Cidades

LEI

Motoentregadores terão espaços para estacionamento e descanso em Campo Grande

Lei autoriza a criação de espaços públicos destinados aos profissionais que fazem entrega por aplicativo

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Motoboys e ciclistas que realizam entregas por aplicativo terão espaços destinados para estacionamento, repouso e descanso em Campo Grande.

Lei que permite a criação de espaços públicos para estes fins foi sancionada pelo prefeito Marcos Trad (PSD) e publicada na edição de hoje do Diário Oficial do Município.

Os espaços destinados a estes profissionais deverão ter condições mínimas, como placa ou totem de identificação do ponto, com iluminação, cobertura, tomadas e assentos.

A localização destes pontos de estacionamento ainda será definida pela prefeitura, mas será dada preferência aos corredores gastronômicos.

Justificativa da lei é que, diante das dificuldades do mercado de trabalho, número de entregadores por aplicativo tem aumentando em Campo Grande e, como muitos restaurantes ficam localizados perto de ruas e avenidas de grande movimentação, acaba havendo, não raramente, obstrução das calçadas destinadas aos pedestres enquanto aguardam os pedidos.

Ainda segundo a justificativa apresentada na Câmara, durante o trabalho, os entregadores não têm pontos de apoio para recarregar o celular ou beber água até aguardar o próximo pedido.  

Atualmente, o local de descanso é em cima da própria moto, parada em calçadas ou aglomerados em ruas próximas a shoppings, restaurantes e estacionamentos de supermercados.  

Com esta nova lei, assim que implantados os pontos específicos para a categoria, fica proibido o uso de calçadas como estacionamento e motos e bicicletas.

Epidemia

Somente 5 municípios de MS não registraram casos de chikungunya

O Estado já acumula 10 óbitos pela doença, o segundo maior número da série histórica

13/04/2026 13h30

Não deixar água parada é a principal forma de evitar a disseminação e reprodução do mosquito causados da doença

Não deixar água parada é a principal forma de evitar a disseminação e reprodução do mosquito causados da doença Divulgação/SES

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Mato Grosso do Sul continua com índice médio de incidência de casos de Chikungunya. Dos 49 municípios, apenas 5 não registraram casos prováveis até o dia 10 de abril, de acordo com o último Boletim Epidemiológico divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES). 

Alcinópolis, Aparecida do Taboado, Aral Moreira, Japorã e Tacuru não apresentaram casos da doença até o momento e mais dez municípios não tiveram casos confirmados. 

Das demais cidades, 16 municípios têm alta incidência de casos prováveis, quando são registrados mais de 300 casos por 100 mil habitantes. Outras 23, estão classificadas com incidência média, quando há, em média, 200 casos por 100 mil habitantes. 

Segundo o boletim, já são 10 óbitos confirmados pela doença no Estado, sendo 6 somente em Dourados, 1 em Bonito, 2 em Jardim e 1 em Fátima do Sul. Apenas 5 vítimas apresentavam comorbidades. Outros 4 óbitos estão em investigação. 

Se manter a constância de casos e óbitos, a tendência é que este seja o ano com maior número de mortes pela arbovirose na série histórica (2015 - 2026). Os dez registros ficam atrás apenas dos 17 de 2025. 

No total, são 4.281 casos prováveis de Chikungunya em todo o Estado. O número já é o 2º maior registrado na série histórica, ficando atrás apenas do registrado em 2025, quando foram 14.148 durante todo o ano. 

Os casos prováveis no Estado representam aproximadamente 17% do total de casos em todo o Brasil, que somam, até agora, pelo menos 24 mil. 

No Estado,  já foram confirmados 2.102 casos. Destes, 43 casos são em gestantes. Os municípios com mais casos confirmados de chikungunya são:

  • Dourados - 766
  • Fátima do Sul - 509
  • Jardim - 251
  • Sete Quedas - 101
  • Bonito - 69
  • Aquidauana - 48
  • Amambai - 37
  • Corumbá e Guia Lopes da Laguna- 31 
  • Paraíso das Águas - 30 
  • Vicentina - 29

Apoio federal

Agentes federais de saúde e o exército brasileiro estão em Dourados para reforçar o combate ao avanço da doença. O Ministério da Saúde enviou 50 agentes de combate às endemias e serão contratados mais 102 profissionais de saúde para ampliar os atendimentos. 

Além do reforço em saúde, também serão distribuídas 2 mil cestas de alimentos aos indígenas a partir de amanhã. A previsão é que, até o mês de junho, sejam distribuídas 6 mil unidades na região. 

O conjunto de ações integra o pacote de ações emergenciais do Ministério da Saúde a partir da liberação de R$ 900 mil para o custeio das ações de vigilância, assistência e controle da chikungunya no município. 

A Força Nacional do SUS já está na região desde o dia 17 de março, com a atuação de 40 profissionais de saúde, entre médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e psicólogos.

Neste período, já foram realizados mais de 1,4 mil atendimentos na Reserva Indígena de Dourados, especialmente nas aldeias Jaguapiru e Bororó, onde houveram casos de óbito pela doença. 

Pelo menos, 96 pessoas foram encaminhadas para atendimentos de média e alta complexidade em hospitais e mais de 250 visitas domiciliares foram realizadas. 

Paralelamente, os agentes de saúde e combate a endemias visitaram mais de 4,3 mil residências na região com ações de limpeza, eliminação de criadouros e aplicação de larvicidas e inseticidas. 

Mais de 100 profissionais e voluntários participaram da retirada de resíduos, que encheu quatro caminhões de materiais. 

O Ministério da Saúde vai, ainda, instalar mil Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDLs). Esse mecanismo, desenvolvido pela Fiocruz, atua como uma armadilha e utiliza o próprio mosquito Aedes aegypti para espalhar larvicida em focos de dengue, zika e chikungunya. 

Já foram enviadas ao Estado 300 unidades e 160 foram instaladas em Dourados até agora. 

Como medida adicional, Mato Grosso do Sul recebeu mais de 46 mil doses da vacina contra a chikungunya. As doses serão distribuídas principalmente para o sul do Estado.


 

SITUAÇÃO NA CAPITAL

Falta de comida em campi afeta mais de mil estudantes do IFMS

Suspensão do fornecimento da alimentação escolar atinge apenas unidade do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul de Campo Grande e não há previsão de normalização do serviço

13/04/2026 13h00

 alimentação escolar dos campi de Dourados, Ponta Porã e também Campo Grande acontece através do fornecimento de lanches por empresas contratadas

alimentação escolar dos campi de Dourados, Ponta Porã e também Campo Grande acontece através do fornecimento de lanches por empresas contratadas Arquivo/Correio do Estado

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Instituto Federal de Mato Grosso do Sul, o IFMS informou que a suspensão do fornecimento da alimentação escolar, que afeta mais de mil estudantes, ainda não foi regularizada nesta segunda-feira (13), restringindo-se apenas à unidade da Capital e ainda sem previsão de quando deve ocorrer a normalização das atividades. 

Ao Correio do Estado, o Instituto Federal do Mato Grosso do Sul esclareceu que a falta de comida afeta apenas a unidade de Campo Grande, que fica localizada na rua Taquarí, número 831, no bairro Santo Antônio. 

Parte dos objetivos estratégicos do Instituto, estabelecido através do Plano de Desenvolvimento Institucional do IFMS 2024-28, essa alimentação escolar, que consiste em lanches e refeições, é normalmente oferecida aos dez campi presentes no Mato Grosso do Sul, com algumas diferenças. 

Para as unidades de Aquidauana, Corumbá, Coxim, Naviraí e Três Lagoas, por exemplo, o IFMS serve a chamada "merenda quente", tratando-se de refeições completas que são preparadas nos respectivos e próprios campi.

Essa modalidade de "prato-feito" contempla ainda o município de Jardim, onde há uma parceria com a prefeitura, que por sua vez fica responsável por preparar os alimentos. 

Enquanto em Nova Andradina também são servidas refeições e um alimento complementar, a alimentação escolar dos campi de Dourados, Ponta Porã e também Campo Grande acontece através do fornecimento de lanches por empresas contratadas. 

Essa suspensão do serviço na Capital afeta mais de mil estudantes, já que, conforme o Censo Escolar de 2025, elaborado através do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a unidade de Campo Grande conta com 1.231 matrículas.

Sem comida

Como repassado pela instituição, a suspensão acontece em razão de uma decisão judicial, com o fornecimento interrompido até o momento e sem uma previsão de quando deve ocorrer a normalização do serviço. 

"Esclarecemos que a suspensão decorre de decisão judicial que resultou na paralisação das atividades da empresa responsável junto a toda a Administração Pública, não havendo qualquer vínculo entre o contrato firmado com o IFMS e o mérito da referida decisão judicial", cita o IFMS em nota divulgada à imprensa. 

Vale lembrar que, ainda em 1° de abril, o IFMS lançou o Questionário de Segurança Alimentar, levantamento esse feito pela pró-reitoria de ensino para avaliar os acessos dos estudantes à alimentação. 

Como bem esclarece o nutricionista do IFMS, Murillo Penze Cardoso, o questionário busca levantar pontos que vão além da disponibilidade de alimentos, questionando entre outros pontos preocupação com a falta; se as famílias desses alunos estão preocupadas em reduzir quantidade e/ou qualidade das refeições, e se há até mesmo a ausência de comida por falta de recursos.

Por fim, a governança do IFMS indica que os setores competentes foram acionados, para adoção das medidas necessárias para que a situação se regularize, com o intuito de que o serviço seja retomado "o mais breve possível". 

 

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