Cidades

ROMPIMENTO DE BARRAGEM

Bombeiros afirmam que Nasa Park não tinha certificado de vistoria

Barragem se rompeu e atingiu casas, veículos e interditou rodovia na região; equipes de diversos órgãos estadual e municipal atuam no local

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O condomínio Nasa Park Empreendimentos Ltda, empresa responsável pelo loteamento onde uma barragem se rompeu na manhã desta terça-feira (20), em Jaraguari, estava com o certificado de vistoria desatualizado, segundo o Corpo de Bombeiros. Com relação ao alvará de funcionamento, o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) apura se o empreendimento estava em conformidade com as legislações ambientais, de recursos hídricos e de segurança de barragens.

Em nota, o Corpo de Bombeiros informou que foi acionado às 9h30 e que, até o momento, foi constatado que, pelo menos três residências foram atingidas, além da BR-163, e não há vítimas. 

"Uma equipe da corporação atua na vistoria da área para analisar as questões de segurança e possíveis irregularidades. Já foi constatado que o condomínio estava sem o certificado de vistoria atualizado", diz a corporação.

O governo do Estado, também em nota, informou que além de equipes do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e Imasul atuam conjuntamente na região do condomínio.

"A Defesa Civil está monitorando o local e, junto aos Bombeiros, também está avaliando os danos causados pelo incidente, podendo adiantar que já foi identificada uma residência totalmente atingida pela água, além de danos parciais em duas estruturas de criação de animais", diz a nota.

O comandante da Defesa Civil Estadual, coronel Hugo Djan, disse ao Correio do Estado que a situação está sendo acompanhada com as defesas civis municipais de Jaraguari e Campo Grande.

"Com o rompimento da barragem houve o extravaso da água, a gente acompanhou pelo leito do córrego Botas, até agora sem nenhuma informação de perda de vidas humanas, a princípio só perdas materiais", disse. Quanto a casa atingida, e

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a CCR MSVia, concessionária que administra a BR-163, também estão na região, fazendo o controle do tráfego na rodovia, que está parcialmente interditada, com o fluxo apenas em uma pista.

Há ainda equipes da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) e o Departamento Estadual de Trânsito (Detran), que trabalham em rotas alternativas para o tráfego no local. A orientação é que veículos pesados sigam a rota pela MS-244, enquanto os veículos leves devem optar pelo desvio na MS-445.

Já o Imasul e a Defesa Civil levantam os possíveis impactos ambientais causados pelo rompimento da barragem. Para este levantamento, foi realizado um sobrevoo com avião e drones.

Por fim, a Polícia Civil e a Polícia Científica enviaram equipes para os trabalhos de análise e investigação técnica para determinar as causas e consequências do incidente.

Barragem rompeu e água invadiu casas, arrastou carros e interditou rodoviaBarragem rompeu e água invadiu casas, arrastou carros e interditou rodovia

Rompimento de barragem

Edson Rodrigues Nogueira, prefeito de Jaraguari, garantiu que a barragem era regular e já havia passado por fiscalização da Prefeitura, mas atribuiu a responsabilidade à Nasa Park Empreendimentos Ltda, empresa responsável pelo loteamento.

A reportagem entrou em contato com os administradores do condomínio Nasa Park mas até o momento, não houve retorno.

Saúde

Como funciona o novo medicamento para pacientes com linfoma não Hodgkin agressivo

Aprovado pela Anvisa, o Columvi utiliza o próprio sistema imunológico para combater o câncer e demonstrou reduzir em 41% o risco de morte em pacientes com linfoma não Hodgkin agressivo.

20/07/2026 23h00

Pesquisadoras analisam amostras em laboratório durante estudos sobre o linfoma não Hodgkin, tipo de câncer que ganhou uma nova opção de tratamento aprovada pela Anvisa.

Pesquisadoras analisam amostras em laboratório durante estudos sobre o linfoma não Hodgkin, tipo de câncer que ganhou uma nova opção de tratamento aprovada pela Anvisa. Foto: Envato.

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta segunda-feira, 20, o registro do Columvi (glofitamabe), medicamento indicado para adultos com linfoma difuso de grandes células B (LDGCB), o subtipo mais comum de linfoma não Hodgkin agressivo.

O tratamento, administrado em combinação com os quimioterápicos gencitabina e oxaliplatina, é destinado a pacientes cuja doença voltou ou não respondeu às terapias iniciais e que não são elegíveis ao transplante autólogo de células-tronco.

Segundo a agência, o glofitamabe ajuda o sistema imunológico a identificar e combater as células do câncer. Para isso, aproxima as células de defesa do organismo das células tumorais, estimulando sua destruição.

"Na prática, o medicamento funciona como uma estrutura de conexão entre as células de defesa e as células doentes. Uma extremidade se liga à célula tumoral e a outra se fixa à célula T (a célula de defesa do próprio corpo). Ao unir as duas, o medicamento faz com que o sistema imunológico reconheça o câncer, que antes conseguia driblar os mecanismos de defesa, e então o combata de forma direta e precisa", afirma o hematologista Renato Tavares, membro da diretoria da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH), em nota divulgada pela Roche, fabricante do Columvi.

O linfoma difuso de grandes células B é um tipo agressivo de câncer que evolui rapidamente e representa cerca de um terço dos casos de linfoma não Hodgkin.

Embora muitos pacientes respondam ao tratamento inicial, até 40% podem apresentar recidiva ou deixar de responder à terapia, cenário em que as opções de tratamento costumam ser limitadas.

Estudo mostrou ganho de sobrevida

A aprovação teve como base os resultados do estudo STARGLO, que comparou o novo esquema terapêutico ao tratamento convencional.

Na pesquisa, pacientes que receberam glofitamabe em combinação com quimioterapia tiveram redução de 41% no risco de morte em relação ao tratamento padrão, e 50,3% alcançaram remissão completa, ante 22% no grupo controle.

O estudo também mostrou redução de 63% no risco de progressão da doença, com benefício mantido após três anos de acompanhamento.

Administrado por infusão intravenosa em ambiente ambulatorial, o tratamento tem duração fixa de pouco mais de 8 meses, sem necessidade de internação. Após os 12 ciclos previstos no protocolo, a terapia é encerrada, permitindo um período sem medicação.

Linfomas de Hodgkin e não Hodgkin

Os linfomas são divididos em dois grandes grupos: Hodgkin e não Hodgkin. Apesar dos nomes semelhantes, eles apresentam características distintas, tanto em relação ao comportamento da doença quanto ao perfil dos pacientes.

Em entrevista anterior, o hematologista Philip Bachour, do Centro Especializado em Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, explicou que uma das principais diferenças está na faixa etária mais frequentemente afetada.

De acordo com o especialista, o linfoma de Hodgkin costuma ocorrer em adultos jovens, principalmente entre 20 e 40 anos. Já o linfoma não Hodgkin é mais comum em pessoas acima dos 60 anos.

Oriente Médio

EUA e Irã voltam a trocar ataques no Estreito de Ormuz e países do Golfo Pérsico

Ataques se espalham pelo Golfo Pérsico, com explosões registradas em Bahrein, Omã, Iraque e Jordânia, enquanto novas ações militares elevam a tensão entre Washington e Teerã.

20/07/2026 22h00

Nova troca de ataques entre EUA e Irã voltou a colocar o Estreito de Ormuz, corredor vital para o transporte de petróleo, no centro da crise.

Nova troca de ataques entre EUA e Irã voltou a colocar o Estreito de Ormuz, corredor vital para o transporte de petróleo, no centro da crise. Foto: AFP

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Os Estados Unidos e o Irã estão dando continuidade nesta segunda-feira, 20, à troca de ataques que marcou a última semana Há relatos de bombardeios iranianos no Bahrein, Iraque, Jordânia, Omã, além de novas ações militares americanas no condado de Sirik.

Agências de notícias iranianas relataram ter ouvido várias explosões no Bahrein. A notícia ocorreu após o anúncio de que sirenes de alerta soaram no quartel-general da 5ª Frota da Marinha dos Estados Unidos no país do Golfo.

A agência britânica de segurança marítima (UMKTO, em inglês) também informou que uma embarcação foi alvejada por um projétil em Omã, o que levou a tripulação a abandonar o navio. Segundo o órgão, todos foram resgatados por um rebocador, porém a embarcação ficou à deriva.

No Iraque, forças de segurança ouvidas pela Mehr afirmaram que um drone carregado de explosivos foi abatido perto da base aérea de Al-Harir, no leste de Erbil.

A TV estatal da Jordânia também relatou que suas forças de segurança interceptaram mísseis iranianos. Apesar disso, o Wall Street Journal reportou que três mísseis atravessaram as defesas jordanianas, e alertam para a presença de 50 mil tropas americanas na região.

Enquanto isso, a Mehr informou que moradores do condado de Sirik, no Irã, relataram ter ouvido várias explosões na região. A Fars também relatou explosões em Rudbar-e-Jonubi, na região iraniana de Kerman.

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