Cidades

DIÁRIO OFICIAL

MPE recomenda que prefeitura cancele contrato com empresa de filho de vereador

Empresa foi aberta em junho e venceu licitação no mês seguinte

MARESSA MENDONÇA

06/11/2017 - 09h59
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O promotor de Justiça William Marra Silva Júnior, do Ministério Público Estadual (MPE) de Mato Grosso do Sul, enviou recomendação ao prefeito de Bela Vista, Reinaldo Miranda Benites (PSDB) para que revogue a licitação em que a empresa vencedora pertence ao filho do vereador Francisco Leite Gutierres (PSDB).

O contrato, com valor superior a R$ 80 mil, é para fornecimento de marmitex para servidores da Secretaria de Saúde do município.

Conforme publicado no Diário Oficial do MPE a empresa vencedora da licitação pertence a Francis Fiori dos Santos Gutierres. Trata-se de um restaurante, avaliado em R$ 100 mil, que foi aberto em junho e venceu a concorrência no mês seguinte.

Outro fato que gerou desconfiança é a incompatibilidade entre a renda de Francis e o valor da empresa. Isto porque ele acabou de sair do Exército para reserva não remunerada.

O representante do MPE pontuou que o resultado da licitação foi homologado no dia 7 de julho, mas só foi publicado no dia 14 de setembro, ferindo o princípio da publicidade.

Ele elencou ainda que os funcionários da Secretaria de Saúde têm direito a duas horas de almoço e, por esse motivo, não há necessidade do fornecimento de marmitex. Além disso, duas servidoras da pasta foram demitidas recentemente como medida de contenção de gastos.

O promotor cita a Lei Orgânica do Município em que vereadores não podem firmar ou manter contrato que beneficiem parentes e reforça que as licitações devem seguir princípios básicos, como "da legalidade, da impessoalidade e da moralidade”. Ele orienta que o contrato seja revogado.

O prefeito tem 10 dias para responder se vai cumprir ou não a recomendação. Caso ele não cumpra, outras medidas judiciais poderão ser tomadas.

Cópia da recomendação foi enviada para a Câmara Municipal de Bela Vista (MS); Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul; Ministério Público de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul; Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça do Patrimônio Público e Social, Corregedoria-Geral, e Conselho Superior do Ministério Público.

Ministério Público

MP investiga plano de saúde por punir médicos que indicaram cirurgia para paciente idosa

De acordo com a cooperativa, os médicos indicaram uma cirurgia que não possuía cobertura pelo plano

12/03/2026 16h45

UNIMED tem 15 dias para apresentar esclarecimentos ao MP

UNIMED tem 15 dias para apresentar esclarecimentos ao MP FOTO: Gerson Olivera/Correio do Estado

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (MPMS) abriu uma investigação para apurar se a cooperativa UNIMED puniu de forma indevida médicos que indicaram um procedimento considerado necessário para uma paciente idosa. 

A investigação começou após a paciente de 82 anos, que possui várias comorbidades, ser indicada a realizar um procedimento médico cardíaco após avaliação clínica e cardiovascular. 

Os dois médicos teriam recomendado que a idosa realizasse a Troca Valvar Aórtica por via Transcateter (TAVI), um procedimento minimamente invasivo usado para tratar problemas graves na válvula do coração. 

Segundo os profissionais, essa era a alternativa mais segura, já que a cirurgia tradicional apresentava alto risco de mortalidade para a paciente. 

Após a indicação médica, a operadora do plano de saúde negou a cobertura do procedimento, alegando que o TAVI não estaria incluído no rol mínimo de procedimentos obrigatórios definido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). 

Diante da negativa da UNIMED, a família da paciente recorreu à Justiça, que concedeu uma liminar autorizando a realização do procedimento, que foi realizado com sucesso. 

No entanto, mais tarde, os dois médicos que indicaram a cirurgia foram alvo de processo administrativo disciplinar dentro da própria cooperativa médica, acusados de solicitar um procedimento que não estaria coberto pelo plano. 

Como resultado, receberam advertência confidencial. Em um dos casos, uma médica cardiologista ainda foi punida com a determinação de ressarcir o valor total da cirurgia, que ultrapassou R$ 140 mil. 

Os médicos afirmaram que agiram de acordo com o Código de Ética Médica e que informaram à paciente e à família sobre todas as opções de tratamento, riscos e custos envolvidos. 

Eles também argumentaram que não incentivaram a judicialização do caso e que a decisão de acionar à Justiça foi tomada exclusivamente pela família após a negativa da UNIMED. 

Também questionaram a forma como o processo disciplinar aconteceu, alegando haver tratamento desigual, já que ambos participaram da indicação do procedimento, mas receberam punições diferentes. 

Em decisão, o Superior Tribunal de Justiça entendeu que os procedimentos indicados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) não devem ser vistos como limitação absoluta, servindo como referência mínima e não pode impedir um tratamento necessário quando há prescrição médica fundamentada e comprovação científica da eficácia do tratamento.

Assim, regras internas de cooperativas não podem se sobrepor a garantias constitucionais de proteção à saúde e aos direitos do consumidor. 

Com a abertura do Inquérito Civil, a Promotoria de Justiça do Consumidor quer verificar se houve prática abusiva por parte da operadora, especialmente em relação à punição dos médicos. 

A investigação busca, ainda, avaliar se regras internas da operadora podem ter sido usadas de forma indevida para restringir tratamentos médicos ou penalizar profissionais que agiram com base em critérios técnicos.

A empresa foi notificada e deverá apresentar esclarecimentos ao Ministério Público em até 15 dias. 


 

PURGATIO

Municípios de MS são alvos de operação que combate contrabando de agrotóxicos

Os produtos eram transportados do Paraguai e foram apreendidos em Campo Grande, Maracaju e Miranda

12/03/2026 16h16

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Nesta quintafeira (12), foi deflagrada a Operação Purgatio para combater o contrabando de agrotóxicos vindos do Paraguai. A ação teve o intuito de fiscalizar e repreender os crimes ambientais e a entrada irregular de produtos que representam risco à saúde pública e ao meio ambiente.

A Operação Purgatio foi realizada de forma conjunta pela Receita Federal, a Polícia Federal (PF) e o Ibama. Durante a ação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços vinculados a pessoas físicas e jurídicas em Campo Grande, Miranda e Maracaju.

As equipes apreenderam mídias eletrônicas, documentos, bens utilizados para a prática do ilícito, uma quantidade significativa de agrotóxicos irregulares, além de uma lancha que estava no local. A comercialização e uso destes produtos são proibidos no País.

Em nota, a Receita Federal "reforça o trabalho integrado dos órgãos participantes para enfrentar práticas criminosas que colocam em risco a segurança da população, a economia e o patrimônio ambiental, garantindo a responsabilização dos envolvidos e a proteção dos recursos naturais".

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