Com o tema neste ano "Você tem fome e sede de quê?", a tradicional manifestação nacional do Grito dos Excluídos acontece após o desfile militar em Campo Grande. No entanto, no momento da saída do grupo, houve uma confusão com a Polícia Militar (PM).
Ao fim do desfile da Independência, os manifestantes que estavam em cima de um carro elétrico liderados pela CUT, estava a caminho da avenida Afonso Pena, na esquina com a 13 de maio, quando foram barrados de transitarem pela cavalaria da PM.
Houveram protestos por parte dos manifestantes, de um possivel boicote ao Grito dos Excluidos, quando a PM tentou impedir a passagem do grupo, porém o tumulto durou alguns minutos após a liberação do cercado, pela própria polícia, para que os manifestantes seguissem o seu trajeto normalmente.
Após a tentativa de barragem, a assessoria do deputado estadual Pedro Kemp informou à reportagem que o secretário Eduardo Rocha, da Casa Civil, ligou pedindo desculpas pelo ocorrido em nome do governador, Eduardo Riedel. O parlamentar fez um pronunciamento em suas redes sociais, alegando que a Polícia Militar tentou impedir que os manifestantes passassem em frente ao palanque onde se encontrava as autoridades presentes no desfile.
O conjunto de manifestações que ocorrem no Brasil desde 1995, especialmente no dia da independencia, acontecem para lembrar a população sobre as pautas de injustiça social e econômica no país.
O grupo se reuniu às 7 horas para estar presente no desfile do dia da independência, e seguiram após a celebração em direção a Praça Ary Coelho.
Em entrevista para o Correio do Estado, o presidente do diretório municipal do Patido dos Trabalhadores(PT) em Campo Grande, Agamenon do Prado, informou que os manifestos do Grito dos Excluidos têm como objetivo levar uma reflexão social a população no dia da independência.
"Estamos buscando que a população do país reflita sobre a situação socio-econômica do Brasil, a questão do desemprego, miséria, altos juros que o banco central insiste em cobrar, e que cobrem das autoridades estas pautas", declarou Agamenon.
O Grito dos Excluídos e das Excluídas, chega à sua 29ª edição em 2023 com a organização e participação de várias entidades dos movimentos populares e sindical, entre elas, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra(MST) e a Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (Adufms).
"A importância da CUT marcar presença é trazer ao desfile a reflexão que nós tenhamos uma patria que realmente dialoge com a classe trabalhadora. Nós queremos que os nosso direitos sejam validados, que a vida humana seja valorizada através do aumento do salário mínimo. Neste 7 de setembro estava dizendo não a tudo aquilo que vem a retirar a democracia", disse Dilma Gomes, Secretária Geral da CUT - MS.
Nas suas redes sociais, a vereadora Luiza Ribeiro(PT) convidou os seus seguidores para comparecer no desfile da independência, e logo após a celebração, continuarem no local para participarem do movimento Grito dos Excluidos.
"Hoje é dia de comemorar a independência do Brasil. Mas, também é dia de participar do Grito dos Excluídos e Excluídas, para lembrar que ainda somos um país com muita injustiça social e econômica, e que ainda temos muito preconseito e discriminação. É preciso alertar para construimos um Brasil diferente daqui para frente, um Brasil que tenha o bem viver para todos nós", disse a veredado Luiza nas redes sociais.
As manifestações do Grito dos Excluidos também acontece no interior do Estado, segundo informações da CUT, em Dourados, a concentração acontece em frente à Escola Abigail Borralho, na rua Marcelino Pires.
Cercado foi posto pela Policia Militar na avenida afonso pena, barrando momentaneamente os manifestantes Foto: Marcelo Victor






