Cidades

Aftosa

Ministro da Agricultura visita Estado amanhã

Ministro da Agricultura visita Estado amanhã

DA REDAÇÃO

05/01/2012 - 00h00
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O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro visita o Estado de Mato Grosso do Sul nesta sexta-feira (6). O principal objetivo da visita do ministro ao Estado é discutir a confirmação do foco de febre aftosa na região de São Pedro, no Paraguai, anunciada pelo governo do país vizinho.

A chegada ao município de Ponta Porã está marcada para as 9h, onde juntamente com a secretária de Estado Desenvolvimento Agrário, da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo (Seprotur), Tereza Cristina Corrêa da Costa e o prefeito de Ponta Porã Flávio Kayatt , fará uma visita nas áreas de fronteira.

Logo em seguida o ministro se reúne com prefeitos dos municípios que fazem fronteira seca com o Paraguai e representantes dos sindicatos rurais dos respectivos municípios e pecuaristas da região. A reunião acontece no Sindicato Rural de Ponta Porã, localizado na rodovia BR 463 - Saída para Sanga Puitã.

À tarde o ministro Mendes Ribeiro segue para Campo Grande onde, às 14h, se reúne com o governador André Puccinelli; a secretária Tereza Cristina; secretários de Agricultura dos Estados de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul; o superintendente Federal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento no Estado de Mato Grosso do Sul, Orlando Baez e representantes dos seguintes órgãos: Exército, Departamento de Operações de Fronteira (DOF), Polícias Civil, Militar e Corpo de Bombeiros, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Agraer, Famasul, Embrapa e Iagro.   

Medidas do Ministério

Antes mesmo de visitar o Estado, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) anunciou ontem (3) as ações imediatas que serão adotadas para evitar a introdução do vírus da febre aftosa no país em função do foco da doença notificado pelo Paraguai. O vírus foi identificado em bovinos numa propriedade na localidade de Aguaray Amistad, no departamento de San Pedro, a cerca de 30 quilômetros do foco notificado em setembro de 2011.

Em razão da nova ocorrência, o Mapa adotou as seguintes medidas: suspensão temporária das importações de carnes de bovinos oriundos do departamento de San Pedro e retomada da desinfecção dos veículos procedentes do Paraguai.

Os ministros da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e da Defesa acordaram ainda retomar o apoio das Forças Armadas, para dar suporte às ações de defesa sanitária animal na região de fronteira do Mato Grosso do Sul com o Paraguai e foram suspensos todos os eventos agropecuários no Estado de Mato Grosso do Sul, na fronteira com o Paraguai.

O alerta sanitário foi reativado com os estados de Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, em conjunto com os órgãos de saúde animal de Mato Grosso do Sul e Paraná, reforço nas ações rotineiras de vigilância e de educação sanitária na fronteira, com a identificação e fiscalização a cada 30 dias de propriedades sentinelas (de maior risco de vulnerabilidade), bem como inspeção das propriedades a elas vinculadas (que receberam animais dessas propriedades sentinelas).

O envio, na próxima semana, de missão técnica àquele país, vai verificar os controles de origem dos animais abatidos e as condições de processamento das carnes exportadas ao Brasil.

O estado de Mato Grosso do Sul já começou a adotar medidas de prevenção para que vírus não ultrapasse as fronteias. Estão sendo contratados mais 35 médicos veterinários para trabalharem especificamente na região de fronteira. Já o Estado do Paraná, solicitou reforço no georreferenciamento das propriedades da fronteira e a manutenção da vigilância.

CAMPO GRANDE

Gaeco mira mais um advogado em 2ª fase da Operação Infiltrados

Desdobramento foi batizado de "Obstructio" por suspeita de profissional ter vazado informações sigilosas a respeito da primeira ação

29/09/2026 12h15

Investigações se desdobraram para apurar um suposto vazamento de informações sigilosas ainda enquanto era deflagrada a Operação Infiltrados, no último dia 24. 

Investigações se desdobraram para apurar um suposto vazamento de informações sigilosas ainda enquanto era deflagrada a Operação Infiltrados, no último dia 24.  Marcelo Victor/Correio do Estado

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Durante a manhã desta terça-feira (29) agentes do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco/MPMS) retornaram às ruas de Campo Grande com um desdobramento da Operação Infiltrados, mirando mais um profissional da advocacia nesta segunda fase batizada de "Obstructio". 

Conforme divulgado pelo Ministério Público do Mato Grosso do Sul (MPMS), a operação de hoje (29) compreendeu o cumprimento de um mandado de prisão e dois de busca e apreensão na Capital. 

Ainda nas primeiras horas da manhã, agentes do Gaeco estiveram na altura do número 1.200 da rua 14 de julho, no Centro de Campo Grande, onde estão estabelecidos alguns escritórios de advocacia. 

O próprio Ministério Público confirmou que o alvo de hoje (29) trata-se de um profissional da advocacia, motivo pelo qual a própria Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) esteve presente acompanhando as diligências.

Vazamento de informações

Ainda segundo o MPMS, as investigações se desdobraram para apurar um suposto vazamento de informações sigilosas ainda enquanto era deflagrada a Operação Infiltrados, no último dia 24. 

O órgão frisou, em nota, que já existem evidências materializadas de que houve uma comunicação criminosa dessa ação policial, que por sua vez refletiu em um embaraço direto à investigação do Gaeco. 

Justamente por isso foi empregado o termo latim "Obstructio" para batizar a ação de hoje (29), uma vez que esse advogado teria atrapalhado o cumprimento das medidas judiciais. 

Infiltrados

Deflagrada pelo Gaeco em conjunto com as corregedorias das polícias Civil e Militar na última quinta-feira, essa investigação passou a apurar suspeitas de tráfico de drogas e outros crimes que envolviam integrantes das forças de segurança pública. 

Durante a primeira fase foram expedidos ao todo 24 mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 38 de busca e apreensão para cumprimento em Campo Grande, Dourados e Terenos.

Balanço divulgado pelo MPMS já indicou que, até então, já haviam sido cumpridos mandados de prisão preventiva contra nove policiais civis, dois policiais militares e um policial penal.

Essas investigações começaram em outubro de 2025, quando elementos relacionados ao caso foram localizados no decorrer das operações Traquetos e Blindspot, também conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado.

O grupo é investigado por um esquema de desvio de drogas apreendidas em ocorrências policiais, especialmente cocaína, o que levou à prisão até de um ex-delegado que passou mais de cinco anos na titularidade da Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar), Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa, que se apresentou à Corregedoria da Polícia Civil ainda na tarde de quinta-feira (24).

Uma das suspeitas é de que parte dos entorpecentes apreendidos não fosse incluída nos registros oficiais. A investigação também apura a retirada de drogas armazenadas em depósitos de delegacias.

Os entorpecentes desviados seriam posteriormente repassados a traficantes ligados ao grupo e recolocados no mercado ilegal.

**(Colaborou Alícia Miyashiro)

 

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DEMOCRACIA

Sejusp prevê reforço de 3,5 mil agentes na eleição de domingo

Em todos os 1.036 locais de votação haverá a presença de policiais, que prometem estar nas ruas desde o começo da manhã até o final da apuração

29/09/2026 12h02

Esquema de segurança para o dia da eleição será anunciado nesta quarta-feira no CICC, no Parque dos Poderes, em Campo Grande

Esquema de segurança para o dia da eleição será anunciado nesta quarta-feira no CICC, no Parque dos Poderes, em Campo Grande

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Para tentar garantir a tranquilidade nos 1.036 locais de votação em Mato Grosso do Sul no próximo domingo (4), as forças de segurança prometem reforçar o efetivo em cerca de 3,5 mil profissionais, mais de 550 viaturas e até duas aeronaves desde a madrugada daquele dia até o fim da contagem dos votos, segundo informações da Secretaria Justiça e Segurança Pública (Sejusp)

Denominada Operação Eleições 2026 – 1º Turno, a ação tem como objetivo garantir a segurança nas áreas de interesse operacional, em apoio ao Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), por meio da atuação integrada dos órgãos de segurança pública e demais instituições parceiras, contribuindo para a realização pacífica do pleito eleitoral.

Segundo dados do TRE-MS, 2.024.884 eleitores estão aptos a votar no Estado. Desse total, Campo Grande concentra 31,6% do eleitorado, com 640.427 eleitores. De acordo com o TRE, Mato Grosso do Sul terá 1.036 locais de votação e 7.272 seções eleitorais, distribuídas pelas 54 zonas eleitorais. 

De acordo com a Sejusp, além do efetivo ordinário empregado nos plantões e nas atividades de rotina, a operação contará com reforço e de aproximadamente 3.500 profissionais, ampliando a capacidade de resposta das forças de segurança durante as diferentes etapas do processo eleitoral.

Entre os efetivos mobilizados estão 887 policiais militares, 112 guardas civis municipais e 37 policiais federais, além dos demais profissionais empregados na operação.

Também serão disponibilizadas 557 viaturas e duas aeronaves da Sejusp, que estarão em condições de emprego para ações de patrulhamento, monitoramento e atendimento emergencial.

A estrutura de coordenação e resposta contará ainda com equipes de plantão no Centro Integrado de Comando e Controle, reunindo representantes do TRE-MS, Guarda Civil Metropolitana, Polícia Militar, Polícia Civil, CIOPS, Polícia Federal, Polícia Científica, Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Rodoviária Federal e Defesa Civil.

A integração permitirá o compartilhamento de informações e o acompanhamento das ocorrências, favorecendo a tomada de decisões e a mobilização dos recursos necessários de acordo com cada situação.

Locais de votação

As ações serão concentradas nas principais áreas de interesse operacional relacionadas ao pleito, incluindo cartórios eleitorais, locais de votação, locais de totalização e apuração dos votos, vias públicas e estações de transporte.

A atuação das forças de segurança abrangerá a prevenção, fiscalização e repressão de crimes eleitorais e de outras ocorrências que possam comprometer a segurança e a normalidade do processo eleitoral.

Também serão monitoradas situações como manifestações, bloqueios de vias, rixas, ameaças e atentados, além de ocorrências relacionadas a eventos climáticos, como temporais e alagamentos.

A operação prevê ainda acompanhamento de eventuais interrupções no fornecimento de energia elétrica nos locais de votação e de apuração, com atuação integrada para o gerenciamento e encaminhamento das ocorrências.

No dia da eleição, o Centro Integrado de Comando e Controle será instalado a partir das 6h30, com a estrutura de coordenação das forças de segurança e conexão com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

A atuação integrada será mantida durante todo o processo eleitoral, desde a abertura dos locais de votação até o encerramento da apuração e totalização, garantindo a continuidade do monitoramento e da capacidade de resposta das instituições envolvidas.

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