Cidades

FIM DO IMPASSE?

Ministério da Infraestrutura dá sinal verde para relicitar a BR-163 em Mato Grosso do Sul

Tarcísio Freitas, ministro da Infraestrutura deu aval à relicitação do trecho da rodovia concedido à CCR

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Após três meses de análise, o Ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, deu aval à relicitação do contrato de concessão da BR-163. A Portaria 156/20, publicada em outubro no Diário Oficial da União, afirma que a proposta da CCR MSVia está de acordo com a política da Pasta.  

A concessionária parou há 2 anos as obras de duplicação de 806 quilômetros da via, argumentando que empréstimos não foram liberados e houve queda de 35% na receita com pedágio, por causa da crise econômica. Com validação do processo, a MSVia pediu, no dia 26 de outubro, à Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) um prazo maior para entregar todas as informações sobre os investimentos feitos. “A MSVia solicita, respeitosamente, o prazo adicional de 60 dias para envio da complementação da documentação de apuração de bens reversíveis”, consta no ofício encaminhado a Claude Soares Ribeiro de Araújo, gerente de Gestão Econômico-Financeira da autarquia.

Estas informações vão ser importantes por causa do impacto que causam na execução de obras futuras, já que os valores poderão ser abatidos na assinatura do novo contrato de concessão. O atual acordo previa investimentos de R$ 6,5 bilhões até este ano para duplicar toda a estrada, com direito a explorar o serviço por 30 anos. As obras tiveram início em julho de 2014, porém, sofreram atrasos e, em 2018, foram suspensas.  

A concessionária deveria ter concluído a duplicação de 806 quilômetros da BR-163 até o ano passado. Entretanto, a empresa duplicou apenas cerca de 150 quilômetros, o que corresponde a 18% do previsto no contrato neste prazo. A MSVia afirma que desde 2014 foram investidos cerca de R$ 1,9 bilhão na rodovia. No mesmo período, a concessionária teve lucro superior a R$ 1 bilhão.

Alegando queda na receita, que os empréstimos prometidos não saíram e que a decisão da Agência Nacional em reduzir, no fim do ano passado, a tarifa de pedágio em 53% inviabilizariam a concessão, no início deste ano, a CCR solicitou a relicitação, que teve decisão favorável em julho, três meses de atraso em relação ao cronograma inicial da diretoria da ANTT, com o pleito sendo encaminhado ao ministro Tarcísio Gomes para dar seu aval. A relicitação é considerada pelo ministro a melhor alternativa em relação a pedir caducidade do contrato por descumprimento do acordo ou realizar nova licitação.

 

AVAL DO PRESIDENTE

Após três com o processo em suas mãos, no dia 21 de outubro Freitas publicou a portaria: “Há compatibilidade do requerimento de relicitação da concessão da Rodovia BR-163/MS com o escopo da política pública e submeter ao Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência da República para deliberação”.

Este Conselho, que tem entre seus integrantes o presidente da República Jair Bolsonaro, precisa dar o sinal verde para a assinatura do novo termo de compromisso em reuniões que são realizadas esporadicamente, sem datas pré-fixadas. Só depois o novo contrato será assinado. A previsão do Ministério é a de que ocorra uma reunião do colegiado ainda este mês.

O conselho recomenda ao presidente da República os projetos que vão integrar o Programa de Parcerias de Investimentos, decidindo, ainda, sobre temas relacionados à execução dos contratos de parcerias e desestatizações.

 

NOVAS REGRAS

Ao aprovar a relicitação, a ANTT acatou o pedido da concessionária para que a recuperação da pista passe de cinco para 10 anos e mantenha as tarifas de pedágio atuais, sem a redução média de 53,94%, que deveria estar em vigor desde 30 de novembro, mas foi suspensa judicialmente. Também acatou a solicitação da concessionária para que haja “manutenção da tarifa atualmente praticada apenas com a aplicação da correção inflacionária anual pelo IPCA”.

A ANTT acatou o pedido para que “as etapas de recuperação da BR-163/MS sejam readequadas em um horizonte de até 10 anos, priorizando-se a atuação nos segmentos que apresentem os piores parâmetros de desempenho”, sugerindo que a restauração do pavimento seja em 300 km dos 847 km da rodovia.

Os diretores sugeriram ao conselho e ao presidente da República que seja criada uma legislação que limite o prazo para assinatura do termo aditivo, a qualificação da ANTT, do Ministério e do colegiado perdendo o efeito caso o novo “contrato de concessão não seja celebrado em até 90 dias”, com possibilidade de ser prorrogado por 30 dias.

 

ARBITRAGEM

No fim de 2019, a empresa recorreu à Corte Internacional de Arbitragem da Câmara de Comércio Internacional (CCI) questionando o contrato de concessão da BR-163. O pleito ainda não foi analisado.

No dia 12 de maio, a Corte instaurou processo para decidir sobre os critérios adotados pela ANTT para definir as tarifas, analisar todo o processo e decidir se o valor do pedágio deveria estar menor e se realmente houve desequilíbrio econômico-financeiro.

20 ANOS

Cordão Valu comemora duas décadas e leva milhares de pessoas ao Carnaval da Capital

Além de hoje, o bloco volta às ruas de Campo Grande na próxima terça-feira (17), a partir das 15h, para fechar seu último dia de festividade

14/02/2026 19h00

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No segundo dia de Carnaval em Campo Grande, o histórico bloco Cordão da Valu foi às ruas para comemorar seus 20 anos, levando a alegria nos sambas, marchinhas e frevos que ecoaram pelo trio elétrico na Esplanada Ferroviária. Silvana Valu, principal nome do evento junto com seu esposo Jefferson Contar, expressou uma sensação incrível e de profunda realização ao levar o bloco mais um ano para Capital.

"É uma sensação incrível, 20 anos de Cordão da Valu, a gente que persistiu, resistiu e hoje a gente tem aí esse carnaval de rua maravilhoso em Campo Grande. Então, assim, eu estou realizada, estou chorando toda hora".

A descida do bloco teve um pequeno atraso causado pela chuva, mas a dona da festa acredita que, por volta das 17h30 quando houve o cortejo com o trio elétrico tocando as famosas marchinhas, o bloco devia estar com cerca de 20.000 pessoas, mas a expectativa é reunir 50.000 participantes até o final da noite.

Além de hoje, o bloco volta às ruas de Campo Grande na próxima terça-feira (17), a partir das 15h, para fechar seu último dia de festividade.

História

O Cordão Valu nasceu em 2 de dezembro de 2006, uma data que não por acaso coincide com o Dia Nacional do Samba. Fundado pelo casal Jefferson Contar e Silvana Valu, o bloco surgiu de um sonho compartilhado: resgatar a essência do carnaval de rua em Campo Grande e criar um espaço de celebração da cultura brasileira.

Inicialmente chamado de "Cordão do Bar Valu", o bloco teve sua origem no bar homônimo, que se tornou o ponto de encontro dos primeiros foliões. No desfile inaugural, em 2007, reuniram-se cerca de 100 pessoas - hoje consideradas cofundadoras do Cordão.

Carnaval em família

O casal Augusto e Renéria expressam grande satisfação em passar o Carnaval em família e dizem ser uma experiência "gratificante". Um dos principais objetivos, segundo a mãe do pequeno Nicolas, é proporcionar a ao filho a oportunidade de aprender sobre respeito e igualdade, convivendo com diferentes pessoas e aprendendo a valorizar as diferenças. Além disso, querem transmitir à criança os valores e a imersão cultural proporcionada pelo Carnaval de rua.

"É bom poder proporcionar isso a ele, mostrar que todos são iguais, mostrar o respeito pra ele, que ele respeite, porque aqui a gente tem pessoas diferentes. E é bom que ele conviva com isso e aprenda a respeitar essas diferenças", disse Renéria.

Renéria, Augusto e o filho Nicolas no Cordão Valu

Esta não é a primeira vez da família no Carnaval de Campo Grande. É uma tradição familiar que eles mantêm todos os anos, com exceção do período da pandemia, quando Nicolas nasceu, em 2021.

"A infância é uma diversão, conhecer essa diversidade é importante. Ele gosta de música, então é legal apresentar para ele essa forma brasileira", disse Augusto sobre a mensagem que deseja passar ao filho Nicolas. O pai lembra de quando curtia estas festividades na sua infância, tendo participado de carnavais em Aquidauana, o que reforça a ligação pessoal da família com a tradição.

Por fim, Augusto ressalta a importância cultural do Carnaval, especialmente em Campo Grande, afirmando que o Estado carece de mais eventos e celebrações culturais fortes.

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PREVENÇÃO

Secretaria de Saúde distribui mais de 1 milhão de preservativos no Carnaval de MS

Estratégia para cuidar dos foliões inclui também gel lubrificante e reforço na testagem rápida

14/02/2026 15h30

Os preservativos externos distribuídos serão 738.400 unidades Sensi e 640.800 unidades Tex

Os preservativos externos distribuídos serão 738.400 unidades Sensi e 640.800 unidades Tex Divulgação

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Com as comemorações do Carnaval marcadas pela circulação de pessoas e das interações sociais, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) intensificou a distribuição de preservativos e outros insumos, além da oferta de testagem, para fortalecer as estratégias de enfrentamento às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) em Mato Grosso do Sul.

Para este Carnaval, foram distribuídos 1.379.200 preservativos externos, sendo 738.400 unidades Sensi e 640.800 unidades Tex. Além disso, também foram ofertados 123.299 preservativos internos e 97.100 unidades de gel lubrificante.

A iniciativa, coordenada pela gerência de IST/Aids e Hepatites Virais, tem como foco garantir acesso facilitado aos métodos de proteção e fortalecer a rede de cuidado nos municípios.

Já com a testagem rápida, a SES distribuiu 14.325 testes rápidos de HIV (T1), 1.375 testes confirmatórios (T2), 15.200 testes de sífilis, 10.475 testes de hepatite B, 12.300 testes de hepatite C e 1.100 autotestes de HIV, ampliando a capacidade de diagnóstico oportuno durante o período.

Segundo a gerente de IST/Aids e Hepatites Virais da SES, Larissa Martins, o Carnaval é também um momento estratégico para ampliar o acesso à informação e aos serviços de saúde.

“O uso do preservativo continua sendo a principal forma de prevenção das ISTs e deve estar presente em todas as relações sexuais. Quando garantimos a distribuição adequada e fortalecemos a testagem, ampliamos a autonomia das pessoas para que vivenciem esse período com responsabilidade e segurança”, afirma.

Sistema Único de Saúde

Além dos preservativos e da testagem, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza estratégias complementares de prevenção ao HIV.

A Profilaxia Pré-Exposição, ou apenas PrEP, é indicada para pessoas com maior vulnerabilidade e reduz significativamente o risco de infecção pelo vírus.

Já a PEP (Profilaxia Pós-Exposição) é uma medida de urgência, que deve ser iniciada em até 72 horas após uma situação de risco, como relação sexual desprotegida.

A PEP está disponível gratuitamente na rede pública de saúde e pode ser acessada por qualquer pessoa que tenha tido exposição de risco. Em caso de dúvida ou situação de vulnerabilidade, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde para avaliação, realização de testes e início das medidas indicadas.

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