Cidades

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MPE aguarda perícia e nega devolução de celular a Bernal

Manifestação foi apresentada pela promotora de Justiça Lívia Carla Guadanhim Bariani

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O Ministério Público Estadual (MPE) se manifestou contra a devolução de celulares apreendidos com o ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, investigado pelo assassinato do fiscal tributário estadual Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos. O órgão sustenta que os aparelhos ainda são fundamentais para a investigação, que segue em andamento e depende de análises periciais.

A manifestação foi apresentada nesta segunda-feira (6) pela promotora de Justiça Lívia Carla Guadanhim Bariani, que defendeu o indeferimento do pedido da defesa.

“O Ministério Público Estadual, em atenção ao requerimento de f. 01/04, manifesta-se contrário a restituição dos referidos aparelhos celulares, tendo em vista que a instrução processual sequer teve início e o IP ainda não chegou ao fim, bem como que os respectivos eletrônicos deverão ser submetidos a análise pericial”, afirmou.

Segundo o MPE, os dispositivos podem passar por exames adicionais. “Com efeito, e como já mencionado, os objetos do presente pedido ainda interessam ao processo, pendentes de análise, bem como, pode haver necessidade de eventual realização de exames periciais complementares”, prossegue o parecer.

A promotora ainda fundamenta a negativa com base na legislação. “Desta forma, restando demonstrado que o telefone móvel interessa ao processo, este não poderá ser restituído, por vedação expressa, prevista no art. 118 do Código de Processo Penal”, diz o texto.

O caso envolve o assassinato de Mazzini, ocorrido no último dia 24. De acordo com relatório preliminar encaminhado à Justiça, Bernal teria descido de uma caminhonete com um revólver calibre .38, caminhado até a entrada da residência da vítima e efetuado o primeiro disparo. A investigação aponta ainda a existência de um “ponto cego” nas imagens de segurança, o que torna os laudos periciais essenciais para esclarecer lacunas.

Defesa

Na última quarta-feira (1º), a defesa de Bernal solicitou à Justiça a devolução de dois celulares apreendidos no dia do crime. O advogado Gledson Alves de Souza argumentou que os aparelhos não têm relevância para a investigação e são necessários para atividades profissionais do ex-prefeito. 

“Os aparelhos foram apreendidos na posse direta do requerente; possuem origem lícita; inexistem terceiros reclamantes. Nesse contexto, a posse direta do bem gera presunção de propriedade, sendo descabida a exigência excessiva de comprovação formal (nota fiscal), sobretudo quando inexistente qualquer indício de ilicitude”, argumentou. O processo tramita na 1ª Vara do Tribunal do Júri.

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ESTRAGOS DA CHUVA

Temporal abre crateras em Ivinhema e provoca interdições em vias da cidade

Chuva de 55 milímetros, acompanhada de ventos de até 90 km/h, comprometeu trechos urbanos e área próxima à MS-141

12/10/2026 10h59

Fortes chuvas provocaram abertura de crateras em Ivinhema, comprometendo trecho urbano e área próxima à rodovia MS-141

Fortes chuvas provocaram abertura de crateras em Ivinhema, comprometendo trecho urbano e área próxima à rodovia MS-141 Reprodução

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As fortes chuvas que atingiram Ivinhema, município localizado no sul de Mato Grosso do Sul, provocaram a abertura de crateras e comprometeram a segurança de motoristas em diferentes pontos da cidade. Os danos foram registrados no bairro Piravevê e às margens da rodovia MS-141, que liga o município a Angélica.

De acordo com a Defesa Civil, o município registrou aproximadamente 55 milímetros de chuva, acompanhados de rajadas de vento que chegaram perto dos 90 km/h.

Conforme informações divulgadas pelo portal Vale do Ivinhema, o acúmulo de água deixou o terreno instável, aumentando a possibilidade de novos desmoronamentos. A situação representa risco principalmente para veículos pesados, como caminhões e carretas, devido à possibilidade de comprometimento da estrutura próxima à pista.

Diante do problema, a Prefeitura de Ivinhema providenciou a sinalização do local para alertar os condutores. A expectativa era de que a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), responsável pela manutenção das rodovias estaduais, realizasse uma avaliação das condições do trecho.

Motoristas que trafegam pela região devem reduzir a velocidade, manter distância dos demais veículos e evitar aproximação da área danificada.

Até as informações divulgadas, não havia confirmação sobre o prazo para recuperação dos pontos atingidos.
 

el niño

Rio Miranda tem cheia fora de época e põe ribeirinhos em alerta

Normalmente, esta época do ano é marcada pela escassez de água nos rios e pelas queimadas na região pantaneira de Mato Grosso do Sul

12/10/2026 10h44

Na régua instalada na ponte da MS-339, próximo da cidade de Miranda, o nível do rio atingiu 6 metros nesta segunda-feira (12)

Na régua instalada na ponte da MS-339, próximo da cidade de Miranda, o nível do rio atingiu 6 metros nesta segunda-feira (12)

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Possivelmente por conta do El Niño, que está trazendo chuvas fortes bem mais cedo a boa parte de Mato Grosso do Sul neste ano, o nível do Rio Miranda amanheceu em 6 metros na régua instalada na ponte da MS-339, próximo da região urbana de Miranda na manhã desta segunda-feira (12). Depois que o nível passa dos 5,5 metros ele já começa a transbordar e entra no chamado nível de alerta. Quando passa dos 6,5 metros, a situação é classificada como sendo de emergência.

Porém, somente depois que passa dos 6,4 metros é que começa a invadir residências na cidade, segundo o coordenador municipal da Defesa Civil, Flávio Nogueira Machado, que tem 49 anos e garante nunca ter visto uma cheia deste tamanho do Rio Miranda nesta época do ano.

Normalmente, segundo ele, as cheias do Rio Miranda ocorrem nos meses de fevereiro e março, depois que todos os seus afluentes já estão com alto volume de águas e o solo já está encharcado. "Nunca vi nada parecido no começo de um mês de outubro, quando o período chuvoso está só começando". 

“O normal para esta época seca e queimada em toda a região pantaneira. Não tenho a medição exata da quantidade de chuva ao longo da última semana, mas acredito que tenham sido em torno de 300 milímetros”, diz.

Somente durante a noite passada o nível subiu 50 centímetros e na manhã desta segunda-feira a Defesa Civil da cidade estava se preparando para um possível auxílio na retirada de famílias ribeirinhas. “A gente espera que até amanhã o rio chegue a até 6,5 metros e aí vai invadir muitas casas. E mesmo a gente fazendo alertas, as famílias só saem depois que a água tomou conta”, afirma.

Há uma semana, lembra ele, o nível do Miranda estava em 2,1 metros na régua da ponte. “Graças a Deus choveu muito nos últimos dias e foi no Pantanal inteiro. Agora os cardumes de peixes podem subir o rio tranquilamente e acabou de vez o risco de queimadas no Pantanal”, comemora o chefe da Defesa Civil em meio aos preparativos para um possível resgate de ribeirinhos.

Para ele, os benefícios da chuva abundante são bem maiores que alguns transtornos que elas provocam. E, apesar da expectativa  de que continuasse subindo ao longo desta segunda-feira, possivelmente não passaria muito dos 6,5 metros.

Isso porque no distrito de Águas do Miranda, localizado às margens da MS-345, o nível começou a baixar nas últimas horas depois de chegar perto do ponto de transbordamento no sábado e domingo.

E não é somente o Miranda que está com cheia atípica neste ano. O Rio Aquidauana chegou a quase seis metros na cidade como o mesmo nome neste final de semana. Neste caso, porém, ele só provoca alagamentos depois que se aproxima dos oito metros.

Os dois rios se juntam próximo à região do Passo do Lontra, um dos mais importantes pontos turísticos e de pesca no Pantanal, localizado às margens da Estrada Parque e do Rio Miranda. Nesta região, segundo Rogério Iehle, proprietário de um pesqueiro, “o rio já subiu muito e ainda tem muita água para descer”.

E, pela quantidade de água que está por via, existe a possibilidade de alagamentos significativos no Pantanal dominado pelo Rio Miranda em uma época totalmente atípica. Pantaneiro antigo, ele não se recorda de outro ano em que tenha descido tanta água para aquela região nesta época do ano.

Na região norte do Estado, o Rio Taquari também entrou em sinal de alerta nas últimas duas semanas e provocou grandes inundações ao longo de suas margens na região pantaneira, além de colocar a defesa civil de Coxim em alerta.

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