Cidades

PARALISAÇÃO

Mais de 2 mil bancários entram em greve hoje

Mais de 2 mil bancários entram em greve hoje

MARIA MATHEUS

27/09/2011 - 00h05
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Os funcionários das agências bancárias de Campo Grande, Dourados e de algumas cidades do interior do Estado devem entrar em greve a partir de hoje por tempo indeterminado. A decisão foi tomada na última quinta-feira e segue paralisação nacional da categoria por reajuste de salários.

Os bancários reivindicam 5% de aumento real nos vencimentos. Na última sexta-feira, a Federação Brasielira de Bancos (Febraban) aceitou conceder 8%, o que representa ganho real de 0,6 ponto percentual, considerando que a inflação registrada nos últimos 12 meses foi de 7,4%. A greve dos bancários é agravada ainda mais pela paralisação dos Correios, com o atraso na entrega de correspondências (leia mais em matéria nesta página).

Aproximadamente 2,1 mil bancários da Capital e outros 530 de Dourados vão cruzar os braços, conforme os sindicatos que representam a categoria nesses municípios.

Os bancários realizariam ontem uma assembleia para organizar o movimento grevista. Ainda não há informação de quantos municípios vão aderir à greve. "A princípio, estamos iniciando o movimento aqui na Capital. Não temos ainda a definição de quais municípios vão fechar. Provavelmente em Coxim e Aquidauana as agências não vão abrir", disse Edvaldo Barros, do Sindicato dos Bancários de Campo Grande e região, entidade que representa profissionais de 27 municípios.

A proposta anterior dos banqueiros era rejuste de 7,8% sobre as verbas salariais. Segundo o sindicalista, além de rejeitar a proposta dos bancários, a Febraban se nega a discutir questões "como saúde, segurança e assédio moral".

Além do aumento salarial, os bancários pleiteiam a contratação de mais funcionários e o reajuste do vale refeição e do vale alimentação de R$ 716,00 para R$ 1.090,00 (ou R$ 545,00 cada).

A entidade não tem levantamento de quantos funcionários seria necessário contratar na Capital. "Depende de cada agência", justificou Edvaldo Barros. "A defasagem é muito grande. Quem frequenta bancos sabe que as filas são enormes. Os bancos têm direcionado (clientes) a casas lotéricas e acabam não colocando número suficiente de funcionários para atender a demanda".

Outro ítem da pauta de reivindicações é a ampliação do horários de atendimento ao público. A proposta é que a agências passem a funcionar das 9h às 17h. Os trabalhadores se revezariam em dois turnos de seis horas. "Teria que praticamente dobrar o número de funcionários. O banco têm de se adequar, porque tem uma categoria que trabalha 8 horas. Isso evitaria um pouco das filas". Ainda conforme Edvaldo Barros, a jornada de seis horas já está no acordo com a Febraban.

Para o sindicalista, os bancários têm desmonstrado que visam apenas lucro, relegando a segundo plano os clientes e funcionários das agências. "Claro que os bancos têm de dar lucro, mas hoje visam apenas lucro. Não visam a valorização dos seus funcionários e dos clientes".

Transporte Público

Dois meses após venda, troca do Guaicurus segue sem aval da prefeitura

Adriane disse em coletiva que documento sobre intervenção deve ser entregue nesta semana, mas ainda sem data para reunião de definição

21/09/2026 13h30

Ônibus do transporte coletivo de Campo Grande

Ônibus do transporte coletivo de Campo Grande

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Dois meses após o anúncio da venda do Consórcio Guaicurus para o Grupo HP Mobilidade, a troca de controle do transporte coletivo de Campo Grande continua sem aval da Prefeitura. A definição também segue atrelada ao relatório da intervenção no sistema, que ainda não foi entregue à prefeita Adriane Lopes.

Questionada nesta segunda-feira (21) sobre o andamento da situação, durante agenda da Prefeitura, Adriane afirmou que o documento deve ser concluído nesta semana, mas ainda não há data definida para a reunião que deverá discutir os próximos passos. “É essa semana que sai o relatório. Não sei quando vai ser a reunião. Ainda não recebi esse relatório”, disse a prefeita.

A indefinição ocorre enquanto a Prefeitura também aguarda a apresentação formal do plano de melhorias que deverá ser executado pelo grupo interessado em assumir o controle do consórcio. Sem essa documentação, a administração municipal ainda não deu aval definitivo para a mudança.

A venda do Guaicurus foi anunciada em julho, quando o Grupo HP Mobilidade, de Goiás, confirmou a aquisição do controle do consórcio. A operação, porém, não representa uma troca imediata na administração do transporte coletivo, já que depende de uma série de procedimentos e autorizações.

Enquanto isso, a intervenção decretada pela Prefeitura em junho continua em andamento. O Município assumiu temporariamente a gestão do serviço diante da crise financeira e operacional enfrentada pelo consórcio e passou a levantar informações sobre a situação das empresas que integram a concessão.

O relatório dos primeiros 90 dias da intervenção é aguardado pela administração municipal e deve reunir informações sobre as condições financeiras e operacionais do sistema, além de apontar problemas encontrados durante o período de gestão municipal.

RELEMBRE

A crise do transporte coletivo se arrasta há anos e chegou a um dos momentos mais delicados neste ano. Antes da intervenção, o sistema acumulava reclamações relacionadas à qualidade do serviço, atrasos e viagens não realizadas, além de problemas financeiros das empresas.

Em audiência pública realizada neste em 2026, foram apresentados mais de 15 mil autos de infração registrados entre 2021 e 2025. Desse total, 12.279 eram relacionados ao descumprimento de horários e 3.444 à omissão de viagens.

A situação também foi marcada por paralisações de trabalhadores e dificuldades financeiras do consórcio. Em junho, a Prefeitura formalizou a intervenção, com prazo de 180 dias, para assumir o controle temporário e avaliar as condições da concessão.

Agora, dois meses depois do anúncio da venda, a definição sobre quem efetivamente ficará à frente do transporte coletivo continua pendente.

Agora é lei

Novas regras permitem até caminhonete ser táxi em Campo Grande

Atualização traz mudanças que liberam taxistas a rodarem pela faixa que até então era exclusiva para ônibus

21/09/2026 13h03

Evento de assinatura foi realizado no teatro Octávio Guizzo, localizado no Paço Municipal

Evento de assinatura foi realizado no teatro Octávio Guizzo, localizado no Paço Municipal Marcelo Victor/Correio do Estado

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Durante a manhã desta segunda-feira (21), a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), assinou decretos para modernizar um serviço da Capital que, entre outros pontos, permitirá agora até caminhonetes serem táxi em Campo Grande. 

Esse evento de assinatura foi realizado no teatro Octávio Guizzo, localizado no Paço Municipal campo-grandense, formalizando os novos normativos divulgados pela Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) ligados ao serviço de táxi da Capital. 

Entre os pontos que mais chamam atenção está justamente a mudança que permite agora que até mesmo caminhonetes sejam incluídas na frota de táxi campo-grandense, conforme os parâmetros e critérios estipulados pela Agência Municipal. 

Nas palavras do diretor-presidente da Agetran, Ciro Ferreira, além de trazer evolução para essa classe trabalhadora, as alterações refletem ainda em melhores ofertas de serviço para a própria população. 

Todas as novas regras serão estabelecidas através de decretos e portarias que, segundo o Executivo, devem esclarecer os critérios para cada veículo e os demais procedimentos para homologação e condições de aplicação dessa e outras medidas. 

Mais mudanças

Outro ponto diferente apresentado hoje (21) é a regulamentação da categoria "executiva" desse tipo de transporte, chamada de "táxi black", que deverá apresentar veículo de padrão mais elevado e um serviço personalizado de maior conforto aos passageiros. 

Porém, as alterações não se restringem aos tipos de novos veículos que passam a rodar como táxis, mas também toda a categoria é contemplada através da mudança que libera os taxistas a rodarem nas faixas exclusivamente destinadas ao transporte público, sem que isso se caracterize infração de trânsito. 

"Hoje é um dia muito importante para a categoria dos taxistas de Campo Grande. Estamos atualizando as legislações e modernizando o serviço da nossa cidade. Estamos com o estudo há algum tempo, houve a alteração a nível nacional e Campo Grande sai na frente", como bem esclarece a chefe do Executivo da Cidade Morena, Adriane Lopes (PP). 

Há tempos a ligação entre taxistas e faixas de ônibus vêm rendendo na Capital, com um corredor "ainda mais exclusivo" rendendo multas aos trabalhadores, em uma situação que, inclusive, foi corrigida e revertida uma semana depois pela Agetran

As alterações locais também prorrogam por seis meses o prazo para substituição de veículos da frota que alcançariam neste ano a idade máxima permitida em 2026.

 

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