Cidades

LINHA DE FRENTE

MS é 2º estado do país onde mais liderenças indígenas foram assassinadas, diz estudo

Pesquisa dos institutos Terra de Direitos e Justiça Global indica que a cada mês, três defensores de direitos foram assassindas de 2019 a 2022 no País

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Estudo divulgado nesta quarta-feira (14) pelas organizações Terra de Direitos e Justiça Global revelou que a cada mês, em média, três pessoas que agiam como defensoras de direitos humanos foram assassinadas no país no período de 2019 e 2022. Pela pesquisa, indígenas constituem perto de um terço dos assassinados.

Ainda de acordo com o levantamento, os dados apurados indicam que no período investigado foram mapeados 1.171 violações, das quais 169 indicam os números de assassinatos.

Das regiões onde ocorreram as mortes, o estado do Maranhão desponta como o principal palco dos assassinatos de lideranças indígenas, com dez casos anotados, seguido bem de perto por Mato Grosso do Sul, com nove ocorrências, depois Amazonas e Roraima, que registram sete mortes em cada um destes estados. Ao todo, de 2019 a 2022, 50 líderanças indígenas foram assassinadas.

CAUSAS

De acordo com as organizações que conduziram a pesquisa, nos últimos quatro anos, os retrocessos de direitos e as políticas de austeridade representaram o aprofundamento das violações aos direitos humanos: paralisação da demarcação das terras indígenas, da titulação dos territórios quilombolas, da concretização da reforma agrária, da ausência de políticas habitacionais urbanas, acirramento da violência política.

Além disso, o período registrou o aumento da violência política, tendo as defensoras e defensores de direitos humanos como destinatários principais do discurso de ódio e ataques.

Também de acordo com as entidades, o período em análise foi marcado pelo incremento da violência sistemática contra defensoras e defensores de direitos humanos, pelo retrocesso de direitos e pelos discursos públicos de autoridades políticas fomentando ainda mais os ataques, como os do então presidente Jair Bolsonaro, que disse sobre a flexibilização da legislação que trata do porte de armas.

Note o que disse o ex-mandatário: "Meu colega do campo aqui que tem fazenda, você não tem mais a preocupação de acordar com sua fazenda sendo demarcada como uma terra indígena ou como quilombola [...] Acredito que você tenha sua arma já dentro da fazenda, pode usar a arma agora dentro, em todo o perímetro da sua fazenda".

A PESQUISA

Organizadores do estudo expuseram as razões do "Na linha de frente - violência contra defensoras e defensores dos direitos humanos (2019-2022).

Foram considerados casos de violência contra pessoas e coletivos que defendem direitos humanos que ocorreram por conta da atuação desempenhada, como forma de paralisar, impedir ou constranger a luta por direitos. Dessa forma, descartamos dados como: mortes provocadas por doenças ou por Covid, latrocínios, feminicídios e episódios de racismo, machismo e homofobia que não foram praticados em um contexto de forma a deslegitimar a pessoa em um espaço ocupado por defender direitos humanos;

Ainda que em alguns casos o inquérito policial atribua a motivação do crime a fatores externos não ligados à luta por direitos humanos, o estudo considerou aqueles casos cujos movimentos ou entidades representativas questionam a conclusão e reivindicam que a pessoa foi vítima por defender direitos;

Nas situações em que houve a morte da pessoa defensora de direitos humanos, foram considerados apenas aqueles casos em que foi possível identificar nominalmente a vítima. Nas demais situações que envolveram outros tipos de violência, foram contabilizados casos cujas vítimas não foram nominadas, por questões de segurança, desde que a descrição do caso fornecesse detalhes suficientes para avaliar a atuação da vítima e o contexto da violência, de forma a permitir a avaliação da pertinência do caso ou a possibilidade de repetição no levantamento.

O ano de 2022 foi o mais letal para os indígenas. Em 2019, por exemplo, 11 indígenas foram assassinadas; 2020, 12; 2021, 10 e 17, em 2022.

O estudo classifica defensoras e defensores de direitos humanos como sujeitos, povos, movimentos populares ou coletivos que atuam em defesa de direitos humanos, mesmo que alguns desses direitos ainda não tenham assumido uma forma jurídica. 

De acordo com a Nações Unidas, defensores de direitos humanos são “pessoas físicas que atuem isoladamente, pessoa jurídica, grupo, organização ou movimento social que atue ou tenha como finalidade a promoção ou defesa dos direitos humanos”.

Atualmente este é o mesmo conceito que dá origem a principal política brasileira de proteção para quem atua na defesa dos direitos humanos.  

 

Saída

Desembargador federal abandona ações da Lava Jato após punição do CNJ

Loraci Flores de Lima pegou uma suspensão de 60 dias

09/08/2026 20h00

Desembargador Loraci de Lima

Desembargador Loraci de Lima Foto: Divulgação

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O desembargador Loraci Flores de Lima renunciou às ações da antiga Operação Lava Jato sob sua relatoria no Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4). Ele comunicou a decisão à Corte por meio de um despacho de cinco linhas após ser punido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por supostamente ter ignorado uma determinação do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), de paralisar processos criminais da Lava Jato. Loraci alega ‘incompatibilidade’ para continuar exercendo sua função jurisdicional nas ações.

O desembargador pegou uma suspensão de 60 dias - sanção, na prática, já cumprida porque havia ficado afastado durante 72 dias liminarmente, no curso do Processo Administrativo Disciplinar. Ele negou o descumprimento de ordem de Toffoli.

Loraci abdicou do acervo da Lava Jato a partir da ‘compreensão firmada pelo CNJ’. Sua decisão atende, segundo ele, o disposto no artigo 122 do Código de Processo Penal - norma que impõe ao magistrado afastamento espontâneo da causa em que haja impedimento ou incompatibilidade, sob pena de as partes contestarem sua permanência nos autos.

As ações que estavam sob a tutela do desembargador tiveram origem na 13.ª Vara Criminal Federal de Curitiba, base da Lava Jato.

Recursos e apelações contra sentenças e decisões da 13.ª Vara chegaram ao TRF-4, que fica sediado em Porto Alegre e mantém jurisdição também no Paraná. O TRF-4 ficou, assim, conhecido como o Tribunal da Lava Jato.

A decisão do CNJ atingiu também um colega de Loraci, o desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores, do TRF-4, igualmente acusado de ignorar determinação de Toffol. Nos autos do Processo Administrativo Disciplinar, seus advogados negaram ‘descumprimento deliberado de decisões’. Segundo os advogados, a decisão foi tomada de forma colegiada e fundamentada.

Por decisão unânime, o Conselho Nacional de Justiça aplicou a pena de disponibilidade por 60 dias aos desembargadores federais Os conselheiros concluíram que Loraci e Thompson descumpriram ordem expressa de Toffoli para suspender ações penais relacionadas à Lava Jato. Nos últimos anos, o magistrado do STF tem proferido uma série de liminares para anular ou suspender os efeitos de provas, delações e atos judiciais da investigação, com base no entendimento de que houve parcialidade e conluio entre o então juiz Sérgio Moro, hoje senador, e procuradores do Ministério Público Federal.

O caso analisado pelo CNJ teve origem em uma decisão da 8.ª Turma do TRF4 sobre a atuação do então juiz da 13.ª Vara Federal de Curitiba Eduardo Appio, sucessor de Moro. Em setembro de 2023, os desembargadores declararam a suspeição de Appio em um processo. Eles ampliaram esse entendimento a todas as ações da operação conduzidas por Appio e anularam os atos praticados por ele.

Ao definir a punição dos desembargadores, o conselheiro relator Rodrigo Badaró afirmou que ‘não há prova conclusiva de incompatibilidade permanente com a magistratura’ e aplicou a sanção de disponibilidade por 60 dias. Como ambos já haviam ficado fora da Corte por 72 dias, a punição foi dada como integralmente cumprida.

 

Bem-estar animal

Atendimento veterinário gratuito será oferecido em bairro da Capital

Consultório Móvel da SUBEA disponibilizará consultas, vacinação e avaliação para castração

09/08/2026 17h31

Divulgação/Subea

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Moradores de Campo Grande poderão contar com atendimento veterinário gratuito para cães e gatos entre os dias 10 e 14 de agosto. Durante o período, o Consultório Móvel da Superintendência de Bem-Estar Animal (SUBEA) estará instalado na Praça do Jardim Carioca, na Rua Aracy de Almeida, em frente ao nº 548.

A ação tem como objetivo ampliar o acesso aos serviços de saúde animal e oferecer atendimento mais próximo às famílias que possuem cães e gatos. Entre os serviços disponibilizados estão consultas veterinárias, vacinação antirrábica, vermifugação, aplicação de carrapaticida e avaliação clínica necessária para o agendamento de castração.

Atendimento por ordem de chegada

Para organizar o atendimento, serão distribuídas diariamente 15 senhas para consultas clínicas e outras 15 senhas destinadas exclusivamente à avaliação para castração. As vagas serão preenchidas por ordem de chegada.

Para ser atendido, o responsável pelo animal deverá apresentar documento oficial com foto, comprovante de residência em Campo Grande e CadÚnico atualizado.

Serviço

Período: 10 a 14 de agosto, de segunda a sexta-feira
Local: Praça do Jardim Carioca – Rua Aracy de Almeida, em frente ao nº 548
Serviços: consultas clínicas, vacinação antirrábica, vermifugação, aplicação de carrapaticida e avaliação para castração.
 

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