Cidades

Destruição

Rompimento da barragem do Nasa Park deixou rastro de destruição

Devido ao rompimento da barragem do Nasa Park, na manhã desta terça-feira (20), três casas foram atingidas pela força da água, e moradores que residiam no local perderam tudo

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Sem palavras para conseguir mensurar o rompimento da barragem do Nasa Park, na manhã desta terça-feira (20) que deixou uma casa completamente destruída, populares unem forças para realizar a limpeza dos imóveis.

Conforme nota emitida pelo Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul, três casas foram diretamente atingidas pela água proveniente da barragem do Nasa Park que não possuía certificado de vistoria.

Segundo registrou a reportagem do Correio do Estado, que esteve nas residências que foram atingidas pela força da água. 

Crédito: João Gabriel Vilalba

 

 

 

 

 

 

 

O caseiro de uma das fazendas, de nacionalidade boliviana, Orlando Garcia Eguez, que reside na região há dez anos, informou que estava trabalhando quando escutou um “estalo” descrito como uma explosão, o que o fez correr até a residência.

“Foi [coisa] de cinco minutos muito rápido. [A água] foi levando tudo, quando cheguei aqui para ver, corri de novo porque tremeu às árvores. Corri de novo, subi e desci umas dez vezes sem saber o que fazer. Eu falei deixa ser o que Deus quiser que aconteça”, disse Orlando.

Sem sinal de internet devido a localização da casa que ficou completamente destruída, a estimativa é que a água atingiu 1,20m de altura.

“Perdi fogão, geladeira, tudo. Só estou com a roupa do corpo”, explicou Orlando. Na casa dele, outros moradores somaram forças para realizar a limpeza da casa.

A força da água foi tamanha que de acordo com o morador a mata que havia acima foi totalmente varrida.

Rompimento da barragem

Um funcionário do Nasa Park, avisou o morador Rogério Pedroso dos Santos, de 48 anos, de outra residência destruída pela força da água do rompimento da barragem.

Assim que recebeu a ligação como só estava o filho em casa, a única coisa que conseguiu dizer foi para ele procurar um local alto e correr.

 “O cara que trabalha no Nasa me avisou, eu liguei para o meu filho e falei: ‘corre para o alto lado do Amigão’. Que é para o lado da BR, né? E quando ele saiu de casa só escutou a água vindo quebrando tudo. [Só não aconteceu o pior] por Deus mesmo”, contou Rogério que mora no sítio há 48 anos.

Na residência dele a perda foi total, animais como ganso, galinha, cachorro e porco que são criados peixes e incluindo um lago que tinha na propriedade com peixes ficou totalmente destruído.

“Todo mundo falava da barragem para eles, mas diz que era muito bem feita. Eu achava que essa água não ia atingir aqui, pensei que se ela estourasse ia atingir a margem ali do açude, né?”, lamentou Rogério.

Até o momento, sem água do poço que ficou suja, Rogério informou que autoridades não apareceram para prestar apoio. 

“Ninguém se pronunciou, ninguém arcou. Perdemos o poço, a bomba, essa água os bichos não vão beber”.

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Polícia Militar

Bope prende cinco em operação contra facções criminosas em MS

Desde o início do ano, já foram 1.837 mandados de prisão

01/06/2026 18h00

Tenente Coronel ressaltou que, desde o início do ano, já foram cumpridos mais de 1.800 mandados de prisão em aberto

Tenente Coronel ressaltou que, desde o início do ano, já foram cumpridos mais de 1.800 mandados de prisão em aberto FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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O Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) realizou uma operação na manhã desta segunda-feira (1) que resultou na prisão de cinco pessoas em Campo Grande e outras duas cidades do interior de Mato Grosso do Sul. 

A ação, nomeada Malleus, tem como objetivo cumprir mandados de prisão em aberto de membros de organizações criminosas envolvidas em crimes violentos. 

Na operação desta segunda-feira, os presos vão responder pelos crimes de estupro de vulnerável, tráfico de drogas, associação para o tráfico, roubo, organização criminosa, receptação, ameaça e desacato. 

As cinco prisões aconteceram em Campo Grande, Corumbá e em Água Clara. 

De acordo com o Batalhão, essa ação acontece "de tempos em tempos" como uma forma de reforçar o trabalho em conjunto com todas as unidades da Polícia Militar. 

"É importante ressaltar que essa operação do BOPE é uma ação que acontece de tempos em tempos, é algo da nossa rotina. Nós estamos empenhados no combate dessas facções. Ainda continuamos com alguns pontos e alguns autos em andamento", afirmou o Tenente Coronel Rigoberto Rocha, do BOPE. 

Os presos nessa operação foram Erasmo Venancio Barbosa, Rafael Henrique Ruiz de Souza, Rafael Macedo de Souza, Rafaela Costa dos Santos e Kethleen Novaes de Souza. Todos eles estavam associados a organizações criminosas. 

Daniel da Anunciação Barbosa e Ivan da Anunciação de Jesus morreram durante o confronto. 

Quase dois mil apreensões

Ainda segundo o Tenente Coronel Rocha, nos primeiros cinco meses do ano, a Polícia Militar já cumpriu 1.867 mandados de prisão de criminosos em Mato Grosso do Sul. 

Nem todos eram integrantes de facções, mas possuíam mandados em aberto. 

Rocha ressalta que a situação no Estado com relação às facções criminosas é "tranquila" e que não vai "imperar" em Mato Grosso do Sul. 

"A gente tem que repassar isso para o cidadão, a situação no Estado é uma situação muito tranquila. A força da Polícia Militar, a força do Bope, ela faz frente a esse tipo de criminoso, independente de qual. A gente trata de facção porque respondem por associação, os crimes desse alvos são de associação criminosa, de tráfico de droga, de estupro, de roubo e homicídio, então é um criminoso a mais que sai de circulação", assegurou. 

Além disso, o Tenente Coronel destacou que sa organizações são, em sua maioria, desorganizadas e estão em constante vigilância do Bope. 

"A gente dá uma atenção a esse integrante que se diz de organização criminosa, mas o que a gente apura, na realidade, é que são desorganizados, descapitalizador, e que aqui no Estado não impera e não vai imperar. Comparando o nosso Estado com outros estados, o crime organizado não é realidade no Mato Grosso do Sul, por isso não é necessário causar nenhum alarde desnecessário". 

"Nosso Estado, a grande característica dele, é chamado de investidor. Ou seja, quem vem para cá é o funcionário que está se aposentando e procura uma situação de segurança. Então a gente está muito atento e sabe bem o potencial do nosso criminoso. A gente sabe o que incomoda, a forma que incomoda", esclareceu o Tenente. 

Conclusão

Polícia descarta crime e esclarece morte de arquiteta na BR-163

Investigação da DEAM conclui que Ely da Silva Quevedo saiu voluntariamente de veículo em movimento; perícia não encontrou indícios de violência ou ação do ex-marido

01/06/2026 17h27

Foto: Divulgação

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A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul concluiu as investigações sobre a morte da arquiteta Ely da Silva Quevedo, de 53 anos, ocorrida em 13 de abril deste ano, na BR-163, em Campo Grande.

Após mais de um mês de apurações, a 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (1ª DEAM) descartou a hipótese de feminicídio e concluiu que a vítima saiu voluntariamente do veículo em movimento antes de ser atropelada pelo próprio automóvel.

De acordo com a polícia, a conclusão foi baseada em um conjunto de provas técnicas produzidas durante a investigação. O trabalho incluiu análise de imagens de câmeras de monitoramento, exames periciais no veículo, laudos sobre o corpo da vítima e estudos da dinâmica do ocorrido.

Segundo a delegada responsável pelo caso, não foram encontrados vestígios de luta dentro da caminhonete, sinais de intervenção física do motorista ou lesões compatíveis com tentativa de defesa por parte da vítima.

Os elementos analisados apontaram que a morte ocorreu em decorrência de uma ação exclusiva da própria arquiteta.

A investigação também concluiu que não há evidências que permitam atribuir responsabilidade criminal ao motorista, que era ex-marido da vítima e conduzia o veículo no momento do ocorrido.

Conforme a Polícia Civil, a perícia técnica confirmou que Ely deixou o automóvel enquanto ele ainda estava em movimento, caiu sobre a pista e acabou sendo atingida pelo próprio veículo.

Em nota, a 1ª DEAM informou que os detalhes da investigação permanecerão sob sigilo em respeito à memória da vítima e aos familiares. A delegacia destacou ainda que a apuração foi conduzida com rigor técnico, transparência e observância dos protocolos adotados em casos de mortes violentas de mulheres.

Relembre o caso

A morte de Ely da Silva Quevedo ocorreu na manhã de 13 de abril, no km 482 da BR-163, no anel rodoviário de Campo Grande. A arquiteta caiu de uma caminhonete em movimento e sofreu ferimentos graves.

O caso gerou grande repercussão e levantou dúvidas sobre as circunstâncias da ocorrência. Inicialmente, a Polícia Civil passou a investigar diferentes hipóteses, incluindo a possibilidade de feminicídio.

Na ocasião, o ex-marido da arquiteta, que dirigia o veículo, afirmou aos policiais que Ely havia se lançado da caminhonete. Ele foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos e liberado após o depoimento.

Durante o andamento das investigações, imagens obtidas pelos investigadores ajudaram a esclarecer a dinâmica dos fatos. Os vídeos mostraram a vítima deixando o veículo em movimento, versão posteriormente confirmada pelos exames periciais.

Ely chegou a receber atendimento das equipes de resgate da concessionária responsável pela rodovia, mas não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local do acidente. Com a conclusão do inquérito, a Polícia Civil encerrou o caso sem indiciamentos.

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