Cidades

EM IVINHEMA

MPE teme rompimento de rodovia e pede cumprimento de multa

Obras paliativas da Agesul não aguentou o volume de chuva de fevereiro e aumentou riscos de acidentes na rodovia

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Por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Ivinhema, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) formalizou um pedido provisório de decisão ao Município e à Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), para que se cumpra o pagamento de multa em razão da degradação ambiental e risco viário na rodovia MS-141.

A motivação veio após denúncias de moradores da região, que apontaram escoamento desordenado de águas pluviais, acumuladas da chuva, vindas de áreas urbanas. O resultado ficou evidente com a erosão às margens da rodovia. 

Com isso, foram realizadas vistorias no local, e a confirmação foi que as medidas adotadas tanto pelo Município, representado pela Prefeitura de Ivinhema, quanto pela Agesul foram insuficientes. Notado que as obras paliativas realizadas na rodovia estadual não resistiu aos temporais do mês passado, o MPE configurou como descumprimento de liminar judicial anterior.

Ainda segundo o MPE, a falha nas estruturas resultou em:

  • invasão de lama na pista;
  • infraestrutura exposta;
  • e dano ambiental ampliado.

Porém, não apenas pela questão ambiental e a degradação do ambiente, em razão da segurança dos que ali transitam, o órgão também apontou que com a constante chuva, o volume da água invade a pista e cria 'rios' sobre o asfalto, o que aumenta o risco de aquaplanagem e acidentes fatais na rodovia.

Chuvas e pavimentações

Segundo relatório da Defesa Civil, em fevereiro foram 106,2 milímetros de chuva apenas entre os dias 22 e 23 do mês. Com isso o volume da água que acumulou na região gerou o rompimento de diversos pontos das obras de contenção feitas pela Agesul, no trecho que liga Ivinhema a Angélica.

Anteriormente, como já havia noticiado o Correio do Estado, no final do ano passado o Governo de MS, por meio da Agesul engatilhou 13 projetos de pavimentações no valor de R$ 2,6 bilhões. Entre as que estavam incluídas no pacote, estava a previsão de implantação de 68 quilômetros de asfalto ligando a BR-267 à cidade de Angélica, pela MS-141.

Em decisão liminar, o MPE havia determinado um período para que a situação fosse devidamente resolvida e houvesse cumprimento das obrigações, porém o prazo se encerrou sem que o problema fosse integralmente sanado.

Devido a negligência diante da ocorrência e precariedade das intervenções realizadas pela Agesul e pelo Município, o MPE solicitou que os envolvidos, e incluindo o Estado, comprovem que a situação foi controlada com a contenção imediata do escoamento de águas pluviais e a manutenção das estruturas de drenagem.

A aplicação de multa diária já foi determinada desde a decisão liminar, e em caso do não cumprimento da comprovação a multa seguirá fixa diariamente. O órgão ainda solicitou que os valores de multa vencidos em dezembro do ano passado sejam pagos imediatamente. O valor será revertido ao Fundo Municipal de Meio Ambiente de Ivinhema.

Segundo o Promotor de Justiça Allan Thiago Barbosa Arakaki, responsável pela ação, a área degradada atualmente é maior do que a registrada no início do processo. A cada chuva a rodovia está sujeita a maior degradação, e até mesmo o rompimento dela, além do aumento de risco de acidentes devido a água.

"Evidencia-se o agravamento do quadro de dano e do risco à integridade dos usuários da via e dos moradores da região", destaca.

O MPE ainda anexou fotos e vídeos enviados pelos moradores da região, que relataram o medo constante de tragédias em dias de chuvas. No documento, as imagens mostram galerias entupidas e o avanço das voçorocas que ameaçam casas próximas do local.

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Infraestrutura

Com verba federal, Estado prevê R$ 9 milhões em asfalto nas Moreninhas

Edital prevê investimento milionário em recapeamento e asfalto novo nos bairros Moreninhas III e IV, na Capital

03/03/2026 09h33

Uma semana antes, o secretário da Casa Civil, Walter Carneiro Júnior, esteve na Rua Antônio Pires, nas Moreninhas IV, onde anunciou o lançamento do processo licitatório para obras de asfalto na região

Uma semana antes, o secretário da Casa Civil, Walter Carneiro Júnior, esteve na Rua Antônio Pires, nas Moreninhas IV, onde anunciou o lançamento do processo licitatório para obras de asfalto na região Reprodução Redes Sociais

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O Governo do Estado lançou, nesta quarta-feira (03), edital de licitação para investimento de R$ 9 milhões em obras de recapeamento e asfalto novo nos bairros Moreninhas III e IV.

Por meio das redes sociais, no Instagram, o secretário da Casa Civil, Walter Carneiro Júnior, esteve na Rua Antônio Pires, localizada na Moreninhas IV, e informou que o trabalho representa a quarta etapa das obras de infraestrutura.

Segundo a publicação, os bairros irão receber obras de drenagem pluvial e restauração do pavimento asfáltico, no valor estimado de R$ 9.105.378,89.

“A gente conclui o processo licitatório daqui a uns dias, da quarta etapa do asfalto que vai atender as Moreninhas III e IV, em uma articulação com a bancada federal e em parceria forte entre Estado e Prefeitura”, disse o secretário.

Região Sul

No dia 16 de janeiro, a Agência Estadual de Gestão e Empreendimentos (Agesul) divulgou o edital de licitação do chamado lote 01, com investimento de R$ 20.981.386,66, no qual 16 ruas e avenidas do Bairro Itamaracá, localizado na Região Sul, receberão recapeamento ou asfalto novo.

Como acompanha o Correio do Estado, a obra prevê o recapeamento de cerca de seis quilômetros de asfalto e a implantação de cinco quilômetros de asfalto novo no bairro.

A previsão é que o trabalho seja concluído em até dois anos, conforme consta no edital.

A licitação contempla a pavimentação da Rua Salomão Abdalla e a abertura de vias em meio a pastagens, dando continuidade a um novo acesso às Moreninhas, que ainda não tem previsão de conclusão, segundo a Agesul.

A primeira etapa desse projeto, que prevê a construção de uma nova avenida de acesso às Moreninhas, começou em dezembro de 2022. A primeira fase está pronta há quase um ano. Nessa etapa, o Governo do Estado já investiu R$ 53,24 milhões.

O problema é que, sem a segunda etapa, o asfalto novo da primeira fase (Avenida Alto da Serra) liga as Moreninhas a uma área de pastagem.

Trechos do asfalto, a drenagem, a ciclovia e até boa parte do paisagismo estão sendo utilizados pelos moradores da região. Mas, a obra tem o objetivo principal de desafogar o trânsito de avenidas como Guaicurus, Costa e Silva e Guri Marques, o que será possível depois da conclusão da segunda etapa. 

** Colaborou Neri Kaspary

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AVANÇO NA MEDICINA

Nanotecnologia desenvolvida pela UFMS atinge 99,6% de inibição do câncer

Tecnologia usa sílica para direcionar quimioterápicos diretamente às células cancerígenas e pode reduzir efeitos colaterais do tratamento

03/03/2026 09h15

Tecnologia usa sílica para direcionar quimioterápicos diretamente às células cancerígenas

Tecnologia usa sílica para direcionar quimioterápicos diretamente às células cancerígenas Divulgação

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Uma pesquisa desenvolvida na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) avançou no desenvolvimento de uma tecnologia capaz de melhorar a forma como medicamentos quimioterápicos são transportados pelo organismo. Em testes experimentais, o método alcançou até 99,6% de inibição do crescimento tumoral e reduziu em mais de 90% o peso dos tumores analisados.

O estudo propõe o uso de nanopartículas de sílica como “veículos” para levar o fármaco diretamente às células doentes. Essas estruturas, milhares de vezes menores que a espessura de um fio de cabelo, funcionam como matrizes carreadoras, permitindo que o medicamento circule pelo corpo de maneira mais direcionada.

De acordo com o professor Marcos Utrera Martines, responsável pela pesquisa, o planejamento do tamanho e da morfologia das partículas foi determinante para o desempenho observado em laboratório. “O planejamento do tamanho e da morfologia da matriz carreadora, assim como a adição dos fármacos, foi bem-sucedido, mantendo a atividade anticâncer dos medicamentos e reduzindo as concentrações necessárias”, afirma.

Nos experimentos realizados, as nanopartículas demonstraram alta capacidade de impedir a multiplicação de células tumorais e maior seletividade no ataque às células cancerígenas, preservando, em maior grau, as células saudáveis. A seletividade é um dos principais desafios da quimioterapia convencional, frequentemente associada a efeitos colaterais intensos.

Entre os medicamentos testados, as combinações com citarabina e doxorrubicina apresentaram os melhores resultados. Em modelos experimentais que avaliaram crescimento e peso tumoral, os índices de inibição chegaram a 99,6%, com redução superior a 90% na massa dos tumores.

O estudo também utilizou o ácido fólico como estratégia de direcionamento. Muitas células cancerígenas apresentam maior quantidade de receptores dessa substância, o que facilita a ligação do medicamento ao tumor. “O ácido fólico é usado como direcionador de fármacos porque diversas células cancerígenas superexpressam receptores de folato na sua superfície”, explica Martines.

A pesquisa recebeu apoio da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundect), por meio da chamada especial para atração de recém-doutores, e também contou com recursos do Programa Pesquisa para o SUS (PPSUS), iniciativa voltada ao fortalecimento da produção científica aplicada à saúde pública.

Além dos resultados laboratoriais, o projeto já resultou em pedidos de patentes e apresenta potencial de transferência tecnológica, tanto para o setor produtivo quanto para o Sistema Único de Saúde (SUS). A expectativa da equipe é dar continuidade às etapas de validação para que a tecnologia avance em direção a aplicações clínicas futuras.

Os dados integram a nova série de divulgação científica lançada pela Fundect, intitulada “MS ama Ciência”, que pretende apresentar pesquisas financiadas no Estado com potencial de impacto social e econômico.

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