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Mais da metade dos moradores de rua é usuária de drogas

Ao todo, 1.476 pessoas foram identificadas em situação de rua em Campo Grande durante a pesquisa, das quais 64,6% disseram já ter saído e retornado depois

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Levantamento feito pelo Grupo de Trabalho Intersetorial da População em Situação de Rua (GT-PSR), que reúne diversas instituições, identificou que 1.476 pessoas estão em situação de rua em Campo Grande. Dessas, 62,3% apontam o uso de substâncias psicoativas como o fator determinante.

A pesquisa foi realizada no dia 30 de setembro do ano passado, mas os dados foram apresentados ontem pelos órgãos responsáveis: Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul, Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos (Sead), Secretaria-Executiva de Gestão Estratégica e Municipalismo (Segem), Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano (Planurb), Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (SAS), Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Associação Águia Morena de Redução de Danos.

Dependência química é o principal fator que faz com que pessoas continuem nas ruas da CapitalDependência química é o principal fator que faz com que pessoas continuem nas ruas da Capital - Foto: Paulo Ribas 

De acordo com os dados levantados, das 1.476 pessoas identificadas, 842 (57%) estavam em via pública, as outras 634 (43%) se encontravam em acolhimento.

A pesquisa mostra que o perfil geral dos acolhidos é de homens pardos, com idade média de 39,6 anos. E a maior parte dessas pessoas está concentrada entre a região Central da Capital – 566 (40%) – e a região Anhanduizinho – 363 (25,6%).

Feita pela primeira vez, a pesquisa mostrou que, entre os motivos que levaram essas pessoas a estarem nesta situação, o uso de drogas foi o fator mais mencionado em associação ao ingresso da vida na rua (62,3%) e 59,1% dizem que os entorpecentes os fazem permanecer nesta situação. 

“Conflito/ruptura familiar” (35,4%) e “perda de trabalho/renda” (19,8%) também foram citados como motivadores da vida nas ruas.

Outro dado mostra que, para a maioria das pessoas em situação de rua (64,6%), este é um cenário recorrente, ou seja, em algum momento elas até conseguiram sair das ruas, mas acabaram retornando. Porém, 34,2% afirmam que estão vivendo pela primeira vez nesta situação.

Em relação ao tempo de permanência nas ruas, 37% dos entrevistados contaram que estão há cerca de seis meses, entretanto outros 32,3% dizem que já ultrapassam seis anos em situação de rua.

EDUCAÇÃO E TRABALHO

Apesar de a maioria das pessoas em situação de rua ser de homens, há algumas diferenças entre os perfis de quem está acolhido em uma instituição e das pessoas que de fato vivem nas ruas.

Em via pública 81,1% são homens (683), 18,2% são mulheres (153) e apenas 0,7% (6) são crianças. Já entre os abrigados, apesar de a proporção de homens e mulheres ser quase a mesma da registrada nas ruas (80% homens e 18,5% mulheres), cresce a presença de crianças nos abrigos (7,3%, ou 46).

O estudo diz que entre os acolhidos concentram-se mais mulheres cis e estrangeiros. Além disso, 42,2% no acolhimento dizem ter o Ensino Médio, dado que cai para 28,5% para quem está nas ruas.

Ainda sobre a educação, em dados gerais, sem o recorte por localidade, 93% afirmam saber ler e escrever, mas 30,4% estão apenas alfabetizados e 23,3% concluíram o Ensino Fundamental.

Sobre a fonte de renda, apenas 2,7% têm vínculo formal de trabalho, enquanto o trabalho informal representa 45,6% em situação de rua e apenas 9,4% no acolhimento. Entre acolhidos, 73,4% não trabalham.

A principal atividade de geração de renda registrada na rua foi a coleta de materiais recicláveis, citada por 37,3% dos entrevistados que vivem em situação de rua.

Conforme a coordenadora do Núcleo Institucional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos (Nudedh), defensora pública Thaisa Raquel Medeiros de Albuquerque Defante, os resultados permitirão que os órgãos públicos tenham informações para elaborar estratégias mais assertivas destinadas à população em situação de rua.

“O relatório já foi encaminhado aos órgãos que trabalham com esses dados para acompanhamento das políticas aplicáveis”, afirma. 

Cidades

Autorizações para importação de cannabis aumentam 29% em 2026

Produtos à base da planta se consolidaram como tratamento, diz Cannect

19/08/2026 23h00

Foto: TV Brasil

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, entre janeiro e junho de 2026, um total de 116.372 importações de produtos à base de cannabis medicinal, aumento de quase 29% em comparação ao mesmo período do ano passado.

Os números fazem parte de levantamento feito pela Cannect, ecossistema de saúde voltado ao cuidado integral de pacientes com doenças crônicas, com base em informações obtidas via Lei de Acesso à Informação (LAI).

De acordo com o relatório, o mês de junho registrou 18.255 pedidos, mantendo a alta observada ao longo do ano. Salvo o pico atípico registrado em março (23.199), a média de 2026 tem se mantido na casa de quase 20 mil autorizações mensais, contra as 15 mil observadas no primeiro semestre de 2025.

Na avaliação da Cannect, os números demonstram uma mudança estrutural no comportamento do paciente, indicando que a cannabis deixou de ser uma terapia alternativa de exceção para se consolidar como um tratamento de manutenção para milhares de brasileiros com doenças crônicas.

Legislação

Em fevereiro, a Anvisa publicou a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 1.015/2026, que atualizou o marco regulatório sobre a autorização sanitária para fabricação e importação de produtos de cannabis para uso medicinal humano, instituído pela RDC 327/2019.

A nova norma entrou em vigência em 4 de maio deste ano e a agência esclareceu alguns de seus dispositivos por meio de perguntas e respostas adaptadas a partir de dúvidas recebidas pelos canais de atendimento e de discussões técnicas realizadas durante o processo regulatório de revisão.

fatalidade

Mulher morre ao ser atingida por galho de árvore no Parque dos Poderes

Ela andava de patinete alugado na ciclovia quando foi atingida na cabeça por parte do tronco da árvore

19/08/2026 19h04

Vítima andava de patinete quando foi atingida por tronco de árvore

Vítima andava de patinete quando foi atingida por tronco de árvore Foto: Evelin Thamaris / Correio do Estado

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Uma mulher de 23 anos, identificada como Khadyja Gharyb Rocha, morreu após ser atingida por um tronco de árvore, no fim da tarde desta quarta-feira (19), no Parque dos Poderes, em Campo Grande. A vítima andava de patinete quando houve o acidente.

De acordo com informações apuradas pelo Correio do Estado, ela estava em um patinete alugado, trafegando pela ciclovia do parque e foi atingida após passar por um ponto de ônibus coberto.

A árvore caiu e parte do tronco se partiu após atingir a cerca que contorna a reserva do Parque Estadual do Prosa, caindo sobre a cabeça de Khadyja.

Equipe do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (Bope) atendeu a vítima inicialmente, pois o acidente aconteceu perto do quartel, na Avenida do Poeta.

O Corpo de Bombeiros também foi acionado e os militares tentaram reanimar a mulher por 10 minutos, sem sucesso, sendo constatado o óbito no local.

Uma parente da vítima estava com ela no momento do acidente, em outro patinete, não sofreu ferimentos, mas será ouvida pela Polícia Civil, que irá investigar o caso como morte a esclarecer.

Familiares da vítima chegaram ao local pouco após o incidente, mas por estarem muito abalados, preferiram não dar declarações.

A perícia científica foram acionadas para fazer os levantamentos periciais que irão auxiliar na investigação.

Imasul também investigará

Equipe do Instituto Nacional de Meio Ambiente (Imasul) também acompanham o caso, com avaliação do caso e de eventual responsabilidade do Governo do Estado, tendo em vista que o parque é de responsabilidade do Executivo Estadual.

Em nota, o Imasul manifestou pesar pela vítima e lamentou a fatalidade, afirmando ainda que as situações desta natureza são tratadas com seriedade e qiue as equipes já estão colaborando com órgãos competentes para levantamento e fornecimento de informações e o suporte necessários para apuração.

Confira a nota na íntegra:

"O governo de Mato Grosso do Sul, por meio do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), lamenta e manifesta seu profundo pesar pela fatalidade que resultou na morte de uma jovem de 23 anos, no final da tarde desta quarta-feira (19), que trafegava de patinete na região do Parque dos Poderes e foi atingida por um galho de uma arvore que caiu sobre a cerca que contorna a reserva do Parque Estadual do Prosa. 

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul prestou socorro e atendimento à vitima, que infelizmente veio a óbito. 

O Governo do Estado reforça que situações dessa natureza são tratadas com a máxima seriedade e que as equipes técnicas já estão colaborando com órgãos competentes para levantamento e fornecimento de informações e o suporte necessários para apuração da fatalidade.

Neste momento de profunda tristeza, o governo reitera suas sinceras condolências aos familiares e amigos da vítima e manifesta seu respeito à memória da jovem."

Vítima andava de patinete quando foi atingida por tronco de árvoreParte do tronco da árvore atingiu vítima que passeava de patinete (Foto: Evelin Thamaris / Correio do Estado)

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