Cidades

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Lei antifumo começa a valer em dez dias

Lei antifumo começa a valer em dez dias

Redação

31/05/2010 - 08h37
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Michelle Rossi

No Dia Mundial sem Tabaco, uma boa notícia para quem aguarda a aplicação da lei antifumo em Campo Grande. Em dez dias, deve ser divulgada a regulamentação da Lei Complementar número 150/09, que proíbe fumar em recintos de uso coletivo na Capital. Estabelecimentos comerciais, terminais de ônibus e outros pontos onde houver aglomeração de pessoas serão alvos de fiscalizações. As punições para o local onde a regra for descumprida vão desde multa até cassação de alvará.  
A lei antifumo foi aprovada pela Câmara de Vereadores em 22 de dezembro de 2009 e sancionada pelo prefeito Nelson Trad Filho (PMDB) no dia 30 do mesmo mês. Entretanto, ainda não havia sido colocada em prática porque faltavam as normas detalhando como a legislação deveria ser cumprida. “O prazo para a regulamentação foi longo, pois tivemos de discutir muitos pontos para torná-la o mais eficiente possível”, justificou o procurador-geral do município, Ernesto Borges.      
Depois que a regulamentação da lei for publicada em Diário Oficial, estará proibido fumar em locais de uso público fechados em qualquer um dos seus lados por parede, divisória, teto ou telhado, ainda que provisórios, onde haja permanência ou circulação de pessoas. Assim, em lugares como terminais de ônibus, bares, restaurantes, praças de alimentação, hotéis, pousadas, lanchonetes e boates ninguém mais poderá fumar.

Multas
No entanto, o cidadão não será autuado caso seja flagrado descumprindo a lei antifumo. A punição será para os proprietários dos estabelecimentos onde ainda persista a liberação do ato de fumar. “Estamos definindo os valores da multa, mas posso adiantar que o local poderá ter, inclusive, seu alvará de funcionamento cassado”, informou o procurador.    
A fiscalização ficará sob responsabilidade da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), por meio da Vigilância Sanitária, e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Semadur). “Vamos empenhar a mesma equipe que faz a fiscalização de rotina em bares, que verifica o uso das calçadas pelos estabelecimentos, por exemplo, para fiscalizar também e lei antifumo. A equipe costuma percorrer ainda feiras, bancos e acredito que também vamos empenhar fiscais nossos em terminais de ônibus”, disse Marcos Cristaldo, secretário que responde pela Semadur.
No estado de São Paulo, pioneiro a aplicar lei antifumo (desde maio do ano passado), a fiscalização é feita por agentes do Procon (do estado e municípios) e da Vigilância Sanitária. Lá, as multas vão de R$ 782 a até R$ 3 milhões.

Discussão
O presidente da sucursal estadual da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel/MS), Paulo Ortiz, acredita que a lei antifumo é inconstitucional. “A AGU (Advocacia-Geral da União) apresentou parecer ao STF (Supremo Tribunal Federal) para derrubar a lei (no Rio de Janeiro). O entendimento é que apenas o Congresso Nacional pode criar leis para restringir o consumo de derivados do tabaco, o que tornaria a lei antifumo nas cidades inconstitucional”, disse.
Segundo a AGU, os estados e municípios invadem a  competência do Congresso, a quem caberia estabelecer as normas gerais sobre produção, consumo e proteção à saúde pública, de acordo com a Constituição Federal (artigo 24, incisos 5 e 12).
O procurador-geral de Campo Grande reiterou a constitucionalidade da lei antifumo em Campo Grande e questionou a Abrasel local. “Não acredito que as leis sejam derrubadas, nem aqui, nem em cidade alguma. Se eles (Abrasel) acreditam nisso, por que não acionam a Justiça também?”, questiona Borges.

Entraves

Duplicação da BR-163 provoca bloqueio e pode gerar 40 demissões em posto de combustível

Concessionária que administra a BR-163 destacou que duplicação do trecho deve ser concluída em agosto próximo

04/03/2026 16h45

Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A duplicação da BR-163, em Mato Grosso do Sul, tem provocado mudanças no tráfego na região de Campo Grande e Jaraguari e com isso, impacto temporário no acesso a estabelecimentos às margens da rodovia.

Em Campo Grande, o sócio-proprietário do Posto Platinão afirmou que a redução no fluxo de veículos pode resultar na demissão de até 40 funcionários, uma vez que a Motiva Pantanal, responsável pelas obras que neste momento ocorrem na altura do km 459, bloquearam o acesso a um dos postos da empresa que possui estabelecimentos em ambos os sentidos. 

A situação de momento é a seguinte: quem chega em Campo Grande via São Paulo, não tem acesso ao posto de combustível, uma vez que a rodovia foi bloqueada para obras e impossibilitou o acesso ao retorno então existente.

Contudo, quem segue no sentido contrário, consegue acessar a outra unidade do posto, localizada poucos metros à frente. 

Em entrevista ao Correio do Estado, Mário Cesar Neves, 69 anos, afirmou que a redução no fluxo de clientes ocorre há cerca de 20 dias e que a situação pode comprometer a manutenção de 40 postos de trabalho, cujo custo mensal gira em torno de R$ 200 mil, sem considerar serviços terceirizados. 

"Não quero nada mais do que os meus concorrentes já possuem, tenho custos de aproximadamente R$ 5 mil por funcionário e se isso [duplicação] se manter até o prazo que a concessionária nos deu, possivelmente terei que fazer cortes", disse.

Em retorno, a empresa que administra a BR-163 destacou que a finalização da duplicação do trecho deve ser concluída em agosto próximo, conforme o cronograma, e que medidas operacionais serão adotadas para "garantir a mobilidade local".

De acordo com a empresa, os trechos entre os quilômetros 454 e 452, em Campo Grande, e entre os quilômetros 510 e 511, em Jaraguari, têm previsão de entrega para agosto de 2026.

Já os segmentos entre os quilômetros 454 e 460, também na Capital, e entre os quilômetros 535 e 546, em Bandeirantes, devem ser concluídos até agosto de 2027, ao final do segundo ano de concessão.

A concessionária destacou que as obras visam ampliar a capacidade da rodovia, melhorar a fluidez do tráfego e reforçar a segurança viária. 

"Dor de cabeça"

Questionada sobre as dificuldades de acesso ao novo complexo do posto de combustível, a empresa reconheceu que a duplicação interfere temporariamente no fluxo de veículos na região e para minimizar os impactos, será implantado um retorno operacional na altura do km 459 , permitindo que veículos leves e pesados que seguem no sentido norte realizem o retorno com mais segurança durante o período de obras.

A concessionária também informou que está prevista a construção de uma rotatória alongada no km 456, em Campo Grande, como parte das melhorias incluídas no Programa de Exploração da Rodovia (PER). 

Enquanto as intervenções seguem em andamento, a concessionária afirma que as medidas provisórias buscam assegurar a continuidade do acesso aos estabelecimentos da região e reduzir impactos até a conclusão definitiva das obras.

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tramita na Alems

Projeto quer permitir sepultamento de animais em jazigos familiares de cemitérios

Proposta afirma que animais de estimação são considerados membros da família em muitos lares e quer regulamentar sepultamento junto aos tutores em cemitérios tradicionais

04/03/2026 16h30

Projeto quer permitir que animais sejam sepultados junto aos tutores em cemitérios tradicionais

Projeto quer permitir que animais sejam sepultados junto aos tutores em cemitérios tradicionais Foto: Reprodução / Alerj

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Um projeto de lei que tramita na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) quer permitir que animais sejam sepultados em conjunto em jazigos familiares de cemitérios tradicionais de humanos em Mato Grosso do Sul.

A proposta, de autoria do deputado Lucas de Lima (sem partido) está em análise na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR).

No projeto, é considerado animal de estimação o cachorro, gato ou qualquer outro animal doméstico que mantenha vínculo afetivo reconhecido com a família tutora.

Já o jazigo familiar é o espaço tradicional em cemitérios destinado à sepultura de membros de uma mesma família, com a proposta permitindo a possibilidade de extensão ao sepultamento de seus animais de estimação.

Caso o projeto seja aprovado e a lei sancionada, os cemitérios ficam autorizados a permitir que o animal seja sepultado junto ao dono ou outra pessoa da família humana, porém, mediante a solicitação do titular do jazigo e consentimento formal dos demais cotitulares do jazigo.

O sepultamento de animais de estimação deverá obedecer as seguintes condições:

  • apresentação de declaração de óbito emitida por médico-veterinário;
  • acondicionamento adequado do corpo, em conformidade com a regulamentação da vigilância sanitária;
  • destinação segura de resíduos decorrentes do processo de sepultamento;
  • prevenção de impactos ambientais no solo e águas subterrâneas.

O texto prevê ainda que seja "facultado aos cemitérios a criação de espaços memoriais físicos, tais como placas, columbários ou jardins, e memoriais digitais, com registros virtuais acessíveis por meio eletrônico", como forma de assegurar às famílias o direito de preservar a memória dos animais de estimação sepultados.

Os cemitérios poderão oferecer serviços adicionais de despedida e luto, respeitando-se a diversidade religiosa e cultural, inclusive cerimônias simbólicas ou memoriais de caráter multiespécie.

Justificativa

Na justificativa da proposta, Lucas de Lima cita dados da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), que aponta que o Brasil possui aproximadamente 168 milhões de animais de estimação, sendo o segundo maior mercado pet do mundo.

"Em milhões de lares, cães, gatos e outros animais são considerados membros da família, compondo o que a doutrina jurídica e a bioética já denominam de família multiespécie", diz o deputado.

"O projeto de lei busca regulamentar uma demanda crescente da sociedade brasileira: o sepultamento digno de animais de estimação, reconhecendo a relevância do vínculo afetivo estabelecido entre humanos e seus companheiros não humanos, além de oferecer uma alternativa sanitária e ambientalmente adequada à destinação de seus corpos", acrescenta, na justificativa da proposta.

Ainda segundo o parlamentar, como atualmente não há regulamentação sobre destinação de animais mortos, frequentemente há o descarte em lixo comum ou terrenos baldios, o que gera riscos ambientais.

"A Organização Mundial da Saúde (OMS, 2022) alerta que até 30% dos resíduos de origem animal descartados de forma inadequada podem contaminar o solo e os lençóis freáticos, comprometendo a saúde pública”, traz a justificativa da matéria. 

Do ponto de vista social, são citadas pesquisas recentes que demonstram que o luto pela perda de um animal de estimação é comparável, em intensidade, ao luto por familiares humanos e que esta situação reforça, segundo o texto, a necessidade de políticas públicas que respeitem a realidade emocional das famílias tutoras.

O deputado ainda ressalta que a prática de sepultamento conjunto de animais de estimação e humanos já é autorizada em alguns municípios, como São Paulo e Rio de Janeiro.

Por fim, é citado que, no campo econômico, a economia pet movimentou mais de R$ 60 bilhões em 2023 no Brasil.

"Essa magnitude revela não apenas a centralidade dos animais de estimação nas famílias, mas também o impacto positivo que a regulamentação poderá gerar no setor funerário, com a criação de novos serviços, empregos e parcerias público-privadas", conclui.

Caso tenha parecer favorável na CCRJ, o projeto de lei irá para discussão e votação no plenário.

 

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