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MPMS abre nova ofensiva para paralisar construções ao redor do Parque do Prosa

Dias depois de acordo suspender novas emissões de licenças, órgão quer parar também obras que estiverem na fundação

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Duas semanas depois de firmar acordo para suspender por oito meses novas emissões de autorizações para construções na zona de amortecimento do Parque Estadual do Prosa, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) ingressou com uma nova ofensiva na Justiça e pediu que as obras que já estão em andamento na região, mas que estão em fase inicial, também sejam suspensas, mesmo aquelas com alvarás concedidos aos empreendimentos.

Como reportado pelo Correio do Estado no dia 9 de agosto, um acordo entre o MPMS, o governo do Estado e a Prefeitura de Campo Grande afetou pelo menos 10 negócios que estavam em fase inicial de documentação. 

Agora, o MPMS recomendou que o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) realizasse o embargo imediato e a paralisação de obras de empreendimentos situados na zona de amortecimento do Parque Estadual do Prosa sem a devida regularização. 

Porém, eles também ingressaram com uma petição na ação civil pública que moviam desde junho para reafirmar o desejo de “parar tudo”, incluindo aqueles empreendimentos que já estão com os documentos emitidos e corretos do ponto de vista jurídico, mas que ainda não tiveram as obras iniciadas ou que não passaram da fundação, para que, após a criação de uma legislação específica para essa área, esses projetos sejam adequados às novas diretrizes.

“Ainda que tenha havido um acordo parcial, o Ministério Público insistiu que o Judiciário aprecie os pedidos de suspensão da validade de licenças, alvarás de construção e guias de diretrizes urbanísticas expedidos para empreendimentos na zona de amortecimento do parque até que haja o estabelecimento do seu regulamento”, disse o MPMS, em nota.

“Está havendo movimentação de empresas construtoras para aproveitar os alvarás e licenças já concedidos – haja vista que os entes municipais não se comprometeram a suspender a validade daqueles já expedidos, pois dependeriam, na sua visão, de ordem judicial – e iniciar a construção o quanto antes, justamente para escapar do alcance dos pedidos feitos pelo Ministério Público na aludida inicial”, complementou o MPMS.

A zona de amortecimento tem uma área de cerca de 9,72 quilômetros quadrados e está localizada no entorno do Parque Estadual do Prosa. Compreende tudo que está dentro de sua área, como as Avenidas Afonso Pena, Mato Grosso, Ministro João Arinos e Hiroshima, além de trechos do Anel Viário da BR-163. 

Os Bairros Parque dos Poderes e Jardim Veraneio foram completamente afetados, além de partes dos Bairros Cidade Jardim, Jardim Panorama e Carandá Bosque. Outras regiões, como a do Bairro Chácara Cachoeira, onde já houve reclamação sobre a verticalização por parte dos moradores, não estão inclusas.

Na petição inicial, o MPMS cita alguns empreendimentos que estão dentro desse perímetro que estariam com as obras recém-iniciadas e que, portanto, em sua visão, poderiam ser paralisados para aguardar por uma nova legislação para a região, um dos pedidos feitos na ação civil pública.

Inclusive, no acordo judicial que suspendeu a concessão de novas licenças, ficou estabelecido que o governo do Estado teria 60 dias, a partir do momento em que o acordo foi firmado, no início deste mês, para apresentar norma regulamentadora da zona de amortecimento do Parque Estadual do Prosa, além de projetos de drenagem, esgoto e vias para a área. 

Após essa etapa, inicia-se o prazo de 180 dias para que o Município elabore estudos sinergéticos e cumulativos sobre os impactos de empreendimentos e atividades previstos para a região.

VISTORIA

Em vistoria realizada pelo MPMS no início deste mês, para apurar o estágio das obras de empreendimentos dentro da zona de amortecimento do Parque Estadual do Prosa, foram encontrados 15 construções.

“Dos 15 empreendimentos contidos na lista da Semades ajustada pelo Cortec EA, apenas 4 possuem obras iniciadas e em plena fase de execução; por sua vez, os outros 11 empreendimentos não possuem nenhum sinal indicativo de realização de obras de construção, conforme demonstrado fotograficamente neste relatório de vistoria”, trouxe trecho do relatório.

A atual manifestação do MPMS na ação civil pública, portanto, refere-se diretamente a esses 11 projetos que ainda não tiveram início efetivo, na visão do órgão.

PREOCUPAÇÃO

O presidente do Sindicato da Habitação de Mato Grosso do Sul (Secovi-MS), Geraldo Paiva, mostrou-se preocupado quanto a essa nova ofensiva do MPMS, em que não apenas os empreendimentos, mas também as famílias que sonham com uma casa própria e que trabalham nas construções serão afetadas.

“A legislação vigente foi discutida no Conselho da Cidade por três anos, com a participação de consultorias técnicas, representantes de bairros, universidades, conselho de arquitetura, urbanismo e engenharia. O relatório final contemplou sugestões inclusive do MPMS. Nossa preocupação é com a insegurança jurídica no mercado imobiliário, em que empresas e cidadãos fizeram investimentos em cima de uma legislação que está em vigor há sete anos”, explicou.

De acordo com dados apresentados por Paiva, cerca de 12 mil empregos diretos e 40 mil indiretos seriam gerados pelos empreendimentos, além de R$ 15 milhões de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) gerados após a conclusão das obras, o que ele classifica ser um “prejuízo ao Município” com a nova ação do MPMS.

A reportagem entrou em contato com o Sindicato Intermunicipal da Indústria da Construção do Estado de Mato Grosso do Sul (Sinduscon-MS), com a Prefeitura de Campo Grande e com o governo do Estado para saber a opinião das partes sobre a ofensiva do órgão estadual, mas até o fechamento desta edição não houve retorno.

*SAIBA

Apesar de a Prefeitura de Campo Grande ter encontrado 10 obras que pode ser impactadas, segundo Geraldo Paiva, esse número pode chegar a 27 empreendimentos, que tiveram suas análises de Guia de Diretrizes Urbanísticas (GDU) e alvarás embargados pelo acordo.

SEJUSP

Governo do MS promete 400 novas viaturas nas ruas já no mês que vem

Com investimento de mais de R$170 milhões, a previsão é que as outras 125 viaturas sejam entregues no segundo semestre

15/05/2026 08h39

Em balanço, a Sejusp anunciou que, desde 2023, foram contabilizados investimentos de aproximadamente 232,9 milhões, voltados para compra de mais de 25 mil equipamentos e veículos. 

Em balanço, a Sejusp anunciou que, desde 2023, foram contabilizados investimentos de aproximadamente 232,9 milhões, voltados para compra de mais de 25 mil equipamentos e veículos.  Reprodução/Divulgação/Saul-Schramm

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Através da adoção de um modelo de renovação contínua que passa pelos armamentos, veículos e demais itens da segurança pública, o Governo do Estado do Mato Grosso do Sul promete que 400 novas viaturas estarão nas ruas já no mês que vem. 

Para o Executivo, essas ações de melhores condições oferecidas aos policiais e bombeiros, garantem inclusive um melhor desempenho das forças de segurança até mesmo no combate ao crime organizado e redução dos índices de criminalidade em MS. 

Além disso, essas 400 viaturas que já devem rodar a partir de junho fazem parte ainda de um universo de 525 novos veículos que serão entregues através de um modelo moderno de compras e gestão dos recursos públicos de segurança. 

Como bem esclarece a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), pasta chefiada por Antônio Carlos Videira, esta renovação contínua de equipamento e viaturas receberá nova remessa no próximo mês (junho). 

Com investimento de mais de R$170 milhões, a previsão é que as demais 125 viaturas sejam entregues no segundo semestre, conforme planejamento da Sejusp. 

Balanço

Em balanço, a Sejusp anunciou que, desde 2023, foram contabilizados investimentos de aproximadamente 232,9 milhões, voltados para compra de mais de 25 mil equipamentos e veículos. 

Há, por exemplo, a compra de: 

  • 2.383 aparelhos de comunicação, 
  • 1.198 equipamentos de áudio e vídeo, 
  • 467 veículos de tração mecânica, 
  • 806 equipamentos de proteção de segurança e socorro 110 aeronaves, 
  • 165 máquinas e equipamentos rodoviários.

"Neste pacote ainda aparecem os armamentos (7838), veículos diversos (19), embarcações (13), equipamentos de mergulho e salvamento (225), mobiliários em geral (7744), entre outros itens que contribuem para todas as forças de segurança do Estado, em um trabalho coletivo contra o crime", complementa a Sejusp em nota. 

Além disso, quanto aos resultados, 2025 entra para a história como a 2ª maior marca desde a criação do Departamento de Operações de Fronteira (DOF), com a apreensão de 196,5 toneladas de drogas. 

Em complemento, entre janeiro e março deste ano há uma sequência notável do trabalho, sendo apreendidos 94.887,61 quilos de drogas.

"Em comparação a 2023 (janeiro a março), no mesmo período, houve um crescimento de 87,71%, já que naquela época a apreensão foi de 50.549,73 kg", conclui. 

 

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Operação Íkaros

PF prende funcionários de aeroporto de MS envolvidos no narcotráfico

Três empregados são investigados por facilitar o transporte de drogas da Bolívia para Campinas (SP), via Aeroporto de Corumbá

15/05/2026 08h15

Operação Íkaro da PF no Aeroporto de Corumbá

Operação Íkaro da PF no Aeroporto de Corumbá DIVULGAÇÃO/PF

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Três funcionários do Aeroporto de Corumbá (CMG) e um empregado do Aeroporto de Viracopos (VCP) foram presos pela Polícia Federal (PF), na manhã desta sexta-feira (15), durante a Operação Íkaros, em Corumbá (MS) e Campinas (SP).

Eles são investigados por facilitar o transporte de drogas da Bolívia para Campinas (SP), via Aeroporto de Corumbá.

Ao todo, três mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão foram cumpridos em Corumbá (MS) e um de prisão preventiva em Campinas (SP).

Durante a operação, um indivíduo foi preso por posse irregular de quatro armas de fogo. Aparelhos celulares e um veículo também foram apreendidos.

Os celulares serão periciados pelas autoridades competentes em colaboração com as investigações.

A investigação teve início em 2024, a partir da prisão em flagrante de um casal em São Paulo (SP). Na ocasião, foram apreendidos 100 kg de entorpecentes provenientes da Bolívia.

TRÁFICO DE DROGAS

O tráfico de drogas é um problema crescente no Brasil.

Comércio, transporte e armazenamento de cocaína, maconha, crack, LSD e haxixe são proibidos no território brasileiro, de acordo com a Lei nº 11.343/2006.

Mas, mesmo proibidos, ainda ocorrem em larga escala em Mato Grosso do Sul. O Estado é conhecido como um vasto corredor no Brasil, devido à sua extensa fronteira com outros países. Com isso, é uma das principais rotas utilizadas para a entrada de substâncias ilícitas no país. 

O tráfico resulta em diversos crimes direta e indiretamente, como furto, roubo, receptação e homicídios.

Dados divulgados pela Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MS) apontam que 3.800 kg de cocaína e 1.227.280 kg de maconha foram apreendidos entre 1º e 15 de maio de 2026, em Mato Grosso do Sul

Em 2025, 14.651 quilos de cocaína, 538.750 quilos de maconha e 378 quilos de outras drogas foram apreendidos.

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