Cidades

IGUALDADE DE GÊNERO

Maternidade é vista de forma negativa no trabalho por 86% das mulheres

Apesar de avanços, peso da criação dos filhos sobrecai sobre as mulheres

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Uma pesquisa conduzida pelo Infojobs, líder em tecnologia para RH, trouxe à luz uma realidade preocupante: a percepção negativa em relação à maternidade persiste para a maioria das mulheres no mercado de trabalho. Segundo o levantamento, 86% das entrevistadas relataram sentir que o tema da maternidade é frequentemente visto de maneira desfavorável no ambiente profissional.

A pesquisa, realizada entre fevereiro e março de 2024, contou com a participação de 742 mulheres, com idades entre 18 e 60 anos. Os resultados revelaram que para 87% delas, a ampliação da licença paternidade e o envolvimento das figuras masculinas na responsabilidade com os filhos emergem como passos cruciais para combater esse preconceito enraizado.

Ana Paula Prado, CEO do Infojobs, destaca a urgência de mudanças estruturais e culturais para promover um ambiente de trabalho mais inclusivo e igualitário.

"Os dados evidenciam a necessidade de adaptações tanto nas políticas corporativas quanto nas mentalidades culturais. A maternidade não deve ser vista como um fator limitante para o crescimento profissional das mulheres", ressalta.

A pesquisa também apontou que, dentro da amostra, 52% são mães ou responsáveis pelos cuidados de alguma criança. Dessas, 74% relataram ter deixado ou considerado deixar o trabalho para cuidar dos filhos.

"Isso reflete não apenas a falta de apoio e flexibilidade por parte das empresas, mas também a persistência de barreiras que dificultam a conciliação entre vida profissional e familiar"

Outro dado alarmante é que 41% das mulheres admitiram ter receio de contar ao superior sobre a gravidez, enquanto 43% afirmaram ter sofrido algum tipo de preconceito ou descredibilização durante ou após a gestação.

Prado enfatiza a importância de uma cultura organizacional inclusiva e do papel das lideranças femininas que são mães como agentes de mudança.

"A persistência de estereótipos de gênero e o preconceito no local de trabalho são evidenciados por esses dados, reforçando a urgência de implementar políticas claras e fornecer treinamento para conscientizar os colaboradores sobre os direitos das mães no ambiente de trabalho", conclui.

Esses resultados destacam a necessidade de uma abordagem proativa para garantir ambientes de trabalho que valorizem a diversidade e promovam a igualdade de oportunidades, independentemente do papel das pessoas nas formações familiares.

Cidades

Prefeitura prorroga em um mês pagamento do IPTU com desconto

Durante reunião com membros da OAB-MS, o Executivo Municipal decidiu alterar a data do pagamento para 12 de fevereiro, mas não irá restabelecer o desconto de 20% à vista

07/01/2026 13h00

Crédito: Gerson Walber / OAB-MS

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Após a pressão em relação ao aumento no carnê do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), a prefeita Adriane Lopes (PP) acolheu o pedido de prorrogação para o pagamento até o dia 12 de fevereiro.

Como adiantou o Correio do Estado, a decisão atende a parte dos critérios que foram colocados na mesa, entre eles a prorrogação do vencimento. Entretanto, a solicitação de restabelecimento do desconto de 20% para pagamentos à vista não foi acatada.

“Vamos prorrogar o pagamento com desconto à vista para a data de até 12 de fevereiro. Então, o cidadão vai ter o mês de janeiro inteiro e mais 12 dias no mês de fevereiro para realizar o seu pagamento à vista com desconto de 10%”, disse o secretário municipal de Governo e Relações Institucionais (Segov), Ulysses da Silva Rocha.

Mesmo sem acatar o retorno do desconto de 20% no pagamento do IPTU à vista, o maior prazo para o munícipe efetuar o pagamento atende à demanda da Comissão Especial da Câmara Municipal, que inicialmente havia solicitado 10 de fevereiro.

O secretário pontuou que, em nenhum momento, o Executivo Municipal cometeu irregularidades e frisou que a cobrança passou por uma correção pela inflação, levando em conta a mudança na alíquota dos imóveis territoriais que preenchem determinadas categorias.

“Não houve aumento de tributo; houve a correção pela inflação. Houve a mudança de alíquota na questão dos imóveis territoriais que preenchem aquelas características que importam se existe asfalto, se existe posto de saúde, se existe escola, para que esses imóveis tenham uma alíquota diferenciada. Isso é aplicado no país inteiro.”

Ainda segundo Ulysses, o diálogo com a Casa de Leis tem sido fundamental, mas ele não enxerga maiores alterações.

“Acatamos algumas sugestões, enfim, mas o que já está estabelecido não tem volta. Esses são os critérios que estão colocados à mesa; não tem como eu modificar essa situação”, informou o secretário.

Mudança na data do pagamento

O secretário-geral e corregedor-geral da OAB/MS, Luiz Renê Gonçalves do Amaral, informou que, após o alinhamento na reunião de ontem (6), na Câmara Municipal, e a de hoje, convocada pela prefeitura, ocorreu o pedido de cinco dias para uma resolução por parte do Executivo Municipal.

“A prefeitura nos pediu cinco dias para passar essa informação. No entanto, nós requeremos agora, formalmente, que haja a prorrogação do pagamento para 12 de fevereiro, o que a prefeitura, a prefeita municipal, já se comprometeu a analisar e decidir ainda hoje em relação a isso.”

Durante a reunião, a Ordem reforçou que está viabilizando uma ação questionando o valor do IPTU e a taxa de coleta e tratamento de lixo.

"Em razão disso, a OAB protocola, neste momento, junto à prefeitura, um pedido de informações, com diversos questionamentos daquilo que já foi analisado, para que a prefeitura nos apresente como foi feito esse estudo do perfil socioeconômico que majorou um dos tributos e como foi feita essa análise de viabilidade de legalidade da incidência jurídico-tributária do Imposto Predial e Territorial Urbano."
 

Reunião na Câmara

Na manhã de terça-feira (6), foi realizada uma reunião na Câmara Municipal, que reuniu vereadores e técnicos da Prefeitura de Campo Grande. A OAB-MS participou do encontro, representada pelo secretário-geral e corregedor-geral, Luiz Renê Gonçalves do Amaral, e pelo diretor-geral da Escola Superior de Advocacia de Mato Grosso do Sul (ESA-MS), João Paulo Sales Delmondes.

A instituição defende a suspensão imediata da cobrança do IPTU 2026, sem prejuízo da adoção de medidas judiciais sobre o tema. Durante a reunião, os representantes da OAB-MS reforçaram o entendimento de que o reajuste aplicado é ilegal e desproporcional, solicitando que a prefeitura interrompa a cobrança até que a questão seja devidamente analisada.

Bitto Pereira, presidente da OAB-MS, destacou o posicionamento da instituição. “A OAB-MS foi a primeira instituição a se manifestar publicamente contrária à ilegalidade do aumento de IPTU 2026. E vamos seguir nessa luta. Hoje, na reunião, os nossos representantes pediram a imediata suspensão da cobrança e estamos aguardando essa posição da prefeitura. Não obstante isso, estamos trabalhando para ajuizar uma ação, combatendo o exorbitante aumento de IPTU”.

Durante a reunião, a procuradora-geral do Município, Cecília Saad Cruz Riskallah, disse que o Executivo estava disposto a ouvir as reivindicações. 

“A gente veio para conversar, ouvir as reivindicações. Vamos levar à prefeita para que sejam tomadas as providências que forem necessárias e cabíveis”, explicou.

Taxa do Lixo


A aplicação do novo PSEI elevou o valor de alguns carnês do IPTU em Campo Grande em até 400%. Aprovado na Câmara Municipal no segundo semestre do ano passado, o Psei estabeleceu novos critérios para avaliação dos imóveis, resultando no aumento do valor do registro deles na prefeitura e reajustando a base do cálculo do IPTU. 

Para além disso, o novo PSEI também fez o valor cobrado pela coleta de lixo em alguns bairros disparar. Na reunião na Câmara, representantes do Município justificaram o aumento da taxa do lixo para honrar pagamentos, entre serviços atuais e atrasados feitos pela Solurb, de até R$ 160 milhões. 

“O perfil socioeconômico evoluiu em alguns bairros, diminuiu em outros e se manteve em outros. É só para aumento da taxa de lixo”, explicou o diretor-executivo de Receita da Secretaria Municipal da Fazenda (Sefaz), Ricardo Vieira Dias.

Ainda de acordo com o representante da Sefaz, o valor médio anual da taxa do lixo para residências de alto padrão é de R$ 911,00.

“Isso corresponde, dividido por 12 meses, por 4 semanas e por 3coletas diárias, a cerca de R$ 9 por coleta. Ou seja, toda vez que o gari vai à sua casa, está cobrando R$ 9 para retirar o lixo e levar a um depósito para fazer o descarte. Em um bairro mais humilde, tirando os isentos, que não pagam a taxa de lixo, a média é de R$ 0,40 a cada vez que o gari vai à casa dele”.

 

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sinal de alerta

Queda no preço gera perda bilionária às fábricas de celulose de MS

Queda de 21% na cotação internacional provou perda da ordem de R$ 4,5 bilhões em 2025 na comparação com o ano anterior

07/01/2026 12h02

Com a ativação da fábrica de Ribas do Rio Pardo, as exportações de celulose aumentaram quase 50%, mas o faturamento cresceu epanas 17%

Com a ativação da fábrica de Ribas do Rio Pardo, as exportações de celulose aumentaram quase 50%, mas o faturamento cresceu epanas 17%

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Embora tenham elevado em 48,7% as exportações em 2025 na comparação com o ano anterior, as três indústrias de celulose que estão em atividade em Mato Grosso do Sul não têm muito a comemorar, já que o preço médio da tonelada caiu 21,14% e por conta disso as fábricas deixaram de faturar em torno de R$ 4,5 bilhões. 

Dados da carta da conjuntura da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semadesc) revelam que o volume exportado saltou de 4,63 milhões de toneladas para 6,89 milhões. O aumento é explicado pela ativação da fábrica de Ribas do Rio Pardo, que não estava em atividade no primeiro semestre de 2024.

Mas, apesar da alta de quase 50% no volume exportado, o faturamento em dólar cresceu apenas 17%, passando de U$ 2,633 bilhões para U$ 3,111 bilhões. Isso significa que, em média, o valor da tonelada caiu de 572,39 dólares para 451,34 dólares. 

Ou seja, por conta desta redução nos preços, a Suzano, que opera em Três Lagoas e em Ribas do Rio Pardo,  e a Eldorado, instalada em Três Lagoas, deixaram de faturar em torno de 834,15 milhões de dólares, o que significa perda superior a R$ 4,5 bilhões na cotação atual do dólar. 

Com a ativação da fábrica de Ribas do Rio Pardo, as exportações de celulose aumentaram quase 50%, mas o faturamento cresceu epanas 17%Feito por Denis Felipe com IA

Em novembro, após 13 meses consecutivos de queda nas cotações, o comando da Suzano, maior produtora de celulose do mundo, alertou que o setor da celulose estava correndo risco de colapso global, uma vez que os preços estavam insustentáveis. 

A explicação para a queda, segundo a empresa, era o aumento seguido da oferta e a queda no consumo, principalmente da China. Diante disso, a saída seria reduzir a produção. A princípio, porém, esta retração não seria nas indústrias de Mato Grosso do Sul, que ainda operam no azul. A expectativa era de que indústrias europeias reduzissem a produção.

Embora ocupe áreas bem inferiores aos da agricultura ou da pecuária, a celulose já tem peso maior na balança comercial de Mato Grosso do Sul que estes dois setores. Dos US$ 10,7 bilhões exportados ao longo de 2025, ela representou 29% do total. Enquanto isso, a soja foi responsável por 22,8% e a carne bovina, por 17,7%.  Em 2024, a celulose respondeu por 25,5% de tudo aquilo que foi exportado. 

Mas, apesar desta aparente crise no setor, a chilena Arauco segue a todo vapor com os trabalhos para instalação da fábrica em Inocência, onde devem ser produzidos anualmente 3,5 milhões de toneladas de celulose por ano. 

A Bracell também segue com os planejamentos para instalar, a partir de fevereiro do próximo ano, em Batagussu uma unidade para produzir em torno de 1,8 milhão de toneladas por ano. 


 

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