Cidades

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Má conservação de estradas prejudica escoamento da produção no norte de MS

Trecho de 20km dá acesso à mais de 20 propriedades; dificuldade no transporte atrapalha até na chegada de insumos

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Oito proprietários de imóveis rurais de Figueirão, município localizado na região norte de Mato Grosso do Sul, entraram com ação judicial contra a Prefeitura pedindo por reparos na estrada vicinal municipal, que passa pelas propriedades e serve para o escoamento das produções para a MS-436.

Segundo os fazendeiros, está sendo necessário parar a produção porque "ninguém quer ir buscar as coisas na estrada sem manutenção", já que alguns caminhões acabam estragando devido às péssimas condições do trecho.

A dificuldade no acesso fez ainda com que os fretes para levar insumos até as propriedades do local tivessem um aumento de 30%, isso quando alguém aceita o trabalho.

O trecho (em linha amarela na imagem abaixo) que liga à rodovia estadual tem aproximadamente 20 quilômetros, e dá acesso à mais de 20 propriedades rurais, todas prejudicadas pela precariedade da via.

No documento, são listados alguns problemas, que se intensificam quando chove:

  • Estrada estreita, que dificulta a passagem de dois veículos;
  • Galhos quebram, caem e atrapalham/causam danos materiais nos veículos;
  • Encalhamento em bancos de areia, de qualquer tipo de veículo, inclusive do transporte escolar;
  • Veículos pesados atolam e é necessário o uso de maquinários pesados, como tratores, emprestados por vizinhos para o desatolamento.

"Isso causa, além de incômodos aos vizinhos, quando são chamados a auxiliar, também prejuízos aos mesmos, já que existe o custo do combustível, horas e horas para se conseguir desatolar os veículos pesados, além do risco de quebra do maquinário, o que já aconteceu algumas vezes, causando prejuízos ao proprietário da mercadoria, além das ocorrências de morte dos animais transportados por ter veículos encalhados por mais de 24 horas", diz documento.

Promessas vazias

Conforme consta no requerimento, desde janeiro do ano passado reuniões são realizadas entre os fazendeiros e o Poder Público Municipal, juntamente com a Secretaria de Infraestrutura e o prefeito de Figueirão, para pedir por uma manutenção na estrada, no entanto, tudo o que os proprietários receberam até o momento foram promessas vazias. 

"Apenas nos períodos de chuvas, quando o trabalho a ser executado é extremamente mais difícil, é que algumas máquinas da municipalidade se deslocam até o local para tentar abrandar a situação caótica que se lá se instala", aponta documento.

O pedido inicial era que a manutenção fosse feita no período da seca, justamente para que o trabalho pudesse ser concluído. Mas a ideia não foi acatada pela Prefeitura.

"O Poder Público de Figueirão tem se mostrado totalmente omisso com relação à reparação, recuperação e manutenção das vias vicinais que cortam o município e que dão acessos às propriedades rurais dentro do perímetro do mesmo, o que ocasionado danos materiais até mesmo de grande monta aos produtores do agronegócio que possuem imóveis nesta região", conclui requerimento.

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ENSINO SUPERIOR

Com 6,6 mil bolsas em MS, Prouni abre inscrições nesta terça-feira

Os interessados em participar do processo seletivo terão até sexta-feira (26) para concorrer a uma das bolsas de estudo oferecidas nesta edição

22/07/2024 13h31

Prouni começa inscrições no próximo dia 23 e com mais de 6 mil bolsas para MS

Prouni começa inscrições no próximo dia 23 e com mais de 6 mil bolsas para MS Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Começa nesta terça-feira (23) as inscrições para o processo seletivo do Programa Universidade para Todos (Prouni) do segundo semestre de 2024.

Mato Grosso do Sul tem 6.687 mil bolsas para os interessados em ingressar nas universidades particulares do Estado, nos mais diversos cursos. DEstas, 6.619 são bolsas integrais e 68 parciais.

Campo Grande concentra a maioria das bolsas, com oferta em 128 cursos de ensino superior.

Em todo o Brasil, são 243.850 bolsas oferecidas nesta edição.

Os interessados em participar do processo seletivo terão até sexta-feira (26) para fazer a inscrição, através do Portal Único de Acesso ao Ensino Superior

A consulta detalhada, por curso, turno, instituição e local de oferta, também pode ser realizada pelo Portal.

As inscrições são gratuitas, e a previsão é que os resultados da 1ª e 2ª chamadas sejam anunciados nos dias 31 de julho e 20 de agosto, respectivamente.

O prazo para manifestação de interesse na lista de espera vai do dia 9 ao dia 10 de setembro; e o resultado da lista de espera sairá em 13 de setembro.

Quem pode se inscrever

Segundo o Ministério da Educação (MEC), podem se inscrever candidatos que não tenham diploma de curso superior e que tenham participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nas edições de 2022 ou 2023.

Além disso, os estudantes precisam ter cursado o ensino médio completo em escola pública ou em instituição privada como bolsista integral.

É preciso ter obtido ainda uma nota mínima de 450 pontos na média das notas obtidas nas cinco provas do Enem e nota acima de zero na redação.

É também necessário que o candidato se enquadre nos critérios socioeconômicos – incluindo renda familiar per capita que não exceda um salário-mínimo e meio para bolsas integrais e três salários-mínimos para bolsas parciais – e esteja cadastrado no login Único do governo federal que pode ser feito no portal gov.br.

No momento da inscrição, é preciso:

  • informar endereço de e-mail e número de telefone válidos;
  • preencher dados cadastrais próprios e referentes ao grupo familiar;
  • selecionar, por ordem de preferência, até duas opções de instituição, local de oferta, curso, turno, tipo de bolsa e modalidade de concorrência dentre as disponíveis, conforme a renda familiar bruta mensal per capita do candidato.

FIM DA LINHA

Pronta, avenida de R$ 41 milhões liga as Moreninhas a "lugar nenhum"

Primeira etapa do novo acesso às Moreninhas está na fase de acabamentos, mas o início da segunda fase ainda não tem data para começar

22/07/2024 12h40

Avenida acaba logo após uma ponte que foi construída sobre o córrego Lageado. ela acaba em meio a uma pastagem

Avenida acaba logo após uma ponte que foi construída sobre o córrego Lageado. ela acaba em meio a uma pastagem Marcelo Victor

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Iniciadas em dezembro de 2022, as obras do chamado novo acesso às Moreninhas estão praticamente prontas. A nova avenida, o recapeamento de ruas paralelas, a ampla rede de drenagem e a construção de uma ponte sobre o córrego Lageado consumiram R$ 41,3 milhões. O problema é que esta grande obra estruturante liga as Moreninhas a lugar nenhum, pelo menos por enquanto, já que a segunda etapa ainda não saiu do papel. 

O asfalto está praticamente todo pronto e o tráfego está liberado. Em alguns trechos até o passeio público já está instalado. Faltam ainda a ciclovia, que já está iniciada em alguns trechos, os trevos de acesso na Avenida Guri Marques e colocação da última camada de asfalto em uma rotatória próximo da nova ponte. 

O contrato inicial previa que os trabalhos fossem concluídos em 18 meses, que se esgotaram em junho. No meio do caminho, porém, a Agesul suspendeu os trabalhos por 60 dias e por conta disso, possivelmente, a empreiteira (Anfer) ainda está dentro do prazo para a entrega da obra.

Além de beneficiar os moradores da região, já que a avenida Alto da Serra foi toda recapeada e outras vias do bairro receberam asfalto novo, a obra tem o objetivo principal de oferecer uma nova via de acesso às Moreninhas e desafogar o trânsito das avenidas Costa e Silva e Guri Marques.

Isso será possível com a segunda etapa do projeto, que vai ligar o final da Avenida Alto da Serra à Rua Salomão Abdala, criando conexão com as avenidas Guaicurus, Rita Vieira de Andrade e Eduardo Elias Zahran. O investimento previsto nesta segunda esta é de R$ 32 milhões em pavimentação, drenagem, construção de ponte e instalação de ciclovia. 

SEM CONTINUAÇÃO

Em janeiro do ano passado a Agesul chegou a abrir licitação para contratação de uma empreiteira para esta nova etapa. Até agora, porém, não existem sinais de que o projeto esteja próximo de saír do papel.

Avenida acaba logo após uma ponte que foi construída sobre o córrego Lageado. ela acaba em meio a uma pastagemAo final da avenida motoristas se deparam com placa dizendo que é proibido caçar e pescar

E, sem a continuação, a nova e imponente avenida está ligando a região das Moreninhas a uma pastagem protegida por uma cerca de arame na qual está afixada uma placa informando que na região é proibido caçar, pescar, nadar, desmatar, jogar lixo e fazer fogo, por ser uma Área de Preservação Permanente (APP).

Embora ainda falte a sinalização horizontal e vertical, o tráfego na nova avenida está totalmente liberado. Porém, motoristas que utilizam a via são obrigados a retornar assim que chegam à pastagem. Em alguns locais, as marcas de pneu no asfalto mostram que a pista está sendo utilizada por motociclistas para fazerem manobras radicais.

Esta nova avenida termina logo depois do córrego Lageado, que recebeu uma grande ponte e para o qual foi direcionada a gigantesca estrutura de drenagem da água da chuva instalada na região. 

Conforme a previsão, o percurso desta nova via de acesso seguirá sob a rede de alta tensão de energia até encontrar a avenida Rita Vieira, que atualmente acaba na Avenida Guaicurus. 

Porém, no meio deste traçado existe uma série de moradias que precisam ser removidas e até agora parte destas desapropriações não aconteceu. No começo do ano passado, um decreto municipal chegou a declarar como passíveis de desapropriação 52 imóveis da região. 

Avenida acaba logo após uma ponte que foi construída sobre o córrego Lageado. ela acaba em meio a uma pastagemTráfego na nova avenida está liberado, mas depois da ponte sobre o córrego Lageado motoristas precisam retornar

 

O Governo do Estado se comprometeu em bancar até mesmo estas desapropriações, mas a competência legal para remover os moradores e determinar o valor das indenizações é da administração municipal, que até agora não conseguiu destravar o processo.

O Correio do Estado procurou as assessorias da Agesul e da Sisep, a secretaria municipal de ogras,no começo da manhã desta segunda-feira, mas até a publicação desta reportagem não havia obtido resposta sobre uma possível data para o início da segunda etapa da nova avenida. 

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