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Saúde

Maioria da população brasileira acredita na ciência, aponta pesquisa

Entre os mais citados estão os médicos Oswaldo Cruz e Carlos Chagas

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A maioria dos brasileiros e brasileiras (68,9%), declarou confiar ou confiar muito na ciência. Ainda que o percentual não seja baixo, é menor do que indicam pesquisas recentes, como o Índice do Estado da Ciência, feito pela empresa 3M (EUA) em 2022, que apontou um índice de 90% na afirmação "eu confio na ciência". O número faz parte do estudo Confiança na Ciência no Brasil em tempos de pandemia, conduzido pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Comunicação Pública da Ciência e da Tecnologia (INCT-CPCT), com sede na Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz).

O trabalho divulgado ontem (12) teve apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)e da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).

Para os pesquisadores, um dos fatores que podem ter influenciado o recuo, se refere as campanhas organizadas de desinformação, que cresceram em quantidade e impacto durante a pandemia de covid-19. No entanto, recomendam cautela com comparações desse tipo, que podem não ser precisas "devido as diferenças na formulação das perguntas ou na apuração dos resultados".

Cientistas


Entre as fontes de informação que mais inspiram confiança nos brasileiros e brasileiras, conforme a pesquisa, estão os cientistas, identificados pelos entrevistados como honestos e responsáveis por um trabalho que beneficia a população. As escolhas mais frequentes dos entrevistados como fontes confiáveis de informação foram médicos (60,1%), seguidos pelos cientistas (47,3%), dos quais 30,6% são de universidades ou institutos públicos de pesquisa e 16,7% que trabalham em empresas, e jornalistas (36,4%). "Artistas e políticos são citados com menor frequência, com 1,5% cada", indicou.

Quanto aos nomes de cientistas e instituições de ciência no Brasil mais lembrados pelos entrevistados, 8% disseram conhecer o nome de um cientista brasileiro. Entre os mais citados estão os médicos Oswaldo Cruz e Carlos Chagas. As médicas Jaqueline Goes, da Universidade de São Paulo (USP), e Margareth Dalcolmo, da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Ensp/Fiocruz), também se destacaram durante o período da pandemia por suas atividades de comunicação e divulgação da ciência.

Apesar de acreditarem que os cientistas permitiram que ideologias políticas influenciassem suas pesquisas sobre o novo coronavírus durante a pandemia, os entrevistados parecem não ter dúvidas sobre os benefícios associados ao desenvolvimento científico. Somente 3,5% revelaram que a ciência não traz "nenhum benefício" para a humanidade.

Instituições


O percentual dos entrevistados que se lembraram de alguma instituição dedicada à pesquisa científica no Brasil, superou os 25%. Dentre as instituições mais citadas estão o Instituto Butantan, a Fiocruz e a USP.

Vacinas


De um modo geral, os entrevistados têm percepções e atitudes positivas sobre vacinação, mas especialmente em relação aos imunizantes contra a covid-19. A avaliação é que são seguros, eficazes e importantes para proteger a saúde pública e acabar com a pandemia.

Pesquisa diz que 86,7% dos entrevistados acham vacina importante. Foto: Arquivo 


A pesquisa apontou que 86,7% dos entrevistados consideram as vacinas importantes para proteger a saúde pública, 75,7% como seguras e 69,6% como necessárias. Apesar disso, 46,4% acham que elas produzem efeitos colaterais que são um risco. Outros 40% desconfiam que as empresas farmacêuticas esconderiam os perigos das vacinas. Para 46,7% dos entrevistados, o governo federal forneceu informações falsas sobre a vacina contra a covid-19.

Mesmo com o patamar de confiança nas vacinas, cerca de 13% dos entrevistados indicaram que não pretendem tomar doses de reforço da vacina contra a covid-19 e quase 8% dos que têm filhos ou menores sob sua responsabilidade declararam não ter a intenção de vaciná-los. Conforme a pesquisa, o perfil dessas pessoas é que além do acesso ao conhecimento, eles são profundamente diferentes por sexo e valores. Os pesquisadores observaram que a chance de recusar vacinas aos filhos é muito maior entre os homens e cresce entre as pessoas que declaram que "o crescimento econômico e a criação de empregos devem ser prioridades máximas, mesmo quando a saúde da população sofra de algum modo".

Prioridade


Segundo a pesquisa, pessoas que "declaram que os avanços econômicos devem ter prioridade sobre políticas de combate à desigualdade, ou que o mercado deve ter prioridade sobre a saúde, têm maiores chances de considerar elevado o risco das vacinas". Outro fator apontado está entre as que participam menos da política, ou que expressam valores de tipo sexista, como os homens são melhores que as mulheres na política, ou na ciência, ou devem ter prioridade nos empregos. Este grupo inclui também os que têm maiores chances de expressar cautela ou medo sobre a vacinação ou segurança das vacinas, mesmo controlando pelo efeito da renda e da escolaridade, conforme indicou o estudo do INCT-CPCT.

De acordo com a pesquisa, a hesitação vacinal está associada, "em parte, à escolaridade, à familiaridade com conceitos científicos e ao conhecimento de instituições científicas, sendo fortemente influenciada pelo grau de engajamento dos entrevistados na sociedade civil e na política, pelos posicionamentos econômicos e pelos valores".

Pesquisa


Segundo a Fiocruz, entre agosto e outubro deste ano, foram entrevistadas 2.069 pessoas com 16 anos ou mais. A margem de erro da pesquisa é 2,2%, em um intervalo de confiança de 95%. As entrevistas foram domiciliares, pessoais e individuais. O estudo apontou ainda que a maioria dos brasileiros acredita que as mudanças climáticas estão acontecendo e têm como causa a ação humana.

O trabalho foi coordenado pelos pesquisadores Luisa Massarani, da COC/Fiocruz, Vanessa Fagundes, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), Carmelo Polino, da Universidade de Oviedo (Espanha), Ildeu Moreira, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e Yurij Castelfranchi, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

"Isso indica um cenário de desafios para gestores, cientistas, educadores e profissionais de comunicação, que precisam desenhar estratégias de comunicação pública da ciência que levem em consideração as especificidades de local, perfil de público e contexto", chamaram a atenção, os pesquisadores no resumo executivo do estudo Confiança na ciência no Brasil em tempos de pandemia.

Na visão dos pesquisadores, "a percepção majoritariamente positiva do público sobre a ciência e os cientistas, bem como a falta de evidências da existência de um movimento organizado de negacionistas da ciência no país, são achados importantes para orientar estratégias mais efetivas de combate à desinformação, direcionadas a grupos específicos de pessoas, que reagem de forma diferente aos diversos tipos de comunicação", apontaram, destacando que "o interesse pelo tema e a expectativa de benefícios para a população a partir da ciência, como qualidade de vida, oportunidades de emprego, equidade social, podem facilitar processos de aprendizado e apropriação social do conhecimento."

Mudança climática


A maioria da população brasileira (91%) acredita que estão ocorrendo as mudanças climáticas, enquanto que para menos de 6% elas não existem. Nesta última parcela, há diferenças significativas. "Modelos de regressão mostram que a chance de um entrevistado declarar que não há mudança climática aumenta muito entre pessoas que também dizem não confiar na ciência ou cuja confiança na ciência diminuiu durante a pandemia".

Trizidela do Vale (MA) - O município de Trizidela do Vale tem quase 90% da população atingida pelas as enchentes Foto: Antônio Cruz/ABr
Mudança climática prejudica qualidade de vida no Brasil Antônio Cruz/Agência Brasil
Os brasileiros e brasileiras também acreditam que as mudanças climáticas estão prejudicando a qualidade de vida no Brasil (78,3%),  elas podem prejudicar a si e a suas famílias (81%) e, também, as próximas gerações (82,8%).

Para 85,8% dos que acreditam na existência das mudanças climáticas, a causa é a ação humana, enquanto 12,4% acreditam que elas são provocadas por mudanças naturais do meio ambiente. O estudo apontou também que "é mais forte a sensação de consenso na comunidade científica sobre a causa das mudanças climáticas do que de divergências: 68% dos entrevistados afirmam que a maior parte dos cientistas concorda sobre a relação causal com a ação humana". Mas quando se trata da opinião sobre os esforços nacionais para preservação do meio ambiente a avaliação se divide: 30,6% concordam que o Brasil é um dos países que melhor preserva o meio ambiente e 42,8% discordam da afirmação.

NOITE VIOLENTA

Adolescente sai ferido de triplo homicídio registrado no interior do MS

Crime foi registrado no distrito de Nova Casa Verde, em Nova Andradina; quatro foram presos até o momento e polícia procura ainda por um quinto suspeito de participar do ataque

20/09/2026 12h30

Uma criança também foi encontrada no interior do imóvel, sem ferimentos aparentes, deixada inicialmente sob os cuidados de uma vizinha.

Uma criança também foi encontrada no interior do imóvel, sem ferimentos aparentes, deixada inicialmente sob os cuidados de uma vizinha. Reprodução/Jornal da Nova

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Distante aproximadamente 242 quilômetros da Capital, o distrito de Nova Casa Verde, em Nova Andradina, tornou-se palco de uma noite de terror nas últimas horas deste último sábado (19), após a execução de um triplo homicídio na rua  Avelino Maraia, que terminou ainda com um adolescente gravemente ferido após ser atingido pelos disparos. 

Até o momento, quatro acusados foram presos por agentes da Força Tática e equipes da Polícia Militar do distrito de Nova Casa Verde, como publicado pelo portal regional Jornal da Nova. As forças de segurança indicaram que um quinto suspeito ainda estaria foragido e as buscas seguem ativas.  

Esse caso mobilizou ainda as forças da Seção de Investigações Gerais (SIG) da Polícia Civil e também a Polícia Científica, que agiram para apurar a dinâmica do crime após a área ser isolada pelos policiais militares que acionaram inclusive apoio da Força Tática que também se dirigiu até o distrito.

Conforme narrado em boletim de ocorrência, até o momento foi indicado a identificação de apenas duas das três vítimas, sendo: Daniel Matos Alves e uma mulher de 37 anos natural de Ivinhema batizada de Eliane Franco. 

Para além do terceiro óbito, essa noite de crime deixou marcas também dois menores de idades, sendo um adolescente de 13 anos atingido pelos disparos e encaminhado para atendimento médico no Hospital Regional de Nova Andradina, e ainda uma criança encontrada sem ferimentos aparentes no interior do imóvel que foi deixada sob os cuidados de uma vizinha. 

Prisões

Antes dos primeiros raios de sol deste domingo (20), cerca de quatro indivíduos foram capturados por agentes da Força Tática e Polícia Militar, sendo posteriormente presos. Porém, como bem acompanha o Jornal da Nova, um quinto suspeito ainda estaria foragido, com as buscas ainda em sequência por área de mata. 

Além das prisões, os agentes das forças de segurança também conseguiram apreender uma motocicleta que, como descrito em B.O, teria sido usada na execução deste triplo homicídio no interior do Estado. 

Sendo que entre os capturados até o momento estão relacionados três masculinos e uma mulher, informações preliminares indicam que dois dos presos seriam, inclusive, e que a presa teria chegado no distrito vinda de Bataguassu. 

A dinâmica desenhada até o momento indica que dois indivíduos teriam chegado de moto até o local do crime, efetuando os disparos ao adentrarem na casa. Novos desdobramentos da investigação devem evidenciar a real motivação deste ataque e o trabalho de cada indivíduo. 

 

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INTERIOR

Colisão entre carro e carreta de celulose deixa três mortos na BR-158

Acidente foi registrado próximo à ponte sobre o Rio Sucuriú, a suspeita é que chuva tenha dificultado visibilidade e que carro de passeio teria invadido pista contrária

20/09/2026 11h30

Veículo de passeio teve a frente completamente destruída

Veículo de passeio teve a frente completamente destruída Reprodução/24h MS News/Eliton Chaves

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Acidente registrado no fim de uma noite chuvosa de sábado (19), em Três Lagoas, terminou com três homens mortos após o carro de passeio em que estavam colidir frontalmente com uma carreta de celulose no quilômetro 251 da BR-158. 

Esse acidente aconteceu por volta de 21h30, conforme apurado in loco pelo portal local 24h MS News, próximo à ponte do Rio Sucuriú. 

Para o atendimento desta ocorrência foram mobilizadas equipes do Corpo de Bombeiros Militar, Perícia Criminal e das polícias Civil e Rodoviária Federal (PC e PRF). As forças de segurança ainda devem indicar as reais circunstâncias que levaram à batida. 

Porém, é possível observar pelos registros fotográficos do repórter Eliton Chaves que a pista no local do acidente ainda encontrava-se molhada, o que levanta a hipótese de chuva no trecho ainda no momento da colisão. 

Entenda

Apurações preliminares identificaram dois dos três mortos neste acidente, que tratam-se de: 

  • + Jeferson Mateus de Souza Andrade, 27 anos
  • + Hércules Douglas da Silva, 28 anos. 

Jeferson seria morador de Inocência, município distante aproximadamente 331 quilômetros da Capital, e ainda não há a identificação do terceiro óbito registrado, mas os três amigos estariam em um rancho que fica nas proximidades da ponte. 

Conforme narrado preliminarmente, esses indivíduos teriam se deslocado até um posto de combustíveis local em busca de comprarem alguns produtos e teriam batido o carro justamente na volta ao rancho. 

Contratado como motorista do veículo de carga, o carreteiro a serviço da empresa de celulose "Suzano" indicou aos agentes policiais que seguia no sentido Selvíria até Três Lagoas. 

Conforme o carreteiro, ele teria sido surpreendido pelo Pálio após atravessar a ponte, e afirma que o carro de passeio teria invadido a pista contrária durante uma curva. 

O veículo de passeio teve a frente completamente destruída, com os três ocupantes tendo ficado presos entre as ferragens, motivo pelo qual o Corpo de Bombeiros até foi acionado, mas já encontrou os três rapazes já sem vida.  

Com isolamento feito por parte da PRF, seus corpos somente puderam ser retirados após o trabalho da perícia. Houve o encaminhamento em seguida até o Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol) para os procedimentos necessários para proceder com a liberação aos familiares. 

 

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