Cidades

CAMPO GRANDE

MS demite servidora condenada pela morte de 'mascote' na frente do filho

Michelly Pereira de Queiroz foi condenada junto do esposo, Eduardo dos Santos Silva, em 27 de julho de 2018, cerca de um ano e meio após a morte de Wesley Julião Barbosa

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Através da edição desta sexta-feira (06) do Diário Oficial Eletrônico (DOE) de Mato Grosso do Sul, o Governo do Estado publicou a demissão da servidora envolvida e condenada no caso da morte de jovem conhecido como "mascote", morto em 2017 na frente do próprio filho, que à época teria apenas dois anos. 

Conforme o texto assinado pelo Controlador-Geral do Estado, Carlos Eduardo Girão de Arruda, foi acolhido o relatório final da Comissão Processante dos autos de Processo Administrativo Disciplinar, aplicando a demissão de Michelly Pereira de Queiroz. 

Lotada até então na Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso do Sul (SED-MS), no cargo de agente atividades educacionais, Michelly foi condenada junto do esposo, Eduardo dos Santos Silva, em 27 de julho de 2018, cerca de um ano e meio após a morte de Wesley Julião Barbosa. 

Reprodução/DOE-MS

Relembre

Conhecido como "Mascote", Wesley Julião Barbosa Almeida foi executado - como bem acompanhado à época pelo Correio do Estado - ao sair para comprar pão numa manhã de sábado, em 14 de fevereiro de 2017. 

Segundo relatos de testemunhas à época ao Correio do Estado, os disparos teriam sido efetuados por um casal que passou pelo local, na rua Joana Maria de Souza do bairro Itamaracá, na Capital, em uma caminhonete Hilux da cor prata. 

Wesley chegou a correr e se esconder na casa de um morador, mas morreu antes mesmo da chegada do Corpo de Bombeiros. Como foi posteriormente levantado que o rapaz conhecido como "Mascote" possuía passagens por crimes como furto e roubo, a suspeita inicial era que a execução tinha acontecido por retaliação de grupo rival. 

Entretanto, cinco dias após a execução de Wesley, um policial aposentado foi preso por emprestar a arma e o carro usados pelo casal acusado na data do crime. Nessa ocasião, aos 57 anos, o ex-investigador disse que a vítima estava ameaçando a família e por isso ajudou os indivíduos em questão, que tratavam-se de sua filha e do então genro. 

No comando desse caso à época estava a delegada Célia Maria Bezerra, pela 4ª Delegacia de Polícia Civil, que apontou a prisão em flagrante do policial aposentado, que informou num primeiro momento ter emprestado o revólver calibre 38 para a própria filha, apesar de escolher posteriormente o silêncio em depoimento. 

Esse casal foi à julgamento cerca de um ano e meio após a execução do rapaz, morto na frente do filho de dois anos. Eles disseram que o crime, de fato, foi motivado por uma desavença antiga. 

Eduardo estaria cumprindo pena na Casa do Albergado quando as ameaças por parte de Wesley teriam começado, segundo dito pela delegada Célia Maria Bezerra ao Portal Correio do Estado, motivado por uma tentativa de vingança pela morte de Carlos Eduardo Paim. 

Carlos Eduardo Paim, nesse caso, foi assassinado com três tiros aos 15 anos, em julho de 2016 no Bairro Tiradentes, quando dois ocupantes de uma saveiro prata teriam perseguido o adolescente, que estava em uma moto, por quarteirões, antes de o atingirem com três tiros, descerem do veículo e fugindo logo depois levando junto a arma que o garoto carregava. 

Diante das ameaças e com a suspeita de que Wesley estaria armado, Eduardo dos Santos Silva pegou a arma do sogro e começou a atirar contra a vítima, quando a mesma estaria na frente da própria esposa e do filho de 2 anos. 

Enquanto Eduardo foi condenado inicialmente a 14 anos de reclusão, em regime fechado, a condenação de Michelly foi estabelecida em 10 anos, recorrendo em liberdade e tendo que apresentar-se em juízo mensalmente, além de comprovar as devidas atividades e rendas, além da remoção do cargo/função pública.

 

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última Parcela

Última parcela do IPVA vence nesta semana em Mato Grosso do Sul

Motoristas que parcelaram o imposto têm até esta semana para quitar débito e evitar juros, multa e restrições no licenciamento

25/05/2026 17h02

Foto: Saul Schramm/Secom-MS

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Os proprietários de veículos de Mato Grosso do Sul que optaram pelo pagamento parcelado do IPVA 2026 precisam ficar atentos ao calendário fiscal.

O prazo para quitação da quinta e última parcela do imposto termina na próxima sexta-feira, dia 29 de maio. A data encerra oficialmente o cronograma de pagamento parcelado do tributo neste ano.

O alerta vale para milhares de contribuintes sul-mato-grossenses que dividiram o imposto em cinco parcelas mensais. Quem deixar de pagar dentro do prazo estará sujeito à cobrança de juros e multa, além de correr o risco de enfrentar problemas para concluir o licenciamento anual do veículo.

A regularização do IPVA é considerada uma etapa indispensável para manter o automóvel apto a circular legalmente. A inadimplência pode impedir a emissão do Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV), documento obrigatório exigido em fiscalizações de trânsito.

Neste ano, o calendário do IPVA em Mato Grosso do Sul manteve a possibilidade de parcelamento em até cinco vezes para os contribuintes que não aderiram ao pagamento em cota única.

As parcelas foram distribuídas entre janeiro e maio, com vencimentos em 30 de janeiro, 27 de fevereiro, 31 de março, 30 de abril e, agora, 29 de maio.

As datas oficiais dos vencimentos mensais para o parcelamento do imposto foram organizadas desta forma: 

  • 1ª Parcela: 30 de janeiro
  • 2ª Parcela: 27 de fevereiro
  • 3ª Parcela: 31 de março
  • 4ª Parcela: 30 de abril
  • 5ª Parcela: 29 de maio 

O pagamento à vista ofereceu desconto de 15%, índice considerado um dos mais atrativos entre os estados brasileiros. A medida teve como objetivo incentivar a quitação antecipada e facilitar a arrecadação estadual.

Segundo a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), manter o imposto em dia evita transtornos financeiros e administrativos ao contribuinte. Além dos encargos por atraso, o débito pode gerar pendências junto aos órgãos de trânsito e impedir a conclusão do licenciamento obrigatório.

Para o exercício de 2026, o Governo do Estado também antecipou a liberação das guias de pagamento, permitindo maior prazo de organização financeira aos proprietários de veículos.

Os boletos passaram a ser disponibilizados digitalmente, por meio do portal da Sefaz e da plataforma e-Fazenda, dentro da estratégia de modernização dos serviços tributários estaduais.

Atualmente, Mato Grosso do Sul possui cerca de 870 mil veículos na base tributável do IPVA. Conforme as regras definidas para 2026, o valor mínimo das parcelas foi fixado em R$ 30 para motocicletas e R$ 55 para os demais veículos.

O Estado também mantém políticas de isenção e redução do imposto para categorias específicas. Entre os beneficiados estão veículos oficiais, automóveis de entidades assistenciais, fundações públicas, templos religiosos, táxis, mototáxis, ambulâncias, viaturas do Corpo de Bombeiros, veículos diplomáticos, além de automóveis com mais de 15 anos de fabricação.

Pessoas com deficiência possuem direito à redução de 60% no valor do tributo, desde que atendam aos critérios estabelecidos pela legislação estadual.

Também existem regras diferenciadas para empresas com grandes frotas, veículos movidos a Gás Natural Veicular (GNV) e casos de furto, roubo ou perda total devidamente comprovados.

O setor produtivo também segue contemplado com benefícios fiscais. Caminhões, ônibus e micro-ônibus utilizados em atividades econômicas contam com redução de 50% sobre a base de cálculo do IPVA, conforme a tabela vigente no Estado.

Os contribuintes podem consultar débitos, emitir guias e acessar informações detalhadas sobre o imposto no portal oficial da Secretaria de Estado de Fazenda de Mato Grosso do Sul: www.sefaz.ms.gov.br/ipva.

Investigação

Saúde pública de Campo Grande tem dívida de mais de R$ 197 milhões, diz MPMS

Investigação do MP aborda dívida milionária na saúde do município além do atraso do pagamento de fornecedores há quase dois anos

25/05/2026 16h45

Falta de abastecimento nas unidades de saúde pode ter a ver com falta de pagamento a fornecedores

Falta de abastecimento nas unidades de saúde pode ter a ver com falta de pagamento a fornecedores FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) abriu um inquérito para investigar uma dívida milionária da saúde pública de Campo Grande e o atraso no pagamento de fornecedores. 

A investigação é conduzida pela 76ª Promotoria de Justiça, que decidiu acompanhar a gestão do Fundo Municipal de Saúde de perto ao longo de 2026.

Segundo dados do Sistema Integrado de Planejamento, Finanças, Contabilidade e Controle (Sicont) apontaram que, entre janeiro de 2021 e fevereiro de 2026, a dívida vinculada à saúde municipal chegou a R$ 285,8 milhões. Destes, pouco mais de R$ 88,2 milhões foram quitados, restanto um saldo aberto de, em média, R$ 197,6 milhões. 

Denúncias de empresas contratadas pela prefeitura do município relataram dificuldade no recebimento pela prestação de serviços, principalmente no que diz respeito ao fornecimento de medicamentos e insumos hospitalares. 

Alguns fornecedores relataram ao MPMS que não recebem há mais de 500 dias pelos serviços, acumulando dívidas e colocando em risco a continuidade do abastecimento em unidades de saúde e hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS). 

O atraso do pagamento às empresas é estimado em mais de R$ 5 milhões em débitos, compromentendo o atendimento à população pelo SUS. 

De acordo com o Ministério Público, foram exigidas uma série de informações detalhadas à Prefeitura de Campo Grandes, como a relação dos fornecedores com pagamentos em atraso superiores a 30, 60 e 90 dias; os contratos firmados; justificativas para os atrasos; e a previsão da quitação dos débitos. 

Além disso, o MP também quer esclarecimentos a abertura de um crédito suplementar de R$ 27 milhões ao Fundo Municipal de Saúde, autorizada pela prefeitura no mês de abril deste ano. A Promotoria quer saber a origem, embasamento legal e destinação exata dos recursos. 

Segundo as investigações, a prefeitura chegou a atribuir a falta de insumos nas unidades de saúde a falhas na entregas dos fornecedores. Agora, o MP quer entender se a principal causa da falta de abastecimento recorrente na saúde municipal tem a ver justamente com o atraso dos pagamentos. 

O secretário municipal de Finanças foi convocado pela Promotoria a prestar esclarecimentos sobre a execução orçamentária  e quais medidas estão sendo adotadas para enfrentar o passivo financeiro do município. 

"Com a instauração do procedimento, o MPMS pretende monitorar a aplicação dos recursos públicos, prevenir a interrupção dos serviços essenciais e cobrar soluções concretas da gestão municipal. A apuração segue em andamento, e novas medidas podem ser adotadas conforme o avanço das investigações", afirmou o Ministério Público em nota. 

A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Campo Grande, mas não obteve retorno até a publicação da matéria. 

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