A ministra Marina Silva, uma das principais lideranças presente na sessão especial da 15ª Reunião da Conferência das Partes (COP15) sobre a Convenção de Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS), precisou ser atendida pela equipe médica da presidência após passar mal na tarde deste domingo.
Segundo apurou o Correio do Estado, Marina Silva apresentou quadro de pressão levemente alta e teve um pouco de enjoo, mas estaria tudo sob controle após ser atendida pela doutora Ana Helena Germoglio, médica da Presidência da República.
Inclusive, devido este fato, a ministra não compareceu na foto oficial da sessão especial, que foi tirada logo depois do presidente Lula chegar no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo, por volta das 16h20. Ainda não há informações oficiais se este quadro de saúde alterado pode tirar Marina Silva do restante da programação do dia.
A ativista ambiental participou da sessão de abertura, ao lado do governador Eduardo Riedel (PP), Herman Benjamin (presidente do Superior Tribunal de Justiça) e João Paulo Capobianco (presidente designado da COP15). Ela está escalada para participar do segmento presidenciável do evento, que deve começar às 18h.
COP15
A COP15 da CMS promove a conservação de espécies, seus habitats e rotas em escala global, abrangendo cerca de 1.189 espécies, entre aves, mamíferos, peixes, répteis e insetos. Atualmente, conta com 133 partes signatárias, sendo 132 países e o bloco da União Europeia (formado por 27 nações).
A conferência faz parte de um tratado das Nações Unidas assinado em 1979, no âmbito do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), com sua primeira edição tendo ocorrido em 1985, em Bonn, na Alemanha.
A última edição foi realizada em Samarcanda, no Uzbequistão, em fevereiro de 2024. Ainda não há data e local definidos para a realização da próxima conferência.
Ao todo, conforme consta no acordo, a COP15 da CMS custará R$ 46,9 milhões aos cofres públicos, que serão custeados pelo governo federal (R$ 26,7 milhões), em conjunto com o governo de Mato Grosso do Sul (R$ 10,7 milhões) e projetos de cooperação internacional (R$ 2,5 milhões), como o Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) e o World Wide Fund for Nature (WWF), além de patrocinadores.
Para que não haja confusão, a COP15 da CMS e a COP30 – que também foi realizada no Brasil, no ano passado – tratam de assuntos diferentes.
Enquanto a COP15 da CMS aborda a conservação de animais, a COP30 tem como tema central as mudanças climáticas e os planos das principais nações para promover um futuro melhor diante da piora do aquecimento global.
Diretor-presidente da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul (Fundtur), o turismólogo Bruno Wendling afirmou que Campo Grande deve receber de 2,5 mil a 3 mil pessoas durante a conferência, o que pode movimentar o turismo local e as redes de hotéis da cidade.


