Com previsão de entrar em operação antes do final do próximo ano, a Arauco começou a receber os primeiros vagões e tritrens que vão compor a infraestrutura logística do Projeto Sucuriú, que está sendo erguido em Inocência com investimentos da ordem de US$ 4,6 bilhões. A maior parte dos tritens será "cedida" a empresas interessadas em fazer o transporte de madeira entre as fazendas e o pátio da fábrica.
No total, serão 721 vagões, destinados ao transporte de celulose, e 350 caminhões tritrem, compostos por cavalo mecânico e implementos florestais, que vão operar na movimentação de madeira das áreas de cultivo até a fábrica, que está sendo construída às margens da MS-377 e do Rio Sucuriú. A conclusão da entrega dos tritrens está prevista para janeiro de 2027, e a dos vagões, para novembro do mesmo ano.
O diretor de Logística e Suprimentos da Arauco, Alberto Pagano, explica que a definição pelos modelos dos equipamentos adquiridos e das tecnologias disponibilizadas levou em conta a segurança das pessoas, do meio ambiente e do patrimônio da Companhia, além da estabilidade das operações. "Ao optar por vagões e tritrens modernos e customizados para as necessidades da Arauco, nós asseguramos a previsibilidade da movimentação de cargas e ampliamos o potencial de produtividade e sustentabilidade das operações", afirma.
Fabricados pela Randon, os vagões possuem sistema de abertura lateral, que permite o carregamento e o descarregamento por ambos os lados, agilizando a operação, além de lonas com tramas de aço antivandalismo e uma tecnologia que bloqueia 100% da umidade da chuva.
Cada vagão tem capacidade bruta total de 130 toneladas e carga líquida de 98 toneladas, e mede 23 metros de comprimento, 3,3 metros de largura e 4,28 metros de altura.
Além da aquisição de vagões, a arauco também está comprando ao menos 23 locomotivas. E, para garantir o transporte da celulose ao longo dos 1.050 quilômetros até o porto de Santos, a empresa chilena também está construinto um ramal ferroviário de 47 quilômetros entre a fábrica e a Ferronorte. Vagões, locomotivas e ferrovia estão demandando investimentos da ordem de R$ 2,4 bilhões.
CAMINHÕES
Dos 350 camihões adquiridos, aproximadamente 55 conjuntos serão incorporados à frota própria da Arauco, enquanto os demais serão cedidos em regime de comodato a empresas parceiras, que serão responsáveis pela disponibilização dos respectivos cavalos mecânicos.
A frota contará ainda com diferentes configurações de suspensão nos implementos, contemplando sistemas de suspensão pneumática e mecânica, o que permitirá avaliar o desempenho de cada tecnologia nas condições operacionais do transporte florestal.
Rodrigo Sugske Garcia, gerente executivo de Suprimentos da Arauco, ressalta que, além de robustez e grande produtividade, os tritrens foram customizados de acordo para aumentar a segurança dos motoristas e demais usuários da rodovia.
"De modo inédito no setor florestal, os caminhões foram adaptados para atender aos requisitos da Arauco de resistência, durabilidade e segurança. E isso é fundamental para o compromisso que temos com o bem-estar das pessoas", afirma o gerente.
INVESTIMENTOS
O Projeto Sucuriú marca a entrada da divisão de celulose da Arauco no Brasil. O investimento de US$ 4.6 bilhões inclui a construção de uma planta com capacidade de produção de 3,5 milhões de toneladas de fibra curta de celulose/ano.
A fábrica está sendo construída em uma área de 3.500 hectares, a 50 quilômetros do centro da cidade de Inocência e ao lado do Rio Sucuriú. A etapa de terraplanagem começou em 2024 e a previsão de entrada em operação é no final de 2027.
Durante as obras, estão sendo gerados mais de 14 mil oportunidades de trabalho. Depois da ativação da ativação, a fábrica empregará cerca de 6 mil pessoas nas unidades Industrial, Florestal e operações de Logística.

