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MP apura falta de transporte escolar que deixa alunos sem aulas na zona rural

Procedimento instaurado em Porto Murtinho investiga situação de 11 estudantes que frequentaram a escola apenas uma vez neste ano por falta de transporte

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A ausência de transporte escolar para estudantes da zona rural de Porto Murtinho motivou a abertura de um procedimento pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS). A investigação busca assegurar que crianças e adolescentes tenham garantido o direito de frequentar a escola, após a constatação de que parte dos alunos está sem acesso regular às aulas por falta do serviço.

A apuração é conduzida pela 1ª Promotoria de Justiça de Porto Murtinho e teve início após o recebimento de informações sobre possíveis falhas no transporte escolar oferecido pelo município. Durante a fase inicial das investigações, documentos encaminhados pelo Conselho Tutelar, pela Secretaria Municipal de Educação e por outros órgãos apontaram indícios de que estudantes residentes em propriedades rurais estavam sendo prejudicados.

Conforme o Ministério Público, o Conselho Tutelar identificou que 11 alunos matriculados em uma escola rural ficaram sem transporte para chegar à unidade de ensino. A situação envolve crianças e adolescentes que vivem em fazendas e outras propriedades afastadas da área urbana.

Em resposta ao órgão ministerial, a Secretaria Municipal de Educação informou que não há contrato específico para atender essa demanda e alegou dificuldades para criar uma nova linha de transporte, citando as grandes distâncias entre as propriedades e os limites dos contratos atualmente em vigor.

Como alternativa, o município chegou a sugerir a instalação de uma sala de aula em uma das propriedades rurais, desde que houvesse um espaço adequado para funcionamento.

No entanto, uma nova vistoria realizada pelo Conselho Tutelar apontou que o problema persiste. Segundo o levantamento, os estudantes conseguiram comparecer à escola apenas uma vez durante todo o ano letivo devido à falta de transporte.

As famílias relataram que não possuem condições financeiras ou meios próprios para realizar diariamente o deslocamento até a unidade escolar. Já a professora responsável informou que a baixa frequência tem comprometido o desenvolvimento pedagógico dos alunos e dificultado o acompanhamento do aprendizado.

O Ministério Público converteu a Notícia de Fato em Procedimento Preparatório para aprofundar a investigação. Além disso, determinou a inclusão do Município de Porto Murtinho e do Governo de Mato Grosso do Sul no polo passivo do procedimento.

A Promotoria também informou que adotará novas medidas para buscar uma solução para o caso, incluindo a atuação do Centro de Autocomposição de Conflitos e Segurança Jurídica (Compor/MPMS), na tentativa de garantir que os estudantes tenham acesso regular ao transporte e, consequentemente, à educação.

estiagem

Rio da Prata enfrenta seca e mobiliza ações de resgate de peixes

MPMS acompanha agravamento da estiagem, monitora as condições ambientais do rio e fiscaliza ações de resgate e preservação da fauna aquática

10/09/2026 19h15

Rio da Prata enfrenta seca

Rio da Prata enfrenta seca Foto: Divulgação / MPMS

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Mais de 200 peixes foram resgatados e realocados no Rio da Prata, que enfrenta crise hídrica e seca, com locais com fluxo da água interrompido, em Jardim. A situação é acompanhada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Jardim.

Conforme reportagem do Correio do Estado, em agosto, o nível do rio já estava baixo em algumas áreas, devido à estiagem. Neste mês, a situação se agravou e, diante do cenário emergencial, uma operação foi montada para tentar reduzir os impactos da estiagem.

De acordo com o MPMS, neste ano, o Instituto Guarda Mirim Ambiental (IGMA) comunicou o agravamento da situação hídrica em trecho localizado próximo à Ponte do Curê, na Rodovia MS-178, e constatou as condições críticas decorrentes da estiagem prolongada.

A entidade identificou trechos secos e formação de poças isoladas, com risco de evaporação, situação que coloca diversas espécies em condição de vulnerabilidade.

O presidente do IGMA, Nisroque Soares, afirma que abaixo da área onde foram feitos resgates de peixes, em 2024 e 2025, o fluxo d’água é interrompido por aproximadamente 4 km até a Ponte do Curê.

Na operação emergencial foram executados planos de resgate e realocação de peixes que se encontravam ilhados no local afetado.

Dentre as espécies realocadas estão lambaris, piraputangas, cascudos, joaninhas e traíras, que foram levados para áreas do rio com melhores condições de sobrevivência.

No ano passado, também houve a mesma operação, onde aproximadamente 1.421 peixes foram resgatados do Rio da Prata, em um trecho de 7 km afetado pela interrupção do fluxo d’água.

O MPMS informou que há um inquérito civil, instaurado em julho de 2024, que acompanha os trabalhos do IGMA. O órgão ressaltou que continuará acompanhando e fiscalizando as ações desenvolvidas pelos órgãos e entidades envolvidos na preservação do Rio da Prata e de sua fauna aquática.

Saúde

Plano de saúde terá que cobrir mamografia digital para todas as idades

Decisão da ANS vale a partir de 1º de outubro

10/09/2026 19h00

José Cruz/Agência Brasil

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A partir de 1º de outubro, os planos de saúde serão obrigados a cobrir exame de mamografia digital para todas as pessoas sempre que houver indicação médica, ou seja, não haverá restrição de idade. Atualmente, a cobertura desse exame é obrigatória apenas para mulheres com idade entre 40 e 69 anos.

A decisão foi tomada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) no último dia 3 e anunciada nesta quinta-feira (10). A ANS é o órgão que regula a indústria de planos de saúde no país.

A mamografia digital versão mais avançada do exame convencional é considerada um dos principais exames para a detecção precoce do câncer de mama, permitindo identificar alterações antes mesmo de serem percebidas ao toque.

Menos tempo de exposição

A modalidade digital oferece vantagens como menor exposição à radiação, menor tempo de compressão da mama durante o exame e armazenamento das imagens em formato digital, o que facilita o acompanhamento da evolução clínica e a avaliação por diferentes especialistas.

No comunicado de fim de restrição, a ANS destaca que a cobertura obrigatória é “uma oportunidade de celebrar o Outubro Rosa, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama”.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca), ligado ao Ministério da Saúde, estima que o país tenha cerca de 73.610 novos casos de câncer de mama por ano.

O diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento e pode reduzir a necessidade de procedimentos mais invasivos.

Todos os gêneros

A intenção de ampliar a cobertura do exame partiu da própria ANS, após discussões realizadas na Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar (Cosaúde).

Na Cosaúde, a maioria da comissão defendeu que “o uso da mamografia digital já está consolidado como padrão de cuidado oncológico” e que a restrição para mulheres de 40 a 69 anos, poderia “prejudicar ou atrasar o acesso oportuno” ao diagnóstico de câncer de mama.

Ao determinar cobertura obrigatória para “todas as pessoas”, a ANS inclui qualquer gênero, ou seja, o exame passa a ser garantido a pessoas que se considerem não binárias (não se identificam exclusivamente como homem ou mulher).

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