Cidades

BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO

Mortes por gripe sobem para 38 e ultrapassam total registrado em 2018

Na última semana, foram confirmados 8 óbitos pela doença

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Oito mortes por gripe foram confirmadas em Mato Grosso do Sul na última semana, aumentando para 38 o número de óbitos pela doença neste ano no Estado. Com isso, as mortes ocorridas de janeiro até hoje já superam o registrado durante todo o ano passado, quando gripe vitimou 33 pessoas. Dados constam em boletim epidemiológico divulgado hoje pela Secretaria Estadual de Saúde (SES).

Entre as mortes confirmadas na última semana, quatro foram em Campo Grande, sendo três homens, de 58, 51 e 44 anos, e uma mulher, de 57 anos. A Capital soma 14 mortes por Influenza A no ano.

Ponta Porã teve mortes na semana, as primeiras ocorridas pela doença no município em 2019. Vítimas são dois homens, de 48 e 52 anos, e uma mulher de 53, todos por H1N1. Sidrolândia também teve a primeira morte por gripe no ano, um bebê de cinco meses, do sexo feminino, que morreu nesta quarta-feira (9).

Outros municípios que tiveram óbitos por gripe são Corumbá (3), Três Lagoas (6), Aquidauana (3), Inocência (1), Rio Verde de Mato Grosso (2), Porto Murtinho (1), Mundo Novo (1), Água Clara (1), Naviraí (1) e Bonito (1).

Óbitos pela doença em 2019 já superou, em pouco mais de seis meses, o total registrado nos últimos dois anos. Em 2018, foram 33 mortes, enquanto 2017 teve seis casos. Notificações de casos suspeitos no ano somam 1.011.

GRIPE

Conforme os profissionais da Saúde, o vírus H1N1 causa os mesmos sintomas das outras versões do vírus da Gripe, ou seja, o paciente apresenta sintomas de febre alta, mal-estar, dores de cabeça, espirros constantes e tosse. Em alguns casos de H1N1, pode haver também dificuldade para respirar ou falta de ar.

Quando os sintomas aparecem, o aconselhável é procurar imediatamente a Unidade de Saúde mais próxima da residência do paciente para o diagnóstico médico e tratamento adequado.

Prisões

Operação Narco Fluxo: dono da página 'Choquei' é 'operador de mídia' do grupo, diz PF

Polícia Federal acredita ter reunido indícios suficientes para apontar o dono da "Choquei" como "operador de mídia" da organização

15/04/2026 16h00

Poze do Rodo, Mc Ryan SP e Raphael Sousa Oliveira, dono da

Poze do Rodo, Mc Ryan SP e Raphael Sousa Oliveira, dono da "Choquei" Fotos: Reprodução / O Globo

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O dono da página "Choquei", Raphael Sousa Oliveira, é suspeito de usar o perfil em rede social para "gestão de imagem e promoção digital" de um grupo suspeito de movimentar R$ 1,6 bilhão com rifas e bets ilegais patrocinadas pelo crime organizado, incluindo o Primeiro Comando da Capital (PCC), segundo a Polícia Federal (PF). Ele foi preso temporariamente nesta quarta-feira, 15, pela Operação Narco Fluxo. MC Poze do Rodo também integra o esquema, segundo a PF. 

O Estadão busca contato com a defesa de Raphael, que foi detido em Goiânia. O espaço está aberto.

Ao longo da investigação, a Polícia Federal acredita ter reunido indícios suficientes para apontar o dono da "Choquei" como "operador de mídia da organização", com "recebimento de valores elevados diretamente" de MC Ryan SP, funkeiro apontado como líder do esquema e também detido nesta manhã.

Em nota, a defesa de MC Ryan informou que "os esclarecimentos necessários serão prestados oportunamente".

Segundo a investigação, Raphael era responsável por divulgar conteúdos favoráveis a MC Ryan, promover plataformas de apostas e rifas e atuar na contenção de crises de imagem relacionadas às apurações da Polícia Federal. O perfil no Instagram da "Choquei" tem 27 milhões de seguidores.

O dono da "Choquei" também recebeu, segundo a PF, valores milionários de Tiago de Oliveira, operador financeiro de Ryan e "braço direito" do funkeiro. Ele também foi preso nesta quarta-feira.

Apontado como responsável pelas atividades de marketing e pela circulação financeira do grupo, José Ricardo dos Santos Junior também teria transferido valores elevados a Raphael. Ele foi preso pelos federais nesta manhã.

Segundo as investigações da Narco Fluxo, a Polícia Federal identificou um esquema que utilizava plataformas de apostas de quotas fixas, as chamadas bets, para lavar dinheiro de origem ilícita, incluindo recursos ligados ao tráfico internacional de drogas.

A apuração também aponta a atuação de uma possível organização criminosa dedicada à movimentação de grandes quantias, com uso de dinheiro em espécie, transferências bancárias e operações com criptoativos, especialmente a moeda digital USDT (Tether), tanto no Brasil quanto no exterior.

Narco Fluxo

Cerca de 200 policiais federais cumpriram 90 mandados judiciais expedidos pelo juiz da 5.ª Vara Federal em Santos, Roberto Lemos da Silva Júnior, em endereços nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.

Ao todo, o magistrado mandou prender 39 investigados - 31 mandados foram cumpridos nesta manhã. Outros três alvos já estavam no exterior.

O juiz federal também determinou medidas para bloquear o patrimônio dos investigados, como o sequestro de bens e restrições à atuação de empresas ligadas ao grupo.

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Operação Luxury

Grupo usava rotas alternativas e internet móvel para fugir de fiscalização e transportar drogas

As investigações tiveram início em abril de 2025 e o grupo teria movimentado quase 6 toneladas de maconha entre os três estados

15/04/2026 15h45

Até agora, pelo menos 24 pessoas foram presas e R$ 61 milhões foram bloqueados

Até agora, pelo menos 24 pessoas foram presas e R$ 61 milhões foram bloqueados Divulgação/TV Integração

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As investigações da  Força Integrada de Combate ao Crime Organizado do estado de Minas Gerais (FICCO/MG) apontaram que quase 6 toneladas de maconha foram transportadas por um grupo organizado a partir de uma rota alternativa entre os estados de Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais, para evitar a fiscalização policial nas rodovias principais do País. 

A rota, chamada de “rota caipira”, saía de Mato Grosso do Sul e chegava em Minas Gerais através dos caminhos alternativos em comboios. Um veículo central transportava a droga, enquanto outros carros faziam papel de “batedores”, trafegando à frente e atrás para monitorar o caminho e avisar sobre operações policiais. 

De acordo com o delegado da Polícia Federal e supervisor da Ficco, Dalton Marinho Vieira Junior, a comunicação entre os veículos era feita via starlink e as viagens eram demoradas, levando de 10 a 15 dias para cruzar um trecho que, normalmente, duraria 12 horas. 

"Foi uma operação extremamente complexa adentrando na região do Triângulo Mineiro. Eles passavam uma viagem que, teoricamente, demorava dez, doze horas, demorava às vezes 10 dias ou 15 dias. Por meio de estradas vicinais, aguardavam quando tinha alguma preocupação e dormiam no carro. Obviamente, há batedores que vão na frente ou verificando o caminho comunicando via starlink de comunicação. Tudo com o objetivo final de se chegar a droga à região do mineira", destacou o delegado federal.

Além de rotas alternativas, o grupo também trafegava com galões de combustíveis dentro dos próprios carros, permitindo longos deslocamentos sem a necessidade de parar em postos, reduzindo ainda mais o risco de abordagens. 

Entre os investigados dentro do chamado "núcleo financeiro" da organização criminosa está a miss Uberlândia, Sara Monteiro, de 36 anos. Ela é esposa de um dos principais alvos da Operação Luxury, apontado como um dos chefes do grupo suspeito.

Sara foi presa temporariamente em São Paulo, onde passou a morar recentemente.

Busca e apreensão

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado do estado de Minas Gerais (FICCO/MG) cumpriu 66 mandados nesta quarta-feira (15). Destes, 22 eram mandados de prisão preventiva, 5 de prisão temporária e 39 mandados de busca e apreensão. 

Os cumprimentos foram dados através da Operação Luxury e ocorre, simultaneamente em três estados: Minas Gerais, nas cidades de Uberlândia e Uberaba; São Paulo, na capital do estado; e Mato Grosso do Sul, nas cidades de Campo Grande, Dourados, Ribas do Rio Pardo e Vista Alegre. 

A ação também bloqueou R$ 61 milhões em bens patrimoniais de uma organização voltada ao tráfico de drogas. 

De acordo com a Polícia Federal, as investigações começaram em abril de 2025 na cidade de Frutal, em Minas Gerais, quando foram apreendidas 1,1 tonelada de maconha.

Com o aprofundamento das investigações, a apreensão total foi de 5,9 toneladas do entorpecente em vários municípios desde o início das diligências. 

As investigações apontam a existência de organizações criminosas voltadas à prática dos de tráfico de drogas e associação para o tráfico. Também foram verificadas práticas análogas à lavagem de dinheiro através de empresas de fachadas para encobrir as atividades criminosas. 

Além do sequestro patrimonial, foram apreendidos 14 veículos, entre eles carros de luzo, além de duas armas de fogo e 58 celulares. Até o momento, 24 pessoas foram presas. 


 

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