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Emha divulga lista de beneficiários do Bônus Sonho de Morar; veja se seu nome está na lista

Convocados devem assinar o termo de compromisso nesta quinta-feira (6)

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A Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Emha) divulgou nesta quarta-feira (5) a lista dos beneficiários contemplados pelo Programa Bônus Sonho de Morar. A relação está publicada nas páginas 10 e 11 do Diogrande nº 8.415.

Os convocados devem comparecer nesta quinta-feira (6), às 17h30, para assinar o Termo de Compromisso, etapa obrigatória para receber o benefício. O atendimento será realizado no auditório da Secretaria Municipal de Assistência Social (SAS), na Rua Venâncio Borges do Nascimento, nº 377, no Jardim TV Morena.

Criado em 2018, o Bônus Sonho de Morar concede um aporte financeiro para ajudar famílias de baixa e média renda a pagar a entrada do financiamento habitacional, facilitando o acesso ao primeiro imóvel. O programa foi instituído pela Lei Municipal nº 6.045/2018 e, atualmente, pode conceder subsídio de até R$ 20 mil, conforme as regras vigentes da Emha.

Neste ano, o programa integrou o 10º Feirão Habita Campo Grande, realizado durante o Natal dos Sonhos 2025. Somadas, a 9ª e a 10ª edição do evento movimentaram mais de R$ 130 milhões em negócios e resultaram na comercialização de 570 unidades habitacionais, consolidando o feirão como o maior evento de habitação de interesse social do Centro-Oeste.

Como consultar a lista

A lista completa dos beneficiários está disponível nas páginas 10 e 11 do Diogrande nº 8.415. Os contemplados devem verificar se o nome consta na publicação e comparecer no horário e local informados para a assinatura do termo. A ausência pode comprometer a concessão do benefício.

"GUERRA SANTA"

Cristã, prefeita de Campo Grande troca nome de 'rua Alan Kardec' em homenagem a pastor

Troca aprovada pela Câmara Municipal acontece em memória ao líder evangélico da igreja que está na esquina da Av. Afonso Pena com a rua até então batizada em menção à figura espírita

05/08/2026 12h59

Sede da IEADMS em Campo Grande

Sede da IEADMS em Campo Grande Reprodução/Internet

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Projeto aprovado há cerca de um mês pela Câmara Municipal da Capital, a troca de nome da agora antiga "Rua Alan Kardec" em homenagem à figura do Pastor Eliseu Feitosa de Alencar foi oficializada hoje (05) através da publicação no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande), assinada pela prefeita Adriane Lopes. 

Cabe destacar que a ação homenageia o fundador da igreja Evangélica Assembleia de Deus de Mato Grosso do Sul (IEADMS), Eliseu Feitosa de Alencar, entidade criada em 6 de dezembro de 1972 pelo pastor e sua esposa, pastora Dulcila Araújo de Alencar. 

Ainda que trocas dessas denominações dadas a vias locais sejam comuns, essa em específico chama atenção por se tratar da alteração no trecho que compreende apenas uma quadra, entre a Barão do Rio Branco, onde o caminho deixa de se chamar "Alan Kardec", até a Rua Dr. João Rosa Pires onde na esquina com a Avenida Afonso Pena fica a sede da igreja.

Originalmente, esse projeto de lei nasceu das mãos do vereador Herculano Borges, que defendeu na Casa de Leis de Campo Grande a posição de Eliseu Feitosa de Alencar como "um grande evangelista", pelo seu trabalho como missionário, pregador, pastor e fundador do Ministério das Igrejas Evangélicas Assembleias de Deus de Mato Grosso do Sul, anteriormente denominada Mato Grosso.

Conforme o texto sancionado pela prefeita integrante do Partido Progressista (PP), Adriane Lopes, a alteração para esse trecho de uma quadra passa a valer a partir da atual data de publicação.

Declaradamente "cristã, evangélica e conservadora", a atual prefeita de Campo Grande faz questão de deixar a posição permear as ações de seu mandato, como exemplo no lançamento da Semana da Criança, que tinha organizadores também os Conselhos de Pastores de Mato Grosso do Sul e Campo Grande (Consepams e Consepacg).

Fé da prefeita

Para além dessa "guerra santa" da sobreposição do nome da importante figura espírita pela escolha da homenagem ao pastor evangélico, a atual chefe do Executivo de Campo Grande já teve seu nome entre assuntos polêmicos envolvendo religião. 

Há cerca de dois anos Campo Grande aderiu também ao 13 de maio em seu calendário municipal como "Dia do Preto Velho", projeto que precisou ser promulgado pelo presidente da Câmara Municipal, Carlos Augusto Borges, já que, após passar na Casa de Leis, a prefeita Adriane Lopes ignorou a proposta que se tornou lei sem receber a sanção ou veto do Executivo.

Enquanto "se esquivava" enquanto prefeita da Capital sobre a criação do Dia do Preto Velho em Campo Grande, Adriane marcou presença no "café do conselho de pastores" para Lançamento da Marcha para Jesus 2024 - marcada para acontecer em 26 de agosto -, ocasião também em que recebeu uma "oração poderosa, direta do Trono de Deus", segundo a chefe do Executivo à época.

 

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MATO GROSSO DO SUL

MP instaura inquérito para apurar dificuldade de recorrer de multas pela internet

Investigação busca esclarecer se a Agetran impôs obstáculos ao protocolo digital de recursos administrativos

05/08/2026 12h30

Inquérito vai apurar possível violação ao direito constitucional da ampla defesa e do contraditório

Inquérito vai apurar possível violação ao direito constitucional da ampla defesa e do contraditório Paulo Ribas

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul instaurou um inquérito Civil publicado no Diário Oficial nesta quarta-feira (5) para investigar supostas irregularidades nos canais digitais da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) para o recebimento de recursos administrativos de multas de trânsito. 

A investigação foi oficializada pela 25ª Promotoria de Justiça de Campo Grande por meio do Edital n° 0005/2026, publicado em 29 de julho deste ano. O procedimento tem como objetivo verificar se a autarquia municipal criou obstáculos para que motoristas apresentassem recursos contra autuações de trânsito por meios eletrônicos.

Segundo o edital, o inquérito vai apurar possível violação ao direito constitucional da ampla defesa e do contraditório, além de eventual descumprimento da Lei nº 14.129/2021, conhecida como Lei do Governo Digital, que estabelece diretrizes para a modernização e digitalização dos serviços públicos.

A investigação teve origem em uma manifestação apresentada ao Ministério Público por um homem que alegou que a Agetran não permitia a interposição de recurso em segunda instância por meio do site ou do e-mail institucional. Conforme documentos anexados ao procedimento, o órgão teria informado que o recurso ao Conselho Estadual de Trânsito (Cetran) somente poderia ser protocolado presencialmente ou encaminhado pelos Correios. 

Inicialmente, o caso foi arquivado pela Promotoria do Patrimônio Público, que entendeu não haver indícios de improbidade administrativa nem competência para tratar da reclamação. Posteriormente, após recurso do denunciante, o Conselho Superior do Ministério Público concluiu que a questão poderia ultrapassar o interesse individual e atingir todos os usuários do serviço, determinando o encaminhamento do caso para a Promotoria com atribuição na defesa dos direitos do consumidor. 

Agora, com a instauração do Inquérito Civil, a Promotoria deverá reunir informações e documentos para verificar se houve restrição indevida ao acesso digital aos recursos administrativos e se a prática afetou direitos individuais homogêneos ou coletivos dos cidadãos.

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