Cidades

DOURADOS

Ministério Público investiga Vila Olímpica Indígena

Ministério Público investiga Vila Olímpica Indígena

FÁBIO DORTA, DOURADOS

16/03/2012 - 00h00
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O Ministério Público Federal vai investigar suspeita de superfaturamento e irregularidades na construção da Vila Olímpica Indígena de Dourados. A obra de 29 mil metros quadrados de área construída custou aos cofres da União R$ 1,6 milhão.

Inaugurado em maio de 2011, até hoje o complexo esportivo não entrou em funcionamento. Por causa da suspeita o MPF abriu um procedimento investigatório e solicitou a vinda de Brasília de um perito em engenharia civil que irá fiscalizar os recursos aplicados.

A investigação foi anunciada, ontem, pelo procurador da República Marco Antonio Delfino de Almeida. Ele afirmou que já pediu informações e documentos ao Ministério dos Esportes e ao Governo do Estado. O prefeito Murilo Zauith (PSB) confirmou que existem problemas técnicos com a obra e citou como principal exemplo a pista de atletismo que foi feita com pavimentação asfáltica. “Está mais para pista de kart do que de atletismo”, afirmou.
 

Mundo Novo

Adolescente abandona carro com 400 kg de agrotóxicos contrabandeados na BR-163

Motorista desobedeceu ordem de parada e fugiu em alta velocidade

05/03/2026 15h45

Foto: Divulgação Receita Federal

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Um adolescente abandonou um carro com 400 kg de agrotóxicos contrabandeados durante operação realizada pela Receita Federal na BR-163 na manhã desta quarta-feira (4), em Mundo Novo, interior do Estado.

Segundo a Receita Federal, durante o acompanhamento tático, o motorista realizou manobras perigosas, entrou na contramão em trecho de faixa contínua, e colocou em risco a vida dos agentes e de outros usuários da rodovia.

Mesmo com "sinais sonoros, luminosos e gestuais", o jovem continuou a fuga por uma estrada vicinal. 

Em determinado momento, saltou do carro em movimento e fugiu em direção a uma área de mata, despistando os agentes. Em contrapartida, o passageiro foi alcançado e detido. A Polícia Civil de Mundo Novo foi acionada para as providências legais.

O valor estimado da mercadorias é de R$ 200 mil.

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Consignado

Entidade pede auditoria em empréstimos de servidores ligados ao Banco Master

Durante sessão na Câmara Municipal, nesta quinta-feira (5), a presidente da Federação Sindical apelou à Prefeitura de Campo Grande pela suspensão dos descontos de consignação em folha de pagamento

05/03/2026 15h33

Crédito: Marcelo Victor / Correio do Estado

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Juros abusivos e servidores com superendividamento levaram a Federação Sindical dos Servidores Públicos Estaduais e Municipais de Mato Grosso do Sul (Feserp/MS) a encaminhar um pedido de suspensão e auditoria à Prefeitura Municipal de Campo Grande dos pagamentos descontados na folha de servidores vinculados ao Banco Master.

A solicitação foi feita durante a sessão desta quinta-feira (5), na Câmara Municipal de Campo Grande, pela presidente da entidade, Lilian Fernandes, que usou o espaço na tribuna para defender os servidores.

“Temos um superendividamento dos servidores públicos municipais em Campo Grande, porque essas instituições financeiras se aproveitam da questão da folha de pagamento e oferecem o céu para o servidor quando ele vai fazer o seu empréstimo. Depois, ele vê que é um pesadelo, porque não consegue mais sair daquele desconto. Não tem telefone, não tem como negociar”, afirmou Lilian.

Lilian explicou que outros estados paralisaram os pagamentos na folha dos servidores, como o Rio de Janeiro, e que, no início de fevereiro, o prefeito de Curitiba (PR) também suspendeu, por decreto, os descontos.

“Estamos fazendo um pedido possível e necessário neste momento, porque nenhum servidor tem acesso ao contrato. Não há um telefone para ligar ou entrar em contato com o Credcesta.”

Ela também apresentou que um dos requisitos para oferecer crédito consignado no município de Campo Grande está previsto no Decreto nº 13.870/2019, que estabelece a exigência de regularidade documental. Entre eles, destacam-se:

  • possuir sede na Capital;
  • ter autorização regular do Banco Central (que o Banco Master não possui);
  • apresentar certidão negativa de débitos.

O requerimento para que o Executivo municipal suspenda os pagamentos foi encaminhado pela entidade no dia 4 de dezembro.

“E, até o presente momento, a Federação não obteve resposta. A gente pede, além da suspensão, é claro, uma auditoria em todos os contratos que esses servidores supostamente assinaram, porque a gente nem sabe se eles realmente assinaram contratos”, pontuou.

Durante a fala, a presidente explicou que os servidores entraram em uma verdadeira bola de neve, na qual sequer conseguem contato para tirar dúvidas sobre quanto estão devendo ou para realizar renegociações.

“Essa suspensão não é a defesa do fim da dívida, mas que pelo menos eles tenham o direito de saber quanto estão devendo. E que o Credcesta, que a gente nem sabe o nome de quem responde, cobre como outros estabelecimentos cobram: ligue, mande correspondência para o endereço, envie SMS, mas que saia da folha de pagamento.”

Além de outros fatores, como a liquidação do Banco Master, juros abusivos e dívidas consideradas impagáveis, a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro e casos de servidores que sequer receberam o cartão, a dificuldade de contato também está entre os motivos do pedido.
 

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