrábica, vermifugação, aplicação de carrapaticida e avaliação clínica necessária para o agendamento de castração.

Atendimento por ordem de chegada

Para organizar o atendimento, serão distribuídas diariamente 15 senhas para consultas clínicas e outras 15 senhas destinadas exclusivamente à avaliação para castração. As vagas serão preenchidas por ordem de chegada.

Para ser atendido, o responsável pelo animal deverá apresentar documento oficial com foto, comprovante de residência em Campo Grande e CadÚnico atualizado.

Serviço

Período: 10 a 14 de agosto, de segunda a sexta-feira
Local: Praça do Jardim Carioca – Rua Aracy de Almeida, em frente ao nº 548
Serviços: consultas clínicas, vacinação antirrábica, vermifugação, aplicação de carrapaticida e avaliação para castração.
 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).