Cidades

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MP, defensoria e PGE acompanham o Tribunal de Justiça e reduzem incidência de taxas sobre escrituras

Percentual acrescido ao custo das escrituras vai cair de 30 para 20,1%

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Acompanhando o Tribunal de Justiça, o Ministério Público, a Defensoria Pública e a Procuradoria do Estado concordaram com a redução de 33% no valor recolhido sobre o valor das escrituras que é destinado aos respectivos fundos de desenvolvimento e aperfeiçoamento das quatro instituições.

O percentual acrescido ao custo das escrituras vai cair de 30 para 20,1%, redução que vai baratear o custo dos emolumentos para escrituração de imóveis.

Com a proposta, cai de 10 para 6,7%, o percentual incidente destinado ao Fundo Especial para a Instalação, o Desenvolvimento e Aperfeiçoamento dos Juizados Especiais e Criminais (FUNJECC);  de 6% para 4,02% a cobrança do Fundo Especial para o Aperfeiçoamento e o Desenvolvimento das Atividades da Defensoria Pública (FUNAPE); de 4 para 2,68% a do Fundo de Apoio e Desenvolvimento do Ministério Público (FAEDMP/MS).

O acordo foi firmado na manhã desta terça-feira (5), com a intermediação do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Gerson Claro; o procurador geral de Justiça Alexandre Magno Benites; o procurador-adjunto Legislativo, Romão Ávila, além da procuradora Geral do Estado, Ana Carolina Ali Garcia e a consultora Legislativa, Doriane Gomes.

A proposta também contou com o aval do presidente do Tribunal de Justiça, Sérgio Martins Sobrinho. O Executivo já encaminhou a redução dos fundos destinados à Defensoria Pública e à Procuradoria Geral do Estado. 

"O objetivo destas mudança é  beneficiar o contribuinte com taxas menores, além de estancar a evasão de recursos para outros estados onde os emolumentos são mais baratos", explicou Gerson Claro.  

A diminuição dos recolhimentos para os fundos de desenvolvimentos permitirá, por exemplo, que a escritura de um imóvel avaliado em R$ 300 mil, tenha queda de R$ 10.201,10 para R$ 8.313,452 em seu custo.

Parcelamento

A nova lei estabelece que será um dever do delegatário (o titular do cartório) admitir o pagamento dos emolumentos, das custas e das despesas por meio eletrônico, a critério do usuário. "Inclusive, mediante parcelamento, o que não implicará modificação na forma e no momento do repasse dos fundos, na forma das respectivas leis", afirma o texto do projeto de lei.

Os encargos para o parcelamento dos serviços notariais, como as escrituras, poderão ser repassados ao usuário. Na mensagem enviada à Alems, Martins afirmou que houve a preocupação em reduzir a evasão de escrituras públicas para outros estados. Hoje, elas são lavradas em outras unidades federativas que cobram uma taxa menor.

Programas sociais

Imóveis adquiridos por meio de programas sociais terão desconto no valor da escritura. Os maiores descontos são para imóveis adquiridos por meio do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) e do Fundo de Desenvolvimento Social (FDS). O desconto será de 75%, tanto na escritura quanto no registro do imóvel. 

Imóveis do Programa de Arrendamento Residencial (PAR) terão desconto de 50%. O mesmo porcentual será aplica para imóveis adquiridos por companhias habitacionais estaduais, como a Agehab, ou municipais.

Até mesmo pessoas de classe média que financiam imóveis em bancos por meio do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) terão desconto de 50% no valor da escritura, desde que se trate do primeiro imóvel adquirido.

O Minha Casa, Minha Vida também foi incluído, e o desconto previsto para os imóveis desse programa na nova tabela de emolumentos é de 50%.

Para enquadrar o valor do imóvel na tabela, o TJMS usa dois critérios: o maior valor apurado entre o declarado pelas partes e o valor venal atribuído pelo órgão fiscal ao Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI).

No caso de constituição de dívidas, como hipoteca e outras modalidades de contratos e financiamentos, o valor do contrato será o critério para se chegar ao valor pago pela escritura.

Imóveis públicos estão isentos de pagar emolumentos, e o mesmo vale para o ato de registro de títulos de domínio rural para a reforma agrária, assim como para o primeiro registro em favor de beneficiários de Programa de Regularização Fundiária, seja em áreas urbanas, seja nas rurais.

Protesto

Também está previsto um desconto de 20% no valor dos emolumentos nos cartórios de protesto. As condições para receber o desconto são a retirada do título ou do documento da dívida antes da lavratura do protesto ou nos casos de pagamentos dentro do prazo legal.

"Cria-se, dessa forma, um benefício para o usuário que adimplir seus débitos no próprio cartório antes da formalização do protesto", justificou o presidente do TJMS.

Votação

Está pautada para a sessão da próxima quinta-feira, 07 de dezembro, a 1ª votação do Projeto de Lei 338/2023, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), que promove mudanças na legislação sobre emolumentos, revisa critérios dos serviços cartorários, como o registro civil, de casamento, além de a emissão de escrituras de compra, venda e transferência de imóveis..

Infraestrutura

Prefeitura fecha pacote de R$ 70 milhões para asfalto em Campo Grande

Seis contratos preveem mais de R$ 70 milhões em obras de pavimentação e drenagem em diferentes bairros da Capital; maior acordo chega a R$ 17,4 milhões e serviços terão prazos de até 360 dias.

21/09/2026 17h32

Pacote de contratos prevê mais de R$ 70 milhões em obras de pavimentação asfáltica e drenagem em diferentes bairros de Campo Grande.

Pacote de contratos prevê mais de R$ 70 milhões em obras de pavimentação asfáltica e drenagem em diferentes bairros de Campo Grande. Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado.

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A Prefeitura de Campo Grande formalizou um pacote de R$ 70,1 milhões em seis contratos para obras de pavimentação asfáltica e drenagem de águas pluviais em diferentes bairros da Capital. Os acordos foram publicados nesta segunda-feira (21), em edição extra do Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande), e preveem intervenções com prazos de execução que chegam a um ano.

Entre as regiões contempladas estão Jardim Noroeste, Jardim Los Angeles, Porto Galo, Parque Residencial Lisboa, Jardim Santa Emília, Residencial Aquarius I e II, Parque do Sol e Dom Antônio Barbosa.

O maior contrato do pacote chega a R$ 17,3 milhões e foi firmado com a DMP Construções Ltda. para a segunda etapa das obras de pavimentação e drenagem no Jardim Santa Emília e nos residenciais Aquarius I e II.

O prazo previsto para execução é de até 360 dias, contados a partir do recebimento da ordem de serviço pela empresa. 

Além do volume financeiro, outro ponto chama atenção entre os contratos: no Complexo Lageado, que abrange Parque do Sol e Dom Antônio Barbosa, a Prefeitura precisou contratar uma nova empresa para executar o que restou de uma obra cujo contrato anterior foi rescindido. Somente essa contratação representa R$ 14,1 milhões dos R$ 70 milhões anunciados.

Seis contratos ultrapassam R$ 70 milhões

Os contratos foram formalizados pela Prefeitura por intermédio da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep).

No Jardim Santa Emília e nos residenciais Aquarius I e II, um primeiro contrato foi firmado com a Santa Cruz Construções e Terraplanagem Ltda., por R$ 9,6 milhões. A contratação prevê pavimentação asfáltica e drenagem, com prazo de execução de até 360 dias.

A mesma região aparece em outro contrato, desta vez destinado à segunda etapa das intervenções. A DMP Construções foi contratada por R$ 17,4 milhões, também com prazo de até 360 dias para executar os serviços.

No Jardim Noroeste, o contrato foi firmado com a Meta Construtora Ltda. e chega a R$ 14,4 milhões. O documento especifica que a intervenção corresponde ao Lote 2 da contratação e contempla pavimentação e drenagem no chamado Jardim Noroeste - Lote 3. A execução poderá levar até 360 dias.

Para Porto Galo e Parque Residencial Lisboa, a Prefeitura contratou a Souza dos Santos Construtora Ltda. por R$ 8,5 milhões. Nesse caso, o prazo para execução é menor: até 240 dias depois da ordem de serviço.

Já o Jardim Los Angeles receberá obras contratadas por R$ 6 milhões. A responsável será a Meta Construtora, e o prazo previsto é de até 180 dias a partir da ordem para início dos trabalhos.

Somados ao contrato do Complexo Lageado, os seis acordos alcançam aproximadamente R$ 70,1 milhões.

Obra de R$ 14 milhões será retomada após rescisão

Entre os seis contratos, o caso do Complexo Lageado tem uma particularidade. Diferentemente dos demais, ele não representa simplesmente o início de uma nova frente de obras.

A DMP Construções foi contratada por R$ 14,2 milhões para executar o remanescente do Contrato nº 294-A/2024, que havia sido rescindido. As intervenções abrangem pavimentação e drenagem no Parque do Sol e Dom Antônio Barbosa.

A contratação ocorreu de forma direta, por dispensa de licitação, com fundamento nas regras previstas pela Lei Federal nº 14.133/2021 para execução do remanescente de um contrato rescindido.

Segundo a publicação, foi respeitada a ordem de classificação da Concorrência nº 12/2024. A DMP também aceitou as mesmas condições oferecidas pelo vencedor original, inclusive os preços unitários, com as devidas correções. 

O extrato publicado no Diário Oficial, entretanto, não informa o motivo que levou à rescisão do contrato anterior, nem identifica nesse trecho a antiga empresa responsável. Também não detalha quanto da obra já havia sido executado ou pago antes da troca de contratada.

Prazo vai até dezembro no Lageado

A nova empresa terá de correr contra o calendário para concluir os serviços restantes no Complexo Lageado. O contrato estabelece 15 de dezembro de 2026 como prazo para execução do remanescente, seguindo o cronograma originalmente estabelecido para a obra.

A contagem começa com o recebimento da ordem de execução dos serviços pela contratada. 

Os recursos previstos para esse contrato são provenientes do Tesouro municipal e de convênios. A publicação cita ainda o Contrato de Repasse nº 928747/2022/MDR/CEF entre as fontes vinculadas à obra. 

Jardim Santa Emília concentra R$ 27 milhões

Entre as regiões mencionadas nos contratos, Jardim Santa Emília e Residencial Aquarius I e II concentram o maior volume financeiro.

São dois contratos diferentes: um de R$ 9,5 milhões e outro, referente à segunda etapa, de R$ 17,3 milhões. Juntos, chegam a aproximadamente R$ 26,9 milhões.

O primeiro está sob responsabilidade da Santa Cruz Construções e Terraplanagem, enquanto o segundo foi firmado com a DMP Construções. Ambos estabelecem prazo de execução de até 360 dias.  

O Diário Oficial não detalha no extrato quais ruas serão contempladas em cada etapa nem a extensão, em quilômetros, das vias que receberão pavimentação e drenagem.

Essas especificações, segundo os próprios contratos, estão nos respectivos projetos básicos das licitações.

Parte das obras depende de crédito e convênios

As fontes de recursos variam conforme o contrato. Em algumas intervenções, o Diário Oficial aponta recursos do Tesouro municipal, enquanto outras incluem operações de crédito e convênios.

Para o Jardim Noroeste, por exemplo, são mencionados recursos de operação de crédito vinculados à Caixa Econômica Federal/Pró-Transporte e recursos municipais. 

Porto Galo e Parque Residencial Lisboa também têm indicação de recursos de operação de crédito e do Tesouro. No Jardim Los Angeles, a publicação igualmente relaciona recursos de operação de crédito da Caixa/Pró-Transporte e recursos municipais.  

Os contratos integram a edição Extra-II nº 8.475 do Diogrande, publicada nesta segunda-feira, 21 de setembro. 

Apesar da formalização dos mais de R$ 70 milhões, os extratos não estabelecem uma data única para que as máquinas efetivamente entrem nos bairros.

Os prazos de boa parte das intervenções passam a ser contados somente depois que cada empresa receber a respectiva ordem de execução dos serviços.

 

VAQUINHA

Família faz campanha para ajudar menino de 8 anos após 10 cirurgias

Miguel Baltazar convive com complicações intestinais desde o nascimento e arrecada recursos para evitar outra colostomia

21/09/2026 17h15

Miguel Baltazar, de apenas oito anos

Miguel Baltazar, de apenas oito anos Foto: Arquivo Pessoal

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A família de Miguel Baltazar, de apenas 8 anos, natural de Rio Brilhante, iniciou uma campanha para arrecadar recursos e custear uma nova etapa do tratamento do menino, que enfrenta problemas intestinais desde o nascimento.

Desde o último dia 18 deste mês, a família do garoto arrecada dinheiro para o tratamento de uma fístula diagnosticada após a mais recente tentativa de reversão da colostomia. O garoto está internado no Hospital Universitário de Dourados onde passa por uma drenagem nesta segunda-feira (21). 

O objetivo da arrecadação é viabilizar a cauterização da fístula, procedimento buscado para o tratamento da complicação.

A família busca recursos para realizar o procedimento e tentar evitar que Miguel precise voltar a utilizar a bolsa. Ao Correio do Estado, a mãe Larissa Baltazar destacou que o objetivo é conseguir levar o filho ao Hospital das Clínicas de Curitiba.

"Queremos conseguir a tranferência para o Hospital das Clínicas de Curitiba, onde tem mais recursos, até mesmo para fazer as ressonâncias e os procedimentos que ele precisa, tudo isso é demorado e ele precisa fazer o quanto antes por conta das fistulas", disse a mãe.  

Procedimentos

Com apenas três dias de vida, o garoto precisou colocar uma bolsa de colostomia e, desde então, já passou por dez cirurgias.

O procedimento cria uma abertura no abdômen para permitir a saída das fezes, que passam a ser coletadas em uma bolsa presa ao corpo.

No caso de Miguel, o procedimento faz parte de uma longa rotina de tratamentos iniciada ainda nos primeiros dias de vida.

Entre cirurgias, reversões e complicações, a família trava uma batalha para que o pequeno Miguel viva a infância com menos limitações.

O que deveria fazer parte de seu tratamento acabou sendo o início de uma sequência de procedimentos que acompanha praticamente toda a vida do garoto.

A primeira tentativa de retirar a bolsa ocorreu quando Miguel tinha 1 ano e 6 meses. A esperança, porém, durou cerca de um mês, e Miguel precisou refazer a colostomia.

Um ano depois, aos 2 anos e 6 meses, veio uma segunda tentativa. Miguel passou pela reversão novamente e conseguiu permanecer aproximadamente dois meses sem a bolsa. Outra fístula, no entanto, levou à necessidade de uma nova colostomia.

Seis anos depois, Miguel enfrentou mais uma cirurgia de reversão. Desta vez, a expectativa era de finalmente deixar para trás uma rotina que o acompanha desde os primeiros dias de vida, contudo nova fístula foi diagnosticada.

“Eu só queria ter uma vida normal como as outras crianças”, relata Miguel em pedido à família. 

Para Miguel, a possibilidade representa muito mais do que deixar de usar uma bolsa. A colostomia trouxe limitações para atividades comuns da infância e acumulou experiências difíceis ao longo dos últimos oito anos.

Serviço 

Quem quiser contribuir diretamente com o tratamento de Miguel pode fazer uma doação por Pix:
Chave Pix: [email protected]

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