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Mato Grosso do Sul registra primeira geada e a menor temperatura do ano

Com 1,7ºC, plantações e grama amanheceram branquinhas de cristais de gelo no sul do Estado

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Mato Grosso do Sul registrou a primeira geada e a menor temperatura do ano nesta quarta-feira (29).

O dia amanheceu extremamente gelado em todas as partes do Estado. Moradores da região Sul enfrentaram temperaturas baixíssimas e sensação térmica negativa. O frio veio com força e nem o mate foi capaz de dar conta do recado.

Frente fria, aliada ao avanço de cavados e atuação de área de baixa pressão atmosférica, trouxe chuva e derrubou as temperaturas nos 79 municípios de Mato Grosso do Sul.

De acordo com o meteorologista Natálio Abrahão, os municípios que registraram as menores temperaturas, às 7 horas desta quarta-feira (29), foram Amambai (1,7ºC), Laguna Carapã (3,3ºC), Caarapó (3,4ºC), Fátima do Sul (3,7ºC), Aral Moreira (3,7ºC), Itaquiraí (4,6ºC), Dourados (4,8ºC), Sete Quedas (5ºC), Porto Murtinho (5,6ºC) e Ponta Porã (5,9ºC).

Geou pela primeira vez neste ano em Mato Grosso do Sul. Plantações e grama amanheceram branquinhas de cristais de gelo.

Os municípios que registraram a primeira geada de 2024 foram Laguna Carapã, Caarapó, Ponta Porã, Fátima do Sul, Aral Moreira, Itaquiraí, Amambai, Nova Alvorada do Sul e Nova Andradina.

Geada é a formação de uma camada de cristais de gelo sobre plantas ou sobre outras superfícies, devido à queda de temperatura.

A principal causa da formação de geada é a advecção de massa de ar polar. O fenômeno causa danos e reduz o potencial produtivo das lavouras de milho.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Ponta Porã foi a 20ª cidade mais fria do País nesta terça-feira (28).

Confira outras temperaturas, sensação térmica e geada nesta quarta-feira (29):

Município

Temperatura (ºC)

Sensação térmica (ºC)

Geada

Amambai

1,7ºC

-1,7ºC

Sim

Laguna Carapã

3,3ºC

0ºC

Sim

Caarapó

3,4ºC

0ºC

Sim

Fátima do Sul

3,7ºC

0ºC

Sim

Aral Moreira

3,7ºC

0ºC

Sim

Itaquiraí

4,6ºC

2ºC

Sim

Sete Quedas

5ºC

1ºC

Não

Porto Murtinho

5,6ºC

1ºC

Não

Bonito

6,4ºC

1,4ºC

Não

Dourados

4,8ºC

1,7ºC

Não

Rio Brilhante

7,3ºC

2ºC

Não

Nova Alvorada do Sul

4ºC

1ºC

Sim

Nova Andradina

4,1ºC

2ºC

Sim

Água Clara

7,5ºC

4ºC

Não

Três Lagoas

9,2ºC

6ºC

Não

Campo Grande

9,2ºC

-

Não

São Gabriel do Oeste

10,9ºC

-

Não

Cassilândia

11,8ºC

-

Não

Coxim

11,7ºC

7,5ºC

Não

Corumbá

11,4ºC

9,1ºC

Não

Esta é a terceira onda de frio do ano, a mais longa e a mais intensa, até o momento. De acordo com o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (CEMTEC-MS), o frio perdura desde sexta (24) e deve começar a se despedir nesta quarta-feira (29). 

Na quinta (30), sexta-feira (31) e sábado (1º), o calor volta com tudo e os termômetros se aproximam dos 30ºC.

A frente fria, que está estacionada em Mato Grosso do Sul, irá perder força, se afastar e dar espaço a uma massa de ar quente.

Mas, com a proximidade do inverno, a tendência é que outras frentes frias atinjam o Estado nas próximas semanas.

De acordo com o Inmet, o fim de semana será de calor, sol, altas temperaturas e céu azul. Não há previsão de chuva. 

Confira as temperaturas máximas na quinta (30), sexta-feira (31), sábado (1º) e domingo (2) em Mato Grosso do Sul:

Município Temperatura máxima na quinta-feira (30) Temperatura máxima na sexta-feira (31)  Temperatura máxima na sábado (1º) Temperatura máxima no domingo (2)
Campo Grande 24ºC 26ºC 29ºC 30ºC
Corumbá 29ºC 32ºC 34ºC 34ºC
Três Lagoas 26ºC 28ºC 31ºC 30ºC
Dourados 23ºC 25ºC 29ºC 32ºC
Ponta Porã 24ºC 26ºC 30ºC 31ºC
Sonora 29ºC 33ºC 34ºC 34ºC

* Fonte: Inmet

RECOMENDAÇÕES

De acordo com o Inmet, o ser humano deve tomar cuidados indispensáveis durante o frio. Confira:

  • Se agasalhe
  • Beba água
  • Evite tomar banhos muito quentes
  • Continue usando protetor solar
  • Evite ambientes pouco ventilados
  • Hidrate a pele
  • Cuide da alimentação
  • Não se exponha ao tempo

Previsão do tempo

Confira a previsão do tempo para hoje (13) em Campo Grande e demais regiões de Mato Grosso do Sul

Tempo segue ameno e nublado

13/07/2024 04h30

Tempo nublado permanece no estado

Tempo nublado permanece no estado Gerson Oliveira

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Neste sábado (13), em grande parte do estado, a previsão indica tempo estável com sol e variação de nebulosidade. Porém nas regiões sul, sudeste e sudoeste o tempo fica mais fechado e as temperaturas ficam baixas. Poderá ocorrer poucas aberturas de sol.

Os ventos atuam do quadrante sul com valores entre 30 km/h e 50 km/h. Pontualmente, podem ocorrer rajadas de vento acima de 50 km/h.

Confira abaixo a previsão do tempo para cada região do estado:

Para Campo Grande, estão previstas temperatura mínima de 12°C e máxima de 21°C. 

A região do Pantanal deve registrar temperaturas entre 11°C e 19°C. 

Em Porto Murtinho é esperada a mínima de 10°C e a máxima de 15°C. 

O Norte do estado deve registrar temperatura mínima de 14°C e máxima de 27°C.

As cidades da região do Bolsão, no leste do estado, terão temperaturas entre 16°C e 29°C. 

Anaurilândia terá mínima de 13°C e máxima de 23°C. 

A região da Grande Dourados deve registrar mínima de 10°C e máxima de 17°C. 

Estão previstas para Ponta Porã temperaturas entre 8°C e 13°C. 

Já a região de Iguatemi terá temperatura mínima de 10°C e máxima de 15°C. 

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Negócios

Redes sociais superam sindicatos em mobilizações por direitos trabalhistas

Desinteresse entre nova geração e entidades é mútuo, afirma especialista

12/07/2024 23h00

Na última década, a participação de trabalhadores entre 18 e 24 anos nos sindicatos caiu 73%, segundo o IBGE

Na última década, a participação de trabalhadores entre 18 e 24 anos nos sindicatos caiu 73%, segundo o IBGE Fotos: José Cruz/ Agência Brasil

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Na última década, a participação de trabalhadores entre 18 e 24 anos nos sindicatos caiu 73%, segundo o IBGE. Nesse período, as redes sociais centralizaram as reivindicações trabalhistas dos jovens. Hoje, eles se organizam em plataformas digitais para mudar a legislação e regulamentação.

O Vida Além do Trabalho (VAT), movimento que defende o fim da escala 6 x 1 (seis dias de trabalho e um de folga), reúne jovens no começo da vida profissional. Em nove meses, acumulou 125 mil seguidores no Instagram, 16 mil no TikTok, 1.934 no Telegram e centenas no WhatsApp. Também conseguiu mais de 1,1 milhão de assinaturas em uma petição online para mudar a escala de trabalho.

O movimento surgiu em 2023 a partir de um desabafo em vídeo do então atendente de farmácia e influencer Rick Azevedo, 30, hoje líder do grupo. Ele convocava trabalhadores a "meterem o pé na porta" contra o 6 x 1: "Viralizou muito rápido", afirma ele, que hoje faz "bicos".

No dia 5 de junho, o Congresso aprovou um pedido de audiência pública, ainda sem data definida, para discutir as propostas do VAT, após solicitação da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP). A parlamentar também protocolou em 1º de maio uma proposta de emenda à Constituição para a redução da jornada semanal sem impacto no salário.
"Eu espero que as redes sociais permitam que esse debate chegue cada vez mais longe, atravesse as pessoas e forme uma multidão de lideranças", diz Hilton. "Isso ajuda a juventude a sair das redes sociais e se organizar em grupos na política, nas bases, nos sindicatos, no ambiente de trabalho."

A pandemia impulsionou a busca pelo equilíbrio entre vida pessoal e trabalho, especialmente entre os jovens, diz Tatiana Iwai, professora de comportamento organizacional do Insper. A viralização de conteúdos facilita o crescimento desse sentimento nas redes, acrescenta.

"Carreira não é mais trabalhar o tempo inteiro e em primeiro lugar", diz Iwai.
A advogada trabalhista Janaina Bastos, 43, com 1,4 milhão de seguidores no TikTok, diz ver nos jovens uma curiosidade ativa sobre seus direitos: "Essa geração é muito mais conectada. Não tem a mesma tolerância para suportar desrespeito aos direitos."

A participação dos trabalhadores brasileiros em sindicatos caiu quase pela metade: de 16,1% em 2012 para 8,4% em 2023, segundo dados da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua). Entre 18 e 24 anos, a queda foi de 73%.

A secretária da juventude da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Cristiana Paiva Gomes, 32, reconhece o desinteresse dos jovens. Para ela, isso se deve à estrutura dos sindicatos, que têm pessoas mais velhas na liderança.

"Os sindicatos deveriam passar por uma mudança de comunicação. Esse erro no diálogo com os jovens é muito grande. Eles não querem ouvir as mesmas coisas, querem posicionamentos em assuntos como cultura e meio ambiente", diz.

Gomes afirma que a taxa sindical afasta os jovens, muitos no limite financeiro. Ela vê as redes como aliadas, "mas o sindicato é essen cial para a luta da classe trabalhadora".
Para Ruy Braga, chefe do Departamento de Sociologia da Universidade de São Paulo, a baixa adesão de jovens ao sindicato é histórica, e o desinteresse é mútuo. "O sindicalismo brasileiro não é atraente aos jovens porque os jovens trazem contestações. Isso estimula desconfiança dentro dos sindicatos."

Em evento do Ministério Público do Trabalho em 28 de maio, Lucimara Malaquias, secretária-geral do Sindicato dos Bancários de São Paulo, disse que um entrave à sindicalização de jovens é a informalidade.

Segundo o Ministério do Trabalho, 45% dos jovens ocupados de 14 a 24 anos não têm carteira assinada.

Jovens preferem o dinamismo das redes, e os sindicatos não acompanham a comunicação moderna, diz Rick Azevedo, do VAT. Ele afirma que o movimento buscou ajuda dos sindicatos no início, mas não sentiu receptividade.

"Os sindicatos ficaram fixados na política média, retrógrada", diz Azevedo. "O VAT tem sucesso porque é um movimento aberto, que os jovens acompanham instantaneamente."

O Breque dos Apps também é fruto da mobilização nas redes. Surgiu em 2020, como resultado de demandas por melhores condições de trabalho de entregadores de aplicativo.

Conhecido como Bola de Fogo, Andreando Firmino de Oliveira, 43, um dos líderes do movimento, é entregador em Goiânia (GO) desde os 23. Mesmo sem apoio dos sindicatos nos atos, ele afirma ter visto mudanças na área e diz que os jovens preferem a relação direta com os apps.

Um dos pedidos atendidos foi a implementação do código de confirmação de recebimento no sistema do iFood. A empresa afirma que mantém uma política de escuta ativa com a categoria. Entre as pautas pendentes está a modificação do sistema de agendamentos do trabalho de cada entregador.

"Você solicita a autorização dos dias em que trabalhará na semana seguinte, mas depende de a empresa aprovar o seu pedido", diz Bola. Segundo o iFood, a função de planejamento, disponível em algumas cidades, tem vagas prioritárias de agendamento, alocadas para quem se inscreve antes. A empresa também considera a pontuação dos entregadores: os melhores têm mais chance de receber pedidos.

 

*Informações da Folhapress 

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