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Mãe morre após interromper quimioterapia para salvar bebê

Mãe morre após interromper quimioterapia para salvar bebê

g1

28/04/2014 - 13h15
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Durante o tratamento de um câncer de mama, a funcionária pública de Araraquara (SP) Patrícia Alves Cabrera, de 27 anos, descobriu que estava grávida. Após orientações dos médicos, ela decidiu abandonar a quimioterapia para tentar salvar o filho e apenas monitorar a doença. Entretanto, no dia 14 de abril, ela piorou e foi realizada uma cesariana de emergência. O bebê nasceu com 6 meses e está internado na UTI Neonatal, mas a mãe não resistiu e morreu uma semana depois. Amigos e familiares criaram uma campanha para ajudar a família, que não tem condições de arcar com as despesas médicas, cerca de R$ 30 mil por semana.

Patrícia descobriu a doença durante um autoexame em 2012 e procurou um médico, que diagnosticou o câncer de mama. Em julho de 2013, conheceu em um barzinho Felipe Cabrera Padovani, que mais tarde seria seu marido. “Uma das vezes em que ela foi lá, trocamos olhares e uma amiga dela colocou um papel no meu bolso com um beijo dela. Aí trocamos telefones, começamos a nos ver e depois a namorar”, conta Padovani, que é garçom no estabelecimento.

O sonho dela era se casar e ter filhos, mas devido à doença, Patrícia tinha perdido as esperanças. "Os médicos já tinham avisado que ela não poderia engravidar", relata o marido. Por isso, quando soube da gravidez, ficou encantada. “Em nenhum momento passou pela cabeça dela interromper a gestação, mesmo com todos os riscos.”

Com a notícia de que um filho chegaria à família, confirmada no dia 23 de dezembro, eles começaram a organizar o casamento, realizado no dia 15 de março. Nesse período, a doença estava estável, e Patrícia passou a ter a gestação monitorada com frequência para tomar providências se houvesse alguma alteração.

Piora
Mesmo com o acompanhamento de médicos particulares e do Programa de Saúde da Mulher de Araraquara e, em Barretos, pelos médicos do Hospital do Câncer, no intervalo de 15 dias Patrícia teve uma piora significativa e foi internada com urgência no Hospital São Paulo.

"O risco e a gravidade eram grandes. Se fosse para a Maternidade Gota de Leite, tinha chance de salvar o bebê, mas não tinha recurso para ela. Na Santa Casa teria recursos para ela, mas não teria nenhum para o bebê. O único hospital aqui que teria chance de atender os dois seria o Hospital São Paulo, que é particular", diz a amiga da família Andrea Ribeiro.

Arthur nasceu com poucas chances de sobreviver. Ele está internado na UTI Neonatal do hospital em Araraquara, e a família tem medo de transferi-lo para uma unidade pública. Patrícia foi transferida para o Hospital do Câncer de Barretos para dar continuidade ao tratamento, mas o fígado também já estava comprometido e ela não resistiu.

Andrea conta que Arthur é muito parecido com a mãe e que está respondendo muito bem ao tratamento. “Ele é um guerreiro, persistente e está se superando igual à mãe dele. Patrícia foi um anjo na terra que veio nos ensinar o que é vontade de viver”, afirma.

Campanha
As despesas com o hospital já passam dos R$ 30 mil, e Arthur deve ficar internado na UTI Neonatal por, no mínimo, 60 dias para receber a medicação adequada e se desenvolver, o que custaria quase R$ 290 mil. Como o garçom não tem condições de arcar com esse valor, amigos e familiares lançaram a campanha  “Amigos da Patrícia, Felipe e Arthur” nas redes sociais para arrecadar dinheiro e ajudar a família.

Uma página no Facebook, criada por uma das amigas de Patrícia, já possui mais de 5 mil curtidas e vários compartilhamentos. A intenção é criar meios de arrecadar doações para o tratamento do bebê. "A evolução dele é diária, mas mesmo assim o risco ainda é muito alto. O Arthur hoje é o nosso anjo, o pedacinho dela que ficou para a gente poder lembrar dela com muito carinho e ensinar tudo o que a mãe dele deixou de lição pra gente", diz o pai.

SEGURANÇA PÚBLICA

Homem é preso após disparo contra sede da Polícia Civil em Campo Grande

Suspeito de 25 anos foi localizado no bairro Monte Castelo; arma e motocicleta foram apreendidas durante a investigação.

05/10/2026 17h52

Sede da Corregedoria-Geral da Polícia Civil, em Campo Grande, foi alvo de disparo de arma de fogo.

Sede da Corregedoria-Geral da Polícia Civil, em Campo Grande, foi alvo de disparo de arma de fogo. Foto: Reprodução/Google Maps.

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Um homem de 25 anos foi preso suspeito de efetuar um disparo de arma de fogo contra a sede da Corregedoria-Geral da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, no bairro Santa Fé, em Campo Grande. A investigação levou à apreensão da arma apontada como utilizada no ataque, de uma motocicleta e de uma porção de substância semelhante à maconha.

O caso começou a ser apurado no último sábado (3), após policiais constatarem danos em uma parede de vidro de uma das salas do prédio, localizado na Rua das Garças.

Inicialmente, não havia confirmação sobre o que teria provocado a quebra. Com o avanço das diligências e a análise dos elementos reunidos no local, os investigadores concluíram que o dano havia sido causado por um disparo de arma de fogo direcionado ao edifício.

A partir daí, a Polícia Civil passou a reconstruir a dinâmica da ocorrência. Conforme a investigação, o suspeito teria ido até as proximidades da sede da Corregedoria em uma motocicleta e efetuado o disparo contra o prédio.

As diligências levaram os policiais até o homem, localizado no bairro Monte Castelo. Ele foi preso em flagrante.

Durante a ação, os agentes apreenderam a arma de fogo apontada como utilizada no disparo e a motocicleta que, segundo a apuração, teria sido empregada no deslocamento até a sede da Corregedoria.

Também foi encontrada uma porção de maconha. De acordo com a Polícia Civil, a investigação realizada até o momento indica que o entorpecente seria destinado ao consumo próprio.

Prisão preventiva

Após a prisão, o suspeito foi autuado em flagrante. Nesta segunda-feira (5), ele passou por audiência de custódia e teve a prisão convertida em preventiva.Com a decisão judicial, ele permanece preso e à disposição da Justiça enquanto as investigações prosseguem.

A Polícia Civil não informou, no comunicado divulgado sobre o caso, qual teria sido a motivação apresentada pelo investigado para o disparo.

Polícia descarta retaliação

A possibilidade de o ataque estar relacionado a alguma atuação recente ou anterior da Corregedoria-Geral chegou a ser levantada após o episódio.

No entanto, segundo a Polícia Civil, os elementos reunidos até esta fase da investigação não apontam para qualquer relação entre o disparo e os trabalhos desenvolvidos pelo órgão.

A apuração trata o episódio, até o momento, como um ato isolado, sem vínculo identificado com a atividade institucional da Corregedoria-Geral.

As investigações continuam para esclarecer completamente as circunstâncias e a motivação do disparo.

 

 

ccz

Campo Grande confirma 13º caso de raiva em morcego neste ano

Animal foi localizado próximo ao Horto Florestal; CCZ alerta para que população adote medidas de prevenção

05/10/2026 17h30

CCZ confirma 13º caso de raiva em morcego na Capital

CCZ confirma 13º caso de raiva em morcego na Capital Foto: Paulo Ribas/Correio do Estado

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A Prefeitura de Campo Grande, por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), confirmou o 13º morcego diagnosticado com o vírus da raiva no ano de 2026 na Capital.

O animal foi localizado no perímetro urbano, na região do bairro Sargento Amaral, próximo ao Horto Florestal

O morcego foi recolhido e encaminhado para análise laboratorial, que confirmou a presença do vírus, conforme protocolo sanitário.

Os outros morcegos infectados no ano foram recolhidos nos bairros: Vivendas do Bosque, Centro (3), Santa Fé, Jardim Campo Alto, Pioneiros (2), São Franscisco, Jardim Bela Vista, Jardim Ouro Preto e Ouro Preto.

De acordo com o CCZ, além dos casos confirmados, neste ano já foram recolhidos 988 morcedos na cidade por suspeita da doença.

"A situação não é motivo para pânico, pois já sabemos da presença do vírus da raiva na população de morcegos da cidade. No entanto, é fundamental que a população esteja ciente da circulação viral e, acima de tudo, siga as medidas de prevenção. A raiva é uma doença quase 100% fatal, mas é 100% prevenível", diz o CCZ em publicação no Instagram.

Em todo o ano passado, foram confirmados 11 casos de raiva em morcegos em Campo Grande.

A principal medida de prevenção é a vacinação antirrábica anual de cães e gatos. Os animais imunizados funcionam como uma barreira de proteção na disseminação da raiva.

Campo Grande possui espécies de morcegos que se alimentam de frutos e insetos e que, em seu habitat natural, não oferecem riscos à população. No entanto, esses animais podem, eventualmente, portar o vírus da raiva e transmiti-lo a outros mamíferos, como cães, gatos e até seres humanos.

O último caso de raiva em humanos em Campo Grande ocorreu em 1968. No interior do Estado, porém, foi registrado um caso em 2015, em Corumbá.

O que fazer ao encontrar um morcego?

Caso encontre um morcego em situação atípica, como caído no chão, voando durante o dia ou pendurado em locais baixos, o CCZ orienta a população a tomar as seguintes medidas:

  • Não toque no animal: Nunca tente manuseá-lo, esteja ele vivo ou morto.
  • Isole o local: Cubra o animal com um balde, caixa ou mantenha-o em um cômodo fechado para evitar o contato com pessoas ou outros animais domésticos.
  • Acione o CCZ imediatamente: Nossas equipes realizarão o recolhimento seguro e o encaminhamento para análise laboratorial.
  • Vacine seus pets: Mantenha a vacinação antirrábica de cães e gatos atualizada anualmente. Eles são a nossa principal barreira de proteção.

Em caso de contato acidental com morcego em situação suspeita, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde com atendimento 24 horas para avaliação e possível início do protocolo de atendimento antirrábico humano pós-exposição. 

Como acionar o CCZ 

O atendimento para recolhimento de morcegos suspeitos funciona da seguinte forma:

  • Telefone Geral: (67) 3313-5000
  • Segunda a Sexta (das 7h às 17h): (67) 2020-1789 / (67) 2020-1801
  • Plantão (Noturno, finais de semana e feriados): (67) 2020-1794
  • Endereço: Av. Filinto Müller, 1601 - Vila Ipiranga, diariamente, das 07h às 21h

Caso o animal seja encontrado fora dos horários de atendimento, a orientação é isolá-lo com cuidado, utilizando balde, caixa ou pano, evitando qualquer contato direto, e acionar a GCZ assim que o serviço for retomado. 

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