Cidades

DESTRUIÇÃO

Moradores tiveram casas e animais arrastados por lama após rompimento de barragem

Sem valor de prejuízo estimado, vizinhos do Nasa Park afirmam que tragédia já era anunciada

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Moradores que residem em volta do condomínio de luxo Nasa Park em Jaraguari, cidade a 47,5 km de distância de Campo Grande, relatam que perderam tudo, após rompimeno da barragem privada na manhã desta terça-feira (20). Além da plantação de mandioca e milho, a força da água arrastou vários animais como galinhas e até uma leitoa que estava prenha.  

O cenário em plena BR 163, que também foi invadida pela água e de lama é de destruição. Thiago Lopes é autônomo e mora com a família entorno do residencial. A casa dele foi atingida com a grande quantidade de lama que desceu após o rompimento. Segundo o morador, a tragédia já era anunciada.   

"Já aconteceu outras vezes, não nessa magnitude, mas em proporções menores. Sempre comentamos que isso aconteceria, desde que o 'Nasa' foi feito. Não foi nenhuma, nem duas, nem dez vezes que dissemos que isso iria acontecer. Alguém vai ter que dar conta desse prejuízo aqui, porque não foi eu que represei um córrego em cinco hectares. E meu vizinho que perdeu maquinário, como que faz? Aqui o descaso é um absurdo com as partes ambientais", detalha. 

A família de Thiago só conseguiu se salvar porque saiu às pressas, se deslocando para o ponto mais alto da região, onde a água ainda não havia invadido as casas.  

Conforme o tenente coronel do Corpo de Bombeiros, Major Fábio, a corporação recebeu a primeira ligação comunicando o rompimento da barragem às 9h31 da manhã. Na ocasião, não havia informações sobre vítimas ou feridos.  Até o momento, o Corpo de Bombeiros havia recebido a informação de três casas destruídas.

"Conseguimos captar com o uso do drone um veículo danificado que estamos tentando acessar para poder verificar se há ou não vítimas ou somente é um veículo que foi arrastado. A nossa preocupação em linha de trabalho até o momento é principalmente procurar possíveis vítimas ou alguma pessoa que possa ter sido pega de surpresa", explica o major. 

A moradora Gabriele Lopes, irmã de thiago também passou por apuros ao saber do rompimento. Ela ligou para avisar o filho autista de 14 anos que estava na residência, explicando que a situação era parecida ao da tragédia de Brumadinho em Minas Gerais. 

"Aqui era plantação de mandioca, milho e fazíamos entrega de verdura. Saí pra entregar em uma escola próxima à minha casa e quando voltei, tínhamos perdido tudo. A água só foi embora porque estorou bueiro. Quem vai dar a casa pra minha mãe denovo? Um monte gente do condomínio Nasa filmando e nem pra perguntar se a gente precisava de ajuda. Cadê a PMA pra vir cobrar dos ricos", desabafa. 

Gabriele Lopes relata que perdeu tudo após rompimento de barragem - Foto: Marcelo Vitor/Correio do Estado 

O prefeito da cidade, Edson Rodrigues Nogueira, garantiu que a barragem era regular e já havia passado por fiscalização da Prefeitura, mas atribuiu a responsabilidade à Nasa Park Empreendimentos Ltda, empresa responsável pelo loteamento.

"É regular, tudo certinho, até onde a gente sabe. Eu conversei com o dono do Nasa Park, a gente ia lá e via um lago normal, sabe? É uma coisa que pegou todo mundo de surpresa, por que como é que foi romper aquilo ali?", questionou Edson Rodrigues Nogueira.

Nossa reportagem entrou em contato com os administradores do condomínio Nasa Park mas até o momento, não recebemos retorno. 

 

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Polícia Militar

Bope prende cinco em operação contra facções criminosas em MS

Desde o início do ano, já foram 1.837 mandados de prisão

01/06/2026 18h00

Tenente Coronel ressaltou que, desde o início do ano, já foram cumpridos mais de 1.800 mandados de prisão em aberto

Tenente Coronel ressaltou que, desde o início do ano, já foram cumpridos mais de 1.800 mandados de prisão em aberto FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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O Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) realizou uma operação na manhã desta segunda-feira (1) que resultou na prisão de cinco pessoas em Campo Grande e outras duas cidades do interior de Mato Grosso do Sul. 

A ação, nomeada Malleus, tem como objetivo cumprir mandados de prisão em aberto de membros de organizações criminosas envolvidas em crimes violentos. 

Na operação desta segunda-feira, os presos vão responder pelos crimes de estupro de vulnerável, tráfico de drogas, associação para o tráfico, roubo, organização criminosa, receptação, ameaça e desacato. 

As cinco prisões aconteceram em Campo Grande, Corumbá e em Água Clara. 

De acordo com o Batalhão, essa ação acontece "de tempos em tempos" como uma forma de reforçar o trabalho em conjunto com todas as unidades da Polícia Militar. 

"É importante ressaltar que essa operação do BOPE é uma ação que acontece de tempos em tempos, é algo da nossa rotina. Nós estamos empenhados no combate dessas facções. Ainda continuamos com alguns pontos e alguns autos em andamento", afirmou o Tenente Coronel Rigoberto Rocha, do BOPE. 

Os presos nessa operação foram Erasmo Venancio Barbosa, Rafael Henrique Ruiz de Souza, Rafael Macedo de Souza, Rafaela Costa dos Santos e Kethleen Novaes de Souza. Todos eles estavam associados a organizações criminosas. 

Daniel da Anunciação Barbosa e Ivan da Anunciação de Jesus morreram durante o confronto. 

Quase dois mil apreensões

Ainda segundo o Tenente Coronel Rocha, nos primeiros cinco meses do ano, a Polícia Militar já cumpriu 1.867 mandados de prisão de criminosos em Mato Grosso do Sul. 

Nem todos eram integrantes de facções, mas possuíam mandados em aberto. 

Rocha ressalta que a situação no Estado com relação às facções criminosas é "tranquila" e que não vai "imperar" em Mato Grosso do Sul. 

"A gente tem que repassar isso para o cidadão, a situação no Estado é uma situação muito tranquila. A força da Polícia Militar, a força do Bope, ela faz frente a esse tipo de criminoso, independente de qual. A gente trata de facção porque respondem por associação, os crimes desse alvos são de associação criminosa, de tráfico de droga, de estupro, de roubo e homicídio, então é um criminoso a mais que sai de circulação", assegurou. 

Além disso, o Tenente Coronel destacou que sa organizações são, em sua maioria, desorganizadas e estão em constante vigilância do Bope. 

"A gente dá uma atenção a esse integrante que se diz de organização criminosa, mas o que a gente apura, na realidade, é que são desorganizados, descapitalizador, e que aqui no Estado não impera e não vai imperar. Comparando o nosso Estado com outros estados, o crime organizado não é realidade no Mato Grosso do Sul, por isso não é necessário causar nenhum alarde desnecessário". 

"Nosso Estado, a grande característica dele, é chamado de investidor. Ou seja, quem vem para cá é o funcionário que está se aposentando e procura uma situação de segurança. Então a gente está muito atento e sabe bem o potencial do nosso criminoso. A gente sabe o que incomoda, a forma que incomoda", esclareceu o Tenente. 

Conclusão

Polícia descarta crime e esclarece morte de arquiteta na BR-163

Investigação da DEAM conclui que Ely da Silva Quevedo saiu voluntariamente de veículo em movimento; perícia não encontrou indícios de violência ou ação do ex-marido

01/06/2026 17h27

Foto: Divulgação

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A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul concluiu as investigações sobre a morte da arquiteta Ely da Silva Quevedo, de 53 anos, ocorrida em 13 de abril deste ano, na BR-163, em Campo Grande.

Após mais de um mês de apurações, a 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (1ª DEAM) descartou a hipótese de feminicídio e concluiu que a vítima saiu voluntariamente do veículo em movimento antes de ser atropelada pelo próprio automóvel.

De acordo com a polícia, a conclusão foi baseada em um conjunto de provas técnicas produzidas durante a investigação. O trabalho incluiu análise de imagens de câmeras de monitoramento, exames periciais no veículo, laudos sobre o corpo da vítima e estudos da dinâmica do ocorrido.

Segundo a delegada responsável pelo caso, não foram encontrados vestígios de luta dentro da caminhonete, sinais de intervenção física do motorista ou lesões compatíveis com tentativa de defesa por parte da vítima.

Os elementos analisados apontaram que a morte ocorreu em decorrência de uma ação exclusiva da própria arquiteta.

A investigação também concluiu que não há evidências que permitam atribuir responsabilidade criminal ao motorista, que era ex-marido da vítima e conduzia o veículo no momento do ocorrido.

Conforme a Polícia Civil, a perícia técnica confirmou que Ely deixou o automóvel enquanto ele ainda estava em movimento, caiu sobre a pista e acabou sendo atingida pelo próprio veículo.

Em nota, a 1ª DEAM informou que os detalhes da investigação permanecerão sob sigilo em respeito à memória da vítima e aos familiares. A delegacia destacou ainda que a apuração foi conduzida com rigor técnico, transparência e observância dos protocolos adotados em casos de mortes violentas de mulheres.

Relembre o caso

A morte de Ely da Silva Quevedo ocorreu na manhã de 13 de abril, no km 482 da BR-163, no anel rodoviário de Campo Grande. A arquiteta caiu de uma caminhonete em movimento e sofreu ferimentos graves.

O caso gerou grande repercussão e levantou dúvidas sobre as circunstâncias da ocorrência. Inicialmente, a Polícia Civil passou a investigar diferentes hipóteses, incluindo a possibilidade de feminicídio.

Na ocasião, o ex-marido da arquiteta, que dirigia o veículo, afirmou aos policiais que Ely havia se lançado da caminhonete. Ele foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos e liberado após o depoimento.

Durante o andamento das investigações, imagens obtidas pelos investigadores ajudaram a esclarecer a dinâmica dos fatos. Os vídeos mostraram a vítima deixando o veículo em movimento, versão posteriormente confirmada pelos exames periciais.

Ely chegou a receber atendimento das equipes de resgate da concessionária responsável pela rodovia, mas não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local do acidente. Com a conclusão do inquérito, a Polícia Civil encerrou o caso sem indiciamentos.

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