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Lotéricos de MS são recebidos por Comissão na Câmara dos Deputados em Brasília

Comissão de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados debateu nesta quarta-feira (22), a situação dos repasses para empresários lotéricos

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Lotéricos de Mato Grosso do Sul e de outros estados do país participaram nesta quarta-feira (22), da Comissão de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados para debater a sustentabilidade das redes lotéricas, em Brasília. 

Arquivo Correio do Estado

O grupo se reuniu durante a manhã em frente a sede da Caixa Econômica Federal e realizou um protesto reivindicando revisão de tarifas e discrepâncias de valores de quem faz apostas no site do órgão com relação aos oferecidos pelo serviço das lotéricas.

A proprietária da lotérica Praça da Sorte, localizada na rua 13 de Maio em Campo Grande (MS), Adriana Rodrigues, de 47 anos, conversou com o Correio do Estado e explicou que a categoria se uniu com a Associação Nacional dos Lotéricos, Correspondentes Bancários e empresários ligados a jogos (ALSPI).

O solicitante da Comissão foi o deputado Reimont (PT-RJ), a pedido do presidente da Associação Nacional dos Lotéricos, Bruno Lobato, que explicou que o Brasil possui 13.300 lotéricas que geram 80 mil empregos diretos com presença em mais de 99% dos municípios do país, tendo duas fontes de receita:

  • Serviços bancários;
  • Jogos (apostas);
Divulgação Câmara Federal

O presidente da Associação Nacional dos Lotéricos explicou que as empresas são responsáveis por 97% do atendimento dos serviços bancários relacionados a Caixa Econômica Federal, segundo informou apenas 3% dos atendimentos físicos são realizados nas agências. 

 

"A rede Lotérica é aquela rede que atende a população desbancarizada que atende a população com aqueles serviços que muitas vezes os bancos não querem ou não podem fazer. Como estamos em diversos municípios que às vezes sequer tem uma agência bancária, bairros que não tem, mas com certeza tem uma lotérica e essa casa atende o povo brasileiro. Somos um sistema importante na engrenagem, sem a rede lotérica não sei onde os brasileiros poderiam pagar suas contas, sacando benefícios, seus auxílios e por aí vai", explicou Bruno Lobato. 

Entre as reivindicações estão a defasagem financeira, a cada serviço bancário realizado pela lotérica a empresa recebe R$ 1,00. Durante a audiência, Bruno explicou que a defasagem dificulta o empresário a manter empresa funcionando. 

Jogos

Os empresários também enviaram demandas de jogos on-line que possuem permissão de funcionamento sem a necessidade de fazer o repasse social.

"Da mesma forma está acontecendo com os jogos hoje, tínhamos os jogos federais como os únicos legais no país. E atualmente estão vindo diversos outros jogos que estão nadando de braçadas sem ter que dividir o valor de arrecadação com repasses sociais. Temos loterias estaduais surgindo que não chegam nem perto dos repasses sociais das loterias que é de 46% [enquanto] tem loterias estaduais que arrecadam apenas 5%", frisou Bruno. 

Outra demanda envolve o novo projeto da financeira que criou um espaço virtual de bolão, que na visão dos empresários irá desestimular a população de procurar uma lotérica física para fazer sua "fézinha". Deste modo, para o presidente da Associação Nacional dos Lotéricos, a Caixa Econômica acaba se tornando um concorrente dos empresários. 

Um dos pontos de divergência é o sistema de bolões que até é aberto para que os empresários ingressem, no entanto, apenas os que possuem maior tecnologia conseguiriam entrar. Outra demanda requerida na comissão foi o pedido do estudo de georreferência na internet para que a pessoa compre os jogos da lotérica (mesmo que online) próximo à residência dele. 

Pautas da audiência

  • Insegurança jurídica derivada da natureza precária do contrato de permissão; 
  • Desequilíbrio econômico-financeiro, decorrente da defasagem nas tarifas e da migração do público para o meio digital; 
  • Falta de isonomia na comercialização dos produtos entre os meios físico e digital; 
  • Necessidade de inovação e reposicionamento do mercado do segmento.

 

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TRANSMITIDA POR MOSQUITO

Mato Grosso do Sul registra primeiro caso de Febre Oropouche

Paciente é uma mulher de 42 anos que viajou à Bahia recentemente e caso está sendo tratado como "importado"; sintomas são semelhantes ao da dengue

12/06/2024 18h27

Febre Oropouche é transmitida por mosquito e tem sintomas parecidos com a dengue

Febre Oropouche é transmitida por mosquito e tem sintomas parecidos com a dengue Foto: Divulgação / Fiocruz

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A Secretaria de Estado da Saúde (SES) confirmou, nesta quarta-feira (12), o primeiro caso de Febre do Oropouche em Mato Grosso do Sul. A paciente é mulher de 42 anos, moradora de Campo Grande. 

A doença é transmitido por mosquito, tem sintomas semelhantes ao da dengue e tem registrado aumento de casos no Brasil.

Conforme a SES, o provável local de infecção é a Bahia. Isto porque a mulher viajou recentemente para este estado.

“O caso registrado em Mato Grosso do Sul está sendo tratado como alóctone, que é quando a doença é importada de outra localidade. A paciente em questão fez uma viagem à Bahia recentemente; o Estado tem mais de 600 casos confirmados neste ano”, explica a gerente técnica estadual de Doenças Endêmicas da SES, Jéssica Klener Lemos dos Santo.

Conforme Jéssica, uma série de ações complementares serão desenvolvidas pelo Estado em conjunto com os municípios, como sistematizar as informações dos casos suspeitos e confirmados, como deslocamentos, sintomas, quadro clínico, além de coleta de amostras de outros pacientes para testagem pelo Laboratório Central de Saúde Pública de Mato Grosso do Sul (Lacen).

Febre Oropouche

A Febre do Oropouche é uma doença causada por um arbovírus, que foi isolado pela primeira vez no Brasil em 1960. 

Desde então, casos isolados e surtos foram relatados no Brasil, principalmente, nos estados da região amazônica. Também já foram relatados casos e surtos em outros países das Américas Central e do Sul (Panamá, Argentina, Bolívia, Equador, Peru e Venezuela).

A transmissão é feita principalmente por mosquitos da espécie 'maruim' ou 'mosquito-pólvora.

Depois de picar uma pessoa ou animal infectado, o vírus permanece no sangue do mosquito por alguns dias. Quando esse mosquito pica outra pessoa saudável, pode transmitir o vírus para ela.

Existem dois tipos de ciclos de transmissão da doença:

  • Ciclo Silvestre: Nesse ciclo, os animais como bichos-preguiça e macacos são os hospedeiros do vírus. O mosquito Culicoides paraenses, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora, é considerado o principal transmissor nesse ciclo.
  • Ciclo Urbano: Nesse ciclo, os humanos são os principais hospedeiros do vírus. O mosquito Culicoides paraenses também é o vetor principal.

Sintomas

Os sintomas da Febre do Oropouche são parecidos com os da dengue e da chikungunya: dor de cabeça, dor muscular, dor nas articulações, náusea e diarreia.

Não existe tratamento específico. Os pacientes devem permanecer em repouso, com tratamento sintomático e acompanhamento da rede de saúde.

Aumento de casos

A incidência de casos tem aumentado no Brasil. De acordo com o último boletim do Ministério da Saúde, neste ano foram confirmados 6.207 casos, enquanto em todo o ano de 2023 foram 835.

A maioria dos casos se concentra na região norte. Atualmente, com exceção do Tocantins, todos os estados da região norte registraram casos autóctones (oriundos do mesmo local onde ocorreu a doença).

Dos estados da região extra-amazônica, 5 já registraram casos autóctones, sendo eles Piauí, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

O Brasil ainda não registrou nenhuma morte pela doença.

* Com assessoria

Destino Europa

Militar da reserva é preso com meia tonelada de cocaína avaliada em R$27 milhões

Segundo informações do Denar, os entorpecentes seriam enviados para o centro-sul do país e países da Europa

12/06/2024 18h15

A carga de cloridrato de cocaína seria enviado uma parte para os grandes centros e países da Europa

A carga de cloridrato de cocaína seria enviado uma parte para os grandes centros e países da Europa Fotos: Gerson Oliveira

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Um militar da reserva do Exército Brasileiro, de 52 anos, foi preso em flagrante nesta segunda-feira (12), próximo ao município de Sidrolândia, a 71 quilômetros de Campo Grande, com uma carga milionária de cloridrato de cocaína avaliada em R$ 27 milhões. No total, a droga totalizou 540 quilos.

Segundo a polícia, os entorpecentes seriam inicialmente entregues em Campo Grande e posteriormente enviados para os grandes centros e países europeus. 

A carreta foi ultilizada para o transporte dos entorpecentes. Fotos: Gerson Oliveira 

Durante a coletiva de imprensa, o delegado Hoffman D'Ávila relatou que os agentes receberam informações sobre uma carga de cocaína que havia saído de Ponta Porã em um caminhão baú, e que passaria por Campo Grande. Com base nessas informações, os policiais conseguiram abordar o motorista, que conduzia um Mercedes-Benz modelo Arteco 2426, próximo a Sidrolândia.

Os policiais abordaram o motorista, que negou o transporte de entorpecentes e se ofereceu para ir até uma empresa em Campo Grande para uma melhor vistoria no veículo. Utilizando uma máquina de descarregamento, os agentes da Denar encontraram 540 quilos de cloridrato de cocaína escondidos em embalagens agrícolas.

Carga milionária de cocaína tinha destino aos grandes centros e países europeus/ Fotos: Gerson Oliveira 

Durante o interrogatório, o motorista, um ex-militar do exército de 40 anos, manteve-se em silêncio inicialmente, mas logo depois confessou que não sabia dos entorpecentes que estavam escondidos no veículo. Tanto o ex-militar quanto o caminhão foram levados para Campo Grande. 

Segundo o Hoffman D' ávilla, o cloridrato de cocaína apreendido na tarde de hoje é de "modelo exportação", tanto pelas suas características quanto pelo elevado valor pelo qual costuma ser vendido no país. Ainda segundo o delegado, a carga seria dividida em duas partes: uma delas seria enviada para a região centro-sul do país, enquanto a outra seria destinada a países europeus.

Ainda de acordo com o delegado, a espessura dos entorpecentes chamou a atenção dos policiais

“Essa carga de cloridrato de cocaína está avaliada hoje em R$27 milhões e, neste caso, pode-se observar pela espessura das embalagens. Essa embalagem mais avantajada é o tipo droga de exportação, onde seria enviada para São Paulo e depois pelo Porto de Santos, seguiria destino europa. Essa com espessura mais fina, é uma droga mais pulverizada e vendida nas capitais brasileiras”, explicou Hoffman D’avila para o Correio do Estado. 

Diante do flagrante, o militar da reserva do Exército responderá pelos crimes de tráfico de drogas e está a disposição da Justiça Brasileira. 

Fotos: Gerson Oliveira 

 

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