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Homenagem

Mãe faz vídeo após morte da filha e causa comoção na internet

Mãe faz vídeo após morte da filha e causa comoção na internet

G1

04/04/2014 - 15h45
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A cronologia com a curta história de vida e luta de um pequeno bebê de Sorocaba (SP) tem causado comoção na internet. O vídeo, produzido e divulgado pela mãe com as lembranças dos cinco meses de Valentina, já foi curtido e compartilhado mais de 490 mil vezes desde que foi publicado em uma rede social em 27 de março.

No vídeo, a vendedora Thais Faria, de 19 anos, mostra desde o momento em que descobriu que estava grávida até o dia em que soube que havia perdido a filha, depois de muitas cirurgias e infecções.

A homenagem começa com o resultado positivo do teste de gravidez, em 27 de fevereiro do ano passado. “Quando descobri que seria uma menina não sabia expressar a minha felicidade. Minha gravidez foi toda normal. Cheguei a ter algumas complicações, mas só soube que ela havia nascido com um problema depois do parto”, conta.

O vídeo mostra Thais curtindo a gravidez e compartilhando fotos do desenvolvimento de sua barriga, do enxoval e do quarto da filha. Valentina nasceu com 36 semanas, pesando 2,7 quilos e medindo 46 centímetros. Segundo a mãe, a menina começou a travar sua batalha assim que saiu do útero.

Valente
A criança nasceu com uma má formação no esôfago e precisou ser levada para a UTI neonatal logo após o parto, onde passou por uma cirurgia de emergência. “Depois da cirurgia nós esperávamos que em 15 dias ela estivesse em casa, mas precisou ser entubada novamente e isso frustrou nossos planos. Os dias foram passando e ela pegou uma infecção generalizada”, lembra Thais.

Depois da infecção, a menina não apresentou uma recuperação eficaz e a sua internação na UTI foi sendo prolongada. “Com dois meses soubemos que ela precisaria fazer uma cirurgia no coração. Foram cinco horas no centro cirúrgico, mas novamente ela venceu a mesa de cirurgia. Minha ‘Valente’ tinha conseguido mais uma”, relembra a mãe, que colocou no vídeo fotos da filha enquanto esteve no hospital Samaritano, em Sorocaba.

Primeira vez no colo
Durante a internação, segundo a mãe, a menina contraiu várias infecções, passou por mais de 15 transfusões de sangue, teve duas pneumonias e quatro paradas cardíacas. Mesmo assim, Valentina continuava resistindo. “Ela passou por muita coisa, mas tive uma surpresa boa depois de 78 dias de internação: peguei a minha princesa no colo pela primeira vez e dei banho nela.”

No entanto, as dificuldades para a recém-nascida aumentaram com o passar dos meses. Como Valentina não conseguia respirar sem ajuda de aparelhos, os médicos fizeram uma traqueostomia, que foi bem sucedida. “Tinha dado tudo certo quando descobrimos que ela tinha contraído uma pneumonia. Os rins começaram a parar depois de um dia. Ela ficou três dias sem fazer xixi e ficou tão inchada que ganhou um quilo. Foi quando eu pensei que a minha princesa não ia aguentar."

Mas mais uma vez o bebê surpreendeu médicos e familiares e Valentina começou a fazer xixi novamente. Ela estava se recuperando e prestes a deixar a diálise quando Thais foi chamada ao hospital no dia 13 de março deste ano. “O hospital me ligou de madrugada e pediu que eu fosse lá. Eu estava tensa e confiante ao mesmo tempo, mas quando me contaram que ela havia partido meu coração ficou em pedaços. Ela tinha melhorado muito. Acho que Deus só a levou depois que ela ficou boa para que eu não ficasse tão mal”, acredita.

Apesar de todo o sofrimento por ter perdido a filha, Thais conta que não se deixou fraquejar por acreditar que a filha não ia querer isso. “Eu precisava ser forte porque ela não havia desistido em nenhum momento e eu não podia desistir também. Mas admito que não foi fácil fazer o vídeo. Tirei forças do fundo da alma para fazer o vídeo. Meu celular havia caído durante o velório e ficou com a tela trincada. Fiquei com muito medo de perder todas as fotos dela, por isso tive a ideia da homenagem."

Após a divulgação do vídeo, Thaís também ganhou milhares de novos "amigos". O perfil dela em uma rede social tem mais de 139 mil seguidores que escrevem centenas de mensagens de apoio para a jovem.

RECORDE

Chuva desta quinta-feira foi a maior do mês de outubro em Campo Grande

No acumulado do mês, já foram registrados 197,1 mm na Capital, superando a média de 164,2mm

16/10/2026 08h45

Alagamento na Rua da Divisão, no bairro Aero Rancho, em Campo Grande

Alagamento na Rua da Divisão, no bairro Aero Rancho, em Campo Grande Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A chuva que atingiu Campo Grande durante toda esta quinta-feira (15) teve o maior volume da história de outubro em um só dia. Das 6h às 20h, choveu 143,1 mm, segundo os dados do meteorologista Natálio Abrahão. A média histórica do mês, analisada entre os anos de 1980 a 2010, é de 165,2 mm.

A região que mais teve acumulado de chuva foi a do Carandá Bosque/Shopping, onde foram registrados os 143,1 mm. Depois desta, a área da Embrapa teve 83,2 mm, seguido pelo distrito de Anhanduí com 81, 2 e, por fim, o centro teve 73,2 mm.

No acumulado do mês, já foram registrados 197,1 mm na Capital sul-mato-grossense, superando a média de 164,2mm. Na região do Carandá Bosque/Shopping choveu 253,8mm durante outubro, 89,6 mm acima do esperado.

Conforme os dados obtidos pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) desde 2002, nos primeiros 15 dias de outubro nunca houve um acumulado maior que o deste ano. Até então, o ano mais chuvoso neste período foi em 2011, quando foram registrados 158,8 mm de precipitação.

Segundo a previsão do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec-MS), há previsão de chuvas para hoje, em decorrência da atuação de uma frente fria, associada à formação de um ciclone extratropical sobre o oceano Atlântico.

As chances de chuva são maiores nas regiões norte, nordeste e leste do Estado, onde as precipitações podem ser mais intensas, além de tempestades acompanhadas de raios e rajadas de vento pontuais.

Chuva em MS

Outras cidades do Estado também tiveram acumulados elevados durante a quinta-feira (15). Em Dois Irmãos do Buriti, que fica a 115 km de Campo Grande, a chuva atingiu os 45,4 mm. 

Em Nova Alvorada do Sul, município que integra a região geográfica imediata de Campo Grande, o acumulado foi de 35,8 mm. Em Santa Rita do Rio Pardo, também foram registrados 35,8 mm.

Já na região leste, no município de Água Clara choveu 32,2 mm na área do Cemaden.

 

CRIME FRUSTRADO

Bando que invadiu banco pelo telhado é condenado a 46 anos de prisão

Grupo tentou chegar ao cofre de agência em Água Clara, mas foi surpreendido por sistema de segurança

16/10/2026 08h30

Criminosos tentaram acessar o cofre de uma agência bancária em Água Clara pelo telhado, mas fugiram após acionamento do sistema de segurança

Criminosos tentaram acessar o cofre de uma agência bancária em Água Clara pelo telhado, mas fugiram após acionamento do sistema de segurança Divulgação

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Uma tentativa de furto a uma agência bancária em Água Clara, município localizado a cerca de 190 quilômetros de Campo Grande, terminou com seis homens condenados a penas que, juntas, ultrapassam 46 anos de prisão. O grupo tentou acessar o cofre do estabelecimento pelo telhado, mas teve a ação frustrada pelo sistema de segurança do banco.

Conforme informações divulgadas pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), as condenações somam 46 anos, 7 meses e 20 dias de reclusão, pelos crimes de furto qualificado e tráfico de drogas. A decisão judicial também determino o pagamento de 2.817 dias-multa.

O crime aconteceu na madrugada de 8 de janeiro de 2025. Para entrar na agência, os envolvidos utilizaram uma escada posicionada ao lado de uma igreja vizinha. Dois homens subiram até o telhado e começaram a serrar o forro do imóvel, enquanto um terceiro permaneceu no chão, responsável por entregar as ferramentas.

Os outros três integrantes ficaram encarregados de vigiar a região e avisar sobre uma possível aproximação policial. Dois circulavam de motocicleta e o terceiro monitorava as ruas a pé.

A primeira tentativa de entrada foi interrompida pelo disparo do alarme. Apesar do alerta, os suspeitos decidiram continuar a ação ao perceberem que nenhuma equipe policial havia chegado ao local.

Na segunda investida, quando tentavam alcançar o dinheiro, o sistema de cortina de fumaça da agência foi acionado, obrigando o grupo a fugir antes de conseguir abrir o cofre. 

Sem acesso aos valores armazenados, os criminosos levaram apenas um notebook. Na fuga, deixaram para trás ferramentas utilizadas na tentativa de invasão, aparelhos celulares, além de um colete à prova de balas e munições pertencentes à agência.

As pistas abandonadas no banco foram fundamentais para que a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (PCMS), com apoio do Grupo Armado de Repressão a Roubos, Assaltos e Sequestros (Garras), chegasse aos envolvidos.

Por meio das etiquetas encontradas nas ferramentas e de um chip de celular, os investigadores conseguiram identificar o comprador dos equipamentos utilizados no crime e o titular de uma das linhas telefônicas.

O primeiro suspeito localizado confessou a participação na tentativa de furto e forneceu informações sobre os demais integrantes. A partir do depoimento, a polícia avançou nas diligências até identificar os seis participantes.

Durante a prisão de um dos investigados, os policiais também encontraram 89,2 gramas de cocaína e uma balança de precisão na residência dele. A apreensão resultou na inclusão da acusação de tráfico de drogas no processo. 

Justiça mantém prisão preventiva

A ação penal foi conduzida pela 1ª Promotoria de Justiça de Água Clara. Ao analisar o caso, a Justiça acolheu os pedidos apresentados pelo MPMS e rejeitou os argumentos das defesas que buscavam afastar ou reduzir a responsabilização pelos crimes.

As maiores penas foram aplicadas a dois homens condenados por furto qualificado e tráfico de drogas. Um recebeu 16 anos, 2 meses e 15 dias de reclusão, enquanto o outro foi condenado a 12 anos e 6 meses. Ambos deverão cumprir as penas inicialmente em regime fechado.

Outros três integrantes receberam penas de cinco anos de prisao cada, em regime semiaberto, pelo crime de furto qualificado. 

Já o sexto condenado recebeu a menor pena do grupo: 3 anos, 5 meses e 20 dias de reclusão, em regime aberto. A redução considerou a confissão do crime e o fato de ele ter menos de 21 anos na data da ocorrência. 

Além das penas de prisão, os seis condenados deverão pagar multas estabelecidas pel Justiça. A decisão também manteve a prisão preventiva de dois dos envolvidos. 

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