Cidades

Ensino Superior

Mato Grosso do Sul ganha sexta faculdade de medicina

Curso em Ponta Porã terá 50 vagas, e as inscrições já estão abertas

Continue lendo...

A Uniderp aproveitou o aniversário de 112 anos de Ponta Porã, na data de ontem, 18 de julho, para inaugurar a primeira faculdade de medicina do Município. Foram investidos cerca de R$ 30 milhões em infraestrutura e equipamentos.

Segundo a empresa, em até seis anos, serão aproximadamente R$ 10 milhões em investimentos de contrapartidas no Sistema Único de Saúde (SUS) do município.

Agora, Mato Grosso do Sul conta com seis faculdades de medicina, já que o curso também é oferecido pela Uniderp da Capital, e na rede pública, nos campus de Campo Grande e Três Lagoas da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) e na Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD).

Ao lado de Pedro Juan Caballero, a faculdade de Ponta Porã irá disputar com os 7 cursos de medicina do município vizinho, que conta com cerca de 15 mil estudantes da graduação e é destino de milhares de brasileiros que desejam realizar o sonho da medicina gastando menos.

Inauguração

A faculdade foi inaugurada no aniversário de Ponta Porã, e promete um avanço crucial para a educação médica superior local, e visa transformar o cenário da saúde, formando profissionais de alto nível e fomentando a geração de novos empregos na região. 

"Estamos comprometidos em oferecer uma educação de excelência, formando profissionais que atenderão às demandas da saúde, contribuindo para o bem-estar da comunidade. Implementamos mais um curso de Medicina no Estado, com foco na estratégia de expansão da educação voltada para formação de mão de obra médica para o país e hoje oficializamos, com satisfação, esse grande passo", afirma Cristiano Miranda Cupertino, Diretor da Faculdade de Medicina Uniderp de Ponta Porã. 

O evento contou com a presença de parte da comunidade acadêmica, imprensa local e autoridades, como o Senador Nelsinho Trad, Eduardo Campos, Prefeito de Ponta Porã; Marcela Potrich Peluffo Santos, Secretária de Saúde do município; Agnaldo Miudinho, Presidente da Câmara dos Vereadores local e Henrique Sartori, conselheiro do CNE, que destacaram a importância da nova instituição para o desenvolvimento educacional de Ponta Porã e região.

“Com 50 vagas para Ponta Porã, a graduação vai também fortalecer a preparação de bons médicos e ampliar oportunidades educacionais para os moradores da região de fronteira”, salientou o senador Nelsinho Trad. 

Saiba:

Divulgação

Reconhecida com nota máxima (5) pelo Ministério da Educação (MEC), a abertura do curso de Medicina em Ponta Porã acontece vinculada ao Programa Mais Médicos e contará com atuação dos estudantes no SUS desde o primeiro dia de aula com o desenvolvimento de habilidades e competências através de aulas práticas em UBS, USF, CAPS, centros de atendimento ambulatorial, hospitalar, cirúrgicos, obstétricos, UTIs, enfermarias, laboratórios e atendimentos à comunidade, entre outros campos, fortalecendo a integração entre ensino e prática clínica.

Por meio de ações de contrapartida, o Programa possibilita que a Faculdade contribua para a melhoria da rede de saúde local, na aquisição de equipamentos, reformas e ampliações da infraestrutura, treinamentos de profissionais da rede e abertura de programas de residência.

Inscrições

As inscrições para o curso de medicina já estão abertas, com diferentes formas de ingresso disponíveis:

Vestibular tradicional: 02/07 a 22/07/2024. Link

Processo Seletivo via Enem: 02/07 a 28/07/2024. Link

Processo Seletivo via Enem - Bolsas: 06/07 a 28/07/2024. Link

Para mais informações: (67) 99203-2643

Assine o Correio do Estado

zé pereira

Homem mata irmã a tiro e se mata em seguida em Campo Grande

Motivação do crime teria sido vingança pela irmã ter internado ele em clínica de reabilitação compulsoriamente

16/09/2026 16h33

Homem foi até o comércio da irmã e a matou a tiros

Homem foi até o comércio da irmã e a matou a tiros Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

Continue Lendo...

Um homem matou a irmã, Vera Lucia Rossatte da Cunha, 59 anos, a tiros, na tarde desta quarta-feira (16), no bairro Zé Pereira, em Campo Grande. Na sequência, o homem se matou.

De acordo com a delegada Analu Ferraz, da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), o caso é tratado perliminarmente como femincídio seguido de suícidio.

Conforme ela, o homem era dependende químico e teria sido internado em uma clínica de reabilitação pela irmã, contra sua vontade, há alguns anos, e ainda guardava mágoa pela situação.

"Já faz tempo que ele teve alta, mas ele culpava a irmã dele por conta disso", disse a delegada.

Nesta tarde, ele foi até a loja de aviamentos e cosméticos que Vera era proprietária, na Rua Sagarana, e atirou contra ela com um revólver calibre .38, cometendo o suícidio em seguida.

Uma vizinha, de 57 anos, ouviu os disparos e ao chegar ao local encontrou a mulher já morta, enquanto o homem estava agonizando.

O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas ao chegar ao local ambos já estavam em óbito.

A vizinha da vítima disse ao Correio do Estado que o homem ameaçava a irmã constantemente e que já havia prometido vingança pela internação compulsória.

Não havia, no entanto, nenhum boletim de ocorrência registrado contra o suspeito, assim como ele não tinha passagens, segundo a delegada.

A delegada informou que familiares e demais testemunhas serão ouvidas, assim como câmeras de segurança do comércio da vítima serão analisadas.

A mulher disse ainda que Vera era querida por todos no bairro, onde morava há mais de 25 anos. Ela deixa dois filhos.

primeira fase

Testes clínicos fase 1 da polilaminina começam este mês

Substância ajuda a recuperar movimentos em pessoas com lesão medular

16/09/2026 16h00

laminina

laminina Foto: Cristália / Divulgação

Continue Lendo...

A primeira fase dos estudos clínicos com a polilaminina será iniciada no dia 24 deste mês, de acordo com a farmacêutica Cristália, que desenvolve o medicamento em parceria com pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

A substância tem potencial de ajudar pessoas com lesão na medula a recuperarem seus movimentos. 

A partir desta data, os pesquisadores vão recrutar cinco pacientes voluntários, de 18 a 72 anos, para receber a polilaminina, com o objetivo de comprovar que ela é segura para humanos e não oferece mais danos do que benefícios. Somente em fases posteriores será testada a eficácia do medicamento. 

Conforme autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), todos os pacientes devem apresentar lesão medular completa entre as vértebras T2 e T10, após sofrer algum trauma. Também é preciso que o ferimento tenha ocorrido há menos de 72 horas, e que esses pacientes tenham indicação de cirurgia para descompressão medular.

Eles serão atendidos no Hospital das Clínicas e na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, com equipes cirúrgicas treinadas para a aplicação da substância diretamente na medula durante a cirurgia. Depois do procedimento, eles passarão por reabilitação na AACD, e serão acompanhados pela equipe de pesquisa por seis meses. 

O que é a polilaminina

A polilaminina é uma substância desenvolvida em laboratório a partir da laminina, uma proteína encontrada naturalmente no corpo humano. Ela foi descoberta pela professora e pesquisadora da UFRJ Tatiana Sampaio, que investiga seu potencial há mais de 20 anos. 

No sistema nervoso, a laminina atua como base para a movimentação dos axônios, partes dos neurônios responsáveis pela transmissão de sinais elétricos e químicos. Por isso, acredita-se que a polilaminina pode reestabelecer a conexão interrompida quando há lesão na medula. 

Depois de obter resultados positivos em ratos, os pesquisadores realizaram um estudo-piloto, entre os anos de 2016 e 2021, aplicando a substância em oito pessoas que também passaram por cirurgia de descompressão. 

Três faleceram em decorrência das lesões, mas os cinco que se recuperaram apresentaram algum ganho motor. No entanto, ainda não é possível afirmar que isso é resultado direto da polilaminina, por isso, a substância ainda precisa ser testada em ensaios clínicos controlados.

No entanto, a divulgação dos resultados preliminares gerou grande comoção, e dezenas de pessoas receberam autorização para usar a substância de forma compassiva, uma licença especial concedida pela Anvisa para o uso de substâncias experimentais, em casos de grande gravidade. 

Como essas aplicações não foram realizadas sob protocolo científico, não é possível atestar se a polilaminina funcionou ou não.

O vice-presidente de Pesquisa, Desenvolvimento & Inovação do Cristália Rogério Almeida, garantiu que o laboratório está comprometido com a ciência, as boas práticas clínicas e o rigor regulatório. 

"Trabalhamos em total alinhamento com a Anvisa e com todos os parceiros envolvidos, sempre com o mesmo objetivo: proteger os pacientes e gerar evidências científicas robustas de segurança e eficácia. Nosso foco agora é conduzir o estudo clínico com a máxima qualidade e no menor prazo possível", acrescentou. 

Se a substância for bem sucedida na fase 1, a equipe poderá pedir autorização à Anvisa para dar seguimento aos testes em humanos. Nas fases 2 e 3, o número de participantes aumenta e pesquisadores podem avaliar se a substância realmente funciona e produz resultados superiores aos tratamentos disponíveis atualmente.

Somente após a conclusão de todas as fases de testes, é que o medicamento pode ser registrado e disponibilizado para a população. 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).