Cidades

Eleições 2016

Marquinhos e Rose na disputa do 2º turno em Campo Grande, aponta pesquisa

Números estão em primeira pesquisa do Ipems

ADILSON TRINDADE

05/09/2016 - 03h00
Continue lendo...

A primeira pesquisa do Ipems (Instituto de Pesquisas de Mato Grosso do Sul Ltda), contratada pelo Correio do Estado, sobre o desempenho dos candidatos a prefeito de Campo Grande, mostra Marquinhos Trad (PSD) na liderança, sendo perseguido pela professora Rose Modesto (PSDB) e o prefeito Alcides Bernal (PP) ficou para trás. Os outros 12 concorrentes ficaram embolados um do lado do outro na última colocação da corrida eleitoral.

Na pesquisa estimulada, se as eleições fossem hoje, Marquinhos seria o mais votado no primeiro turno (2 de outubro) com 35,67% das intenções de voto. Logo atrás aparece Rose com 26,15% e depois Bernal com 15,53%. O desempenho do prefeito frustra a expectativa, neste momento, de chance de reeleição.

Com esses números do Ipems, a previsão é do segundo turno (dia 30 de outubro) ser disputado por Marquinhos e Rose, deixando Bernal fora do confronto direito. A diferença do líder para o prefeito é de 20,14 pontos percentuais, enquanto a candidata do PSDB está a 10,62 pontos à frente do terceiro colocado. 

Isto mostra a polarização da campanha eleitoral apenas entre Marquinhos e Rose. Mantida esta tendência apontada pelo Ipems, o futuro prefeito de Campo Grande será escolhido entre os dois, porque o sonho da reeleição do prefeito Alcides Bernal ficou mais distante.

Os números indicados pela pesquisa não são nada animadores para Bernal. A situação dele fica mais complicada, ainda, por ser o mais rejeitado de 43,51% dos eleitores, que declararam a intenção de não votar de jeito nenhum em sua candidatura à reeleição.

A restrição à indicação de Bernal é bem superior à aceitação de sua candidatura. Se 43,51% se recusam a votar pela sua recondução ao cargo para mais um mandato, apenas 15,53% manifestaram a intenção de apoiá-lo. A diferença é de 27,98 pontos percentuais pelo cenário negativo.

O mesmo problema não enfrenta Marquinhos e Rose. Eles estão no mesmo patamar de rejeição dos eleitores. O Ipems apurou a intenção de 15,82% dos consultados de não votar em Marquinhos e 15,20% em Rose. Os números favoráveis consolidam, hoje, os dois primeiros colocados na campanha eleitoral.

Na caminhada rumo à prefeitura, Marquinhos só perde em uma região para Rose, sua concorrente direta. Ela é preferida por 43,61% dos eleitores do Prosa contra 27,38% a favor de Marquinhos. Mas Rose perderia com maior vantagem no Segredo por 42,43% a 18,30% e na área Central por 45,31% a 23,14%. 

Até por estar “derretendo” na campanha eleitoral, o prefeito Alcides Bernal não ganha em nenhuma região dos seus principais concorrentes. O pior desempenho dele foi verificado no Prosa, onde Rose é a preferida dos eleitores. Nesta área, o prefeito teria apenas 8,81% de intenção de apoio dos eleitores e 10,52% na região do Segredo, uma das principais bases eleitorais de Marquinhos.

A pesquisa foi realizada no período de 1 a 3 deste mês com 400 eleitores de vários bairros de Campo Grande. A margem de erro é de 4,90 pontos porcentuais para mais ou para menos sobre o resultado encontrado no total do levantamento. O grau de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada sob o número MS-09456/2016.

Confira o infográfico da preferência dos eleitores de Campo Grande:

Legenda da Foto

pregão eletrônico

Prefeitura publica licitação para recapeamento da Avenida Ernesto Geisel

A estimativa orçamentária é de R$ 5,4 milhões e as propostas podem ser enviadas até o dia 05 de maio

16/04/2026 17h30

Trecho que deve passar por recapeamento na Avenida Ernesto Geisel

Trecho que deve passar por recapeamento na Avenida Ernesto Geisel FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

Continue Lendo...

A Prefeitura de Campo Grande divulgou nesta quinta-feira (16) o ato licitatório para contratação de empresa para a recuperação do pavimento asfáltico da avenida Presidente Ernesto Geisel. 

O orçamento previsto para a obra é de R$ 5,4 milhões e contará com um investimento federal realizado pela senadora Tereza Cristina (PP) através de emenda parlamentar no valor de R$ 5 milhões. 

De acordo com o Diário Oficial do Município (Diogrande), os trechos previstos para o recapeamento vão da Rua do Aquário até a Avenida Manoel da Costa Lima (do lado direito do Córrego) e da Rua do Aquário até a Rua Pirituba (do lado esquerdo do Córrego) e são considerados os mais críticos da Avenida. 

A obra prevê, além do recapeamento da via, os serviços complementares de infraestrutura como adequações de acessibilidade, a implantação de bocas de lobo, execução de sarjetas e meios-fios. 

A licitação será realizada na forma de pregão eletrônico, do tipo menor preço. Ou seja, as empresas darão seus lances e o menor preço oferecido deverá ser acatado pela Prefeitura da cidade. 

As propostas podem ser enviadas até às 7h44 do dia 05 de maio e a abertura da sessão de disputa de preços será no mesmo dia, às 7h45, o portal eletrônico de compras do município (clique aqui).

Programa de recapeamento

Em 2024, a prefeitura lançou um programa de recapeamento que com recursos próprios conseguiu requalificar algumas vias. Uma das obras de maior impacto talvez tenha sido a Avenida Ernesto Geisel, entre a Avenida Afonso Pena e a Rua Antônio Maria Coelho, em que foram investidos cerca de R$ 2,5 milhões.

A avenida também recebeu recapeamento em outro trecho, entre a Avenida Afonso Pena e o Shopping Norte Sul Plaza, totalizando 1,5 quilômetro ao longo de cada margem do Córrego Segredo e do Rio Anhanduí.

Esse trecho da obra foi feita pela empreiteira AR Pavimentação e Sinalização pelo valor de R$ 5.180.249,98, conforme licitação.

De acordo com a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), entre 2024 e 2025, dos 35,1 km de recapeamentos entregues em Campo Grande, 12,7 km foram feitos por meio da secretaria. O programa beneficiou, ao todo, 20 trechos de vias da Capital.

Foram recapeadas as seguintes vias: Avenida Tancredo Neves, Avenida Ezequiel Ferreira Lima, Rua Campo Nobre, Avenida Souza Lima, Avenida Pedro Paulo Soares de Oliveira, Avenida Marginal Bálsamo, Rua Camocim, Rua Anacá, Rua Palmácia, Rua Minas Novas, Rua Ariti, Rua Jerônimo Paes Benjamin, Avenida Ernesto Geisel (as duas pistas, entre a Avenida Mato Grosso e Shopping Norte Sul), Rua 15 de Novembro, Rua Eduardo Santos Pereira e Rua Caconde.

Além dessas obras feitas pelo Município, a concessionária de abastecimento e tratamento de água de Campo Grande, a Águas Guariroba, também realizou o serviço de recapeamento em vias que sofreram algum tipo de serviço na rede.

Ao todo, foram 13 km revitalizados pela concessionária nas seguintes vias de Campo Grande: Rua Américo Carlos da Costa (3 trechos), Rua Santa Adélia, Rua São Cosme e Damião (3 trechos), Rua Aristóteles (2 trechos), Avenida Tiradentes (3 trechos), Rua Sebastião Lima (3 trechos), Rua da Liberdade (4 trechos), Rua 15 de Novembro (3 trechos), Rua 25 de Dezembro, Rua João Pedro de Souza (4 trechos), Rua Rio Negro e Avenida Centáurea (2 trechos).

Condenação

"Irmãs" do PCC são condenadas por sequestro, tortura e assassinato em MS

Mulheres foram condenadas por assassinato após "tribunal do crime" em caso ocorrido em 2019, no interior do Estado; penas passam de 20 anos

16/04/2026 17h00

Mulheres são condenadas por assassinato após

Mulheres são condenadas por assassinato após "tribunal do crime" em caso ocorrido em 2019, no interior do estado; penas passam de 20 anos Divulgação

Continue Lendo...

Após mais de 11 horas de julgamento, o Tribunal do Júri condenou, nesta terça-feira (15), quatro mulheres acusadas de participação no sequestro, tortura e assassinato de Erika Rodrigues Ribeiro. O crime ocorreu em setembro de 2019, em Três Lagoas. A sessão começou às 9h30 e foi encerrada por volta das 20h40.

De acordo com a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), o homicídio foi motivado por acusações de supostos abusos sexuais atribuídas à vítima, que teriam sido levadas a integrantes de uma facção criminosa.

Erika acabou submetida a um chamado “tribunal do crime”, prática comum em organizações criminosas, e posteriormente executada. O Ministério Público destaca que não há comprovação de que a vítima tenha cometido os crimes dos quais era acusada.

As investigações apontam que Erika foi retirada à força de sua residência, localizada no bairro Jardim Novo Aeroporto, e levada até um imóvel no bairro Guanabara. Nesse local, segundo a acusação, ocorreu o julgamento informal conduzido por integrantes da facção. Na sequência, a vítima foi transportada até uma área conhecida como “cascalheira”, na região norte de Três Lagoas, onde foi morta com golpes de faca.

Ainda conforme o processo, a decisão pela execução não foi isolada, mas resultado de reuniões entre membros da organização criminosa, incluindo a participação remota de outros envolvidos. A dinâmica evidencia a atuação estruturada da facção, com divisão de funções e hierarquia definida, segundo sustentou a acusação durante o julgamento.

O júri reconheceu que as rés tiveram participação direta no crime, seja na condução do chamado tribunal, seja na execução da vítima. Elas foram condenadas por homicídio qualificado por motivo torpe, quando há razão considerada moralmente reprovável e também por integrarem organização criminosa.

As penas estabelecidas foram as seguintes:

  • Elma Virgínia da Silva Prado: 24 anos de prisão, sendo 19 anos e 2 meses por homicídio e 5 anos e 3 meses por organização criminosa;
  • Juliana da Silva Matos: 16 anos de prisão, sendo 12 anos por homicídio e 4 anos por organização criminosa, com possibilidade de progressão de regime por ser ré primária;
  • Daniela Garcia Gomes: 18 anos e 6 meses de prisão, sendo 14 anos por homicídio e 4 anos e 6 meses por organização criminosa, em regime inicialmente fechado. A Justiça também decretou sua prisão após ela não comparecer ao julgamento e romper a tornozeleira eletrônica;
  • Andreia Paloma Mendes de Souza: 20 anos e 10 meses de prisão, sendo 16 anos e 4 meses por homicídio e 4 anos e 6 meses por organização criminosa.


A acusada Adelícia Aparecida Queiroz Honorato não foi julgada nesta sessão. O julgamento foi adiado após solicitação da defesa, aceita pelo juiz responsável, e deverá ser incluído em uma das próximas sessões do júri relacionadas ao caso.

O caso teve forte repercussão à época do crime, sobretudo pela brutalidade e pela forma como a vítima foi submetida a um julgamento paralelo, sem qualquer garantia de defesa.

A decisão do júri reforça o entendimento das autoridades sobre a atuação de facções criminosas na região e a prática dos chamados “tribunais do crime”, utilizados como forma de impor controle e punições dentro desses grupos.

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul destacou, durante o julgamento, a importância da responsabilização penal como forma de enfrentamento à violência organizada e de garantia de justiça à vítima e seus familiares.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).